Quinta-feira, 16 de Junho de 2016

O Factor Humano - O nosso acampamento

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O nosso acampamento

 

Há uns anos escrevi um curto texto com este título, que dizia o seguinte:

“ O acampamento é uma vida que construímos.

Vamos chegando em momentos diferentes.

Não há tempos de partida,

Apenas retornos a níveis mais profundos,

Aonde vamos habitando sem pressas

E com a tranquilidade de sabermos partilhar.

O acampamento continua quando nos afastamos

E o reconstruimos na memória,

Com a alegria da liberdade.”

 

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Desta vez faltou o Manuel João. No núcleo de quatro, que iniciámos o acampamento em 1987, não é costume haver ausências. Há uma promessa de que não se repetirá a falta.

 

Os outros três, e alguns mais, voltámos às margens do rio Mente. Na nossa mítica Pejas, onde iremos comemorar em 2017, o 30º aniversário.

 

É bom manter os amigos e ir incorporando outros, num grupo heterógeno, na idade e nas ocupações, na residência e no estado civil, na ideologia e na cultura.

 

Há sempre discussões interessantes (este ano sobre a situação da saúde em Portugal, por exemplo), cartas renhidas, cozinhados e “bebinhados”, pesca e ressonares. Há principalmente muitas histórias, muitas memórias, muitos risos. Fala se delas, sem elas…

 

Como é verão, ainda que não pareça, o Sbou reconstrói as cabanas de galhos e fetos. Gasta-se menos lenha, apenas a indispensável para fazer cantar os potes.

 

De tudo o resto, não vale a pena contar, mas ficam vontades de escrever sobre os amigos e sobre as águas.

Dessa vontade, ficam apenas algumas perguntas.

 

Perdeu-se alguém dentro de si mesmo.

Será que ninguém o encontra?

 

E se todo um mar fosse dormir na nascente de um rio?

 

O que se pode pescar numa gota de orvalho?

 

Se alguém encontrasse um rio a correr no mar alto, como seriam as suas margens?

 

Até ao próximo acampamento!

 

Manuel Cunha (Pité)

 

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Quinta-feira, 19 de Novembro de 2015

O Factor Humano - Equilíbrios entre rio e mente

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Equilíbrios entre rio e mente

 

Quando acaba a pesca, gosto de imaginar o rio Mente a correr, ignorando normas e datas. Estabiliza-me saber ele está lá, constante na sua corrente. Revejo-me na sua persistência de não desistir. Poucas coisas me perturbariam tanto como se um dia o visse seco, ou destruído por uma barragem assassina.

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Rio Mente, em Segirei

Por isso me custam tanto as últimas idas à pesca, na estiagem do Julho, quando o caudal está triste e sumido. Disfarçam-se os cenários pescando ao nascer do sol, quando o orvalho e a temperatura nos iludem da tristeza que se está a anunciar. Outras vezes muda-se a técnica de pescar, procurando nos recantos das sombras, nas águas paradas, ensinar um saltão a dançar e chamar a truta para o baile.

 

É verdade que o mês de Julho funciona como um desmame que nos prepara para um interregno extenso, sem pesca, sem trutas e sem rio.

 

Para mim as primeiras chuvas do outono marcam o fim da etapa mais difícil. Mais do que a pesca, é o rio que me faz falta. As suas águas movem-nos a ambos, estabilizando-nos nos nossos ciclos.

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Rio Mente, em S.Gonçalo

Ao longo dos anos, fui semeando músicas nas margens do rio Mente. Cantor a cantor, canção a canção, fui substituindo as culturas abandonadas, da beira do rio, por poemas que saberia voltar a encontrar no ano seguinte, diferentes como as árvores, diferentes como a água do rio.

 

Com respeito por todos os outros, acho que o rio Mente é meu. Mas estão sempre convidados, por ele, para me visitarem.

 

Manuel Cunha (Pité)

 

 

 

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Domingo, 20 de Setembro de 2015

Por terras de S.Vicente da Raia

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 Segirei

Raramente falho aqui no blog. Ontem não apareci e hoje apareço tarde e mal, mas para tudo há uma justificação e eu tenho-a. Pensando como haveria de me justificar, porque isto das justificações é mais complexo do que aquilo que parece, pois parto logo do princípio que o, eu, não aparecer por aqui não tem importância nenhuma, aliás a grande maioria do pessoal que aqui vem nem sabe quem eu sou, nem onde penduro o pote, e isso até pouco importa, pois o que importa mesmo é que neste espaço esteja aqui qualquer coisa das nossas, diferente, todos os dias, senão, lá se vão os clientes… mas, para haver aqui qualquer coisa é preciso cá pô-la e aí, quer queiram ou não, lá terei de entrar eu, pois sou eu que ponho aqui as coisas. E já que assim é, vão ter que me aturar um bocadinho, pois não gosto de ser aldrabão como os políticos. Talvez aldrabão seja muito forte, digamos antes, então, não gosto de faltar à palavra dada (que é a mesma coisa que ser aldrabão, mas é muito mais soft, que traduzido para português (suave), significa mais macio, mas não deixa de ser aldrabão).

