“Cá ando a inventariar, numa ternura estrangulada, o Portugal remoto e arcaico que nos resta…” escreveu Torga numa da vezes que andou por estas bandas. Eu, um pouco ao jeito de Torga, também gosto de andar por aí a inventariar, mas mais naquilo que nos é próximo, que é nosso, cá da terra, a inventariar sítios onde passei e vivi em criança, lugares onde cresci, recantos que descobri ao longo da juventude, aldeias, montes, planaltos, rios e riachos que fui descobrindo já em adulto. Alguns desses lugares, se não fosse pelo inventário regular, já nem os reconheceria como nossos, mas com o tempo fui-me habituando às alterações, algumas fruto de muitos disparates, crimes até, que se cometeram contra o nosso património natural pela ganância de dinheiro fácil, mas felizmente, como diz o povo “Não há mal que sempre dure, nem bem que se não acabe” e já sabemos que o povo tem sempre razão.
Pois o nosso Rio Tâmega enquadra-se bem em tudo que atrás foi dito e, depois de quase todo esventrado para lhe sacar a areia que depressa se transformava em betão e dinheiro, a razão do povo lá se cumpriu e um dia o mal acabou, e com o tempo, embora nunca se recuperasse o rio entre as suas margens, ganhavam-se lagos, ganharam-se novas espécies na sua fauna, sobretudo aves. Transformaram-se os esventramentos (agora cheios de água) e as suas margens numa reserva ecológica protegida, mandaram-se fazer estudos e projetos para o local, montaram-se observatórios para ver e estudar as aves. Fizeram-se caminhadas de observações… e quando tudo parecia estar bem encaminhado, lá veio a razão do povo outra vez com o “Não há mal que sempre dure, nem bem que se não acabe” , mas desta vez foi o bem que se acabou, ou virou a selvagem: por esquecimento, por incúria, por falta de fiscalização, por falta de respeito, e fico-me por aqui.
Basta percorrer as margens destes lagos para se saber daquilo que estou para aqui a dizer, mas eu deixo-vos algumas imagens junto a dois dos observatórios, que ao que parece, até já viraram a “residências” sabe-se lá de que, mas pelo menos já têm moveis dentro e até cortinados nas portas, mesmo que por jardim tenham lixo e mais lixo, que se vai amontoando por este ano não ter havido cheia com força para levar tudo por água abaixo.
E que não digam por aí que este caso é desconhecido das autoridades, pois já por várias vezes aqui passou, bem como pela imprensa e outros sítios na net, mas parece que tudo que é património, que é de todos, é um caso (politicamente falando) perdido, sem interesse, para deixar andar, pois entre outras razões, pode ser que se resolva por ele próprio, e neste caso particular, é só esperar por uma cheia do Tâmega daquelas valentes, que o lixo desaparece todo (ou muda de sítio). Mas temos pena, pelo menos eu tenho pena de ver lugares que poderiam ser tão agradáveis, tão bem aproveitados, tão bem explorados como uma riqueza natural a morrer por abandono e puro desleixo, onde, não há culpados.
Por mim, de vez em quando lá vou inventariando e registando em imagens para memória futura, entretanto, do meio da lixeira e com a respiração contida, ainda podemos disfarçar tudo isto com imagens mais agradáveis, pelo menos aparentemente, mas lá diz o povo “as aparências iludem” e nunca é demais dizer que o povo tem sempre razão.
Ainda antes do “Discurso Sobre a Cidade” de hoje, a defesa do nosso rio Tâmega merece que partilhe aqui um texto que caiu na minha caixa de mail’s:
Foto: Darren Whiteside/Reuters
Caríssimos Amigos
Dois atletas portugueses de Canoagem, Fernando Pimenta e Emanuel Silva, ganharam hoje a Medalha de Prata dos Jogos Olímpicos de 2012 na modalidade K2 1000 Metros.
Muito provavelmente será a única que Portugal trará de Londres.
Com o acrescentado Mérito de que – dentro do milenar Espírito Olímpico – estes atletas, ao contrário da maior parte dos profissionais que participam nos Jogos, são, verdadeiramente, AMADORES!
Congratulemo-nos com esta victória que também é a de todos aqueles que defendem as práticas desportivas e o Turismo de proximidade com a natureza.
Mondim, e o Tâmega, o nosso Rio, ameaçado de destruição pelo compadrio entre os que o querem embalsamar e os que o querem sacrificar à sua ganância e incapacidade administrativa, ganha, assim, a dimensão dum palco natural, genuíno, em que autênticos amantes do desporto vivem os seus tempos livres na proximidade com a natureza que uns querem preservar mas que, infelizmente, outros vieram para a roubar e destruir.
Sem qualquer desrespeito por todos os que praticam, exemplar e salutarmente, outras modalidades desportivas, recordamos no justo sabor desta victória todos os que cresceram, viveram e vivem nas margens do nosso sagrado RIO, do Alto ao Baixo Tâmega, amando-o e defendendo-o como “ coisa própria nossa”.
