Terça-feira, 30 de Maio de 2017

Chaves - Um pormenor da velha cidade

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Terça-feira, 19 de Junho de 2012

Pedra de Toque - As Varandas

 

AS VARANDAS

 

 

A associação AMO CHAVES, em boa hora, resolveu organizar a feira das Varandas.


Fiquei curioso com os motivos da designação.


Pensei que tivessem pretendido homenagear, o que seria muito justo, as belíssimas varandas da Rua Direita e do nosso centro histórico.


Soube depois que o motivo que inspirou foi a velha casa das Varandas, mais conhecida na época tão só por Varandas, edifício construído em parte em cima da velha muralha e que se localizava exatamente onde hoje está implantado o nosso Palácio da Justiça.


Numa fotografia aposta no taipal pichado que há mais de oito anos esconde a cratera de escombros e de águas pestilentas, em pleno arrabalde, vêem-se com nitidez.


Eu tive oportunidade de as conhecer relativamente bem até porque morava e cresci perto.


Por razões sentimentais e pelo gosto de viajar nas brumas da memória, esta casa há muito me tentava para ser motivo de crónica.


Como se constata da indicada foto, defronte das varandas, em pleno arrabalde existia um mercado, uma praça, onde também se realizavam, em parte, as habituais feiras.

 

Fotografia de arquivo do Blog Chaves Antiga


Durante muitos anos, o arrabalde foi e gostaríamos que continuasse a ser, o epicentro do nosso burgo.


No prédio a que nos reportamos e que em toda a sua extensão tinha varandas viviam muitas famílias, gente humilde e de parcos recursos.


Nos seus baixos e nos da casa grande (onde já existiu a antiga Estalagem Santiago) prosperavam alguns estabelecimentos comerciais, de mercearia e outros, armazéns, uma conhecida pensão ( a da Fabiana), uma tasca famosa ( a da Pimponata, mãe do Riconcas), cocheiros, bem como a primeira garagem propriedade dos Faustinos.


Em vários baixos vendia-se o muito procurado carvão, como por exemplo no do Alberto Mata Tudo, e no do Alberto Gago.

                  

Este centro da cidade tinha grande bulício nos anos de 30/40.


Nas cocheiras muito movimentadas, carregavam-se produtos como a batata e outros géneros agrícolas e por aí também eram procurados os ferradores.


Os mais conhecidos eram o Marrão (homem com muito sentido de humor e brincalhão) e o António Xouxas, que trabalhou em Espanha onde casou, regressando depois à linda Chaves.


Os carregadores também eram figuras típicas nesta zona. Gente pobre, simples mas brejeira e de bom coração, amigos do copo, procediam a todo o tipo de cargas e descargas e faziam biscates.


Eram conhecidíssimos, entre outros, o Pintelho, o Teófilo e o Elói.


O grande armazenista instalado no rés-do-chão da casa grande foi o senhor Mário Delgado, que teve como braço direito o Brito que mais tarde se estabeleceu com sucesso.


Era enorme a agitação nas varandas e arredores, na Chaves de então.


No início dos anos 50 (1952/1953), procederam à demolição das varandas.


Nos destroços, nas ruínas, ainda fui espadachim, polícia e ladrão, brincando com os amigos Mário e Eduardo Papito, Nelito, Telmo, Adriel e tantos mais de que já não tenho lembrança. Rondava os 10/11 anos de idade.


Vi no local erguerem a casa da justiça, obra onde trabalharam reclusos escoltados por GNRs.


Lembro a inauguração do palácio com pompa e circunstância no ano de 1956.

 

 

Fotografia de arquivo do Blog Chaves Antiga


O Tribunal da Comarca que serviu as populações até ao presente vai começar a perder val   ências com prejuízos notórios para a família forense, mas também e sobretudo para as gentes da cidade e do concelho.


A cratera continua a manchar o arrabalde que já não tem a casa das varandas nem o velho mercado.


Vai-nos valendo entretanto a bem sucedida Feira das Varandas que a associação AMO CHAVES, respeitando a memória e a tradição, continua a promover alguns sábados durante o Verão.


