Domingo, 12 de Março de 2017

O Barroso aqui tão perto... Vilarinho de Arcos

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Ainda antes de irmos aos Arcos, vamos até Vilarinho de Arcos, é a nossa aldeia barrosã de hoje, mais uma do Alto Barroso e daquelas que nos fica mais próxima (de Chaves), mas sem nos calhar a caminho de… mas quase.

 

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Tratemos já da sua localização, que já atrás adiantámos ser do Alto Barroso. Assim, com a nossa partida sempre da cidade de Chaves, para visitarmos Vilarinho de Arcos, o melhor itinerário é pela Estrada Nacional 103, ou estrada de Braga como popularmente é conhecida, pois Vilarinho de Arcos fica a apenas 900m desta Estrada Nacional, imediatamente antes de chegarmos ao Barracão (a 900m), no entanto até Chaves, é mais um pouco, pois fica a uma distância de 30 km, de 00H30m e de 3.63€, isto segundo a via Michelin e se formos em viatura própria. Curiosidades para quem gosta de números.

 

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Dizer que fica em terras altas, isso já não é novidade, pois quase todas as localidades do Barroso andam a rondar os mil metros de altitude, neste caso fica-se pelos 866 metros de altitude, e com as seguintes coordenadas: 41º 25’ 26,59” N e 7º 41’ 21,47” O. Mas como sempre fica o nosso mapa para poder visualizar as palavras que vamos deixando.

 

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Vamos então até Vilarinho de Arcos. Partindo do topónimo Vilarinho tão usual no Norte de Portugal e também na Galiza, não é mais que um diminutivo de Vilar, que no português arcaico era parte de uma villa cedida para usos agrícolas. Tanto vilar como vilarinho estão assim associados a uma outra localidade, ou propriedade ou senhor. Daí tanto Vilar como Vilarinho estarem sempre associados a outro topónimo, neste caso de Vilarinho de Arcos está associado a Arcos, topónimo que é atribuído à aldeia vizinha e mais próxima de Vilarinho de Arcos. Aliás no concelho de Montalegre e bem próximo destas duas localidades, há outras duas onde se passa o mesmo, refiro-me a Vilarinho de Negrões e Negrões. Mas casos destes abundam no norte de Portugal e Galiza. Então e resumindo, Vilarinho de Arcos teria sido uma parte da villa de Arcos que teria sido cedida para a alguém para usos agrícolas.

 

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Vilarinho de Arcos vista desde a aldeia de Arcos

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E bem queríamos saber mais sobre Vilarinho de Arcos e partilhá-lo aqui. Fizemos as nossas habituais pesquisas e pouco ou nada encontrámos, na aldeia também não deu para conversar com ninguém, aliás se bem recordo na nossa breve estadia no local, apenas encontrámos uma pessoa, que embora trocássemos com ela algumas palavras não quisemos incomodar no seu trabalho, assim, ficam as nossas impressões recolhidas no local.

 

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Trata-se de uma pequena aldeia com um núcleo consolidado que se vai desenvolvendo ao longo da estrada de acesso, mas apenas de um dos lados da estrada, precisamente do lado mais próximo da montanha, não muito distante, ficando o restante para cultivo, no entanto existe um pequeno núcleo de casas, este do lado oposto da estrada, também antigo e que poderemos considerar como um pequeno bairro da aldeia, se não me engano ate dá pelo nome ou topónimo de Bairro da Fonte.

 

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Mais ou menos ao centro da aldeia, que por sinal não é muito grande, está a capela e a fonte, ocupando o largo principal da aldeia por onde passa também a Rua Central que não é mais que a estrada (CM 1001) que nos liga à Nacional 103 por um lado, e pelo ouro à aldeia de Arcos, onde continua para o Antigo de Arcos (ou de Sarraquinhos) e Sarraquinhos. Esta do Antigo de Arcos ou Antigo de Sarraquinhos é uma questão que tentaremos esclarecer quando lá chegarmos, pois já vimos essa aldeia grafada de ambas as formas.

 

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Mar continuemos em Vilarinho de Arcos que é rodeada de terrenos agrícolas maioritariamente cultivados, com pequenas manchas de arvoredo entre os quais o castanheiro que também parece dar-se bem por esta paragens, tal como nas aldeias vizinhas.

