Sábado, 27 de Agosto de 2016

A Galiza aqui ao lado - Aldeias da Raia vizinhas de Soutelino da Raia

cabecalho

 

Há dias iniciava aqui esta crónica de “A Galiza Aqui ao Lado”. Embora fosse o início da crónica já não era o início de algumas aldeias galegas e outras localidades virem aqui ao blog, principalmente as aldeias da raia.

 

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Em tempo anunciei também por aqui que um dia traria aqui todas as aldeias da raia portuguesa (do nosso concelho de Chaves) e a(s) suas congéneres galegas, mais propriamente a aldeias ou aldeias galegas mais próximas da nossa(s) aldeia(s) da raia. Um projeto que iniciei em tempos, iniciando a recolha de imagens do lado galego, com a ajuda de um amigo do outro lado da raia (o Pablo). Entretanto outras prioridades se impuseram e fui obrigado a suspender a recolha de imagens, contudo vai sendo tempo de retomar o projeto ou de, para já, ir trazendo aqui algumas das aldeias já fotografadas.

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 Soutelinho da raia

 

Iniciamos então hoje, conjugando o antigo projeto com a nova rúbrica de “A Galiza Aqui ao Lado”, esse tema das aldeias mais próximas de ambos os lados da raia,  com a nossa aldeia de Soutelinho da Raia e o Santuário do S.Caetano com as aldeias galegas da sua proximidade, e que são três, a saber: Videferre, Espiño e Bousés, de pouco importando ou sem ter em conta as fronteiras administrativas da raia ou das freguesias, pois o que interessa mesmo é a proximidades destes lugares, que no caso ficam todas dentro de um circulo cujo raio da circunferência é de apenas 1.500 metros (aproximadamente).

 

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 S.Caetano

 

Inicia-se assim também, aqui no blog, um relacionamento entre estas aldeias e lugares que na realidade sempre existiu e que nem mesmo a fronteira (desde que passou a existir) nunca conseguiu separar. O espirito da velha Galaécia nunca morreu e perdura ainda hoje na proximidade e identidade de uma cultura reforçada pela língua galega e portuguesa que acaba por ser uma só, com mais ou menos evoluções.

 

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 Videferre

 

Mas também no contexto da identidade da cultura e língua as aldeias da proximidade da raia aprofundam mais o relacionamento, a cumplicidade e até a promiscuidade que nenhuma lei ou fronteira algum dia conseguiria enfraquecer ou separar, com Soutelinho da Raia a ser um exemplo e uma referência na História da raia como aldeia promíscua que o foi até ao tratado das fronteiras entre o Reino de Portugal e de Espanha,  de 1864, ou seja, uma aldeia que até essa data era metade portuguesa e metade espanhola, dividida a meio pela fronteira.

 

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 Espiño

 

Claro que aqui no blog,  além da realidade atual e da História, também haveria lugar para as estórias, também elas reais, de contrabando e outros trabalhos partilhados, incluindo os do campo, de partilha de serviços quando eram necessários, de amores e desamores e tudo o mais que é possível passar-se entre vizinhos, sem esquecer os tempos da guerra civil espanhola .

 

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 Bousés

 

Estórias e muitas que existem, mas isso já é outra loiça que dariam muitas páginas e que nem todas se querem contadas, mas a principal razão é mesmo não termos tempo para esse trabalho que se quer sério e cuidado. Pode ser que um dia, no futuro, também caibam aqui as estórias da raia. Não quer isto dizer que não venham aqui algumas estórias, mas para já a prioridade é mesmo mostrar em imagem as aldeias da raia da nossa proximidade.

 

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 Soutelinho

 

Para já ficam pouco mais que duas imagens de cada uma desta aldeias, mas num futuro próximo das uma das aldeias galegas de hoje terá aqui um post mais alargado nesta rubrica de “A Galiza Aqui ao Lado”. Até já.