João Alarcão
A caminho da Nascente do Rio Tâmega
E cá estou eu, bem mais tarde do que tinha previsto, mas primeiro foi preciso repor forças de dias muito agitados e, claro, havia que ver o jogo da nossa seleção onde até o Cristiano Ronaldo ficou meio perdoado. Mas cheguei e estou aqui tal como tinha prometido, também com a prometida reportagem do XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos.
Só os mais ousados ousaram em ir mesmo, mesmo onde o Tãmega nasce
Como as fotos são muitas e não vou ter argumentos escritos para acompanhar a pedalada das imagens, embora argumentos não faltem, vou-me ficar pelo resumo e pelo andar do encontro, ou seja, vou reproduzir aqui virtualmente aquele que foi o nosso encontro/passeio/convívio real.
Ora aqui é que o tâmega nasce mesmo - A imagem é de arquivo,
de há dois meses atrás, ainda sem a vegetação que agora quase
não o deixa ver nascer e, confesso, que desta vez fiquei a uns
metrinhos da nascente.
Tal como estava previsto arrancámos de Chaves às 8H30, recolhemos os nossos amigos galegos em Verin e a partir de aí foi rumo à nascente do Rio Tâmega, pois o Tâmega não nasce propriamente aqui ao lado, ainda são precisos umas dezenas de quilómetros para se chegar até à nascente. Mas chegamos.
Também há água do Tâmega, as escassos metros da nascente principal, mas de nascente secundária que só aparece com as chuvas
Claro que como mandam as boas regras destes passeios e encontros há que fazer o reconhecimento prévio daquilo que há a visitar. Nós, organização, também o fizemos, ainda em pleno inverno, seco, e embora a nascente nunca seque, ontem surpreendeu-nos com a quantidade de água das nascentes. Sim, das nascentes, pois embora o Rio Tâmega tenha uma nascente principal, ao seu redor existem várias nascentes secundárias que com a abundância das chuvas dos últimos meses, resolveram dar o ar da sua graça e quase nos impedir de chegar até à nascente principal e, diga-se a verdade, só os mais ousados conseguiram lá chegar, e mesmo assim, alguns trouxeram mais do que os pés molhados de recordação.
O Tâmega a uma ou duas centenas de metros da nascente é assim. É também o lugar da primeira "ponte", já em Albergaria
Ainda bem que de seguida descíamos à primeira povoação – Albergaria – onde também há um albergue de peregrinos. Feitos peregrinos, também rumamos até ele, onde estava previsto o nosso primeiro reforço alimentar.
E aqui encontraram-se os pastéis de Chaves e a Bica de Laza - Albergaria no albergue dos peregrinos
Mas antes ainda houve tempo de ver onde pela primeira vez o nosso Rio Tâmega passa por baixo de uma ponte, ou coisa parecida, digamos antes onde o rio passa por baixo de qualquer coisa, um muro, seguido de um pontão e logo de seguida de um aqueduto por baixo da primeira estrada que o atravessa.
A visita guiada pelo Alcaide de Laza a Albergaria
Depois sim, é que fomos à descoberta de Albergaria, do albergue e dos pastéis de Chaves e da Bica de Laza. Combinação perfeita para um pequeno-almoço, não só pelos sabores salgado e doce mas também pela gastronomia típica de Chaves e de Laza se encontrarem na mesma mesa. Quanto à bebida, aí já foi ao gosto de cada um, houve quem preferisse o branco (como mandam as regras de acompanhamento do pastel de Chaves), as minis, sumo ou água, que se fosse da fonte, era água do Rio Tâmega, pois é o Tâmega quem abastece de água esta aldeia de Albergaria.
Uma rua de Albergaria, bem idêntica às nossa ruas das aldeias rurais
Em Albergaria esperava-nos o Alcaide de Laza. Para quem não sabem o Alcaide é o correspondente político ao nosso Presidente da Câmara, mas com muitas diferenças (pela positiva) tal como se veio a verificar ao longo de todo o passeio. E foi precisamente o Alcaide de Laza que a partir de aí serviu de nosso guia, começando por nos mostrar a Aldeia de Albergaria e aquele que é o monumento simbólico da aldeia – “El Rollo – Pena de Picota” – aquele que era um símbolo de jurisdição, justiça e castigo.
Igreja e cemitério de Albergaria
Tomado o pequeno-almoço e visitada Albergaria, havia que continuar caminho ao longo do vale do Tâmega. O Próximo ponto de visita era Tamicelas, uma aldeia onde, no mesmo ponto, se encontram três rios, o nosso Rio Tâmega e os seus afluentes – Rio Naveaus e Rio Navajo, mas a viagem não foi direta até lá, pois fizemos um pequeno desvio por aquele que teria sido o fojo ou terras do homem lobo galego.
Tamicelas - A caminho do Tâmega e dos seus dois afluentes Naveaus e Navajo
Depois sim, Tamicelas, onde o Rio Tâmega engrossa um bocadinho com o Naveaus e Navajo, pois ainda estamos a falar de rios que estão a meia dúzia de quilómetros (apenas isso) da nascente e, diga-se a título de curiosidade, que o Rio Tâmega às vezes tem menos caudal que os seus afluentes, mas é ele que detém o nome até entrar no Rio Douro por ser o de percurso mais longo.