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Aveleda

Continuando o pensamento da minha justificação onde eu até nem interesso, vou ter de regressar uns trinta e tal anos no tempo, ao tempo em que estudava filosofia (por obrigação) e com a qual nunca me dei muito bem, tudo por intelectualizar, ou seja complicar, as coisas simples que toda a gente sabe. Mas às vezes, admito hoje, até dão jeito. Pois então, para a minha justificação de ausência regressei às Leis do Pensamento, até Aristóteles e à lógica clássica, até ao Princípio da não contradição em que defende que, duas afirmações contraditórias não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, ou seja, que uma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo. Pois foi o que aconteceu com a minha ausência, ou seja, uma vez que não estive por aqui, não pude estar aqui – e prontos, estou justificado. E até pode parecer brincadeira, mas é bem mais sério do que aquilo que parece…

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S.Vicente da Raia

Mas vamos ao que interessa, pois sou ciente que, o que querem é mesmo ter por aqui qualquer coisa de novo e, como ainda estamos em fim de semana, os habitués, querem por aqui o nosso mundo rural, aquele que hoje vos deixo um pouco em imagem – terras de S.Vicente da Raia, que sem mais explicações, corroboram a tentativa de hoje haver uma justificação de ausências. Não, fiquem descansados que não vou começar a filosofar outra vez, mas diz-me a experiência que entre as imagens ficam sempre bem umas palavrinhas explicativas, mesmo que pouco expliquem.

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Orjais

Ir até terras de S.Vicente da Raia é embrenharmo-nos ou adentrarmo-nos num mar de montanhas onde, de vez em quando, acontece vida organizada em forma de povoação. Ou era assim, pois embora as povoações ainda existam, a vida organizada nelas apenas resiste aos novos tempos, mas por pouco tempo, pois quando os resistentes partirem para a sua morada definitiva, apenas vai restar o que restar das povoações físicas. Mas pelos vistos isto pouco interessa a quem pode modificar as coisas, senão estejam com atenção ao atual campanha eleitoral que atravessamos (se tiverem paciência para), a dos senhores que são candidatos ao poder e ao destino de modificar as coisas e atentem quantas vezes se vão referir ao despovoamento e envelhecimento rural deste mundo interior…

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Cidadella (Galiza)

Voltemos ao rego e às terras de S.Vicente da Raia que para quem não sabe é constituída por quatro aldeias, a de S.Vicente da Raia, sede de freguesia, e Aveleda, Orjais e Segirei, a mítica Segirei que não podemos separar da sua estreita relação com Cidadella galega que esta sim, nos leva até às entranhas do mar de montanhas da raia.

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

XXIV Encontro de Blogues e Fotógrafos - Lumbudus

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publicado por Fer.Ribeiro às 18:30
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015

Segirei e o trilho do contrabando

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O prometido é devido e cá estamos com a ruralidade do nosso concelho, desta vez com Segirei e arredores.

 

Há lugares e aldeias às quais nunca me canso de ir, embora, confesso, saia delas com algum cansaço, não pelo que os olhos veem mas pelo que as pernas têm de percorrer com a ânsia de nada perder e depois, aquela máxima de que “quem corre por gosto não cansa”, é bonita de dizer mas não é bem verdade, e até pode ser que a nossa alma não saia destas andanças fatigada, mas o corpo sente-as. Não quero com isto lamentar-me, pois não o lamento, aliás deixo sempre qualquer coisa esquecida para ter o pretexto de lá voltar e cansar-me de novo .

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Mas desta vez até tinha a missão de ir mostrar um dos nossos cantinhos mais preciosos a pessoas que se dedicam a caminhadas e querem acrescentar este percurso dos trilhos do contrabando aos seus roteiros de caminhadas organizadas , e este percurso é um daqueles que por mais que a fotografia ou as palavras o elogiem, ficam sempre aquém da realidade de o viver e percorrer in loco. Refiro-me ao trilho do contrabando (também caminho de Santiago) que por cá nós conhecemos como as cascatas de Segirei, embora o percurso das cascatas (de Cidadella) até seja em terras galegas, próximas de Tomonte e Soutochao, mas o percurso completo passa obrigatoriamente por Segirei e só termina na sua praia fluvial onde o riacho (das cascatas) desagua no Rio Mente.