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publicado por Fer.Ribeiro às 05:07
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Domingo, 2 de Agosto de 2015

Por terras de Soutelinho da Raia e Barroso

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Imagem de arquivo (2011)

Tal como deixei aqui documentado no blog, na sexta-feira passada fui dar uma volta pela volta a Portugal em bicicleta que andava aqui por estas bandas, com meta final na Serra do Larouco. Pois sempre que vou até terras do Barroso via Soutelinho da Raia, após esta aldeia, paro por lá num alto onde há um grande penedo à beira da estrada e desde onde se avista a Serra do Larouco com toda a sua grandeza, por um lado, e do outro avista-se o conjunto, toda a aldeia de Soutelinho da Raia.

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Imagem de arquivo (abril de 2015)

A paisagem entre esse tal penedo e a Serra do Larouco e Soutelinho da Raia resume-se a uma vegetação rasteira e autóctone constituída à base de urze vermelha (também conhecida por torga vermelha cujo nome científico é a erica australis da família das ericaceae), carqueja ( baccharis trímera) e giestas (Cytisus striatus), entre outras espécies mais pequenas e de onde os saberes populares fazem a recolha das ervas medicinais para chás e outras mezinhas de tratamento das suas maleitas.

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Claro que este tipo de vegetação não tem o valor monetário das florestas, principalmente aquelas que “se fazem depressa” para transformação em pasta de papel ou outros fins, mas têm o seu valor paisagístico e de espécies autóctones que embora algumas voltem a nascer, suponho que outras se perderão para sempre quando os incêndios as invadem sem dó nem piedade.

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Pois há dias quando parei neste ponto de paragem obrigatória foi um cenário de terra queimada, desolador, que tinha à minha volta. Um cenário que revolta sempre. Uma revolta dupla, a primeira a da terra queimada e a segunda, a do negócio dos incêndios.

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Sim, negócio dos incêndios, pois ninguém me convence do contrário com o dinheirão que se gasta no combate aos incêndios que, com bem menos, estou convencido disso, se poderiam evitar se houvesse uma aposta séria na prevenção, e mesmo que se gastasse o mesmo, seria um bom investimento, pois poupavam-se as florestas além de outros benefícios para as populações locais.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Sábado, 17 de Janeiro de 2015

Soutelinho da Raia com neve

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Frio e chuva o mais certo é dar em neve, e deu. Foi a novidade no acordar de ontem que como sempre lanço o primeiro olhar exterior para o nosso Brunheiro onde nos pontos mais altos a neve tinha pousado timidamente.

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Também já é sabido que quando a neve chega para o Brunheiro as nossas aldeias de montanha estão cobertas de neve, pelo menos em Soutelinho da Raia é certa e pela certa que o foi, pois não o pude testemunhar presencialmente.

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 Serra do Larouco vista desde terras de Soutelinho da Raia

Assim, já perceberam que as fotos que hoje vos deixo não são de ontem, mas de há um ano atrás, mas pela amostra do Brunheiro, ontem e talvez ainda agora, o branco de Soutelinho seja mais branco. Pode ser que mais logo haja mais neve e quem sabe se não iremos por lá. Logo se verá!

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:16
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Domingo, 9 de Novembro de 2014

Soutelinho da Raia - Três Imagens

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publicado por Fer.Ribeiro às 04:11
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Sábado, 7 de Junho de 2014

Soutelinho da Raia, a caminho do Barroso.

 

Hoje é sábado e como tal, por aqui no blog, também é dia das nossas aldeias do concelho de Chaves, hoje com a sorte a calhar a Soutelinho da Raia, uma daquelas que eu apelido de barrosãs, e, a sua vinda aqui hoje não é por mero acaso, mas antes, porque hoje mesmo vamos passar por ela.

 

E disse bem, vamos passar, lamentavelmente apenas isso pois gostávamos de estar por lá um bocadinho que fosse, mas o nosso destino é o Barroso mais profundo por onde hoje vamos andar todo o dia, tal como foi anunciado há dias, em mais um encontro de fotógrafos Lumbudus, Blogues e amigos à procura de registos da essência do Barroso. Mais logo, se houver tempo e ainda forças, pode ser que também por aqui fiquem algumas imagens do Barroso.