As primeiras águas onde Naveaus e Navajo já correm no Tâmega
Visitado o Tâmega e os seus primeiros afluentes rumamos a Laza, sede de concelho e cheia de tradições ligadas ao carnaval, à terra dos Peliqueiros, mas também à boa gastronomia e ao bem receber. Da minha parte já há anos que ando para visitar e viver o seu carnaval, mas tem sido sempre adiada a visita, mas ficou a promessa de que no próximo carnaval farei passagem obrigatória por Laza, pois o Alcaide abriu o apetite da visita a todos os presentes e, mesmo que não seja pelo carnaval, irei lá sempre que possa, pois fiquei fã do Xastré e já o era da Bica. Coisas preciosas que é preciso prová-las e saboreá-las pois em palavras não consigo descreve-las.
Entrada em Laza
Da Bica já vos tinha falado, é o tal bolo típico de Laza e que tanto quanto sei, só lá é que se faz. O Xastré é um licor de ervas de cor verde. Precioso tal como preciosa iria ser a leitura de “Berce de Peliqueiros”, poesia de Carmen Rivero Gallego que o Alcaide de Laza ofereceu a todos os participantes como recordação da nossa passagem pelo concelho.
As homenagens aos Peliqueiros de Laza repetem-se ao longo das ruas
E a seguir a Laza, mesmo ali ao lado na aldeia de Souteliño. A Casa Helena esperava-nos para o almoço, também na companhia do Alcaide que fez questão de nos acompanhar em todo o percurso do seu concelho. Penso que também todos os participantes ficaram fãs do Alcaide, pela sua simpatia, simplicidade, inteligência e bem receber.
Já em Souteliño a caminha da paparoca
Na Casa Helena "ao serviço da realeza"
Almoçados, e como os ponteiros dos relógios nestes encontros parecem andar mais depressa que o normal, tínhamos que rumar a Verin, à Casa Escudo onde o Tenente Alcaide (para nós o vice-presidente da Câmara) nos esperava para a visita à Casa Escudo e posterior caminhada pelo Caminho Real até ao Castelo de Monterrei. Cumprimos a visita à Casa Escudo com o apreciar de uma exposição de artes plásticas e uma vista de olhos o albergue de peregrinos que a Casa Escudo alberga. Um agradecimento também para a simpatia do Tenente Alaide e um lamento da nossa parte por não podermos tido tempo para dedicar mais algum tempo a Verin, mas Verin é Verin, já faz parte da vida flaviense há muitos anos e por isso, já não é desconhecida para nós. Penso estarmos perdoados.
O Alcaide de Laza já na hora da despedida (de laza)
Caminhada até ao castelo onde a festa das gaitas nos esperava, mas também uma visita guiada ao Castelo, sempre debaixo de olho do Castelo de Monforte que lá ao longe marcava presença na coroa da montanha. Mas como ia-mos em visita e não em conquista, penso que ficou só de olho em nós.
Chegada à Casa do Escudo em Verin
A festa das gaitas era a uma “Xuntanza Internacional de Gaiteiros” ou seja, um encontro internacional onde além dos grupos locais desfilaram outros grupos de outras paragens cuja atuação ia sendo intervalada pelo sinal de alguns cigarróns de Verin.
Início da caminhada pelo Caminho Real em direção ao Castelo de Monterrei
No castelo não tínhamos o Rei nem os príncipes à nossa espera, mas tínhamos o Alcaide de Monterrei que gentilmente nos recebeu, mesmo com o castelo em festa, e nos cedeu o Albergue para podermos poisar, lanchar, entregar os prémios do concurso de fotografia do último encontro e terminar o convício do XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos.
Ainda a Caminho do Castelo ele deixa-se ver em toda a sua imponência
Por último uma referência para o Alcaide de Mezquita, que embora pertencente a um concelho fronteiriço com Vinhais, nos acompanhou desde a primeira à última hora do encontro, e foi um prazer conhecê-lo e, tão curiosos ficámos de conhecer o seu concelho que o próximo encontro de Verão ficou marcado para terras de Mezquita.
E no castelo havia festa
E “prontos”, em palavras fico-me por aqui, pois os restantes momentos do encontro, ficam tal como os poetas costumam fazer, guardados no coração e registados em imagens fotográficas que nos próximos dias, pela certa vão surgir nos blogues dos participantes e nos sítios do costume na Internet.
Uma vista para o Brunheiro e Vale de Chaves desde o Castelo de Monterrei
Antes de terminar, ficam os agradecimentos ao Centro de Desenvolvimento Rural – Portas Abertas – por ter sido parceiro na organização deste encontro, aos amigos Carmen e Pablo Serrano sem os quais este encontro não teria sido possível e aos Alcaides de Laza, Verin e Monterrei por nos terem recebido, ao Alcaide de Mezquita por nos ter aturado e às Puertas de Galícia Verin-Viana por ter apoiado este encontro, sem a qual também não seria possível. Um agradecimento também a Eduardo Castro por nos ter feito companhia em todo o percurso mas principalmente por nos ter servido de guia entre Laza e o Castelo de Monterei e por ter partilhado connosco o seu saber sobre o Vale do Tâmega e Monterrei.