 

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Quanto ao casario a integridade do núcleo mantém-se com o seu casario barrosão típico, algum ainda com a estrutura de pedra nos telhados de amparo à cama do antigo colmo e que hoje é um pequeno murete de pedra que sobre acima da telha. Pena que nas aldeias do Barroso não se tivesse preservado, nem que fosse só uma, dessas coberturas em  colmo, pois assim aumentavam o interesse turístico que todas estas antigas aldeias têm.

 

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E bem queríamos deixar por aqui mais um pouco da aldeia, mas como de costume não queremos inventar e assim somos obrigado a fica por aqui, passando já aos habituais links para anteriores abordagens ao Barroso.

 

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Links para anteriores abordagens ao Barroso:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amial - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ameal-1484516

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Bagulhão - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

Bustelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bustelo-1505379

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Cervos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cervos-1473196

Cortiço - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-1490249

Corva - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-corva-1499531

Donões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-donoes-1446125

Fervidelas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fervidelas-1429294

Fiães do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-fiaes-do-1432619

Fírvidas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-firvidas-1466833

Frades do Rio - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-frades-do-1440288

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Lapela   - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-lapela-1435209

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

Meixide - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixide-1496229

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Paio Afonso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paio-afonso-1451464

Parafita: http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-parafita-1443308

Paredes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-paredes-1448799

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Ponteira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-ponteira-1481696

Roteiro para um dia de visita – 1ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104214

Roteiro para um dia de visita – 2ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1104590

Roteiro para um dia de visita – 3ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105061

Roteiro para um dia de visita – 4ª paragem - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105355

Roteiro para um dia de visita – 5ª paragem, ou não! - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-roteiro-1105510

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Ane - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-ane-1461677

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilaça - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilaca-1493232

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

Xertelo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-xertelo-1458784

Zebral - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-zebral-1503453

 

 

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Domingo, 28 de Agosto de 2016

O Barroso aqui tão perto... Fervidelas

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Hoje vamos até à aldeia de Fervidelas, localizada na encosta do Monte Oural, quase no topo, implantando-se a aldeia entre os 900 e os 1000 de altitude, e entre os Rios Cávado e Rabagão, ou se preferirem, entre a albufeira do Rabagão (Pisões) e a albufeira de Paradela, mas apenas com vistas lançadas para a primeira. Fervidelas dista da sede de concelho, Montalegre, 19 quilómetros.

 

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Trata-se de uma pequena aldeia, sede de freguesia até 2013 e que hoje faz parte da União de Freguesias de Viade de Baixo e Fervidelas. A antiga freguesia até 1981 manteve a sua população acima dos 200 habitantes, tendo atingido o seu pico máximo de população em 1911 com 312 habitantes. A partir de 1981 verifica-se uma acentuada perda de população, com 152 habitantes em 1991, 116 habitantes em 2001 e apenas 87 habitantes em 2011. Os dados são do INE – CENSOS e refletem um pouco daquilo que se passa em todas as aldeias do Barroso, acontecendo o mesmo no concelho de Chaves e um pouco por todo o mundo rural de Trás-os-Montes.

 

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O Orago da aldeia é o S.Tiago  onde existe uma pequena e interessante aldeia levando-nos a crer que a aldeia fazia parte de um dos Caminhos de Santiago. Aliás a concha de Santiago era reproduzida no antigo brasão da freguesia  onde também constavam duas armações de moinhos de vento e um conjunto de rochas que é visível no monte junto à aldeia, cuja imagem fica na foto seguinte:

 

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Dio livro “Montalegre” sobre a aldeia retirámos os seguintes dados:

“Ao redor do altar onde veneram o Santinho que foi peregrino de bordão, chapéu e cabacinha, Fervidelas abriga-se por trás do Oural, do frígido vento castelhano. A par de Cambeses é a freguesia mais alta de toda a montanha inter-fluvial. Apesar de se ter tornado independente há vários séculos, andou sempre anexada à sua vizinha Santa Maria de Viade por ser demasiado pequena em território e populações. Vale a pena percorrer os seus caminhos de montanha para admirar a cascata e o “castelo” de penedos empoleirados bem como o Monte Oural que traz com ele o nome quanto à riqueza de paisagens que dali se vislumbram.”

 

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Não vimos a cascata mas acreditamos que exista na proximidade da aldeia. Também não vimos o “castelo” de penedos empoleirados mas também aqui acreditamos que sejam os mesmos que constam do brasão e da foto que atrás deixamos. Já no mapa turístico que se pode consultar na WEB na página oficial do Município de Montalegre aponta como único ponto de interesse a Igreja de S.Tiago.