 

 

Para já duas imagens de Soutelinho da Raia. Uma do seu coração, da Rua da Capela e outra com vistas lançadas para a Serra do Larouco, para a face portuguesa da Serra, pois do outro lado já são terras da Galiza, embora com um mesmo povo e até, atrevo-me a dizer -  a mesma língua.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:12
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Domingo, 9 de Fevereiro de 2014

Soutelinho da Raia e o Barroso

Soutelinho da Raia

 

Pois estávamos nós em Chaves quando olhando para o Barroso as primeiras montanhas se apresentavam cobertas de neve. Se as primeiras estavam assim como não estariam as seguintes – era nevão garantido, e a baixa temperatura e um céu carregado de nuvens prometiam mais neve. Já o disse por aqui que em questões de neve sou pior que os putos, gosto dela, que se há de fazer? Pois não resisti à tentação e lá fui eu à procura dela. A primeira paragem é sempre Soutelinho da Raia, aldeia flaviense que abre as portas para o Barroso oficial.

 

Soutelinho da Raia

Quem por cá anda há algum  tempo sabe que os nossos  dias de inverno não são muito certos, mas pela a aragem já vamos sabendo aquilo com que podemos contar e quando está ar de neve já sabemos que ela anda próxima e nunca se sabe quando ela nos cai em cima, ou ao lado. O sol e o céu azul são sempre enganadores nestes dias, pois nem tudo que parece, é, são antes coisas dos nossos invernos, e num de repente  lá se vai o sol à vida e o azul dá lugar a um cinzento escuro carregado que não tarda a cair sobre nós sem qualquer cerimónia em forma de chuva fria (cá em baixo no vale) ou  de neve nas terras mais altas da montanha.

 

Soutelinho da Raia

 

Como dizia atrás estes dias de Inverno são sempre enganadores, e desta vez até a mim me enganaram, pois chegado a Soutelinho da Raia o sol apareceu com tal força e o céu carregou-se de tal forma de azul que pensei ter a tarde de neve perdida, mesmo porque a neve  das ruas e dos telhados com a intensidade do sol deu para derreter, mas já que estávamos por lá, havia que aproveitar a luz que acabaria por ser de revelações.

 

Interior da Igreja de Soutelinho da Raia ( a imagem "fantasma" são coisas do longo tempo de exposição da fotografia)

 

Já se sabe que quando entramos nas aldeias as pessoas gostam de saber ao que vamos, o que no nosso caso não é difícil de saber, pois a câmara fotográfica denuncia-nos, mas um cumprimento é sempre obrigatório e de boa educação, mas acrescentar umas palavrinhas de circunstância ajudam sempre a criar um bom ambiente e, se tivermos tempo, podem-nos levar a verdadeiras revelações que nunca aconteceriam num cumprimento passageiro. Pois ao cumprimento acrescentei a lamentação do sol me estragar a neve para a fotografia e as palavras que recebi ainda eram de esperança – «Ontem também estava assim e de repente começou a ficar escuro e caiu pr`aí neve que cobriu tudo, mas se querem ver coisas bonitas é irem ali à igreja que estão a descobrir lá umas pinturas antigas nas paredes». Não nos fizemos rogados e já que a neve parecia ter ido para o galheiro sempre tínhamos as tais pinturas para descobrir – e descobrimos.

 

Ex voto pintado nas paredes da Igreja de Soutelino da Raia, datado de 1748

 

Por sinal uma agradável descoberta . Tratam-se de frescos, um deles datado de 1748, um ex-voto, sendo os restantes talvez da mesma época. Mas sobre os frescos falaremos oportunamente quando o trabalho estiver concluído e quando tivermos mais pormenores. Trabalho que está a ser realizado por uma empresa da especialidade às custas da fábrica da Igreja e que segundo entendi, sem qualquer apoio monetário a nível oficial, o que poderá por em risco a conclusão dos trabalhos. Louvo a atitude e o interesse da fábrica da igreja e temos pena que as tais entidades oficiais ignorem estes interesses, mas não é de admirar, pois agora há sempre a desculpa da crise, pelo menos para estas coisas,  a mesma crise que faz com que até todo o valioso (mais cultural que monetário) espólio de Miró que está em mãos do estado seja vendido sabe-se lá para onde ou para quem.  Procura-se o lucro fácil e rápido e perde-se toda uma riqueza cultural e mesmo financeira com o encaixe que esta coleção de Miró poderia trazer ao estado no futuro, mas tudo é de esperar de um governo que vende as suas joias e património cultural e que nem sequer tem um ministério que se dedique à cultura.