Uma vista desde o Castelo para o Parador
E a partir de agora é que o “prontos” é definitivo. Ficam apenas imagens e a respetiva legenda.
E faço já a despedida, com um até mais logo, com duas crónicas a acontecer ainda hoje, como habitualmente o “Quem conta um ponto…” de João Madureira e as “Intermitências” de Sandra Pereira.
E a festa dos gaiteiros e da música continuava
momento da atuação dos Gaiteiros de Verin
Alguns Cigarróns de Verin
Para mais tarde recordar
E a festa continuava
E a nossa terrinha alí tão perto
Já na hora da despedida o Castelo ia ficando para trás
E para terminar, duas peregrinas a caminho de Santiago - Em Laza
A imagem de hoje tinha de ser obrigatoriamente do nosso Rio Tâmega e tudo, porque amanhã, blogers e fotógrafos Lumbudus e muitos outros, querem saber de onde vem toda esta água, onde ela nasce, onde vê a luz do dia ou o luar pela primeira vez. Queremos palmilhar todo o vale do Tâmega até à sua nascente.
O desafio foi lançado pela Associação de Fotografia Lumbudus e pela Centro de Desenvolvimento Rural Portas Abertas, (http://www.cdrportasabertas.org/ ) uma ONG galega que desde há uns anos a esta parte se tem associado a eventos ligados à raia entre a Galiza e o concelho de Chaves. De ambos os lados da raia aderiram 70 pessoas, que do lado português, flavienses e não flavienses, veem desde Elvas, Lisboa, Aveiro, Coimbra, Espinho, Torreira, Porto, Marco de Canavezes, Braga, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. Do lado galego, saberemos quando nos reunirmos com eles em Verin, mas sei que há gente vinda de propósito da Corunha, e tudo e todos, para ir por este rio acima ver onde ele nasce e os seus primeiros passos ainda selvagens, mas também pelo convívio, pela fotografia, pela amizade e para conhecer melhor os nossos amigos galegos e os seus lugares.
Desde já uma palavra de agradecimento para Puertas de Galícia Verin-Viana (http://www.puertasdegalicia.com/) que acarinhou esta viajem pelo Rio Tâmega acima e para os Alcaides de Verin, Laza e Monterrei que além de nos receberem nas suas terras, fazem questão de se associar ao nosso convívio. Afinal de contas o Rio Tâmega é de todos nós.
Assim, amanhã é natural que venha por aqui mais tarde que o costume, mas com a promessa que vos deixarei aqui as imagens de onde toda esta água que passa por baixo da nossa Top Model Ponte Romana acontece pela vez primeira.
Até amanhã, tarde, bem tarde.
O poeta João de Deus e pai da Cartilha Maternal, o quarto de catorze irmãos, nunca teve uma vida desafogada. Conta-se que os amigos de boémia e tertúlia se aperceberam que apesar de João de Deus ser uma pessoa inteligente e culta, vivia de um modo humilde. Pensaram, então, apresentar o seu nome para candidato a deputado pelo círculo de Silves à Assembleia Nacional, contrariando assim a sua vontade. João de Deus montou um burro e percorreu as aldeias pedindo que não votassem nele, mas acabou por vir a ser eleito. Como consequência mudou-se para Lisboa em 1868 para ocupar o lugar do cargo para o qual tinha sido eleito, mas ao cabo de uns meses abandonou a vida das Cortes, justificando a sua saída com apena uma frase: “Não nasci para canário!”.
Pois hoje em dia, canários, é coisa que não falta nos corredores do poder e, cantar cantam eles, aliás parece-me que é a única coisa que sabem fazer, pois em tudo o resto são uma desgraça e para a nossa felicidade, mais valia que não cantassem, pois a cantoria, está a sair-nos cara demais.
Mas vamos ao que importa. A imagem de hoje é do nosso rio Tâmega que calmo por aqui, ainda calmo e pachorrento, vai escolhendo naturalmente o seu melhor caminho até chegar ao Rio Douro. Mas os “canários” não querem que ela corra assim naturalmente e como se isso não bastasse, venderam-no para nele construírem barragens, mas o mais caricato da questão, é que arrecadaram o dinheiro e quem vai pagar a construção das barragens, somos todos nós, claro que é um pagamento camuflado em faturas da EDP e outras que tais, para não dar muito nas vistas e não se levantarem muitas ondas. E o zé povinho, como gosta de música, deixa-se encantar pela cantoria dos canários.
O Caricato é que estes canários, como não sabem fazer música e muito menos escrever as letras das canções, geralmente copiam aquilo que os outros lá por fora vão cantando, mas só quando lhes convém ou então copiam canções démodé.
Imagem para memória futura, pois tudo o que se vê será engolido por uma barragem
Mas voltemos ao rio e às barragens.