 

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Da nossa parte encontrámos mais alguns pontos de interesse, tal como a paisagem que desde a aldeia se pode apreciar, o forno do povo e as fontes, os canastros, o casario em geral, os troços de rua cobertos por latadas de videiras e o conjunto das três cruzes localizadas na croa de uma pequena elevação. Cruzes que pensava eu serem do alto do Calvário mas que segundo informações recolhidas na aldeia, eram cruzes que existiam dispersas na aldeia e que a população decidiu colocá-las junta na atual localização.

 

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Hoje a aldeia está rodeada do verde das pastagens, e dissemos hoje porque supomos que em tempos, aquando a população era acima dos 200 habitantes, as mesmas pastagens eram terras de cultivo e pela certa fértil, pois tudo indica que as terras sejam férteis não só pela abundância de água mas também pelo testemunho da existência dos canastros para recolha e secagem do milho.   

 

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E por hoje é tudo, ficam as referências às consultas para a feitura deste post:

 

Bibliografia consultada: “Montalegre” de José Dias Baptista, edição do Município de Montalegre, 2006

Dados da população: INE/Censos

WEB consultada: www.cm-montalegre.pt/

 

E ficam também os links para as anterior abordagens deste blog ao Barroso e suas aldeias:

 

A Água - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-a-agua-1371257

Amiar - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-amiar-1395724

Cepeda - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-cepeda-1406958

Gralhas - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-gralhas-1374100

Meixedo - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-meixedo-1377262

O colorido selvagem da primavera http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-o-colorido-1390557

Olhando para e desde o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-olhando-1426886

Padornelos - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padornelos-1381152

Padroso - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-padroso-1384428

Pedrário - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pedrario-1398344

Pomar da Rainha - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pomar-da-1415405

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Tabuadela - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-tabuadela-1424376

Telhado - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

Travassos da Chã - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-travassos-1418417

Um olhar sobre o Larouco - http://chaves.blogs.sapo.pt/2016/06/19/

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

São Pedro - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sao-pedro-1411974

Sendim -  http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sendim-1387765

Solveira - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-solveira-1364977

Stº André - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-sto-andre-1368302

Vilar de Perdizes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1360900

Vilar de Perdizes /Padre Fontes - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilar-de-1358489

Vilarinho de Negrões - http://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-vilarinho-1393643

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Sábado, 30 de Janeiro de 2016

Imagens de Alanhosa, palavras de confissão

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Fez no início deste mês 11 anos que venho aqui ao blog com imagens da cidade de Chaves, mas, logo desde início, que tive necessidade de trazer também aqui imagens das nossas aldeias. Muitas vezes me pergunto o porquê dessa necessidade de mergulhar de vez em quando na nossa ruralidade mais profunda e a verdade é que não sei ao certo qual é a resposta, embora conheça a sua origem, ou melhor, penso conhecer. Mas tudo isto não é fácil de explicar, precisamente porque não tenho certezas de qual a razão desta minha paixão pelas aldeias, pelo mundo rural, pelas pessoas das aldeias. Sei que tudo começa na idade de ser criança, o que por um lado é estranho, pois nasci e sempre vivi na cidade ou nos seus arredores, mas sei que a minha ligação ao mundo rural começou precisamente em criança, na aldeia do meu pai, nos poucos dias que lá passava mas onde tudo era uma descoberta, como de noite viver à luz da candeia, não haver água canalizada em casa, as estrelas de noite serem mais brilhantes, as lareiras e os escanos, os potes ao lume e, durante o dia, o chiar dos carros de bois ou os bois, ovelhas e cabras, galinhas, burros, cães e pessoas a circular nas mesmas ruas, respeitado cada um os espaços dos outros, mas sobretudo o que melhor recordo, era a liberdade que tinha para andar pelas ruas da aldeia ou nas aventuras de explorar os montes num constante tropeçar com a vida selvagem, sobretudo dos animais e destes as aves nas mais variadas e espécies. Enfim, mais que imagens que vos deixo aqui aos fins-de-semana, são uma série de memórias que se revivem ao recolhê-las ou ao trazê-las aqui.