 

 

Pois teremos pena se o trabalho de por à vista todos os frescos da Igreja de Soutelinho da Raia for interrompido por falta de verbas, mas vamos acreditar que pelo menos haja alguns mecenas que queiram ajudar. Sobre o assunto iremos dando por aqui notícias e fica prometido um trabalho mais aprofundado sobre o assunto.

 

Soutelinho da Raia vista desde o Adro da Igreja

 

Mas regressemos à neve que, no entretanto da descoberta dos frescos, também voltou a cair em Soutelinho e com promessa de continuar pela tarde fora para repor o branco que nos levou até essas bandas da entrada no Barroso.

 

Soutelinho da Raia - Adro da Igreja

 

E já que estávamos na entrada do Barroso porque não entrar nele, mesmo porque os tais frescos da igreja nos levavam a entrar no Barroso para falar com o pároco da aldeia, o Padre Fontes, por sinal também ele um símbolo do Barroso e já que o destino passou a ser Vilar de Perdizes, porque não ir um pouco mais além, onde a neve bate sempre como quem chama por nós., e desta vez chamou mesmo.

 

Soutelinho da Raia - Ao fundo já se avista o Barroso

 

Meixide, Solveira, Gralhas e finalmente Montalegre, uma das capitais do Barroso, a do Norte, pois a do Sul é reivindicada por Boticas e na realidade assim deve ser, pois o que dá nome à região é a Serra do Barroso, com o ponto mais alto nos Cornos do Barroso  (Alturas do Barroso) a 1279m de altitude (a oitava maior elevação de Portugal Continental). Pois embora o ponto mais alto e grande parte da Serra do Barroso estejam em terras de Boticas também é certo que a vertente Norte da Serra do Barroso, já “verte” para terras de Montalegre que rematam precisamente numa outra serra - a Serra do Larouco.

 

Ao fundo a Serra do Larouco visto desde terras de Soutelinho da Raia

 

Pois se a Serra do Barroso é a oitava maior elevação de Portugal Continental, a Serra do Larouco sobe ao pódio ao ser a segunda maior elevação de Portugal Continental, com os seus 1527 m de altitude atingidos na Fonte da Pipa. Gosto de me referir à Serra do Larouco como o Deus Larouco. Na realidade o Deus Larouco era o companheiro do Deus Júpiter - I(ovis) Soc(io) Larouco a quem os soldados da Legião VII Gemina Pia Felix (Vilar de Perdizes) ergueram um santuário denominado de Pena Escrita (Penascrita), situado num altiplano da Serra do Larouco, num local abrigado à altitude de 827 metros, permitindo assim que se congregassem rituais de culto nas estações mais agrestes quando o cume do Larouco é assolado por ventos fortes, cortantes e frios, ou por nevões persistentes.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 16:31
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Sábado, 27 de Abril de 2013

Soutelinho da Raia - Chaves - Portugal

 

Como o tempo não tem andado de feição para grandes reportagens nas nossas aldeias, vamo-nos valendo do nosso arquivo para trazer aqui imagens do nosso mundo rural e, felizmente que há aldeias como a de Soutelinho da Raia onde há sempre uma imagem para trazer aqui e, é com gosto que o faço, pois Soutelinho é uma das poucas aldeias que ainda mantém a sua virgindade de aldeia tradicional transmontana, onde se tem reconstruído com gosto e onde felizmente há poucos atentados à sua dignidade. Claro que também sofre do envelhecimento e de despovoamento, aqui não é exceção, mas, embora com muito casario abandonado e em mau estado, é preferível vê-lo assim, pois sempre há a esperança de que melhores dias virão para uma boa recuperação, do que vê-lo transformado numa modernice pirosa que em nada dignificam as nossas aldeias. Claro que as modernices também devem ter lugar nas aldeias, mas em lugar próprio, fora do seu núcleo.