Os Estados Unidos da América dizem adeus às suas barragens: ‘São caras e nocivas ao ambiente’, dizem eles. Na realidade os especialistas, principalmente aqueles que se preocupam com o futuro e com o ambiente, dizem todos que as barragens são um símbolo obsoleto do século XX e que só deverão resistir as eficientes. Vejam o vídeo da reportagem da TVI que ficou no post anterior para verem qual a eficiência das barragens que querem impigir para o Rio Tâmega e outros rios do género.
Até finais de 2011 foram destruídas nos EUA 925 barragens. Em Portugal constroem-se barragens.
Não deixem de ver a reportagem da TVI que ficou no post anterior – “As faturas de betão” – Só o título já é sugestivo.
Eis-nos de regresso à cidade, de Chaves, claro, com uma foto de uma passagem para a outra margem do Rio Tâmega, por onde durante séculos se fizeram muitos regressos e muitas partidas.
Para já apenas uma imagem, mas hoje é dia de duas crónicas. Uma a acontecer às 9 horas em ponto – “Quem conta um ponto” – de João Madureira e outra de fim de tarde, às 17H30 - Intermitências - de autoria de Sandra Pereira.
Até lá!
E passado que está mais um 25 de Abril que deveria ser de festa mas que, pelo menos em Chaves, não aconteceu e mais parecia um daqueles domingos deprimentes em que ninguém sai à rua, voltamos em imagem à nossa cidade e àquilo que vamos tendo de melhor, a um local, este sim, que se quer calmo e saudável.
Já seguir vem aí o "Homem sem memória" de João Madureira.
Já não é a gente que povoa as varandas a ver quem passa. A vida, que às vezes há por lá, agora é outra, indiferente a quem passa se não for uma ameaça.
Ainda com vida vai correndo o nosso Tâmega, agora passeado ao longo das suas margens, cruzado por pontes novas e velhas, poldras e pontões, continua a mostrar o ar da sua graça que esperamos continuar a ter, pois ele também faz parte da alma flaviense e vamos querer que continue a fazer, mas também ele continua ameaçado e continuará, se não houver um pouco mais de respeito por ele…
E por agora é tudo. Hoje não há “Discursos Sobre a Cidade” mas quem sabe se não teremos ainda por aqui folares, que hoje, os mais católicos, lá terão de o saborear sem carne.
No Sábado passado fui dar uma voltinha pelas margens do rio. Convém de vez em quando dar umas voltas por aí, para nos irmos mantendo atualizados, pois enquanto lançamos uns olhares fotográficos também vamos pondo a conversa em dia e vendo um ou outro amigo que já não víamos há tempos e claro, também vemos outras pessoas.
Quando o meu tempo, infelizmente ou felizmente, não me permite muitas destas voltas ao longo do rio, poucas vezes gozo estes momentos mas ao chegar à antiga presa dos Agapitos e vejo o antigo edifício da presa onde funcionou a primeira central elétrica de Chaves, lamento que ninguém tivesse tido a feliz ideia de a incluir nas obras do Polis e recuperar um pouco da memória e da história de Chaves. Mas para que essas coisas aconteçam, é preciso ter alguma sensibilidade e também conhecer a história de Chaves.
Vamos lá honrar o compromisso de trazer a este blog o mundo rural aos fins-de-semana, hoje com três imagens de um cantinho do nosso Rio Tâmega, onde ainda apetece sempre ir e estar.
Claro que convém não reparar muito nos pormenores e trazer-vos aqui apenas o todo que o olhar consegue captar, porque senão, a conversa começa a descambar para o torto.
E para terminar estas breves palavras, mesmo sem os pormenores que hoje não me apetece abordar, o Rio Tâmega e os seus cantinhos, ainda nos vão proporcionado imagens como as de hoje. Um pouco de amor pelo nosso rio não ficaria mal, mas, apenas se pede, ou melhor, exige um bocadinho de respeito por ele.
Enquanto que nos Estados Unidos se estão a demolir centenas de barragens pelos impactos negativos que têm causado ao longo da sua existência, por cá, avança-se com a construção de novas barragens, mesmo contra todos os pareceres negativos de impacto ambiental, e sociocultural e económico das populações afectadas.
E o que é que os autarcas das áreas afectadas directa ou indirectamente dizem e fazem?
Dizem que sim a tudo. Que sim, que as barragens só tem impactos negativos. Que sim, que se construam desde que nos compensem, ou seja, baixam as calças e dizem – Já que “tem de ser”, pelo menos dai cá algum, ou seja ainda, seguem a velha máxima de “Se não podes vencê-los, junta-te a eles”
É quase caso para adaptar a Lei de Lavoisier e dizer “ Todos se compram, todos se vendem e todos perdemos”, principalmente perde-se património natural, cultural e social que vem demonstrar bem quem é que são os poderosos e as ratazanas que vivem das suas migalhas.
Só estou curioso em saber se a Iberdrola vai pagar em Euros ou Iuans (moeda chinesa).
Está assim anunciada e certa a morte do Rio Tâmega!