Pela realização e pela homenagem, eu que também amo Chaves, aqui lhe deixo o meu agradecimento.

 

 

António Roque

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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012

Chaves das Varandas e Pontes

Já não é a gente que povoa as varandas a ver quem passa. A vida, que às vezes há por lá, agora é outra, indiferente a quem passa se não for uma ameaça.

 

Ainda com vida vai correndo o nosso Tâmega, agora passeado ao longo das suas margens, cruzado por pontes novas e velhas, poldras e pontões, continua a mostrar o ar da sua graça que esperamos continuar a ter, pois ele também faz parte da alma flaviense e vamos querer que continue a fazer, mas também ele continua ameaçado e continuará, se não houver um pouco mais de respeito por ele…

 

 

E por agora é tudo. Hoje não há “Discursos Sobre a Cidade” mas quem sabe se não teremos ainda por aqui folares, que hoje, os mais católicos, lá terão de o saborear sem carne.

 

 

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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Hoje não há (tempo para) feijoada!

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Pois é, às vezes somos atraiçoados pelo tempo, o dos relógios, feliz ou infelizmente ele falta-nos, foge-nos, some-se sem darmos conta.

 

Infelizmente porque não nos permite fazer tudo o que queremos, por exemplo, hoje que é quarta-feira, era dia para se confeccionar por aqui uma boa feijoada, bem temperada, para ser regada, como convém, com um bom tinto encorpado q.b. para combater e desfazer (matar)  aquelas coisas  que dizem vir misturadas com a feijoada (gorduras e outros pormenores). Ou seja, uma dieta saudável, como convém nos dias de feira.

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Felizmente, esse mesmo tempo, falta-me e livra-me de insónias ou depressões, de aturar conversas chatas a ouvir falar dos outros, dos futebóis e politiquices das partidarices e da crise da crise, como se não bastasse ela já por si. Felizmente também o mesmo tempo não me permite ver televisão, a qual já nem ligo desde que acabou o único programa que ainda ia sendo saudável (o 5 para a meia noite)… enfim, o tempo, o tempo!

 

Assim, hoje em vez de uma boas feijoada ficam apenas três imagens daquilo que vamos tendo de melhor, a p&b ou sépia para a cor não distrair ou atrair. A duas cores apenas, aquilo que vai sendo um verdadeiro património da humanidade, de uma cidade que sonha (ou há quem se atreva a sonhar) que pode ser património da humanidade, o mesmo que só é possível, se o olhar for selectivo e enganador como o é nas fotos, onde as misérias ficam escondidas, ou com um bocadinho de Photoshop até podem ser removidas. Mas sonhar é bom, sempre nos vai trazendo iludidos, enganados e ensina-nos a acreditar, é assim como o euromilhões, em que segundos os matemáticos, há mais probabilidades de nos cair um meteorito na cabeça do que nos sair o euromilhões, mas nós apostamos sempre, porque acreditamos, no impossível.

 

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Chaves património da humanidade! Era bom, então não era!? E até seria possível (em tempos) se o b€tão não mandasse tanto na cidade ( e este b€tão, não é o Betão do 5 para a meia noite).

 

Até amanhã, com um homem que perdeu a memória, ou pelo menos, é um homem sem memória.

 

 

 


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Sábado, 28 de Agosto de 2010

As varandas públicas da intimidade

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Era para vir por aqui com mais um lamento, mas estou farto de lamentos e depois, todos os que deviam, estão-se a marimbar para os meus lamentos. Lamento as nossas aldeias porque se estão a perder, na alma e no corpo e a história dirá ou ditará, um dia, que foi graças ao desprezo das políticas agressivas do betão e centralismo que se perderam, e com elas as tradições, usos, sabores e saberes, e, a história lamentará ter-se perdido a cultura de um povo genuíno, puro e bom, em suma, toda a sua alma, mas também o seu corpo com todo o seu património arquitectónico rural, das aldeias do granito e até do xisto, que diariamente vai sendo destruído sem haver o mínimo de interesse ou preocupação em preservá-lo onde um voto vale mais que a cultura tradicional e até secular….

