Parte da minha formação e vida laboral passou pela geometria e pelos traços. Desde que a aprendi, sempre fui amante do rigor da geometria. Ver atentados à lógica da geometria e ao seu rigor fazem-me arrepiar, mas pior que isso tudo é a falta de gosto e de profissionalismo e, não há outra justificação, pois desta vez informei-me devidamente perante um dos responsáveis pela obra e a resposta foi tão sem nexo e estúpida que nem a quero reproduzir aqui.
Desta vez a descoberta também não foi do repórter de serviço, pois foi chamado ao local por seguidores deste blog que mesmo não tendo a nóia da geometria como eu tenho se aperceberam, como qualquer um se apercebe, que na reposição daquele pavimento havia qualquer coisa que não batia certo.
Mas este não é caso único, pois outros atentados se estão a cometer pela cidade fora, mas o que mais irrita é que os pavimentos do centro histórico quase que acabaram de ser remodelados e agora com o pretexto da modernização foram todos esventrados e aqui põe-se a questão: Sabendo que as cidades estão sujeitas a constantes modernizações não seria de se terem previsto negativos para futuras infraestruturas? Ainda se ao menos soubessem remendar…
Anda por aí alguém que quer fazer cumprir o novo acordo ortográfico à força e ainda por cima mal, pois segundo o acordo, os C’s só são retirados de trás das consoantes se não forem pronunciados. Acontece que na palavra Chaves, o c é pronunciado juntamente com o h, tomado o valor sonoro (1) do x, logo, faz lá falta.
Assim, pede-se ao bem intencionado que retirou o c daquela coisa (2) no Miradouro de S.Lourenço , que o volte a lá pôr.
(1) – Penso que há um nome para isto, mas agora não me lembro.
(2) – Também penso que aquela coisa deve ter outro nome, mas não sei que nome lhe chamar.
VERSÃO 1
A versão 1 já era nossa conhecida, pois já é repetente no blog com publicação no Repórter de Serviço nº48
VERSÃO 2
Esta é a nova versão de tapar buracos. Será da crise? - Talvez sim, talvez não, mas vou mais por um tentar de igualar de cores por parte do pensador dos remendos, pois isto não é coisa de calceteiro, esses ainda vão tendo brio naquilo que fazem.
Na ausência da habitual crónica das terças-feiras, a “Pedra de Toque” de autoria de António Roque, que continua de férias, convidamos o “Repórter de Serviço” a dar uma voltinha pela cidade para ver aquilo que toda a gente vê, alguns ignoram, muitos não estranham e a maioria está a marimbar-se para o assunto tratando a coisa pública como uma coisa que não é de ninguém e sobre a qual não tem responsabilidades nenhumas, e esse, é o grande mal de muita gentinha. Eu costumo dizer que este alheamento do que é de todos está ligado à falta de chá para curar algumas maleitas ao longo da vida das pessoas. Falta de chá em casa, mas também nas escolas onde a educação extra-curricular, ou educação cívica, ou formação, ou aquilo que lhes queiram chamar, na prática não existe, e os professores (a grande maioria embora não todos) se excluem dessa missão de educar (o extra-curricular) defendendo muitos que a educação é em casa que se dá e isto, não são contas de outro rosário, mas deste rosário que é o de viver com os outros onde o que é público e o respeito pelo que é publico é de todos e só assim não é entendido, pela tal falta de chá que leva as pessoas ao alheamento. É assim que penso até que alguém me prove o contrário e o mais grave, é que esta atitude individual acaba por tomar de assalto atitudes das instituições, empurrando de umas para as outras os problemas e alheando-se elas próprias da coisa pública.
Por outro lado também não faltam por aí alguns iluminados que se acham detentores de toda a sabedoria, que não aceitam críticas, que são duros de ouvido e que quando lhes é dado um pouquinho de poder decisório que seja, tendem em tornar-se donos da(s) coisa(s) pública(s), e não estou a falar só de políticos, mas também de outros iluminados de instituições e até técnicos que são chamados a colaborar com esses iluminados e impõem a sua vontade pessoal à vontade pública e ao bom censo que sempre deve imperar em tudo na vida.
Depois há também o “deixa andar”, o passar ao lado, o ignorar. Desde que ninguém chateie ou levante ondas, é muito mais cómodo, não dá chatices e sempre deixa mais tempo para alguns devaneios e só depois da casa arrombada é que se metem as trancas na porta, como costuma dizer o povo e muito bem, tal como diz que os males devem atacar-se pela raiz ou mais vale prevenir que remediar.
Para hoje o repórter de serviço trouxe algumas imagens que ilustram bem algumas das partes do texto (para alguns, pois muitos nada verão nestas imagens). Coisas muito simples e pequenas de fácil resolução até, como no caso da última imagem onde finalmente o Monsenhor Alves da Cunha teve direito a um lugar (à sombra), não tão nobre como o que ocupava antes, mas está na Praça com o seu nome, o que já é alguma coisa. Coisas simples e pequenas que podem fazer a diferença, pois quanto às grandes, essas sim, já são contas de outro rosário que não podem ser tratadas aqui com a leviandade de um repórter de serviço.
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A cidade de Chaves, se há coisa em que não atina, é nas passadeiras de peões e então agora que pegou a moda das passadeiras elevadas, o desatino é total. Sem querer por em causa a legalidade das mesmas, pelo menos no que diz respeito (em alguns casos) à elevação excessiva e não uniformidade das mesma, ou à sua localização em vias de emergência, além de algumas que são uma autêntica ratoeira e atentado à segurança rodoviária (como a do Alto da Trindade em frente ao Café Manco) já vou pondo o material diferenciado em que as mesmas são construídas (cubos de granito) pelo incómodo para os peões, principalmente para as senhoras que gostam do seu salto alto (que tanto lhe eleva as formas) e para as pessoas com mobilidade limitada. Se a passadeira é para peões, pense-se nos peões e no piso que têm de pisar.
Mas a razão do repórter de serviço de hoje até nem tem a ver com esses pormenores importantes que deverão ser tratados com cuidado mais atento e caso a caso, mas com a estética e o desalinhamento do zebrado.
Já não há respeito pelo gosto e pela arte de bem construir… nem olho para os alinhamentos!
Desculpas pela qualidade da foto, mas é para condizer com a qualidade da passadeira (esta sem desculpas).
Há jardins que fazem parte do meu imaginário de criança. O Jardim Público é um deles. Embora ignorado e até maltratado durante anos, nunca perdeu o seu encanto de local aprazível de estar, caracterizado que era pelas suas sombras frescas que fazia as delícias dos verões quentes. Mas isto já é história, pois há poucos anos atrás as sombras deram lugar a clareiras e o chão, tornou-se poeirento e árido e, até a velha taça, que sempre teve água, mijaretas e peixes, deu lugar a uma “piscina” (a julgar pela cor azul com que foi pintada) mas sem água. Claro que a crise recomenda a poupança e a água é um bem precioso (todos entendemos isso) mas se a “piscina” está seca e não funciona, mais vale requalifica-la, atulhá-la de terra e botar por lá uns manjericos, pelo menos sempre cheiram bem e depois, a “piscina” sem água e cheia de lixo, dá ar de desmazelo, desinteresse pela coisa pública, um deixa andar… e isso parece mal.