A notícia que a seguir transcrevo foi publicada no Diário Atual e é da responsabilidade da Jornalista Sandra Pereira, eu apenas sublinhei e passei a vermelho algumas passagens:
Autarcas aguardam aprovação do Plano de Acção para compensar prejuízos da “cascata” do Alto Tâmega
Resultado das compensações e contrapartidas pela construção das barragens do Alto Tâmega, Daivões e Gouvães, a região do Alto Tâmega poderá beneficiar de um forte investimento em obras, com a Iberdrola a financiar mais de 100 intervenções, num total de cerca de 47 milhões de euros. Os autarcas já apresentaram uma extensa lista de reivindicações à empresa hidroeléctrica, encontrando-se já em fase final de negociações, e esperam resposta positiva até Março. Com mais área inundável, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena serão os concelhos mais beneficiados.
Unidos na Associação de Municípios do Alto Tâmega (AMAT), os autarcas da região apresentaram recentemente um Plano de Acção para Compensação Socioeconómica e Cultural à Iberdrola, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte), de modo a compensar os impactos negativos da construção das barragens do Alto Tâmega, Daivões e Gouvães no rio Tâmega.
Os beneficiários das contrapartidas financeiras locais – 50% do montante total distribuído em proporção da área inundável – serão os quatro concelhos directamente afectados pelo complexo hidroeléctrico lançado em 2007 no Programa Nacional de Barragens: Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena, Boticas e Chaves. Já Valpaços e Montalegre, que não terão área inundável, serão abrangidos pelas compensações regionais (restantes 50%). No total, a empresa espanhola adjudicada para a concessão da “cascata” do Alto Tâmega irá desembolsar cerca de 47 milhões de euros em obras para a região, que irão sustentar investimentos na ordem de 160 milhões de euros.
Enquanto presidente da AMAT, o autarca de Ribeira de Pena, Agostinho Pinto, aguarda uma contraproposta da Iberdrola ao Plano de Acção elaborado pelos municípios do Alto Tâmega, com a colaboração da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). “Fez-se um trabalho exaustivo, elaborámos um plano, baseado na Declaração de Impacte Ambiental, que consideramos justo e agora tudo depende da aceitação da Iberdrola”, avançou Agostinho Pinto, que acredita que o consenso com a empresa será obtido até Março. Caso o acordo seja selado, o Plano de Acção começará imediatamente a ser executado com a criação de uma Agência de Desenvolvimento Regional.
Plano de compensações surge após mais de um ano de difíceis negociações
Após mais de um ano de difíceis negociações e divergências entre municípios e empresa, o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, Domingos Dias, que lidera o concelho que será mais afectado pelas barragens, afirmou ao jornal “A Voz de Trás-os-Montes” que “a Iberdrola concorda” com o Plano de Acção e que este “tem todas as condições para ser aprovado pelo Governo”. Antes disso, o Estado terá de acordar com as empresas hidroeléctricas a revisão do sistema de tarifário eléctrico e do mecanismo de “garantia de potência”, que até à data destinava avultadas ajudas públicas às empresas para assegurar um determinado volume de electricidade. Esta revisão de tarifas foi imposta pela Troika e o Governo espera ver o processo concluído no início do próximo ano.De resto, os municípios afectados pela construção das três barragens do Alto Tâmega também exigem compensações de 2,5% sobre o total de energia produzida, uma “renda” idêntica à paga pelos parques eólicos, mas não existe para já legislação nesse sentido para os empreendimentos hidroeléctricos, apesar de ter sido solicitada ao Governo pelos autarcas do Alto Tâmega. Mesmo assim, fruto das negociações da Associação Nacional de Municípios Portugueses com o Governo, as “rendas” das áreas inundáveis deverão aumentar devido a um novo acordo que deverá ser alcançado em Janeiro.
Além disso, a derrama (sobrecarga fiscal sobre o lucro) deverá passar a ser paga nos concelhos onde a energia é produzida. Por último, a empresa de geração e distribuição de energia eléctrica terá ainda de assumir as reposições, ou seja, repor todas as estradas e habitações destruídas com as obras, bem como pagar as devidas indemnizações à população afectada. Para os autarcas do Alto Tâmega, as reivindicações de contrapartidas financeiras são legítimas, tendo em conta que a Iberdrola pagou ao Estado um prémio de concessão cerca de 320 milhões de euros pela exploração das barragens durante 65 anos.
BOTICAS: Município reivindica investimento de 8 milhões de euros em obras
No site da autarquia, o executivo de Boticas avançou que “aguarda ver o Plano de Acção para Compensação Socioeconómica e Cultural aprovado, com vista à promoção da coesão social e de justos equilíbrios no desenvolvimento da região”. Nesse plano, o concelho botiquense reivindica uma compensação de cerca de 4 milhões de euros, sendo os projectos considerados pela autarquia o reforço dos meios de socorro e protecção civil dos Bombeiros Voluntários de Boticas; Centro de Artes Nadir Afonso e respectivo parque de estacionamento; Rede de unidades museológicas – Complexo Mineiro Antigo do Vale Superior do Rio Terva e Ecomuseu do Barroso; Parque Boticas – Natureza e Biodiversidade; Regeneração Urbana da Estância Termal de Carvalhelhos; Reabilitação dos aglomerados da zona afectada; Protocolo Fundação Nadir Afonso; Residência assistida e Requalificação da Santa Casa da Misericórdia de Boticas.