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Percurso que é feito com duas realidades bem distintas — a realidade galega e a portuguesa, pois na realidade galega é um percurso tratado, sempre junto ao riacho, com proteções, pontos de descanso e pequenos parques de estar e merendas, incluindo algumas construções refúgio e grelhadores, enquanto que o traçado português é feito praticamente a corta mato num traçado que mal se reconhece pelo meio do monte, cheio de pedras, sem proteções e distante do riacho que mais parece que ao entrar em terras portuguesas desaparece para só aparecer de novo quando desagua no Rio Mente. Como se não bastasse, quando nos aproximamos de Segirei os despejos de lixo e entulhos junto ao caminho serve de postal de receção à aldeia.

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A sorte para as boas impressões, azar nosso, é que chegados à raia o percurso português parece não existir e como tal quase ninguém o faz, com exceção para aqueles que se dedicam ao caminhar, como era o caso de alguns daqueles que neste sábado me acompanhavam e mesmo assim, os de trás protestavam com os da frente para não bulirem muito com as pedras da “calçada” que depois de ganharem movimento nunca mais paravam. Pena que os nossos autarcas não dediquem um bocadinho do seu tempo a conhecer estas realidades, percorrendo estes percursos que cada vez mais são procurados por grupos de caminhantes que também gostam de apreciar aquilo que se lhes oferece.

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Mas do mal o menos pois sempre temos a aldeia de Segirei pelo caminho e o remate com a praia fluvial junto ao Rio Mente, embora Segirei também esteja longe de ser o que era, mas aqui não tem nada a ver com o tal percurso mas antes por ser mais uma vítima dessa doença contagiosa chamada despovoamento e envelhecimento das populações das aldeias de montanha. Vimos ao todo três pessoas e um cão na aldeia e, mais à frente já a caminho da praia fluvial, um guardador de gado, quatro ou cinco vacas e dois cães.

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Entre a aldeia de Segirei e a praia fluvial, junto ao caminho, existem as afamadas águas de Segirei, ferrosas e gasocarbónicas com características e sabor idêntico às águas de Vidago e das Pedras Salgadas, mas quem não souber que existem e onde se localizam, ninguém dá por elas, mesmo estando junto ao caminho. Antigamente ainda existia por lá uma placa a anunciá-las, agora nem isso. É também um dos locais que estando neste percurso pedonal merecia ter um tratamento com um pouco de dignidade, mesmo porque estando no final do percurso um copinho de água cai e sabe sempre bem e nem sequer seria preciso muito, penso mesmo que com um pouco de boa vontade e uns trocados poder-se-ia dar-lhe a dignidade que merece, mas lá está aquilo que dizia atrás, é preciso ir aos locais para se conhecer estas realidades.

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Quando à praia fluvial é um bom remate de caminhada, a infraestrutura existe com algumas mesas, grelhadores, um bar e instalações sanitárias. No entanto bar e I.S. só abrem de verão e não admira, pois suponho que nos nossos 9 meses de inverno nem as moscas lá param, a não ser alguns como nós que querem conhecer tudo, pois já se sabe que a maioria termina o percurso no miradouro das cascatas, curiosamente onde termina a Galiza e começa Portugal.

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Tirando uma ou outra pedra que entra no sapato, no percurso português, o pessoal que tenho acompanhado às cascatas de Segirei e à aldeia propriamente dita sai de lá satisfeito, e mais satisfeito fica se após a caminha tem passaporte para entrar na casa do Agostinho e da Catarina em S.Vicente da Raia, uns novos rurais que abandonaram o grande Porto para em S.Vicente se dedicarem à criação do porco bísaro e aos enchidos tradicionais “Lugar da Eira”. Como se costuma dizer — é a cereja em cima do bolo.

 

Para terminar fica só uma recomendação para aqueles que, como eu, se dedicam mais à recolha de imagens e não estão habituados às caminhadas – façam este percurso num sábado, pois sempre ficam com o domingo para recuperar forças.

 

 

 

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Segunda-feira, 12 de Maio de 2014

De regresso à cidade

 

Sim, de regresso à cidade mas, já, com saudades do campo, da natureza, das cores, da primavera, das coisas simples feita com toda a sua complexidade de formas e estruturas selvagens.

 

 

Assim, e já que não posso ter toda estas coisas na cidade, nos dias da semana em que o relógio se sobrepõe a todas as coisas naturais, deixo uma imagem por cada dia de trabalho.

 

 

Cinco imagens com cinco momentos, com o verde de fundo e a provocação das outras cores.

 

 

E flores, muitas, de todas as cores, selvagens, sempre selvagens

 

 

Enfim, ficaria por aqui todo o sempre, mas, temos de regressar à cidade!

