Ainda antes do “Discurso Sobre a Cidade” de hoje, a defesa do nosso rio Tâmega merece que partilhe aqui um texto que caiu na minha caixa de mail’s:
Foto: Darren Whiteside/Reuters
Caríssimos Amigos
Dois atletas portugueses de Canoagem, Fernando Pimenta e Emanuel Silva, ganharam hoje a Medalha de Prata dos Jogos Olímpicos de 2012 na modalidade K2 1000 Metros.
Muito provavelmente será a única que Portugal trará de Londres.
Com o acrescentado Mérito de que – dentro do milenar Espírito Olímpico – estes atletas, ao contrário da maior parte dos profissionais que participam nos Jogos, são, verdadeiramente, AMADORES!
Congratulemo-nos com esta victória que também é a de todos aqueles que defendem as práticas desportivas e o Turismo de proximidade com a natureza.
Mondim, e o Tâmega, o nosso Rio, ameaçado de destruição pelo compadrio entre os que o querem embalsamar e os que o querem sacrificar à sua ganância e incapacidade administrativa, ganha, assim, a dimensão dum palco natural, genuíno, em que autênticos amantes do desporto vivem os seus tempos livres na proximidade com a natureza que uns querem preservar mas que, infelizmente, outros vieram para a roubar e destruir.
Sem qualquer desrespeito por todos os que praticam, exemplar e salutarmente, outras modalidades desportivas, recordamos no justo sabor desta victória todos os que cresceram, viveram e vivem nas margens do nosso sagrado RIO, do Alto ao Baixo Tâmega, amando-o e defendendo-o como “ coisa própria nossa”.
João Alarcão
Já há muito tempo que não deixava por aqui uma noturna, fica hoje, enquanto não chega o "homem sem memória", que não deve tardar a chegar.
Até já.
De regresso à cidade e de preferência às sombras, se for à beira rio, tanto melhor.
Para hoje temos ainda duas crónicas, "Quem conta um ponto..." de João Madureira a acontecer às 9 da manhã e hoje também as "Intermitências" de Sandra Pereira, às 5 e meia da tarde.
A caminho da Nascente do Rio Tâmega
E cá estou eu, bem mais tarde do que tinha previsto, mas primeiro foi preciso repor forças de dias muito agitados e, claro, havia que ver o jogo da nossa seleção onde até o Cristiano Ronaldo ficou meio perdoado. Mas cheguei e estou aqui tal como tinha prometido, também com a prometida reportagem do XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos.
Só os mais ousados ousaram em ir mesmo, mesmo onde o Tãmega nasce
Como as fotos são muitas e não vou ter argumentos escritos para acompanhar a pedalada das imagens, embora argumentos não faltem, vou-me ficar pelo resumo e pelo andar do encontro, ou seja, vou reproduzir aqui virtualmente aquele que foi o nosso encontro/passeio/convívio real.
Ora aqui é que o tâmega nasce mesmo - A imagem é de arquivo,
de há dois meses atrás, ainda sem a vegetação que agora quase
não o deixa ver nascer e, confesso, que desta vez fiquei a uns
metrinhos da nascente.
Tal como estava previsto arrancámos de Chaves às 8H30, recolhemos os nossos amigos galegos em Verin e a partir de aí foi rumo à nascente do Rio Tâmega, pois o Tâmega não nasce propriamente aqui ao lado, ainda são precisos umas dezenas de quilómetros para se chegar até à nascente. Mas chegamos.
Também há água do Tâmega, as escassos metros da nascente principal, mas de nascente secundária que só aparece com as chuvas
Claro que como mandam as boas regras destes passeios e encontros há que fazer o reconhecimento prévio daquilo que há a visitar. Nós, organização, também o fizemos, ainda em pleno inverno, seco, e embora a nascente nunca seque, ontem surpreendeu-nos com a quantidade de água das nascentes. Sim, das nascentes, pois embora o Rio Tâmega tenha uma nascente principal, ao seu redor existem várias nascentes secundárias que com a abundância das chuvas dos últimos meses, resolveram dar o ar da sua graça e quase nos impedir de chegar até à nascente principal e, diga-se a verdade, só os mais ousados conseguiram lá chegar, e mesmo assim, alguns trouxeram mais do que os pés molhados de recordação.