Já no que respeita às comparticipações, os projectos integrados são a Beneficiação/ Rectificação da ex-EN103 entre a EN312 (Boticas-Sapiãos) e o Limite do Concelho; as parcerias para a Regeneração Urbana – “Boticas Viva – Regeneração do Núcleo Antigo”; a Beneficiação de Edifícios Municipais; a Beneficiação da Rede Viária Municipal, Fase II e III e, por último, a Unidade de Cuidados Continuados. Ao nível destes projectos a Iberdrola terá de disponibilizar um montante adicional de cerca de 4 milhões de euros ao concelho de Boticas. À excepção das acções da inteira responsabilidade da Iberdrola, a maioria dos investimentos são alvo de financiamento pelo QREN.
CHAVES: Investimento de cerca de 3,5 milhões de euros para aplicar na zona de Vidago
No concelho de Chaves, o montante reivindicado à Iberdrola ronda os 3,5 milhões de euros, que vão permitir sustentar obras co-financiadas por fundos comunitários no valor de 15 milhões de euros. Este montante será quase totalmente aplicado na zona mais afectada pela “cascata” do Alto Tâmega: Vidago. No concelho flaviense, o menos afectado dos quatro, serão inundados cerca de 45 hectares, ou seja, 5% da área total inundável, que afectará sobretudo a freguesia de Arcossó e em pequena escala Anelhe e Vilarinho das Paranheiras.
O principal investimento das compensações da Iberdrola será, por isso, feito na zona de Vidago e freguesias afectadas, garantiu o presidente da Câmara de Chaves, João Batista. Caso o Plano seja aprovado, Arcossó será contemplada com a ligação rodoviária ao limite do concelho de Vila Pouca de Aguiar, regadios e outras acções de apoio às populações desalojadas, no sentido de criar condições para o desenvolvimento de actividades. Em Vidago, a Iberdrola irá comparticipar com cerca de 2 milhões de euros a intervenção no Balneário e no espaço envolvente da Aquanatture, um projecto num total de 7 milhões de euros. A restante verba irá financiar a ligação da sede de concelho de Boticas à A24, já que abrange freguesias flavienses, e outras pequenas intervenções nas localidades. Sobrará ainda uma parte para o Museu das Termas Romanas e a Fundação Nadir Afonso, na cidade de Chaves.
“Esse montante vai potenciar inúmeras obras”, funcionando como um “alívio para as finanças municipais”, considerou João Batista, acrescentando que, mesmo sem a Iberdrola, a autarquia irá avançar com as obras a expensas próprias, já que estão praticamente todas aprovadas. Para o autarca, este plano “prova a capacidade de governanção comum no Alto Tâmega”, uma vez que “não trazendo as barragens benefícios directos para as nossas populações, mas para o país, entendemos que o Governo e o país devem ser solidários connosco”.
MONTALEGRE: “As barragens vão penalizar muito a nossa região e juntamo-nos para arranjar uma solução equilibrada”
No concelho de Montalegre, que não terá área inundada pela “cascata” do Alto Tâmega, a verba que advirá das compensações regionais da Iberdrola serão aplicadas em algumas obras em curso, como o Centro Escolar de Montalegre, a beneficiação do Castelo de Montalegre, a construção da Unidade de Cuidados Continuados e a beneficiação do pólo museológico das Minas da Boralha, uma obra no total de 1 milhão e 750 mil euros com financiamento do PROVER, que já está em curso.
Beneficiadas serão também a rede viária interna e a nova estrada de ligação a Chaves e à A24, que já foi lançada a concurso e, no entender do presidente da Câmara de Montalegre, é a intervenção “mais importante para a actividade económica do concelho”. Afirmando que a comparticipação da Iberdrola vai permitir um “sério investimento” na região “a custo zero” para as câmaras, Fernando Rodrigues espera que o acordo com a Iberdrola seja rapidamente assumido “para que a região possa desenvolver actividade económica e criação de emprego para qualificar o território”.
De resto, o autarca concluiu que “na AMAT, funcionamos com um espírito de coesão que não existe em lado nenhum. […] As barragens vão penalizar muito a nossa região e juntamo-nos para arranjar uma solução equilibrada”, após “muito trabalho conjunto” e graças à capacidade financeira da EHATB – Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso.
RIBEIRA DE PENA: Compensações e contrapartidas da Iberdrola “vão pôr as economias dos concelhos a funcionar”
Sendo o segundo concelho do Alto Tâmega que terá mais área inundada (mais de 30%), a seguir a Vila Pouca de Aguiar, o presidente da Câmara de Ribeira de Pena, Agostinho Pinto, acredita que, apesar dos “contra e impactos ambientais”, as compensações e contrapartidas da Iberdrola “vão pôr as economias dos concelhos a funcionar”. Na lista de reivindicações de Ribeira de Pena, estão projectos de infra-estruturas candidatos ao QREN, instalações de saneamento básico, novas acessibilidades, reabilitação urbana e realojamentos. “Apostamos nas candidaturas ao QREN para promover o dinamismo económico e a criação de emprego no concelho, sendo que o Governo compromete-se a apoiá-las e a Iberdrola a financiar a parte nacional”, explicou.