 

 

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Segunda-feira, 6 de Janeiro de 2014

As cascatas de Segirei

 

 

Há poucos dias atrás fui a Segirei em missão de agradecimento e cumprimento de uma promessa que tinha feito meses atrás e, ir a Segirei e não dar uma espreitadela as cascatas é mesmo como ir a Roma e não ver o Papa e, a comparação não poderia ser mais precisa, pois nem o Papa está em Roma, nem as cascatas estão em Segirei, mas eu já explico.

 

Pois a primeira vez que ouvi falar das cascatas de Segirei foi há coisa de vinte e tal anos atrás, quando andando eu a servir de guia a uns técnicos da comunidade europeia, em Mairos encontrei o Padre Delmino e ele me disse - «leve-os às cascatas de Segirei, aquilo sim é que vale a pena ver». Ora bem, o tempo não era muito e ir Segirei na altura não era pera doce, pois o trajeto mais complicado ainda se fazia em terra batida e de inverno, era uma autêntica aventura ir para terras de S.Vicente da Raia,  e depois, eu desconhecia onde ficavam as tais cascatas, mas ficaram-me no ouvido.

 

 

Vai daí que quando comecei esta aventura do blog, as cascatas de Segirei entraram logo no meu roteiro de descobertas, mas mesmo assim não foi à primeira que me calharam em caminho, mas um dia calharam, e não é que o Padre Delmino tinha razão… aquilo vale mesmo a pena ver, apreciar e desfrutar com toda a calma do mundo, e sempre que vou por lá, todo o tempo é pouco.

 

Só falta mesmo a explicação de as cascatas de Segirei não serem de Segirei, porque de facto não o são, embora entrem quase pela aldeia adentro, as cascatas já estão do outro lado da raia, na Galiza, perto de Soutochão, mas não tanto como de Segirei.

 

 

Ficam três imagens do riacho a correr já apressado paras as tais cascatas, pois essas ficam para uma próxima oportunidade (embora já haja imagens delas neste blog). Já imagens que se podem ver ao longo de umas centenas de metros percorrendo um percurso pedonal que outrora também foi trilho de contrabando, um percurso que também apetece sempre percorrer mesmo não sendo amante de caminhadas. 

 

 

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Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013

Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

 

O REGRESSO

 

José Carlos Barros


[letra em alexandrinos para uma música do zé alberto. poema dedicado ao luís filipe, ao manel joão, ao miguel e ao pité]

 

 

Tão cedo ainda e já a noite se espalhou

por esta encosta na umbria edificada

que o povo aos campos foi a outra que deixou

para que a luz às vinhas fosse destinada

 

E eis que regresso e sei que é tarde e não importa

ninguém pergunta ao regressar «mas que horas são?»

desço uma rua até ficar parado à porta

onde oiço apenas o bater do coração

 

Entro no pátio no telheiro e vejo a lenha

e sei que o fogo já não tem por onde arder

e olho a luz que vem das vinhas e de espanha

contra uma ausência que não pára de crescer

 

Procuro o amigo e uma mesa e a lareira

procuro o vinho a que a amizade se aquecia

aí ficámos uma vez a noite inteira

e o mundo todo só a nós nos pertencia

 

Alguém pergunta ouvindo os passos «quem regressa?

há muito tempo não regressa aqui ninguém»

e desce a escada e vem à rua e não tem pressa

e espreita a ver «pode lá ser que seja alguém»

 

Não é ninguém porque sou eu e eu estou ausente

e quem espreitou só vê a treva devolvida

ninguém regressa se regressa e já pressente

que no regresso há sobretudo despedida

 

E é o silêncio o que mais pesa nestas casas

a humidade das paredes e dos tectos

o abandono desenhado nas palavras

da reiterada ignomínia dos decretos

 

A própria moura em cidadelhe é o que se diz

esse tesouro que guardava não existe

e que ao invés de ser bonita e ser feliz

no seu olhar já nenhum brilho subsiste

 

Regresso pois por entre a ausência e a vertigem

e ao que regresso ou não regresso já nem sei

eu sei apenas que há lugares que nos exigem

eu sei apenas que regresso a segirei

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:21
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2012

Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

 

UMA VIAGEM

 

poema de José Carlos Barros

 

 

 

Quando este texto for publicado on-line, falando

de lugares mágicos, espero estar aí, nesses

lugares, a dormir nas margens de um rio

com a ilusão de que, em parte, me é permitido

regressar a mim mesmo e a uma parcela ínfima

dos sonhos que ao mundo não foi ainda

dado roubar-nos. Há um caminho,

 

primeiro, a percorrer. Antes de chegar

ao Mousse. Antes de chegar ao Mente. Antes

de chegar às margens de um rio onde os

amigos haverão de dormir sob um céu de estrelas

ou ameaçadoras nuvens. E seis árvores, precisamente

seis, haverão de confirmar-nos que poucas

coisas mudam no mundo, e só vagarosamente

mudam, quando apenas nos conformamos

com os milagres do mundo. Haverei, a

 