 

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Mas a vida é muito complexa e cheia destas e de outras paixões que nos levantam muitas questões e às vezes nos fazem viver aquilo que parecem ser contradições. Eu explico melhor ou troco em miúdos aquilo que quero dizer — Gosto no nosso mundo rural mas também gosto da cidade, e parto com a mesma paixão à descoberta do mais profundo da ruralidade como à descoberta de uma grande cidade. Em suma, e valendo-me das palavras dos outros sem recorrer aos filósofos, pensadores ou intelectuais das palavras, cito as palavras de Fernando Mendes cantadas por Marco Paulo: “ Eu tenho dois amores/que nada são iguais/mas não tenho a certeza/de qual eu gosto mais”. Pode ser pimba mas é a melhor descrição para o meu sentir, E com esta me vou!

 

Até amanhã, e se perderam tempo com a minha confissão, espero que o não tivessem perdido com as imagens de hoje.

 

 

 

 

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Sábado, 28 de Novembro de 2015

Santiago do Monte, ou, de encontro à realidade

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Hoje vamos até Santiago do Monte que é a mesma coisa que ir ao encontro da nossa realidade do interior rural de montanha. Esta aldeia bem lá na croa da Serra do Brunheiro, onde o planalto do mesmo nome tem o seu início e onde estão implantadas as onze aldeias do da freguesia de Nogueira da Montanha, talvez uma das freguesias mais despovoada do nosso concelho.

 

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Costumo por aqui culpar os senhores de Lisboa desta nossa realidade, mas claro que eles não são os únicos culpados. Embora os senhores de Lisboa agora sejam outros, nos quais eu até acredito que irão fazer umas coisinhas por nós, no geral, pois no que toca a esta nossa realidade do despovoamento rural, não me parece estar nas suas prioridades ou sequer nos seus planos.

 

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E atenção que isto do despovoamento rural não diz apenas respeito às nossas aldeias, mas a todo o concelho, incluindo a cidade, pois se não for contrariada a atual tendência de Chaves perder o que tinha de mais valioso para que os nossos jovens se mantenham cá e os formados possam regressar à terra, para não falar dos emigrantes que cada vez regressam menos, a cidade seguirá o caminho das nossas aldeias, pelo menos no envelhecimento da sua população.

 

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Claro que aqui terá de ser o poder local a arranjar soluções sustentáveis a lançar já, pois sejam quais forem essas soluções não terão um efeito imediato e terão de ter a coragem de ser projetadas a médio e longo prazo, sustentáveis. O importante agora, mais urgente, é Chaves deixar de perder o que quer que seja e recuperar algumas das mais valias que tinha para de novo Chaves se poder afirmar como o centro de uma região e não o centro de um concelho.

 

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Claro que para que qualquer coisa possa acontecer por cá, serão necessários alguns ingredientes que juntos costumam dar bons resultados, como competência, responsabilidade, altruísmo e amor q.b. pelo que é nosso.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:50
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Domingo, 15 de Novembro de 2015

Um passeio pelo sol e pelas serras e montes

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Hoje ainda antes de iniciar o post, abro com a imagem a cores do “tio” Fernando de Pereiro de Agrações, pastor de cabras, já repetente aqui no blog. E disse “imagem a cores” porque todas as anteriores que por aqui deixei eram a p&b. Mas vamos ao post…

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 S.Lourenço

Hoje um pouco diferente do habitual. Em vez de termos por aqui uma das nossas aldeias, vamos fazer um passeio por várias aldeias. Passeio que foi real, que aconteceu durante a semana passada num daqueles dias em que os vales de Chaves (concelho) estavam submersos em nevoeiro. Passeio que em registos fotográficos começou na Cela, mas com um registo de S.Lourenço.

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 Tresmundes

Itinerário de um passeio que não surgiu por acaso. O destino era um pouco de sol mas também à procura de algumas cores de outono com uma passagem por Tresmundes. Tudo por causa de um comentário que ficou num post a esta aldeia em que a Maria pedia para passar por lá outra vez pois, segundo a Maria, a aldeia depois das obras do saneamento básico ficou muito mais bonita. Assim, passei por lá para confirmar e sim, notei algumas diferenças.

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 Ao fundo - Curral de Vacas

Depois de visitar Tresmundes só havia duas soluções para dar continuidade ao nosso passeio – voltar para trás e continuar a estrada de Valpaços até Limãos ou subir o estradão do Brunheiro. Optámos por este último porque no outono tenho dois registos obrigatórios, um de Vidago que já foi feito e outro na montanha de terras de Agrações. Mas também as vistas que lá do cimo do Brunheiro se lançam sobre o vale de Chaves são sempre imperdíveis, principalmente em dias de nevoeiro no vale dá gozo andar lá por cima a lançar olhares por terras mais distantes com um mar de nevoeiro a nossos pés. Achei interessante ver Curral de Vacas na fronteira do nevoeiro. Imagem que parece-se repetir-se com o motivo de S.Lourenço, mas um pouco mais distante.

