Domingo, 20 de Março de 2016

O Barroso aqui tão perto... Vilar de Perdizes

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Vamos lá então continuar a entrar por esse Barroso adentro. Tal como disse no início desta segunda fase dedicada ao Barroso aqui tão perto, fazemo-lo a partir de Chaves com as aldeias que vamos encontrando até chegarmos a Montalegre.

 

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No último domingo tínhamos ficado em Vilar de Perdizes com o Padre Fontes, mas da aldeia pouco deixámos por aqui em imagem. Assim, hoje sem padre, vamos entrar um pouco nas ruas de Vilar de Perdizes, mas também deitar um olho áquilo que tem à sua volta, ou por perto, como as Olas de Santa Marinha.

 

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Perdermo-nos um pouco no muito que tem para oferecer, pois nunca podemos dar tudo, primeiro porque não o conseguiríamos e depois, tal como à mesa, nunca nos devemos empanturrar com as iguarias que ela nos oferece. Ficar sempre com um bocadinho de apetite é o segredo para noutro dia podermos continuarmos a apreciar o repasto.

 

1600-olas (113)

 

Ficam assim cinco imagens desta aldeia muito singular e que desfruta de um microclima que faz com que os campos da aldeia sejam um manto verde, vivo, rodeado do Barroso mais agreste. Tudo graças à sua localização em terras mais baixas protegidas pelos dos ares frios que descem as terras altas do Larouco. Digamos que é uma sua protegida.

 

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E no próximo domingo cá estaremos com mais Barroso, deixando para trás Vilar de Perdizes, mas com a promessa de que lá voltaremos mais vezes, sempre que por lá aconteçam coisas como costumam acontecer.

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:26
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Domingo, 13 de Março de 2016

O Barroso aqui tão perto... Vilar de Perdizes/Padre Fontes

montalegre (549)

 

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Cá estamos de novo no Barroso de Montalegre. No último fim de semana não passámos de Meixide que, para quem vai de Chaves, é a primeira aldeia do Concelho de Montalegre, logo a seguir a Soutelinho da Raia. Aliás Soutelinho é a aldeia mais próxima de Meixide e esta, a mais próxima de Soutelinho da Raia. Apenas uma curiosidade.

Vamos então deixar para trás Meixide com a promessa de lá voltarmos, tudo porque apenas tenho imagens desta aldeia com neve, junto à estrada, pois como o nosso destino geralmente é sempre mais além e os nossos regressos são sempre tardios, a aldeia tem-se esquivado à nossa objetiva, mas num destes dias não escapa, a paragem está prometida.

 

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Logo a seguir a Meixide temos de tomar a nossa primeira grande decisão, pois a estrada divide-se em duas opções para chegar a Montalegre, quer via Pedrário, quer via Vilar de Perdizes, vamos lá dar. Há muito que a minha opção é via Vilar de Perdizes para fazer o regresso via Pedrário. Assim, hoje, também é por Vilar de Perdizes que vamos e por lá ficaremos, aliás muitas das vezes é mesmo o nosso destino.

 

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Se o Barroso fosse um colar de pérolas, Vilar de Perdizes seria uma pérola desse colar. Razões, muitas, desde as ligadas à história, à arqueologia, à raia, às lendas, mas sobretudo e para mim com mais valia, a comunidade em si composta pela aldeia (casario) e as pessoas que a habitam, em suma, o povo/povoação.

 

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Padre Lourenço Fontes no alto da Serra do Larouco acompanhando Professores da UTAD e Animadores Socioculturais

 

Voltando outra vez ao Barroso colar de pérolas e a Vilar de Perdizes ser uma das suas pérolas, todos os colares têm uma pérola principal, a maior, mais vistosa, a que ocupa o centro do colar e, também para mim, essa pérola principal está, ou vive, em Vilar de Perdizes e dá pelo nome de Padre Lourenço Fontes. Tanto assim é que me atrevo a dizer, sem qualquer pudor, que o Barroso tem duas épocas, a APF e a DPF em que a primeira é Antes do Padre Fontes e a segunda, Depois do Padre Fontes. Padre, Etnólogo, antropólogo, historiador, guia turístico, é de tudo um pouco, mas sobretudo é um grande Animador Sociocultural que abanou o Barroso e o despertou para constar no mapa de Portugal com letras grandes. No fundo e na realidade, despindo-o de todos esses rótulos, o seu segredo está em ser um Homem simples, do povo, que o ama e tem orgulho nele, que ama o berço e o enaltece partilhando com todos, a sua história, os usos e costumes, saberes e sabores de um povo, mas também as crenças e mezinhas que curavam todos os males de uma terra que sempre foi agreste e difícil de viver, terra fria onde o frio além de congelar, doía.

 

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Padre Lourenço Fontes no miradouro da Corujeira em Montalegre acompanhando Fotógrafos da Associação Lumbudus

 

Curiosamente vamos associando o Padre Lourenço Fontes como um Barrosão de Vilar de Perdizes quando na realidade ele é natural de Cambezes do Rio. Melhor, penso eu, será dizer que ele é filho e natural do Barroso. Para a história, além de uma basta obra publicada ficará o Padre que afrontou a Igreja com os “Congressos de Medicina Popular” e o Padre das “Noites das Bruxas” que desde 2002 acontecem em Montalegre em todas as sextas-feiras 13 e o Ecomuseu de Barroso que o Município de Montalegre atribuiu o nome de Espaço Padre Fontes, como um espaço de memória do Barroso. Para quem o conhece, é um Homem simples, divertido, amigo e sempre pronto para enaltecer e dar a conhecer o Barroso.