caminho, de parar em Mairos. Apenas

para confirmar que uma horta que é um jardim,

ou um jardim que é uma horta, ou uma horta

e um jardim que são simultaneamente

a mesma coisa, continuam acertados com a

meteorologia e as estações, ou acertados

com a imprevisibilidade delas. Talvez aproveite

para beber cerveja neste café a que se chega

por um corredor estreito de cimento. Mas porque

me apetece ficar um pouco sentado cá fora

a olhar um cacto gigante e uma couve, um campo

de milho ou uma sebe de buxo, e essa

arte tão antiga de domesticar as plantas

e misturá-las para nos darem um fruto, uma

sombra mais alargada, uma luz no outono

ou o prazer dos fenómenos. Haverei

 

de virar à esquerda, a noventa graus. E depois

entrar na capital da batata, no planalto ecológico,

nessa vastidão de campos que são já

da Galiza sem deixarem de ser da Terra Fria,

que são já fronteira sem deixarem de ser

continuidade e aproximação. E aí, em

Travancas, no Café Central, é provável

que beba cerveja. Mas apenas para me sentar

na esplanada e continuar a olhar a cerejeira

que cresce rente a um muro, do lado

direito, na estrada que em seguida me levará

a Argemil e a S. Vicente da Raia. E em

 

São Vicente, depois de acompanhar o rio

serpenteando sem derivações bruscas, antes

de se olharem, do alto, os vales com os

seus quadriculados amarelos e verdes,

as encostas erguendo-se em modulações

entre o verde e o castanho, é provável

que pare por alguns momentos

e beba cerveja. Mas apenas porque

me há-de apetecer ficar sentado a uma

mesa de pedra, sob uma latada

ampla, a olhar o ondulado das cumeadas

sucedendo-se na distância. Descerei

 

então em apertadas curvas deixando Aveleda

à esquerda arrumada num pequeno vale

com o xisto quase improvável a sair dos montes

para as paredes das casas. E, enfim, chegarei

a Segirei. Não seria necessário continuar

até Segirei: porque deveria virar à direita

antes de chegar a Segirei. Mas é preciso regressar

às memórias antigas de um café que

já fechou há muito, e às memórias antigas

da cozinha e do pátio e da adega da casa

do Ramiro. Por isso não chego a parar. Sigo

devagar, faço inversão de marcha no espaço

mais alargado da ponte da praia fluvial,

e rumo em sentido contrário, deixando

novamente Segirei e o tempo suspenso da

revelação dos seus nomes. É

 

esta a viagem: chegar a Pejas. Encontrar

os amigos que me esperam na margem

de um rio. Olhar as seis árvores, precisamente as

seis árvores onde procuro a demonstração

de que o mundo quase não muda, e muda

muito vagarosamente, quando apenas

nos bastam os milagres do mundo. Sentar-me-ei

 

então em redor de uma mesa de madeira.

E talvez não beba cerveja. Mas vinho. Para

que o vinho possa deixar durante muito tempo

a memória dos encontros, a memória

dos milagres, a memória desse

momento de aparição em que por um instante

breve nos é revelado o mistério de estarmos

vivos em nós mesmos e no coração

dos que não podem deixar de amar-nos para sempre.

 

José Carlos Barros

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:30
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011

Por entre um mar de montanhas

 

 

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Na minha ronda pelas aldeias e lugares do concelho, houve sítios que me surpreenderam pela sua beleza, mas houve outros, que me deixaram extasiado de espanto com tanto encanto.

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A cada passo falavam-me de S.Gonçalo e depois de duas ou três tentativas falhadas de descer até lá, decididamente um dia saí de casa com rumo a local. Dos dois caminhos que me apontavam como possíveis, optei por descer a partir de Parada e logo após a aldeia, quando as encostas das montanhas, em conjunto, descem para S.Gonçalo, parei em contemplação durante um longo período… primeiro um mar de pedras, tudo parado e mudo, apenas o coração se movia e fazia ouvir, inquieto, a anunciar o começo de uma grande hora… Como se de um sonho se tratasse, ao acordar, dou-me conta que aquela minha hora e aquele sentir já antes tinham sido vivido e tudo aquilo que se espelhava no meu olhar, era afinal, estou certo disso, o coração do Reino Maravilhoso de Torga:

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“Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.

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Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente rasga a espessura do silêncio uma voz de franqueza desembainhada (…)

 

(para conhecer todo o texto do Reino Maravilhoso, passe por aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/564005.html)

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Claro que, para sermos assim invadidos, tal como diz Torga, para vermos este reino, é preciso que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e do coração, pois tudo está lá, perfeito, onde mais nada parece ser possível para além do mar de montanhas mas, espante-se,  onde por detrás de cada onda destas montanhas, há um punhado de gente e uma aldeia, é por detrás e entre estas montanhas que hoje vos deixo que estão as terras e aldeias de S.Vicente da Raia - Orjais, Aveleda e Segirei.