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 Carvela

No final do estradão surge-nos Carvela onde houve tempo para continuar a apreciar o sol e fazer alguns registos da aldeia, mas optei por deixar um registo mais rural, sem casario, com uma cena que embora comum no mundo rural já vai escasseando – o pastor e o seu rebanho.

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 Lagarelhos

Bem lá no alto do Brunheiro o tempo dos relógios não para e como tinha compromissos para o almoço e o destino final era Agrações, havia que acelerar um pouco e assim, Maços e Santiago do Monte desta vez ficaram sem registos, mas já o mesmo não aconteceu com Lagarelhos, também a raiar a fronteira do nevoeiro mas agora de outro vale – o vale da Ribeira de Oura. Nevoeiro que sem interrupção, por entre o fundo das montanhas e servindo-se dos riachos e do Rio Tâmega, acaba por se unir ao nevoeiro do vale de Chaves. Nevoeiro no qual mergulhámos de novo, para passar pelo Seixo e Loivos, também sem registos.

1600-pereiro-agra (222)

 Fernando e a suas cabras

E em Loivos abandonámos a Estrada Nacional para pela Municipal começarmos a subida até Agrações. Aqui sim, numa subida com muitas paragens. Primeiro para assistir a uma luta entre o sol e o nevoeiro, com os raios do primeiro a atravessar mortalmente o segundo. Tempo para muitos registos dos raios de sol (que já ficaram aqui durante a semana) mas também das teias de aranha cheias de orvalho. Mais à frente outra paragem, uma surpresa, ou melhor, um reencontro com o Fernando, pastor de Pereiro de Agrações com quem é sempre agradável falar e forografar. Ele gosta e o seu “retrato” até já é figura presente nas paredes do café da aldeias. Pois ficam mais duas para a coleção, e desta vez com as companheiras de todos os dias.

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Chegados a Pereiro de Agrações outro reencontro com uma velha conhecida nossa, também de outra incursão na aldeia há uns anos atrás. Na altura fizemos alguns registos no tanque da aldeia quando ia recolher água, desta vez a apanhar peras, deliciosas por sinal, como delícia foi conversar um pouco com a senhora, desta vez também na companhia da filha e do genro. Conversa que ficou curta, pois ainda tínhamos o nosso destino final para cumprir – Agrações.

1600-agracoes (522)

Agrações onde o Outono nos espera sempre nas cores dos seus castanheiros que anualmente vou registando. Castanheiros centenários que impressionam pelo volume dos seus troncos mas também pela resistência às intempéries que lá em cima não são a brincar, mas que nos dias de nevoeiros nos vales de Chaves podem gozar o sol que lá em baixo se inveja. Alguma gosto hão de estas aldeias de montanha, nem que seja este do sol.

 

 

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

Chaves - Feira dos Santos - Dia 1

1600-cartaz-feira.jpg

Eis-nos em plena Feira dos Santos, no seu dia um de três dias. Hoje ainda dia de montagem de muitas barracas mas também dia das primeiras compras, principalmente dos flavienses residentes.

1600-santos 13 (292)

Para não perder pitada do que se vai passar, fica o programa para uma vistas de olhos, onde, até coisas estranhas à feira aparecem, mas também já vai sendo tradição.

1600-Sabores vinho out2015.jpg

Novidade mesmo, este ano, é o Pavilhão do Vinho, com programa próprio e com “tenda” montada no Pavilhão Expoflávia (junto à PSP). Uma iniciativa que louvo, principalmente se for para promover os nossos vinhos, porque no concelho de Chaves também há vinho do bô. Vai valer a pena passar por lá, pois não é só para mostrar, também há provas para saborear, incluindo provas comentadas.

1600-santos 13 (415)-1

Quanto ao restante programa, é o costume de todos os anos. Aliás a feira pela sua tradição nem precisava de programa, pois quem costuma vir por cá já sabe com o que contar. Justificava-se plenamente, isso sim, se houvesse outros eventos em paralelo de promoção de Chaves e da Região, mas esses continuam adiados (exceção para o vinho – este ano).