O Tâmega a uma ou duas centenas de metros da nascente é assim. É também o lugar da primeira "ponte", já em Albergaria
Ainda bem que de seguida descíamos à primeira povoação – Albergaria – onde também há um albergue de peregrinos. Feitos peregrinos, também rumamos até ele, onde estava previsto o nosso primeiro reforço alimentar.
E aqui encontraram-se os pastéis de Chaves e a Bica de Laza - Albergaria no albergue dos peregrinos
Mas antes ainda houve tempo de ver onde pela primeira vez o nosso Rio Tâmega passa por baixo de uma ponte, ou coisa parecida, digamos antes onde o rio passa por baixo de qualquer coisa, um muro, seguido de um pontão e logo de seguida de um aqueduto por baixo da primeira estrada que o atravessa.
A visita guiada pelo Alcaide de Laza a Albergaria
Depois sim, é que fomos à descoberta de Albergaria, do albergue e dos pastéis de Chaves e da Bica de Laza. Combinação perfeita para um pequeno-almoço, não só pelos sabores salgado e doce mas também pela gastronomia típica de Chaves e de Laza se encontrarem na mesma mesa. Quanto à bebida, aí já foi ao gosto de cada um, houve quem preferisse o branco (como mandam as regras de acompanhamento do pastel de Chaves), as minis, sumo ou água, que se fosse da fonte, era água do Rio Tâmega, pois é o Tâmega quem abastece de água esta aldeia de Albergaria.
Uma rua de Albergaria, bem idêntica às nossa ruas das aldeias rurais
Em Albergaria esperava-nos o Alcaide de Laza. Para quem não sabem o Alcaide é o correspondente político ao nosso Presidente da Câmara, mas com muitas diferenças (pela positiva) tal como se veio a verificar ao longo de todo o passeio. E foi precisamente o Alcaide de Laza que a partir de aí serviu de nosso guia, começando por nos mostrar a Aldeia de Albergaria e aquele que é o monumento simbólico da aldeia – “El Rollo – Pena de Picota” – aquele que era um símbolo de jurisdição, justiça e castigo.
Igreja e cemitério de Albergaria
Tomado o pequeno-almoço e visitada Albergaria, havia que continuar caminho ao longo do vale do Tâmega. O Próximo ponto de visita era Tamicelas, uma aldeia onde, no mesmo ponto, se encontram três rios, o nosso Rio Tâmega e os seus afluentes – Rio Naveaus e Rio Navajo, mas a viagem não foi direta até lá, pois fizemos um pequeno desvio por aquele que teria sido o fojo ou terras do homem lobo galego.
Tamicelas - A caminho do Tâmega e dos seus dois afluentes Naveaus e Navajo
Depois sim, Tamicelas, onde o Rio Tâmega engrossa um bocadinho com o Naveaus e Navajo, pois ainda estamos a falar de rios que estão a meia dúzia de quilómetros (apenas isso) da nascente e, diga-se a título de curiosidade, que o Rio Tâmega às vezes tem menos caudal que os seus afluentes, mas é ele que detém o nome até entrar no Rio Douro por ser o de percurso mais longo.
As primeiras águas onde Naveaus e Navajo já correm no Tâmega
Visitado o Tâmega e os seus primeiros afluentes rumamos a Laza, sede de concelho e cheia de tradições ligadas ao carnaval, à terra dos Peliqueiros, mas também à boa gastronomia e ao bem receber. Da minha parte já há anos que ando para visitar e viver o seu carnaval, mas tem sido sempre adiada a visita, mas ficou a promessa de que no próximo carnaval farei passagem obrigatória por Laza, pois o Alcaide abriu o apetite da visita a todos os presentes e, mesmo que não seja pelo carnaval, irei lá sempre que possa, pois fiquei fã do Xastré e já o era da Bica. Coisas preciosas que é preciso prová-las e saboreá-las pois em palavras não consigo descreve-las.