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publicado por Fer.Ribeiro às 04:28
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Sábado, 18 de Agosto de 2012

Aldeias da Raia – 0 (zero)/ Soutelinho da Raia, Videferre, Espiño e Bousés


Soutelinho da Raia

Como sabem aos sábados e domingos este blog vai até às aldeias do nosso concelho de Chaves. Já por aqui passaram todas e a grande maioria já passou por aqui mais que uma vez, além das freguesias que também, cada uma delas, teve aqui o seu post. Mas desde o início deste blog que me apeteceu ir um bocadinho mais além das nossas aldeias, pelo menos até às aldeias vizinhas daquelas que estão no limite do nosso concelho e com as quais, pela vizinhança entre elas, sempre houve relacionamentos e trocas comerciais e laborais,  de amizades e amores, embora às vezes, nalguns casos, o contrário também seja verdadeiro, principalmente em tempos não muito distantes onde as rivalidades também faziam parte do quotidiano de aldeias vizinhas.



Videferre

Penso que por esse nosso Portugal fora se vai repetindo um pouco aquilo que se passa por cá, mas nós, além da vizinhança dos concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Boticas e Montalegre temos ainda os concelhos galegos da raia como vizinhos e com esses, embora também tivesse havido sempre relacionamentos entre as aldeias vizinhas de ambos os lados da fronteira, nem sempre foram facilitados como entre aldeias portuguesas ou como hoje em dia. Muitas das vezes, ou quase sempre, só na clandestinidade é que esses relacionamentos eram possíveis, principalmente no tempo em que de ambos os lados da fronteira a democracia ainda era uma miragem, mas também por essa razão esses relacionamentos se tornavam mais interessantes e intensos e não havia um Salazar ou um Franco que travassem amizades, amores, mas sobretudo o contrabando entre as aldeias de ambos os lados da raia.



Soutelinho da Raia

Estou em crer que todas as aldeias da raia têm saudades desses tempos. Tempos difíceis, é certo, mas com aldeias cheias de vida, com muita gente e sobretudo com um modo de vida que ia fazendo a sustentabilidade desse povo que vivia em cima da raia. O contrabando, direta ou indiretamente era esse garante, não só através dos profissionais que de ambos os lados (contrabandistas/guarda-fiscal) faziam dele a sua vida, mas de todos que à retaguarda usufruíam dele, pois contrabandistas e guardas-fiscais davam filhos paras as escolas, povoavam as aldeias, dinamizavam o comércio local e as trocas comerciais e, nos tempos livres, dedicavam-se à agricultura e outras profissões. Com a abertura das fronteiras mas sobretudo com a entrada na Comunidade Europeia de Espanha e Portugal, as aldeias da raia ficaram pasmadas a ver partir os seus e, registe-se, que só da parte dos guardas-fiscais e respetivas famílias, foram às largas dezenas em cada aldeia com posto da GF que fizeram as trouxas e abalaram para as cidades.



Bousés

Faltava assim a este blog andar pela raia, de ambos os lados da fronteira, pois todas as aldeias portuguesas da raia do nosso concelho, tem a sua correspondente do outro lado da raia na Galiza. Vamos começar em Soutelinho da Raia que do outro lado tem as aldeias galegas de Videferre, Espiño e Bousés, para quando pudermos terminarmos em Segirei que do outro lado tem Tomonte e Soutochão.  Ao todo são cerca de 50 aldeias repartidas por ambos os lados da raia que irão passar por aqui. Não prometo que seja de seguida, pois falta-me ainda fazer a recolha fotográfica de algumas aldeias galegas, mas irão passando por aqui conforme for tendo disponível material fotográfico e outros dados da raia.


Videferre

Para já fica Soutelinho da Raia, Videferre e Bousés, esta última vista desde o S.Caetano. Falta Espinõ da parte galega, mas também passará por aqui numa próxima oportunidade e com mais dados que vou querer acrescentar a estes post’s de “Aldeias da Raia”, pois o de hoje ainda não vale a sério, é só o anúncio de crónicas que terão de ser feitas com peso e medida e que terão ainda muito trabalho para realizar.



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publicado por Fer.Ribeiro às 18:00
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Domingo, 13 de Maio de 2012

Soutelinho da Raia - Passeio de BTT

 

Para não cumprir promessas ou faltar à palavra, infelizmente, já temos os políticos. Aqui no blog cumpre-se aquilo que se promete e, nem que seja apenas com meia dúzia de imagens e outras tantas palavras, honramos a palavra dada. Assim, vamos até ao passeios de BTT que ocorreu hoje em Soutelinho da Raia.