1600-santos 13 (368)

Mas mais coisas sobre a feira pela certa que deixarei aqui amanhã e nos próximos dias, isto se tiver tempo para vir aqui deixar qualquer coisa, pois eu também gosto de feirar e passear pela feira, nem que seja e só para encontrar alguns amigos e colegas do tempo de Liceu que têm promessa de vir cá todos os anos. Aliás, como não temos festa de verão, é o único evento que vai trazendo flavienses ausentes a Chaves, a par do Natal e da Páscoa. Para já ficam mais algumas fotos, todas da edição da Feira de 2013.

1600-santos 13 (388)

O Pulpo à galega, preparado por galegos, também ja consta da tradição da Feira, mas só no dia 31, depois do concurso do gado e localizado mesmo ao lado.

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Uma vez que a Feira do Gado mudou de poiso, temos à mão o concurso do gado. Vale a pena passar por lá e apreciar, aliás pode ser tomado até como um momento pedagógico para ficar a conhecer três raças autóctones de Trás-os-Montes e também para as criancinhas da cidade poderem ver de perto o que é um bovino.

1600-santos 13 (517)

Também podem aproveitar para comprar uns pares de meias à moda antiga, daquelas que eram feitas de lã pura, à mão e que picavam nos pés. Claro que agora já não são bem assim e até deixaram de picar, mas são parecidas…

1600-santos 13 (554)

E depois temos a festa. Santos também é significado de festa. Já longe dos grupos que desciam à cidade para a fazer naturalmente e abrilhantar a sua terra ou aldeia, mas vai acontecendo, sem a espontaneidade de antes a acontecer na esquina menos esperada, mas acontece organizada e contratada. Às vezes, raramente, ainda acontece da antiga, tudo depende do calor…

 

Até amanhã, se possível, mas pelo menos umas imagens pela certa que terão aqui lugar.

 

 

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Domingo, 16 de Agosto de 2015

Coisas nossas...

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Hoje mais que um regresso ao nosso mundo rural, fazemos também um regresso ao passado recente, invadindo o interior de uma casa como quem invade os anos 60 ou 70, recordando objetos, bibelôs, utensílios, móveis, cores, decorações.

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O interior a uma casa construída nos inícios do século passado, hoje abandonada, que foi lar durante quase 100 anos, talvez de uma, duas, três famílias, não o sei, nem isso importa, pois poderia ser a casa, o refúgio, o lar de uma qualquer família, com os seus filhos, as suas estórias, as suas virtudes e defeitos, amor e carinho, pela certa com as dificuldades próprias da época, mas pelo que resta e pelo que na casa ficou para nosso deleite, só podia ser uma casa portuguesa, onde nem a gondola de Veneza a atraiçoa.

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A garrafa de cerveja sagres, a lata de sardinhas, o quadro na parede da última ceia que invariavelmente se repetia em quase todos os lares, o colorido da cal nas paredes, as rendas, os santos, são traços suficientes para identificar uma casa portuguesa, com certeza.

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Mais que encontrar aqui estórias do passado, regressamos e revemos o nosso próprio passado em imagens que nos são familiares.

1600-casa-cp (78)

Espero que tivessem gostado tanto quanto eu gostei de fazer esta viagem e rever pormenores que a memória ainda identifica. Nunca resisto a estes registos, pena é que já comecem a rarear.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:16
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Sábado, 7 de Janeiro de 2012

Duas aldeias, Três fotografias

Mais logo, ao meio-dia, teremos por aqui mais “Pecados e Picardias” de Isabel Seixas, mas enquanto não chegam, há tempo ainda para três fotografias com uma voltinha por duas aldeias.

 

Esta primeira foto é de Moreiras em dia de chuva e de inverno, ou seja, um dia dos nossos atuais dias.

 


 

Não sei se já deram conta, mas da minha parte já estou a tentar escrever com o novo acordo ortográfico. Quanto aos restantes colaboradores do blog, eles lá entenderão como querem escrever, pois este blog é democrático e cada um escreve como lhe dá na gana.