Entrada em Laza
Da Bica já vos tinha falado, é o tal bolo típico de Laza e que tanto quanto sei, só lá é que se faz. O Xastré é um licor de ervas de cor verde. Precioso tal como preciosa iria ser a leitura de “Berce de Peliqueiros”, poesia de Carmen Rivero Gallego que o Alcaide de Laza ofereceu a todos os participantes como recordação da nossa passagem pelo concelho.
As homenagens aos Peliqueiros de Laza repetem-se ao longo das ruas
E a seguir a Laza, mesmo ali ao lado na aldeia de Souteliño. A Casa Helena esperava-nos para o almoço, também na companhia do Alcaide que fez questão de nos acompanhar em todo o percurso do seu concelho. Penso que também todos os participantes ficaram fãs do Alcaide, pela sua simpatia, simplicidade, inteligência e bem receber.
Já em Souteliño a caminha da paparoca
Na Casa Helena "ao serviço da realeza"
Almoçados, e como os ponteiros dos relógios nestes encontros parecem andar mais depressa que o normal, tínhamos que rumar a Verin, à Casa Escudo onde o Tenente Alcaide (para nós o vice-presidente da Câmara) nos esperava para a visita à Casa Escudo e posterior caminhada pelo Caminho Real até ao Castelo de Monterrei. Cumprimos a visita à Casa Escudo com o apreciar de uma exposição de artes plásticas e uma vista de olhos o albergue de peregrinos que a Casa Escudo alberga. Um agradecimento também para a simpatia do Tenente Alaide e um lamento da nossa parte por não podermos tido tempo para dedicar mais algum tempo a Verin, mas Verin é Verin, já faz parte da vida flaviense há muitos anos e por isso, já não é desconhecida para nós. Penso estarmos perdoados.
O Alcaide de Laza já na hora da despedida (de laza)
Caminhada até ao castelo onde a festa das gaitas nos esperava, mas também uma visita guiada ao Castelo, sempre debaixo de olho do Castelo de Monforte que lá ao longe marcava presença na coroa da montanha. Mas como ia-mos em visita e não em conquista, penso que ficou só de olho em nós.
Chegada à Casa do Escudo em Verin
A festa das gaitas era a uma “Xuntanza Internacional de Gaiteiros” ou seja, um encontro internacional onde além dos grupos locais desfilaram outros grupos de outras paragens cuja atuação ia sendo intervalada pelo sinal de alguns cigarróns de Verin.
Início da caminhada pelo Caminho Real em direção ao Castelo de Monterrei
No castelo não tínhamos o Rei nem os príncipes à nossa espera, mas tínhamos o Alcaide de Monterrei que gentilmente nos recebeu, mesmo com o castelo em festa, e nos cedeu o Albergue para podermos poisar, lanchar, entregar os prémios do concurso de fotografia do último encontro e terminar o convício do XVII Encontro de Blogues e Fotógrafos.
Ainda a Caminho do Castelo ele deixa-se ver em toda a sua imponência
Por último uma referência para o Alcaide de Mezquita, que embora pertencente a um concelho fronteiriço com Vinhais, nos acompanhou desde a primeira à última hora do encontro, e foi um prazer conhecê-lo e, tão curiosos ficámos de conhecer o seu concelho que o próximo encontro de Verão ficou marcado para terras de Mezquita.
E no castelo havia festa
E “prontos”, em palavras fico-me por aqui, pois os restantes momentos do encontro, ficam tal como os poetas costumam fazer, guardados no coração e registados em imagens fotográficas que nos próximos dias, pela certa vão surgir nos blogues dos participantes e nos sítios do costume na Internet.