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É por estas e por outras, que entro sempre com gosto neste mar de montanhas, banho-me de encanto no seio das suas ondas,  sempre com um brilhozinho nos olhos por saber que estou bem no meio, no coração do Reino Maravilhoso e, quem não acreditar, que vá até lá e que veja com os seus próprios olhos,  mas sem perder a tal virgindade do olhar…

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:40
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Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

Caminhos de Santiago

 

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Para os amantes das caminhadas fica o convite dos nossos amigos da blogosfera galega, os vizinhos de Soutochao – Vilardevós, para este próximo fim-de-semana, dias 22 e 23 de Maio.

 

Trata-se de percorrer parte de um dos percursos dos Caminhos de Santiago, a Via de la Plata, com início em  Vinhais e passagem por Soutelo, Sobreiro de Baixo, Candedo, Edral, Ferreiros, Sandim, Segirei e Soutochao.

 

Para os interessados em participar contactem o Tel. 647867486 (Espanha) ou os contactos destes sítios na NET:

 

http://www.soutochao.com

ou ainda através do blog de Segirei que poderá dar uma ajuda:

 

http://segirei.blogs.sapo.pt

 

segirei@sapo.pt

 

 

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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

Poesias sem rima no arrimar dos dias de Chaves rural, Portugal

 

 

Hoje não há camisas, nem cuecas, meias ou toalhas

partiram, sabe-se lá para onde

talvez para o monte, para a missa, com o gado

quiçá tivessem descido à cidade

ao médico e à feira

ou talvez estejam no tanque a ensaboar…

Mas voltam… voltam sempre!

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Tal como o carteiro

agora mais raro

tanto

que se alguém está por perto

já nem me dão o gosto de saborear

gozar o  cheiro da tinta,

da cola e do papel

Já lá vai o tempo do fino papel das cartas

por avião

da América e do Brasil

do alinhar e  desenhar das letras

Quase esquecida

abandonada

a ferrugem tolhe-me as forças

e a saúde das faces rosadas.

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Também com o mesmo amor que se escrevia no papel

escrevia-se na terra

com bico fino, dois bicos ou bico largo

à luz do sol, com o seu rigor

eram rigorosos os traços traçados no desenhar a terra

Também estes desenhadores

ou escritores de escritas largas

talvez

por falta de escantilhão

vão deixando secar a tinta e

os bicos

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:12
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Sábado, 4 de Julho de 2009

Ainda o Encontro da Blogosfera Flaviense e um pedido de desculpas

 

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Dar o braço a torcer quando se erra ou quando omitimos factos importantes, mesmo que involuntariamente, não dói nada, mas temos que pedir desculpas É o que estou a fazer neste momento para com a povoação de Soutochao, uma aldeia da raia galega, vizinha de Segirei, cujas terras lhe invadimos (a blogosfera flaviense)  no último fim-de-semana e, à qual eu não fiz nenhuma referência por descuido meu, talvez  “bêbado” de tanta beleza natural que bebi, afinal,  em terras de Soutochao.

 

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Ficar-me-ia mal não vir aqui com este post, principalmente eu que tantas vezes neste blog disse que entre os povos da raia não há nem nunca houve fronteiras, pois de ambos os lados (se é que alguma vez existiram lados) mais que um povo irmão, há um e só o mesmo povo, um mesmo sentir e até a mesma língua, muitas cumplicidades e promiscuidades, mas também as mesmas dificuldades e o mesmo esquecimento.

 

Soutochao merece estar aqui.

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Mil desculpas para Soutochao, cuja omissão espero minimizar com este post, ao dar a conhecer o seu sítio na NET e também, mais uma vez, a rota do contrabando, que bem merece o destaque pela sua beleza e o inebriar de paixões que nos deixam “bêbados”.

 

Um forte abraço para Soutochao, com o devido pedido de desculpas, mas também com os parabéns por além ter terem em suas terras, bonitos e espectaculares espaços naturais, estarem tão bem tratados e cuidados.

 

A partir de hoje, Soutochao tem também link neste blog, que poderá visitar já aqui: http://www.soutochao.com/ , visita que recomendo:

 

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Até mais logo, com mais uma nas nossas aldeias.

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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

XI Encontro Convívio da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr - Conclusões

O Grupo de Caminhantes do Encontro (na festa e à mesa, eram mais)

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O prometido é devido e, embora atrasado, cá estou com a reportagem do XI Encontro da Blogosfera Flaviense e Fotógrafos Flickr.

 

Tal como todos os eventos que se realizam em Chaves, também este Encontro foi um sucesso, não só na variedade e qualidade do seu programa como também em participação, com blogers e fotógrafos vindos de todo o nosso Portugal, desde o Minho ao Algarve, onde não faltaram até, os nossos amigos galegos.