 

 

Tal como previa, alegrou e coloriu as ruas de Soutelinho mas também as montanhas e aldeias mais próximas, sempre num tom salutar de camaradagem onde não faltou a presença feminina.

 

 

Subidas e descidas por caminhos de montanhas feitos com tanta alegria e camaradagem, que até a mim me apeteceu montar numa bicicleta e ir por essas montanhas fora… fica para a próxima, quem sabe… mas o facilitismo posto nas palavras, não traduz propriamente o esforço que foi posto no pedalar.

 

 

Mas claro, havia os reforços para repor energias, hidratar um pouco e até posar para a fotografia. Afinal era dum passeio que se tratava, mas descanso, pouco, pois os 25 ou 45 quilómetros (conforme as preferências) eram para cumprir.

 

 

E lá partiam outra vez individualmente, aos pares ou em grupos, alguns vestindo curiosos fatos e outros até com “radares” no capacete para não se perderem, mas mesmo assim…

 

 

E por fim o merecido repasto, com felicidade dupla, pois a barriguinha já pedia qualquer coisa e as pernas algum descanso e depois, claro – “Eu faço desporto, sou feliz!!!” - e verdade se diga, gente triste, não vi por lá.

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:30
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Soutelinho da Raia - Passeio de BTT

 

Hoje vamos até Soutelinho da Raia, pois mais uma vez vai abrir os “ferrolhos” das portas da aldeia para ser colorida com os rapazes das bicicletas a pedalar planalto barrosão.  É o 2º Passeio BTT de Soutelinho da Raia.

 

Então já sabe, se estiver cá pela terrinha e nesta manhã de Domingo não tiver nada para fazer, em vez de estar para aí sentado em frente do computador a fazer horas para o almoço, desligue-o e vá apanhar ar puro, lá em cima na croa das nossas serras, com o Larouco de fundo e a rapaziada a pedalar e aproveite para fazer  uma visita detalhada a Soutelinho, que também não é de perder.

 

 

Eu vou lá. Claro que as minhas pernas, desabituadas que estão do pedal, já se ficam a rir quando veem uma bicicleta, portanto não vou para pedalar, mas para andar e fazer uns cliques, estamos sempre prontos.  Assim é natural , se o tempo mo permitir, que hoje venha aqui mais uma vez com Soutelinho da Raia a ser pedalada pela rapaziada do BTT, esses grande “malucos” que tantas vezes encontro por esses caminhos das montanhas do nosso concelho.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:30
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Domingo, 22 de Abril de 2012

De Soutelinho da Raia a Montalegre

 

Se ontem fomos em imagem até uma aldeia que para além do seu post poucas mais vezes tinha passado por aqui, hoje vamos até uma aldeia que já é repetente muitas vezes nesta blog e continuará a ser porque motivos de interesse não lhe faltam, começando pela sua condição dupla de ser uma aldeia da raia com a Galiza e com o concelho de Montalegre, pela sua condição de aldeia do concelho de Chaves mas ser também barrosã, pelas vistas que lança para o Deus Larouco, pela neve que cai lá todos os anos e pela sua história, principalmente a que está ligada ao contrabando e as aldeias promiscuas que em tempos tiveram dupla nacionalidade.

 

Falo-vos de Soutelinho da Raia e hoje lembrei-me dela por uma razão muito especial, pois também fica no caminho que nos leva a Montalegre e hoje como queria dar um pulinho a Montalegre pela tal razão especial, tinha de passar por Soutelinho. Claro que apenas em imagem e ainda por cima de arquivo, pois na realidade, bem gostaria de dar um pulinho ao Barroso, mas não me foi possível. Fica para outro dia.

 

E de Soutelinho da Raia hoje fico apenas com três pormenores, dois do casario tradicional que por lá abunda e outra de um pormenor de uma varanda com cravos brancos a cair sobre quem passa. Poderia aqui trazer-vos uma rua inteira que os motivos de interesse repetem-se pois felizmente Soutelinho Da Raia tem mantido a sua integridade no conjunto, com algumas recuperações feitas com bom gosto e a manter os materiais tradicionais e originais onde as novas construções foram nascendo no lugar que deveriam nascer, na periferia da antiga aldeia, junto à estrada. É também por esta razão que volto sempre com agrado a esta aldeia.