 

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Dizia eu que estou farto de lamentos e acabo por cair neles. É certo que ninguém me obriga a andar por aqui, sou burro até em andar por aqui a gastar o meu tempo, o meu fraco latim, o meu dinheiro e o ganhar inimigos dos bons, daqueles que são mais falsos que judas que mordem pela calada e atiram as pedradas por detrás dos muros… gente de merda ao fim e ao cabo, gente que não presta, ignorante, que teme as verdades por se reverem nelas, que são pavões e cagões que renegam as origens por terem vergonha delas, ou o contrário que também é verdadeiro, aqueles que se agarram à nobreza e ao senhorial dos seus antepassados, as tais castas de que o Torga falava…enfim, gente que só não cheira mal porque os desodorizantes e colónias que usam baralham os maus odores fazendo-as parecer suaves fragrâncias perfumadas…

 

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Mas enfim, sou do povo, gosto de dormir descansado, não dever nada a ninguém e depois, sei que este blog chega a muita boa gente que anda lá fora a lutar pela vida, que tem saudades do seu torrão natal, que pensa como eu, mas sobretudo também me vai fazendo com que apure a lucidez daquilo que são valores e amizade(s), pura e desinteressada, de novos amigos que fiz e de muitos outros amigos que vêm aqui todos os dias sem sequer os conhecer… e por isso, hoje ficam as varandas das nossas aldeias, simples,  aquelas que tem uma intimidade pública e que lá do alto nos permite ver quem passa por baixo, aqueles que vão com Deus e os outros que… nem por isso…

 

 

Pois é, há dias assim, de autoclismo, em que uma descarga, faz milagres…


Até amanhã!

 

 

 

 


 

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Sábado, 13 de Março de 2010

As varandas da memória - Chaves Rural

E porque hoje é Sábado, vamos mais uma vez até ao mundo rural de Chaves e as suas varandas, bem mais abundantes nas aldeias do que na cidade, pois a varanda era um elemento importante das casas e com muitas mais funções do que a simples passagem gradual do interior das casas para a rua ou exterior.

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Casa com varanda, em Loivos

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De facto tem além dessa função de passagem entre ambientes, outras funções. Servia, por exemplo, de recolha e local de sequeiro de alguns produtos agrícolas, principalmente o milho e o feijão, mas também de recolha, guarda e secagem das capas de chuva, sócos ou do guarda-chuva, embora este, até fosse ou seja pouco usado no mundo rural, pois ocupa as mas que são tão preciosas para o trabalho ou para transporte de outros utensílios em que o guarda-chuva era um luxo que só incomodava.

 

Era também à varanda, que o milho depois de seco, no vagar do anoitecer se ia desgranando (popularmente também se dizia “degranhar” ou “desgranhar”).

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Casa com varanda, em Pereiro de Selão

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Mas de todas as funções atribuídas às varandas, havia as mais nobres em que ela funcionava como mais um compartimento da casa, uma sala de visitas ou de receber e estar no exterior, principalmente nas noites acaloradas de verão, onde, apenas em família, ou com a companhia dos compadres, amigos ou vizinhos, se ia fazendo serão enquanto o interior da casa ia “arrefecendo” um pouco para uma merecida noite de sono. Noites memoráveis em que se falava de tudo, da vida da casa, da vida dos outros, contavam-se estórias, davam-se conselhos, reprovavam-se ou elogiavam-se atitudes, mas tudo num tom sereno, quase num murmúrio de palavras que a própria varanda abafava e pouco deixava desviar para além do silêncio, quando este, não era total. Um silêncio total que apenas o era em palavras nos corpos serenos e quase inertes, como se anestesiados, pelo cantar das cigarras e dos grilos quando o calor apertava ou, em silêncio de encanto, quando os rouxinóis impunham as suas melodias e se desafiavam na distância da noite, ainda frescas de primavera.