 

Mas passemos à segunda fotografia que também é do pormenor de frio numa aldeia das nossas, mais propriamente de Carvela a reproduzir um fenómeno que costuma acontecer por lá, nas terras altas do Brunheiro e que acontece sempre quando as temperaturas são negativas (nesta foto o termómetro do meu carro marcava -10ºC) e o ar (geralmente nevoeiro) sobe do vale de Chaves. Se repararem bem na foto, os troncos e ramos da árvore só tem gelo num dos lados, ou seja no sentido da deslocação do ar. Este fenómeno, embora frio, cria momentos interessantíssimos e autênticas esculturas em gelo. Vale a pela ver, mas bem, muito bem agasalhado. Agora imaginem o que é viver em Carvela, ou Maços ou Santiago do Monte (aldeias vizinhas onde o fenómeno também acontece). É por estas e por outras que a nossa interioridade também dói e que eu costumo dizer que deveríamos ter um subsídio para o frio, mas não, aliás a nossa interioridade de montanha acaba de ser premiada com mais um aumento no gasóleo de aquecimento e no gás natural com o abrupto aumento de IVA. E depois ainda se admiram que as nossas aldeias esteja despovoadas e algumas à beira do fim. Já começo mesmo a acreditar que eles não nos querem cá e querem mesmo fazer disto uma coutada reservada para os dias de caça dos senhores de Lisboa, onde pela certa o IVA será à taxa de 6%. PQOP. Mas quem sabe se de tanto nos gozarem, em vez deles virem para cá à caça, não vamos nós para Lisboa à caça do coelho. É que por aqui, acredito que a fome já começa a apertar, já nem falo do frio, que a esse já estamos habituados, não é!? Pois é, mas dói na mesma.

 

 

E para terminar,  mais uma foto, que embora pudesse ser de um telhado qualquer perto de si, não é. Este telhado, e suponho que também a personagem que o decora, também é de Carvela, num fim de tarde muito tarde quase de noite.

 

 

E por agora é tudo. Não esqueça que ainda vamos ter “Pecados e Picardias” e para amanhã, continuamos com mais momentos das nossas aldeias e com a continuação do abecedário no léxico-glossário cá da terrinha de autoria de Herculano Pombo.

 

Da minha parte, até amanhã.  

 

 

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sinto-me:
publicado por Fer.Ribeiro às 03:36
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Domingo, 25 de Setembro de 2011

Ruralidades e Obrigado PT

 

E porque hoje é Domingo, deixo por aqui uma imagem rural, a fazer lembrar o tempo em que as notícias e novidades eram dadas por carta que o carteiro metia por baixo da porta, do tempo em que não havia telefone, ou era um luxo e, internet nem sequer existia.

 

Por falar em telefone e internet que antigamente não havia, não posso de deixar de agradecer mais uma vez à PT Comunicações, S.A. por me brindar com o 10º consecutivo sem telefone e internet.

 

Obrigado PT Comunicações, S.A.

 


 

Hoje, agradeço também aos amigos e familiares que me deixaram utilizar a sua ligação à internet durante os últimos 9 dias bem como àqueles que ma disponibilizaram, mesmo que não a tivesse utilizado. A partir de hoje e provisoriamente ligo-me à net com uma banda larga móvel até que a PT cumpra com as suas obrigações.

 

Já a seguir, mais um conto de Herculano Pombo.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 11:50
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Sábado, 20 de Agosto de 2011

Pormenores da ruralidade

 

Antes do plástico, dos betões, armados ou esforçados, dos betuminosos, alumínios, pvc’S, propilenos, acrílicos e um sem fim de materiais de construção, também se construía e faziam-se verdadeiras obras de arte, com aquilo que estava mais à mão, e o resultado de muitas dessas obras de arte ainda por aí abundam, um pouco por todo o lado, mesmo com séculos de existência.

 

 

Bastavam a pedra, a argila, a madeira e o ferro, para erguer um simples abrigo ou o mais faustoso palácio e, claro, mãos de trabalho e muita mestria, sobretudo nos pormenores que faziam e ainda fazem a diferença na arte de bem construir.

 

Também os pormenores mais toscos,  simples e humildes,  tinham a sua beleza, que até pouco importava, pois era na utilidade que se encontrava o seu valor.

 


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publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
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Sábado, 16 de Abril de 2011

Imagens da ruralidade

 

 

 

Dizem que temos de poupar. Penso que não será em tudo, pelo menos, as palavras não estarão incluídas na poupança, aliás, agora mais que nunca, as palavras deverão demonstrar a sua força, a força da verdade, que de mentiras, estamos nós fartos.

 

 

 

 

 

Mas oportunidades de dar palavras às palavras, não faltarão. Hoje, remeto-as ao silêncio e mais uma vez, deixo que sejam as imagens a dizer de sua justiça.

 


 

Para já as imagens. Mais logo, teremos por aqui mais uma crónica.