Uma vista para o Brunheiro e Vale de Chaves desde o Castelo de Monterrei
Antes de terminar, ficam os agradecimentos ao Centro de Desenvolvimento Rural – Portas Abertas – por ter sido parceiro na organização deste encontro, aos amigos Carmen e Pablo Serrano sem os quais este encontro não teria sido possível e aos Alcaides de Laza, Verin e Monterrei por nos terem recebido, ao Alcaide de Mezquita por nos ter aturado e às Puertas de Galícia Verin-Viana por ter apoiado este encontro, sem a qual também não seria possível. Um agradecimento também a Eduardo Castro por nos ter feito companhia em todo o percurso mas principalmente por nos ter servido de guia entre Laza e o Castelo de Monterei e por ter partilhado connosco o seu saber sobre o Vale do Tâmega e Monterrei.
Uma vista desde o Castelo para o Parador
E a partir de agora é que o “prontos” é definitivo. Ficam apenas imagens e a respetiva legenda.
E faço já a despedida, com um até mais logo, com duas crónicas a acontecer ainda hoje, como habitualmente o “Quem conta um ponto…” de João Madureira e as “Intermitências” de Sandra Pereira.
E a festa dos gaiteiros e da música continuava
momento da atuação dos Gaiteiros de Verin
Alguns Cigarróns de Verin
Para mais tarde recordar
E a festa continuava
E a nossa terrinha alí tão perto
Já na hora da despedida o Castelo ia ficando para trás
E para terminar, duas peregrinas a caminho de Santiago - Em Laza
POR FAVOR, PARA VER E OUVIR O VÍDEO DESLIGUE A RÁDIO "COTONETE" NA BARRA LATERAL DESTE BLOG
Eis-nos de regresso à cidade, de Chaves, claro, com uma foto de uma passagem para a outra margem do Rio Tâmega, por onde durante séculos se fizeram muitos regressos e muitas partidas.
Para já apenas uma imagem, mas hoje é dia de duas crónicas. Uma a acontecer às 9 horas em ponto – “Quem conta um ponto” – de João Madureira e outra de fim de tarde, às 17H30 - Intermitências - de autoria de Sandra Pereira.
Até lá!
Sempre que posso dou um pulinho ao nosso mundo rural à caça de fotografias. Quando o tempo não é muito, tenho que me ficar pelas terras mais próximas de Chaves e que convidem sempre a uma fotografia.
O nosso Rio Tâmega, embora não com tanta saúde como desejaríamos, vai convidando sempre para umas imagens, mas se lhes juntarmos as quedas de água e os moinhos, então aí o convite terá que ser obrigatoriamente aceite, mas não só, pois também os pormenores da envolvência convidam sempre a um clique.
Claro que se falamos em Rio Tâmega e moinhos temos que obrigatoriamente ir para a Curalha, uma freguesia que está na lista negra das freguesias a abater com a reforma administrativa anunciada. Há dias, o PJ, dizia-me que tinha uma promessa de que Curalha estaria fora da lista, mas como a promessa era de político e eles (políticos) fazem questão de não as cumprir com toda a lata e desvergonha, mais vale que os de Curalha não baixem os braços na sua luta de manutenção de Freguesia.
Mas isto até são contas de outro rosário, porque hoje o que quero mesmo é deixar-vos as imagens e que sabe se não abrem o apetite a uma visita, daquilo que se vê da estrada mas que quase nunca se para se descer até ao rio para deleitação dos pormenores. Acreditem que por muito breve que seja a visita, vale a pena, claro, isto contando que é amante das coisas bonitas que a natureza oferece e a sua urbanidade lho permite. Mesmo se não permitir, contrarie-a e vá por aí.