 

Claro que tudo que se passou neste encontro foi importante, principalmente o convívio e o estreitar de amizades entre blogers, fotógrafos, mas também amigos da blogosfera flaviense que quiseram associar-se a este evento.

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O que seria que despertava o interesse dos fotógrafos!?

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De entre a variedade do programa, há que realçar alguns momentos grandes, começando pela visita a São Vicente da Raia, onde o seu Presidente da Junta nos mostrou alguns dos pontos de interesse da aldeia e onde também não faltou uma conversa e visita à adega de uma velha glória do Desportivo de Chaves, o Domingos. São Vicente da Raia que é uma das nossas poucas aldeias do xisto, conjuntamente com as restantes aldeias da freguesia (Orjais, Aveleda e Segirei.)

 

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Segundo momento importante foi a paragem para se apreciar o mar de montanhas, com a aldeia de Aveleda marcando um pequeno ponto de civilização no meio de tanta natureza. Aldeia de Aveleda que também teve no encontro o autor da sua página na net.

 

Da Aveleda para Cidadelha, já em terras galegas, onde o caminhante Pablo, de Vilardevos mais um amigo, galego andaluz que um dia quis ser português, com o seu casal de cães, esperavam pela comitiva para servirem de companheiros e guias pela Rota do Contrabando, onde todos fomos contrabandistas carregando o fardo dos nossos corpos, mas imaginando como difíceis e perigosos foram aqueles carreiros do contrabando, quando contrabandistas verdadeiros, de ambos os lados da fronteira, carregavam fardos a sério.

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Apenas conheço meia dúzia de rotas do contrabando, mas não andarei longe da verdade se disser que esta rota, é uma das mais belas rotas do contrabando do mundo, e diga-se a verdade, principalmente no trajecto do troço galego, não só pela intervenção cuidada que sofreu para adaptá-la a um trajecto de caminheiros, mas principalmente pelas belezas naturais onde as cascatas, dão um ar paradisíaco ao local, que de tão belo, nem apetecia abandoná-lo. Mas já se sabe, caminhantes que éramos, o caminho fazia-se a andar, que nem sempre foi fácil, diga-se (e eu sou uma fiel testemunha – o último a chegar), pois a descer, todos os santos ajudam, mas em montanha, tanto se desce como se sobe, e nas subidas, quando mais precisamos da ajuda dos santos, eles, estão sempre distraídos, mas também é uma boa forma para reforçar o apetite, a uma boa mesa que nos esperava na Praia de Segirei, mas antes, claro, paragem obrigatória na aldeia de Segirei.

 

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Curioso, e isto tem de ser dito, é que mal parou o autocarro em Segirei, a vizinha mais próxima da paragem, em vez de se assustar com aquela “cambada de estranhos” refugiando-se em casa, não se assustou e saiu à varanda convidando-nos a todos para beber um copo. Claro que não lhe invadimos a casa, embora insistisse, mas como a visita a Segirei era mesmo visita de médico, pois os assados da praia já cheiravam em Segirei, partimos quase de seguida para “fazer” a barriguinha.

 

Da comida não vos falo, caiu bem e no momento certo, regado com bons líquidos dos Deuses, onde, como da blogosfera flaviense se tratava, nem sequer faltaram os pastéis de Chaves.

 

Após o almoço, estava chegado o momento cultural do encontro, momento aliás de fazer inveja a qualquer momento cultural de sucesso, não só pelo ambiente, mas também pelos autores e livros que havia para apresentar. Autores da terra, com escrita da terra, com temas da terra ou à moda da terra, mas com livros presença universal e obrigatória em qualquer biblioteca.

 

Gil Santos e José Carlos Barros eram os dois autores presentes a apresentar livros neste encontro, e eu, no meio deles, todo babadinho por eles serem colaboradores e discursantes deste blog.

 

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Da esq. para a Dir. - Tânia Oliveira (Blog Segirei), Gil Santos (escritor), F.Ribeiro (Blog Chaves) e J.Carlos Barros (escritor)

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Gil Santos apresentou o seu livro de “Chaves a Copenhaga – A Saga de Um Combatente”, que já por duas vezes tivemos oportunidade de falar desse livro neste blog. Uma história da I Grande Guerra vivida na primeira pessoa  pelo avô/bisavô dos autores onde se enaltece a forma da escrita manuscrita do combatente reproduzida no livro. De Gil Santos também os “Ecos do Planalto”, fizeram presença no encontro e apresentação, onde os contos do planalto do Brunheiro e as suas estórias, fazem também história da vida no planalto do século passado.