“A Declaração de Impacte Ambiental previa essa compensação. Não pedimos nada a que não temos direito”, argumentou Agostinho Pinto, que acredita que o acordo com a Iberdrola será obtido até Março do próximo ano. O Estudo de Impacte Ambiental atira para mais de 70 as habitações em área inundável no concelho ribeirapenense, sendo que grande parte das casas e terrenos agrícolas da aldeia de Viela (entre 13 e 15 habitações) poderá ficar totalmente submersa pela barragem de Daivões. Em Santo Aleixo, Manscos, Friúme, Ribeira de Baixo ou Balteiro, casas e terrenos agrícolas também vão ficar submersos, além de redes viárias e património. “Este acordo minimiza os impactos negativos. É de máxima justiça”, concluiu o autarca.
VALPAÇOS: Afectado por linhas de muito alta tensão, concelho reivindica compensação de cerca de 5 milhões de euros
Apesar de não sofrer impactos negativos directos decorrentes da construção das barragens, o concelho de Valpaços irá ser atravessado por linhas de muito alta tensão. Junto a Friões, está actualmente em fase de conclusão uma subestação que ocupa 14 hectares de terreno para recolha de energia eléctrica nas barragens do Douro e Alto Tâmega “com um impacto muito significativo em termos ambientais”, explicou o presidente da Câmara de Valpaços, Francisco Tavares.
Por isso, o autarca fica satisfeito com a inclusão do município valpacense no plano de compensações, onde inscreveu “projectos enraizados de interesse para o concelho”, como vias de comunicação, arranjos urbanísticos na parte antiga da cidade e melhoramentos de equipamentos públicos, sendo que a aprovação de alguns novos projectos dependerá da “luz verde” da Iberdrola. No Plano de Acção, o concelho valpacense reivindica um total de cerca de 5 milhões de euros em compensações.
VILA POUCA DE AGUIAR: Com mais área inundada, concelho será o mais compensado pela Iberdrola
Abrangido pela barragem de Gouvães, o concelho de Vila Pouca de Aguiar será o mais prejudicado pela construção do empreendimento hidroeléctrico do Alto Tâmega, prevendo-se mesmo a inundação completa dos terrenos agrícolas de várias localidades no Alvão e ainda perda de património arqueológico de valor no concelho. Será também, por isso, o mais compensado pela Iberdrola, sendo que, segundo o jornal “A Voz de Trás-os-Montes”, a lista de reivindicações aguiarense colocada no Plano de Acção abrange a construção do Lar de Idosos, subsídios para transporte escolar, construção de centros de desenvolvimento turístico, nomeadamente campos de iniciação ao golfe e parques de campismo, bem como a conclusão da rede de saneamento do concelho. Contactado pela Voz de Chaves, o município de Vila Pouca de Aguiar considerou prematuro avançar mais detalhes do Plano de Acção antes da sua aprovação.
Hoje vou ser generoso em imagens mas parco em palavras.
Ficam cinco imagens do fim de dia de hoje. Espero que gostem destes entardeceres, ou pouco daquilo que foi a realidade de luz e de cor, pouco mais de meia hora de espectáculo que de para sair de lá geladinho mas regaladinho.
Sem mais palavras, aqui ficam algumas das imagens de que vos falo.


. XVII Encontro de Blogues ...
. Hoje e amanhã só acontece...
. Rio Tâmega - Faturas de B...
. Chaves das Varandas e Pon...
. Barragens do Tâmega - Tod...
. 5 imagens e poucas palavr...

. As minhas páginas e blogs
. Gravuras e Postais de Chaves
. Fio Azul
. Animação Sociocultural
. RIA
. Cidade de Chaves
. De interesse público
. Imprensa
. Expresso
. Público
. Páginas e Blogs
. A
. Aquae Flaviae - Grupo Cultural
. Amigos dos Animais de Chaves
. Aguas Frias - Aguas Monforte
. António Lousada - Fotografia
. Aveleda
. Azoriana
. B
. C
. Cancelas
. Chaminés
. Club de Campismo e C. de Chaves
. Curalha
. D
. DE SVO
. E
. Eirense
. Espelho Mágico (Ana.M.Borges)
. F
. Faiões
. Fotografia - Na alma de um poema
. Fronteiras - Histórias da Raia
. G
. H
. I
. Instante
. J
. Jumento
. L
. Lebução de Valpaços - A terra, a gente e a vida
. Luas
. M
. N
. Nadir Afonso - Espacillimite
. Nós
. O
. P
. Pegasus
. Q
. R
. S
. Soutochao (aldeia galega da raia)
. Sérgio Pinheiro - Fotografia
. Swing
. Sentir
. Seara Velha - À Volta do Pote
. T
. TAMAGANI
. U
. V
. Valdanta
. Vidago - Pag. Junta de Freguesia
. Vidago, Bombeiros Voluntários
. Vilarandelo - Um dia uma imagem
. X
. Z