 

 

Pois a minha ida a Montalegre hoje prende-se com uma pequena homenagem que quero fazer a uma aniversariante que hoje faz os seus 87 anos e que é precisamente natural da Portela em Montalegre. Embora residente em Chaves desde que eu existo, Montalegre é a sua terrinha. São as origens que me chamam pois também é graças a esta aniversariante que este blog existe. Claro que a imagem tinha de ser do castelo de Montalegre, pois mesmo apenas com a sua silhueta, é imagem de marca.

 

Até amanhã!

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:02
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Sábado, 30 de Julho de 2011

Crónicas Ocasionais - A videira e o Castanheiro de Soutelinho

 

 

 

 

“A VIDEIRA  e  o CASTANHEIRO de SOUTELINHO”

 

 

Era uma vez um peregrino de saudades, que aproveitou um dia longo de Verão para rumar a uma Normandia de fronteira.

Madrugou.


E logo foi o primeiro - primeirinho a pôr o pé no campo de concentração , “livre – e - democrático”, de romeiros,  lá no Largo do Anjo.


Não sabemos se do Gabriel, Miguel ou Rafael! Mas isso é lá com o “nazireu de empreitada” e presidente municipal.


Os «Caminhos de Santiago” foram substituídos pelas «Rotas do Contrabando”, e estas pelas alcatroadas estradinholas municipais.


A pé já quase ninguém anda   -  a não ser ao cair da noite, nas «caminhadas da moda» contra o “clesterol” e a favor da «perdida de peso”   -  não que a gordura é para manter!


Assim, num machimbombo velho e cansado, retornado das picadas do CONGO, onde transportava Pigmeus, lá foram os ferv(o)erosos caminheiros, mais parecidos com um “ pelotão de Caçadores 10” ou mesmo até com uma Brigada de Assalto dos “Dragões de Chaves”, pois iam equipados com disparadores automáticos a lembrar bazucas ou morteiros de 60mm.


Apesar de especializado em morteiros pesados de 160 mm, o Romeiro de Alcácer levava apenas uma fisga de meio furco.


Chegados ao S. CAETANO, este, em vez de abençoar os peregrinos com água benta …ou uma(s)  pinga(s), da(s) boa(s), lá  planalto do COUTO, asperge-os com uma cacimbada!

 

 


Por isso uma célebre “Corneta de S. Caetano”, com história contada no Blogue “Valdanta”, soou constipado-desafinada ao “Merino” que mandou o “Neto da Tia São” para o Garcia!


À procura do sol de «inferno», rumou-se até ao «Meco» 198 – noves fora nada  -  lá no cimo do Poβo de SOUTELINHO DA RAIA,  onde todos fizeram as vezes de «gajeiro de nau Catrineta»… e donde só alguns desceram para “proβar”  o «gajeiro “ que empurrou umas rodelas de linguiça e de salpicão numa secreta adega com (antigamente) porta de entrada de … Guardas-Fiscais, do lado de cá, e de «Carabineros», do lado de lá.

 


Conduzido à Fonte medieval, em recuperação, nasceu-nos a esperança de encontrar por entre os montículos de terra e cascalho alguma flauta doce, que a distracção dos arqueólogos tivesse consentido esquecida.


Não a encontrámos.


Mas um sopro de vento, leve, levezinho, fez-nos voltar o olhar lá para o fundo de uma cortinha que começava logo ali, naquele muro de pedra onde terminava a rua.


Atraído pela arte e deslumbrado com a Natureza.


Perante nós, um frondoso castanheiro. Imponente. Com uma folhagem de um verde pujante. E tingido por madeixas amarelo - prateadas da sua flor.


Ao nosso lado, uma Videirinha elegante, viçosa, estendeu uma gavinha insinuante e fluorescente, e guardou para a posteridade o último testemunho de um jardim natural, outrora passeado por druidas, em cânticos de louvor a Druantia, a Arduinna e a Ailinn.


O sol abriu.


E uma onda de luminosa alegria transportou os peregrinos até ao cimo de CASTELÕES, lá, à SENHORA do ENGARANHO.