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Finalmente o burro do Polis saiu do pântano e como tal leva um “Tá fixe” deste blog. As crianças exigiam-no e mereciam-no e, à Câmara Municipal fica bem o gesto. Agora, finalmente, já temos o nosso Platero.
Platero
Platero es pequeño, peludo, suave; tan blando por fuera, que se diria todo de algodón, que no lleva huesos. Solo los espejos de azabache de sus ojos son duros cual dos escarabajos de cristal negro.
Lo dejo sulto, y se va al prado, y acaricia tibiamente com su hocico, rozándolas apenas, las florecitas rosas, celestes y guapas… Lo llamo dulcemente: «Platero?», y viene a mí com un trotecillo alegre que parece que se ríe, en no sé qué cascabeleo ideal…
Come cuando le doy. Le gustan las naranjas mandarinas, las uvas moscateles, todas de âmbar; los hijos morados, sons u cristalina gótica de miel…
Es Tierno y mimoso igual que un niño, que una niña…; pêro fuerte y seco por dentro, como de piedra. Cuando paso sobre él, los domingos por las últimas callejas del pueblo, los hombres del campo, vestidos de limpio y despaciosos, se quedan mirándolo:
- Tien’ asero
Tiene acero. Acero e plata de luna, al mismo tiempo.
In «Platero y yo» de Juan Ramón Jiménez
Feita justiça ao Platero, a feijoada das quartas vem já a seguir.