Em Curalha temos ainda o extra de um autêntico museu do nosso velho e saudoso “texas” que embora seja propriedade privada, porque felizmente ainda há gente que gosta e se preocupa com as nossas memórias e património, preservando-as e cuidando-as, podem ser vistas da estrada ou do caminho de acesso a um dos moinhos sem ter que invadir propriedade privada. É um regalo para o olhar e para a saudade, pena que não saia da estação a todo o vapor, porque, como já aqui foi contado, quem o poderia permitir não o quis e todos lamentamos, mas, infelizmente enfim, já lhe conhecemos a raça rafeira, e tal como diria o outro, sem ofensa para os cães.
Vamos lá honrar o compromisso de trazer a este blog o mundo rural aos fins-de-semana, hoje com três imagens de um cantinho do nosso Rio Tâmega, onde ainda apetece sempre ir e estar.
Claro que convém não reparar muito nos pormenores e trazer-vos aqui apenas o todo que o olhar consegue captar, porque senão, a conversa começa a descambar para o torto.
E para terminar estas breves palavras, mesmo sem os pormenores que hoje não me apetece abordar, o Rio Tâmega e os seus cantinhos, ainda nos vão proporcionado imagens como as de hoje. Um pouco de amor pelo nosso rio não ficaria mal, mas, apenas se pede, ou melhor, exige um bocadinho de respeito por ele.
Chaves, 4 de Setembro de 1989
Frustação
Foi bonito
O meu sonho de amor
Floriram em redor
Todos os campos em pousio.
Um sol de Abril brilhou em pleno estio,
Lavado e promissor.
Só que não houve frutos
Dessa primavera.
A vida disse que era
Tarde demais.
E que as paixões tardias
São ironias
Dos deuses desleais.
Miguel Torga, in Diário XV
Há dois dias atrás alguém me alertava para as extensas manchas de óleo que flutuavam sobre as águas do Tâmega junto à Ponte Romana. Sei que tanto a Câmara Municipal como a Brigada do Ambiente da GNR têm vindo a notificar e multar a empresa responsável por esses derrames para o rio, aliás um problema já bem antigo que eu me lembro de estar referenciado pelo menos de há 20 anos para cá. Sei que é muito fácil atirar com umas pedradas a quem tinha obrigação de resolver o problema, mas às vezes também sei como é que a lei funciona nestes casos, principalmente quando se trata de empresas que tem um certo poder económico e com os tribunais atafulhados de casos bem mais graves, como um que ontem vinha no JN a respeito de um roubo de feijão verde numa grande superfície, no valor de 77 cêntimos. Claro que com roubos e crimes tão graves como este, depois não há tempo para tratar dos crimes ambientais e, como nestes os danos não são contabilizados no bolso de nenhuma grande superfície ou grande empresa e apenas danificam o ambiente que sendo de todos, não é de ninguém, o ambiente que se lixe, para além do crime compensar.
Mas voltemos às manchas de óleo e à empresa que as produz, que é uma empresa flaviense que até presta serviços à população e aos flavienses, claro que devidamente pagos e como tal, deveria ser a própria empresa a ter a preocupação de resolver o problema e não poluir aquilo que é de todos – o Rio Tâmega. Além de ser sua obrigação, ficava-lhe bem e demonstraria que não está apenas preocupada em sacar dinheiro aos flavienses pelos serviços que lhes presta, mas que também se preocupa com o ambiente, mas não, assim não acontece, pois para isso a sua preocupação deveria ir para além do negócio. Mas como a resolução dos problemas do ambiente e da sociedade também passam pela cultura e formação de todos, principalmente dos mais poderosos, não podemos exigir mais.
As fotografias não são do óleo (essas não me foi possível resgistá-las) mas dos lixos que se vão deixando ao longo das margens do rio, principalmente a montante da ponte de S.Roque na zonas dos lagos das antigas extrações de areia, mas sobre isso, a crónica que vem já aí a seguir também dá uma achega.