 

 

Romeiro de Alcácer

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publicado por Fer.Ribeiro às 00:16
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Domingo, 6 de Março de 2011

O Cavaleiro sem cabeça

 

 

 

Antes de terminar o dia, há que cumprir o contrato de trazer aqui aos Domingos uma aldeia, ou um motivo rural. Hoje trago a arte dos cúmeos e do rematar dos telhados, arte popular para nós que, talvez para os entendidos, seja naif. Seja como for é arte pura e simples – Um cavaleiro sem cabeça que monta um cavalo arraçado de girafa, é obra. Esta, obra de arte, acontece num telhado de Soutelinho da Raia.

 


 

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:50
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Sábado, 4 de Dezembro de 2010

Soutelinho da Raia - Chaves - Portugal

 

 

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Já sabem que por aqui aos fins-de-semana há aldeias do concelho de Chaves e neste, claro, tinha de ser uma aldeia com neve.

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Hoje toca a sorte a Soutelinho da Raia, a nossa aldeia barrosã, que é brindada (ou não) sempre com as primeiras neves do ano. Pois aquilo que para nós (cá em baixo no vale) a neve nas serras é uma delícia para o olhar, para os residentes das serras e montanhas, neve, significa frio, muito mais frio, o ficar retido em casa e, às vezes, sem poderem sair da própria aldeia.

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Pois sempre que há neve, se houver estrada aberta, Soutelinho é ponto de visita obrigatório. No entanto, nesta semana a oferta até era grande, pois quase todas as aldeias de montanha mais elevada tinham neve, ou melhor, têm neve, mas como não podemos ir a todas ao mesmo tempo, hoje calhou um cheirinho a Barroso.

 

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Mas amanhã é outro dia e com a temperatura que já se faz sentir lá fora e que entrou nos negativos mal escureceu, amanhã pela certa que a neve vai continuar a fazer parte das vistas nas montanhas e, quem sabe, se houver estrada para caminhar, amanhã não teremos por aqui a neve do planalto do Brunheiro ou da Serra da Padrela.

 

Até amanhã.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 01:20
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Domingo, 6 de Junho de 2010

São Quase da Família

Cada vez há menos e, estes, não aderiram ao fenómeno do despovoamento do nosso mundo rural, pois não partiram para parte alguma, antes, foram-se extinguindo com a partida dos donos e por não fazerem parte dos planos dos novos mundos, também eles, vão sendo resistentes e também guerrilheiros nos seus pequenos territórios que também são as aldeias (as suas) que o destino lhes ditou para viverem. Animais de trabalho, de estimação de companhia de sobrevivência.

 

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Quem conhece o mundo rural, sabe que os animais fazem quase parte da família e, embora não comunguem da mesa e do berço desta, têm também direito ao seu espaço, à sua mesa e à sua cama e,  tal como à família, é-lhes dado amor, amizade, carinho e até um nome e respeito, mas também se lhes exige fidelidade, a colaboração no trabalho, as suas responsabilidades do dia-a-dia e também a contribuição para o orçamento familiar.

 

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Com a devida diferença de amores, amam-se como a um filho, aprecia-se-lhes a força, o carácter ou a esperteza, mas também a amizade, a companhia e sobretudo a fidelidade.

 

Quase nada conversadores, são no entanto bons ouvintes. Ouvem sonhos e lamentos, segredos, devaneios e certezas, quase sem pestanejar, ouvem, e ouvem, vão ouvindo sempre, parecem indiferentes, mas ouvem e, desde sempre, é-lhes apreciada a confidencialidade. Nunca nenhum traiu o seu dono e amigo com ditos e não ditos ou o contar de um segredo…também por isso se lhes aprecia a amizade e companhia.

 

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São como da família e não admira que os resistentes os queiram com orgulho e encaixilhados ao seu lado no retrato… mas é preciso subir ao nível dos valores do mundo rural para se entender tudo isto…

 

Ficam três imagens do nosso mundo rural flaviense, pedidas e consentidas que farão o orgulho da resistência por um dia terem aparecido na INTERNET, mesmo sem saberem e perceberem muito bem o quê isso é…

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publicado por Fer.Ribeiro às 12:00
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