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Com a chuva o repórter de serviço tem andado meio recolhido, mas ontem saiu à rua para dar ares da sua graça e, tropeçou com notícias da nossa prima mais querida a Primavera:
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Mas a alegria florida demorou pouco, pois numa das rotas do contrabando, o Repórter de Serviço foi mais uma vez foi contrariado pelo corte da Estrada de Outeiro Seco. Raio de obra…deve ser importante, pois só assim se justifica este corte de estrada que já dura há meses… e queixam-se os empreiteiros da falta de obras… mas há obras que chateiam e esta, também já chateia! Já agora, onde está a placa obrigatória com o custo e prazo da obra!? E a sinalização luminosa nocturna!?

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Não é por nada, mas este troço (com prolongamento para a Av. da Galiza) anda em obras há quase 10 anos. Primeiro as obras de Saneamento, depois as Águas de Portugal, depois o Gás, depois nem sei o quê…. Agora, estas, penso que já vão a caminho de 2 anos (não sei bem, pois andei à procura da placa da obra e não a encontrei), mas com o pessoal que anda em obra, não admira que demore mais uns meses…
Já começa a ser uma obra vergonhosa e que irrita o mais paciente dos utilizadores diários e, convém não esquecer que é uma estrada nacional com ligação internacional e das mais movimentadas de Chaves.
Falta de coordenação entre entidades, desleixo, abuso, irresponsabilidade, incompetência!? Não sei…nem sequer sei de quem é a culpa, mas pela certa é dos intervenientes!
Sei, disso tenho a certeza, que JÁ ESTAMOS FARTOS! Basta, acabem lá com o raio da obra!
Primeira Reportagem
Já há muito que não passávamos pelo parque infantil do Polis, pois tinha medo que a minha criança caísse ao pântano e o burro, com o susto, lhe desse um coice. No entanto, há dias, andando eu a fotografar as nossas névoas junto ao rio, passei pelo dito parque e eis que dei comigo a dizer: - Tá fixe, foi-se o pântano e o burro! – um bocadinho mais à frente, dei-me conta que afinal, o burro e as vacas, estavam deitados na relva a descansar.
Se criticar não custa nada, o elogio também deve ter o mesmo preço. Assim, da minha parte, fica o elogio para os trabalhos que se estão a fazer no parque infantil e levam com um “Tá Fixe”, no entanto, o Repórter se Serviço fica à espreita e à espera que o burro e também as vacas, regressem ao seu local de origem, para então sim, levar com um Tá Fixe definitivo.
Segunda Reportagem

Há dias, num passar de horas qualquer, virei os meus destinos em direcção à serra até que cheguei a uma curiosa placa toponímica onde rezava assim: “Rua da Calcada Romana”. Primeiro ainda esbocei um sorriso malandro pela ausência de um acessório qualquer numa das letras, mas depois fiquei mais sério. Poderia ser ignorância minha. Mal chegeui a casa, agarrei no dicionário e toca a consultar o significado da palavra “calcada”, onde diz: calcada s.f. 1 acto de calcar; 2 luta; pancadaria.
Mais uma vez o sorriso malandro não tinha razão de ser. Afinal era mesmo ignorância minha o não saber que por aqueles lados, ao que parece, os romanos lutaram e andaram à pancada. E já que temos um Bairro da Moca, porque não uma Rua da Pancada!? Tá bem e só não leva um tá fixe porque eu não vou muito em lutas, pancadas e violências.
Já a seguir, o Discurso Sobre a Cidade de hoje, de autoria de Tupamaro.