Ainda antes de passarmos ao “Discurso Sobre a Cidade”, hoje de autoria de Gil Santos, fica uma foto de ontem ao fim da tarde, com uma realidade enganadora, pois a seguir à chuva dos últimos dias, o nevoeiro está de volta e ontem, só por uma horita é que deixo espreitar o sol. Ainda bem, pois permitiu esta foto com o que resta das cores de Outono.
Até já, com o discurso.
Enquanto esperamos, como convém devidamente sentados, pelo “Discurso Sobre a Cidade” de hoje, vão ficando por aqui algumas imagens da nossa cidade.
Lugares com memórias dos nossos antepassados, lugares com as nossas memórias passadas, lugares de hoje e lugares de sempre, porque são nossos, porque são flavienses.
Lugares de sonho, de amores e de romances que sempre procuraram a frescura e a companhia das sombras e da água de um rio, e se esse rio tiver o nome de Tâmega, então, os romances, amores e sonhos, também são bem nossos.
A título de curiosidade, numa terra onde se pensa que tudo tem origem nos romanos, o nome do Rio Tâmega parece ter origem Celta. (Tamaca) teria sido o seu nome original.
A chuva, o mau tempo, este inverno, já começa a chatear. Certo que no meu arquivo fotográfico tenho muitas imagens de dias coloridos, cheios de sol…mas uma coisa é vê-los e outra é vivê-los. E eu até gosto do inverno, mas sem chuva, eu sou mais pelo gelo, geadas , neve e até nevoeiro, mas tudo na medida certa. Enfim, a chuva, a humidade, o ter de ficar entre quatro paredes até a inspiração nos amordaça. Assim, hoje não me apetece escrever…vou deixar-vos apenas algumas imagens para memória futura. Imagens de um pequeno troço do Rio Tâmega, mais precisamente entre o pontão de Souto Velho/Vilarinho das Paranheiras e a ponte da Praia de Vidago. Imagens para ver enquanto as temos, pois a ser construída a barragem de Vidago, tudo isto ficará submerso.
E já que o mexilhão nestas coisas de rios e barragens parece ter mais importância que o próprio rio ou que a população ribeirinha, pois que conste: junto ao pontão de Souto Velho/Vilarinho das Paranheiras, mexilhão, é coisa que não falta, até dá à costa de pernas abertas.


. Uma noturna de Chaves - P...
. XVII Encontro de Blogues ...
. Faturas de Betão - Uma Re...
. Curalha - Chaves - Portug...
. Ambientes e mentes poluíd...
. Apenas uma imagem para te...
. Mais uma de Outono em Cha...
. Apenas uma imagem com Tâm...
. Este Inverno já chateia.....

. As minhas páginas e blogs
. Gravuras e Postais de Chaves
. Fio Azul
. Animação Sociocultural
. RIA
. Cidade de Chaves
. De interesse público
. Imprensa
. Expresso
. Público
. Páginas e Blogs
. A
. Aquae Flaviae - Grupo Cultural
. Amigos dos Animais de Chaves
. Aguas Frias - Aguas Monforte
. António Lousada - Fotografia
. Aveleda
. Azoriana
. B
. C
. Cancelas
. Chaminés
. Club de Campismo e C. de Chaves
. Curalha
. D
. DE SVO
. E
. Eirense
. Espelho Mágico (Ana.M.Borges)
. F
. Faiões
. Fotografia - Na alma de um poema
. Fronteiras - Histórias da Raia
. G
. H
. I
. Instante
. J
. Jumento
. L
. Lebução de Valpaços - A terra, a gente e a vida
. Luas
. M
. N
. Nadir Afonso - Espacillimite
. Nós
. O
. P
. Pegasus
. Q
. R
. S
. Soutochao (aldeia galega da raia)
. Sérgio Pinheiro - Fotografia
. Swing
. Sentir
. Seara Velha - À Volta do Pote
. T
. TAMAGANI
. U
. V
. Valdanta
. Vidago - Pag. Junta de Freguesia
. Vidago, Bombeiros Voluntários
. Vilarandelo - Um dia uma imagem
. X
. Z