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Casa com varanda, em Soutelinho da Raia

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Tenho no meu imaginário de criança muitas destas noites de varanda, com sons mágicos que para sempre ficaram registados na memória dos silêncios e músicas da noite, com muitos rouxinóis que felizmente ainda hoje os oiço, mas também e sobretudo, com a música das flautas que fluíam de bem longe e me diziam ser dos pastores… pura magia que só acontecia no recolher de uma varanda…

 

(…)

E por que não galgar sobre os telhados,
os telhados vermelhos
das casas baixas com varandas verdes
e nas varandas verdes, sardinheiras?
Ai se fosse o da história que voava
com asas grandes, grandes, flutuantes,
e poisava onde bem lhe apetecia,
e espreitava pelos vidros das janelas
das casas baixas com varandas verdes!
Ai que bom seria!
Espreitar não, que é feio,
mas ir até ao longe e tocar nele,
e nele ver os seus olhos repetidos,
grandes e húmidos, vorazes e inocentes.
Como seria bom!

Descaem-se-me as pálpebras e, com isso,
(tão simples isso)
não há olhos, nem rio, nem varandas, nem nada.

 

In “Poema da Memória” de António Gedeão

 

As varandas, algumas,  ainda existem e resistem, hoje tristes e abandonadas.

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:04
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

Discursos Sobre a Cidade

 

 

Éramos jovens e a nossa paixão pela cidade dispersava-se muitas vezes pelos seus inúmeros pormenores.

 

Portões de ferro forjado, vidraças coloridas, caixilhos de janelas, clarabóias e até pátios interiores. Todos os detalhes, por mínimos que fossem, nos entusiasmavam e serviam para longas conversas, que de tão longas entravam pela madrugada dentro. Chegámos até a ter o iniciático hábito nocturno de percorrer as ruas de olhos quase fechados, olhando apenas para as nossas palavras e para as nossas ideias, porque toda a cidade parecia já estar dentro de nós.

 

Certa vez, contudo, ocorreu um episódio que nos trouxe particular preferência pelas varandas e sacadas da cidade.

 

Havia o nosso velho argumento consensual de as sacadas serem um espaço que pretendia consagrar um estatuto social diferenciado, e de distanciação, e as varandas um espaço comunitário por excelência, um espaço contíguo onde conversas e afectos se desenvolviam e nutriam. Argumento originado pelas características da minha casa, que tinha uma sacada na frente e uma varanda corrida nas traseiras, parecendo continuar todas as outras. Eu e o Nuno gostávamos  bem do aconchego da varanda, muito  mais discreta que a sacada, e em momentos de maior nostalgia romântica, frente ao pôr-do-sol, só lamentávamos que não houvesse nenhuma menina nas varandas mais próximas.

 

Foi a partir da sacada, no entanto, que conheci a Isaura. Uma vizinha que se mudara para o lado, para o prédio cuja varanda chegava aos limites do meu, deixando-nos a poucos metros um do outro, para conversas mais íntimas. Foi desta minha sacada que o Nuno viu a Isaura e a conversou para outros encontros.

 

A Isaura viera viver para um quarto alugado a uma velhota resmungona que não queria ouvir falar de visitas em casa e muito menos de namorados ou pretendentes das meninas que lá passaram a viver. Com três quartos nas traseiras do segundo andar, alugara-os estrategicamente, deixando o seu no meio, para melhor garantir a virtude e os bons costumes.

 

A verdade é que, ao fim de algumas semanas, o Nuno arranjara maneira de se esgueirar familiarmente para o quarto da Isaura quando a velhota saía. A porta da entrada ficava entreaberta e a vizinhança não desconfiava nem prestava muita atenção porque o vira sempre entrar para minha casa, na porta ao lado. Com o tempo, até começou a passar lá algumas noites. Quando a situação se complicava, refugiava-se no guarda-vestidos do quarto durante algumas horas.

 

Mas a velhota começara a andar desconfiada, olhando de soslaio para a Isaura, pois sabia que ela andava de conversa com o Nuno. E numa soalheira manhã de inverno, quando a roupa pendurada parecia ter sido engomada pela geada, fui encontrar o Nuno nas traseiras da minha casa, na varanda, tiritando e em trajos menores, a praguejar desbragadamente.