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Pois foi prometido e ele aqui está. O Repórter de Serviço, como não é político, ainda cumpre a palavra. Cumpre e pede desculpas por anteriores apontamentos e reportagens, principalmente as que se prendem com o burro do polis estar enterrado no pântano, pois o Repórter ignorava que as obras do polis ainda não tinham terminado, pois segundo o placar, ainda faltam 40 segundos para a obra terminar. Talvez cheguem para o burro…
Desculpas, tá!?

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O PM Sócrates e os seus assessórios bem podem dizer que Portugal já saiu da recessão e está a sair da crise a passos largos, mas todos sabemos que não é bem assim, aliás até já estamos habituados a não levar a sério aquilo que ele diz. Por cá, como bons transmontanos que somos, conhecemos a crise desde há séculos, e, já se sabe que em tempo de crise, nem há como poupar. Sócrates que ponha os olhos em Chaves, em como por cá se poupa sustentadamente, com reciclagem, reutilização e tudo…
Já sei que os puristas vão dizer que aquilo são remendos de sapateiro, que põe a arte em causa, o bom gosto, a geometria dos passos, a harmonia da coisa, etc, e tal. Puristas e intelectuais, tudo a mesma corja… lá por lerem uns livros e pseudo perceberem de arte já pensam que são detentores da verdade toda, quando não passam de parolos armados em pavões… eles que falem! O momento é de crise e, mesmo que supostamente tivessem razão, que se lixe a arte, a harmonia, o bom gosto e essas tretas todas. Os buracos foram remendados e muito bem. Os meus parabéns ao iluminado da crise.
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Já agora, se não deram conta, um pouco mais abaixo, no Tabolado também há por lá uns remendos a botar. Pela certa que em armazém ainda há mais cubinhos de calcário dos desenhos pirosos das Freiras e do Arrabalde. A crise recomenda que se apliquem e os buracos no Tabolado destoam um bocadinho. Botem-lhe com os cubinhos em cima, que ninguém vai dar por nada.
Como parece que o Repórter de Serviço despertou, mais logo, promete trazer aqui nova reportagem, de fim de tarde. Até lá.

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Com a Campanha Eleitoral o Repórter de Serviço também esteve ausente, mas agora está de volta e, não é para espantar, volta com o burro do costume. Certo que já sofreu uma acção de lifting, apararam-lhe as ervas daninhas que o rodeavam, mas o burro… continua enterrado no pântano.

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Pois é, o coitado do burro continua a pastar no pantanal. A táctica agora é deixar crescer as ervas para o burro ficar escondido entre elas, entretanto quem não se contenta com o seu território, é mesmo o pântano, e lá vai crescendo ao seu bel prazer e, pelo caminho que leva, não tarda e ocupa todo o parque infantil, ou suposto parque infantil, pois seria de supor que em vez do pântano, deveria existir por lá relva para os putos darem umas cambalhotas ou brincarem com o burro. Mas bem pior que o mau aspecto e os putos não poderem usufruir de um espaço que deveria ser para elas e o lixo, a mosquitada e as águas estagnadas, em suma, um atentado à saúde pública. Com tanta preocupação e alarmismo que há com a gripe A, que dizem andar por aí mas para além do negócio, ninguém a vê, este pântano é bem visível, mas ninguém tomas medidas para o contrariar. E fiscalização, onde para!? Será que este parque infantil tem condições higiénicas e sanitárias para continuar aberto!?
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Mesmo ao lado, naquilo que se supunha ser um parque de estacionamento, continua a ser um parque de campismo de populações nómadas. E por lá fazem tudo… e tal como o pântano, também ninguém vê nada!
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Visível já é a reconstrução do muro que ruiu para o Tâmega. Demorou, mas finalmente está de pé, no entanto, como não se trata de um campo de futebol para um torneiro de fim-de-semana, a conclusão das obras (dada a sua complexidade) prometem demorar mais uns meses. São as chamadas e conhecidas obras de Santa Engrácia em que além de nunca terminarem, deixam sempre rabos de fora.


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