 

O José Carlos Barros, geralmente conhecido como poeta já consagrado e premiado neste nosso Portugal, levou até nós o seu romance, curiosamente filho do seu blog. Um romance feito de mentiras, dizia o autor na sua apresentação, mas de mentiras que são verdades, aquelas que nunca se dizem nas nossas conversas e que ficam nas nossas reservas, mas que bem gostaríamos de as dizer. Mentiras que também tem a ver com a nossa terra e região, pois embora o José Carlos Barros habite e até seja autarca em terras algarvias, é a sua terra que tem no coração e, a sua terra não se resume a Boticas, onde nasceu, mas também a Chaves onde estudou e curiosamente a Segirei, onde o autor confessa ter passado (e quer continuar a passar) bons momentos da sua vida e onde escreveu partes deste livro, que faz questão de mencionar no final do romance, com a assinatura de “ Cacela. Gardunho, Segirei. 3 de Fevereiro de 2008, 3 de Janeiro de 2009”. “Uma história de amor que todos queríamos viver” com muitas mentiras todas elas verdadeiras, da terrinha e não só, que abrem o apetite a qualquer um para a sua leitura, pela certa uma boa leitura, pois o romance já começa a fazer sucesso a nível nacional e que sabe se a curto prazo não o será a nível internacional, como em Cuba, onde o José Carlos Barros já é bem conhecido e querido.

 

« O Prazer e o Tédio », é este o romance de José Carlos Barros, que está à venda numa livraria perto de si, incluindo em Chaves, onde além desta obra poderá também encontrar à venda a o livro de Gil Santos (Pai e filho). Dois livros que são obrigatórios em qualquer biblioteca, principalmente nas flavienses.

 

Da parte da organização deste encontro e pela certa da blogosfera flaviense, agradecemos a presença dos autores e desejamos-lhe o maior sucesso.

 

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Rafael, o galego, andaluz que um dia quis ser português, companheiro, guia e poeta cantante

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E já que estamos em maré de agradecimentos, vou terminar com os agradecimentos a quem devemos agradecer, começando pelo Paulo Bessa que se disponibilizou para nos ir confeccionar o “comer” na Praia de Segirei e que em Chaves abriu recentemente um Restaurante na Travessa Cândido Reis no espaço da antiga Pensão Flávia. Agradecer também ao «Prazeres na Loja», com loja no Largo do Anjo, que nos ofereceu os pastéis de Chaves, loja que aliás recomendamos, pois é uma loja que é um verdadeiro embaixador dos produtos regionais, onde poderá encontrar desde o genuíno presunto de Chaves, aos pastéis de Chaves, mas também ao bom vinho de qualidade, azeite, enchidos e fumados, compotas, etc. Isto é publicidade que faço gratuitamente e com gosto, pois é uma loja onde se pode encontrar do melhor que Chaves e a região tem e que, deveria servir de exemplo ao restante comércio tradicional cá da terrinha. Com bons produtos e a tradição, só se pode fazer comércio de sucesso.

 

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Agradecemos também a quem  bem nos recebeu, como o Presidente da Junta de São Vicente da Raia, o Sr. Antenor, mas também ao Domingos, velha glória do desportivo, como agradecemos ao Pablo por nos servir de guia e nos fazer companhia, mas também a Rafael, o galego andaluz que quis ser português, por ser guia, companheiro e também pelo recital e animação musical da tarde. Agradecemos também à população de Segirei pelo seu espaço e por se juntar a nós no período da tarde, como também agradecemos à Câmara Municipal de Chaves o apoio que deu a este encontro, mas também agradecemos a visita no período da tarde do Sr. Presidente da Câmara, Dr. João Batista e do Sr. Vereador , Arqº Castanheira Penas. Agradecimento também para o Sr. Guerra por nos aturar e transportar durante todo o dia.

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Pablo, o nosso guia, à conversa com os amigos de Segirei (Foto de Tânia Oliveira)

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Penso não ter esquecido ninguém nos agradecimentos, a não ser (claro) aos participantes, mas esses, fazem parte do sucesso deste encontro, com um agradecimento especial ao José Carlos Barros por ter vindo propositadamente do Algarve e ao Gil Santos por vir de Braga, ambos até Segirei para participar neste encontro mas também por nos brindarem com a apresentação dos seus livros, mas também ao pessoal que veio de Sintra e do Porto e aos de Chaves e das aldeias e amigos que se associaram ao evento, pois, todos fomos um sucesso, aliás, como todos os eventos que acontecem em Chaves, mas este, foi mesmo.

 


 

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Domingo, 28 de Junho de 2009

Cidadelha/Segirei - XI Encontro da Blogosfera Flaviense - Breves Momentos

 

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Prometi vir por aqui e, cá estou, mas só para deixar duas imagens e marcar presença, a reportagem sobre o encontro, fica para mais logo.

 

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