 

"Então o guarda-vestidos?", perguntei desconcertado. Depois de se aquecer e de se recompôr foi-me respondendo: "Já lá estava o namorado da Lúcia, que só tem a cama e uma cómoda no quarto... E a maldita da velha não larga a porta, dizendo que há-de apanhar o malandro à saída! Mas deixa estar que eu trato dela... Tens aí uma roupa que me emprestes?"

 

Vestiu-se e saíu sorridente, dizendo-me: "Vai até à sacada!" Daí a momentos lá estava ele, na rua, a bater à porta do lado. Quando a velha veio abrir, pôs o ar mais simpático e educado que conseguiu, perguntando-lhe: "Bom dia! A Isaura ainda está em casa ou já saíu?" Atónita, a velha deu uns passos para fora, sem saber que dizer. Eu aproveitei para ajudar à festa, lançando-lhe de cima um irónico: " Bom dia, Nuno! Hoje madrugaste..."

 

A velha, completamente atordoada, foi chamar a Isaura, coisa que nunca teria feito antes, e nós desatámos a rir à gargalhada.

 

A partir de então, durante alguns meses, divertimo-nos a observar a vizinhança que partilhava a proximidade das varandas corridas e a imaginar o que aconteceria em algumas delas, altas horas da noite...

 

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Quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Chaves, Rua Direita - Portugal

 

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Há vezes em que as palavras sobram ou são demais, mas nem tudo que eu vejo, os outros vêem e por isso as palavras são necessárias para o nosso entendimento. Não quero com isto dizer que tenho uma visão mais apurada que os outros, quero antes dizer que cada um de nós tem o seu próprio olhar sobre as coisas. Quando os olhares coincidem, está na moda dizer-se que houve química no olhar. Agora há química para tudo e para todos os gostos.
 
Mas nem há como um exemplo. Tomemos a Rua Direita como esse exemplo, ou seja, aquilo que o meu olhar vê com cor (colorido quente), uma rua íntima, o romantismo das varandas, o flor das sardinheiras, a cumplicidade das pessoas e até os cheiros e melodias dos canários que o meu olhar consegue captar, em suma, há no meu olhar uma química romântica com a rua, e esqueço ou não quero ver, o velho que está, a ausência de pessoas nas varandas, os cabos eléctricos e os reclamos dependurados sem o mínimo de gosto, alguns de lojas e marcas que até já nem existem há anos. Enfim, o meu olhar está afinado para outros lados e a paixão, faz-nos acreditar cegamente que um dia tudo melhorará.
 
Há no entanto pessoas com outras tendências e outras sensibilidades para quem a Rua Direita não passa de uma rua velha a cair de podre, sem qualquer beleza, com gente esquisita, com pouca luz, quase cinzenta, ou seja, não têm ou existe entre elas e a rua qualquer química.
 
Também deve haver uma química qualquer para nos fazer parar, a mesma que me faz terminar com um…
 
Até amanhã, novamente em Chaves cidade.    
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publicado por Fer.Ribeiro às 01:53
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

Varandas de Chaves

 

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Aqui pela blogosfera flaviense somos amantes da nossa Top Model Ponte Romana. Pessoalmente,  a Top Model, o Tâmega e o conjunto do casario da Madalena (todos juntos) são o motivo mais interessante para fotografar da cidade. Mas isso é para mim e uns tantos como eu, apaixonados pela Top Model.
 
Mas, a par do castelo, a imagem mais fotografada da cidade é sem dúvida este pequeno conjunto de varandas e casario da Praça do Município e diga-se, que pela luz que este conjunto sempre tem e pelo seu colorido, é uma imagem que transmite aquilo que mais bonito e típico temos da cidade e do centro histórico. Não hesito em nada em considerar esta imagem como uma imagem de marca da nossa cidade.
 
Até amanhã, em Chaves cidade.
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publicado por Fer.Ribeiro às 03:04
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