 


 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:56
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Domingo, 24 de Outubro de 2010

Ruralidades

 

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Deveria ter vindo aqui logo pela manhã, com mais uma aldeia. Fiz todos os possíveis para que tal acontecesse, mas não aconteceu. Às vezes só a vontade não chega e o post que tinha pensado para hoje terá que ficar adiado para o próximo fim-de-semana, mas há um contrato para cumprir e esse, cumpro-o. Não temos uma aldeia, mas temos duas fotos.

 

A primeira, bem próxima da cidade mas com toda a ruralidade possível. Uma imagem que pela certa muito flavienses já viram sem terem dado por ela ou reparado nos seus pormenores. Não digo de onde é, não me apetece, além de mais, tal como disse, pela certa que já a viram – há que apurar o olhar.

 

.

 

 

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A segunda foto vem a propósito da época do ano, da Feira dos Santos, do S.Martinho das castanhas ainda dentro do ouriço, é certo, mas pela certa também que já saltaram fora ou estão para saltar, pois a foto já tem uns dias. Abençoado ouriço e picos que protegem coisa tão boa, assadinha, cozida ou mesmo crua, vai fazendo e compondo iguarias da época.

 

Até mais logo!

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Domingo, 18 de Julho de 2010

Já nem sei que dizer

 

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Já nem sei que dizer. Talvez quem esteja errado seja eu em querer ver as aldeias com vida, com crianças, gente, animais. Talvez o esvaziamento das aldeias seja coisa natural e num futuro próximo apenas existam cidades, grandes cidades com gente entalada entre ou dentro de grandes torres de betão, plastificadas, macambúzias ou drogadas de urbanidades, circunscritas a bolas de luz nocturnas e acordares em névoas de fumos e tudo o resto, o que vai para além ou entre cidades, sejam finalmente paisagem, selva ou a grande coutada apenas atravessada por corredores também plastificados, betumados, gradeados …

 

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Já nem sei que dizer e nem me apetece dizer nada, quase já nem se estranha e depois, nas cidades, está-se demasiado ocupado com as cidades,  em complicações e descomplicações, urbanidades, as modernidades que todos apregoam, conspirações de todo um mundo, muitos mundos dentro de um mundo.

 

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Já nem sei que dizer, não me apetece dizer nada e começo a ficar farto de andar por aqui a gastar as palavras e depois, se todos assistem impávidos e serenos à modernidade, aplaudem, ajoelham ao passar a procissão, comungam e dizem ámen, quem sou eu para andar para aqui com estas coisas…

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 10:00
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Domingo, 6 de Junho de 2010

São Quase da Família

Cada vez há menos e, estes, não aderiram ao fenómeno do despovoamento do nosso mundo rural, pois não partiram para parte alguma, antes, foram-se extinguindo com a partida dos donos e por não fazerem parte dos planos dos novos mundos, também eles, vão sendo resistentes e também guerrilheiros nos seus pequenos territórios que também são as aldeias (as suas) que o destino lhes ditou para viverem. Animais de trabalho, de estimação de companhia de sobrevivência.

 

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Quem conhece o mundo rural, sabe que os animais fazem quase parte da família e, embora não comunguem da mesa e do berço desta, têm também direito ao seu espaço, à sua mesa e à sua cama e,  tal como à família, é-lhes dado amor, amizade, carinho e até um nome e respeito, mas também se lhes exige fidelidade, a colaboração no trabalho, as suas responsabilidades do dia-a-dia e também a contribuição para o orçamento familiar.

 

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Com a devida diferença de amores, amam-se como a um filho, aprecia-se-lhes a força, o carácter ou a esperteza, mas também a amizade, a companhia e sobretudo a fidelidade.

 

Quase nada conversadores, são no entanto bons ouvintes. Ouvem sonhos e lamentos, segredos, devaneios e certezas, quase sem pestanejar, ouvem, e ouvem, vão ouvindo sempre, parecem indiferentes, mas ouvem e, desde sempre, é-lhes apreciada a confidencialidade. Nunca nenhum traiu o seu dono e amigo com ditos e não ditos ou o contar de um segredo…também por isso se lhes aprecia a amizade e companhia.

 

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São como da família e não admira que os resistentes os queiram com orgulho e encaixilhados ao seu lado no retrato… mas é preciso subir ao nível dos valores do mundo rural para se entender tudo isto…

 

Ficam três imagens do nosso mundo rural flaviense, pedidas e consentidas que farão o orgulho da resistência por um dia terem aparecido na INTERNET, mesmo sem saberem e perceberem muito bem o quê isso é…

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publicado por Fer.Ribeiro às 12:00
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