 

 

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 23:35
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

O Barroso aqui tão perto... Olas de Santa Marinha

 

Vamos lá outra vez até ao Barroso aqui tão perto e, o de hoje, é mesmo bem perto. Escondidinho como convém, aumenta a gratidão da descoberta e a devoção à magia da natureza.

 

 

 

Olas de Santa Marinha em plena raia entre terras de Vilar de Perdizes  e a Galiza faz jus ao topónimo, pois o “santuário”  faz a receção do sítio e as olas lá estão, bem ao fundo, com as suas quedas, redemoinhos e penedio ao longo de uma boa centena de metros, que ao penetrá-los se sente o consolo estar num paraíso, onde tudo se esquece para viver o momento.

 

 

 

Claro que para viver em plenitude estes sítios e momentos, temos de entrar dentro deles reduzidos à nossa simplicidade, só assim os teremos por inteiro, com todo o tempo do mundo, aliás por lá o tempo e as horas não existem, antes, isso sim, momentos, sons, perfumes, tudo num grau de pureza que é quase impossível de quantificar, mas, repito, temos que entrar dentro deles reduzidos à nossa simplicidade.

 

 

 

Depois há que ir pasmando aqui e ali, também pelo caminho convém deixar-nos envolver pelos matizes, pela arte da natureza em cobrir tudo de cor, em colónias de espécies e degradês que ora se perdem nos azuis do horizonte distante, nos verdes que explodem  do nada ou nos pormenores que nascem logo ali diante de nós, como de uma tela se tratasse e estivesse ali exposta para apreciação.

 

 

 

Também como sempre, uma coisa é a fotografia e aquilo que nos atraiu o registo, composto aqui pelas palavras que a alma nos dita, e outra coisa é viver estes sítios e momentos in loco, pois os nossos olhares e momentos são sempre pessoais e quase sempre intransmissíveis. São nossos. Os vossos, podem sempre ir além daquilo que vos deixo, como também podem ficar aquém. A vida é assim mesmo, mas uma coisa é certa, o Barroso fica mesmo aqui ao lado e está sempre à espera de ser descoberto e sempre disposto a surpreender-nos.

 

 

 

Até mais logo, ao meio dia, com as “Vivências” de Luís dos anjos.

  

  

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publicado por Fer.Ribeiro às 02:12
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2014

O Barroso aqui tão perto... Vilar de Perdizes

 

Vamos lá mais uma vez até aqui ao lado, até terras do Barroso, e este aqui bem perto - Vilar de Perdizes.

 

 

Com algumas cenas da vida diária com imagens tomadas na brevidade de uma passagem.

 

 

Vilar de Perdizes onde ainda se dá algum cuidado aos campos de proximidade da aldeia e muito por um microclima de que a aldeia vai gozando pela sua localização em baixio e proteção das montanhas, principalmente da Serra do Larouco, não ficasse Vilar de Perdizes nas suas faldas.

 

 

Esta do microclima é sem qualquer base documental, antes de pura observação, quer de Verão, quer de Inverno, onde muitas vezes, como num dos últimos nevões, Barroso estava todo coberto por um manto branco e Vilar de Perdizes era poupada, pelo menos no dia em que lá fui assim acontecia. Mas posso estar enganado, pois também já vi a aldeia coberta de neve. 

 

 

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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012

Vilar de Perdizes e os Congressos de Medicina Popular

 

 

Como convive o sagrado com o profano, o sacro profano, numa aldeia de Trás-os-Montes, em Barroso? – Bem e até se recomenda. Tudo graças a um padre, que não é um padre qualquer, pois dá pelo nome de Padre Lourenço Fontes que teve a coragem de “desafiar” a igreja mas também a medicina académica dando voz à medicina popular, a bruxas, curandeiras, médiuns, videntes, mezinhas e ervas medicinais, a quem o povo sempre recorreu para cura das suas maleitas e aflições da alma.




Poder-se-á pensar que tudo isto foi devido à coragem, abuso e provocação por parte de um representante da igreja católica. Coragem talvez tivesse havido uma pouca, mas sobretudo houve realismo e o admitir de uma verdade que sempre existiu e com a qual o povo sempre conviveu e a ela recorreu e, é por estas e pelo Padre Lourenço Fontes ser um homem do povo, que hoje já faz parte da história é um digno e merecedor embaixador do Barroso e de Trás-os-Montes. Montalegre (Vila e Concelho), incluindo Vilar de Perdizes deve-lhe toda, ou quase toda a fama que se iniciou há 25 anos com os Congressos de Medicina Popular e ultimamente com as sextas-feiras 13, ou noite das bruxas de Montalegre, que já leva até lá milhares de pessoas de todo o país, da Galiza àquela, que este ano já foi considerada pela imprensa, a melhor festa de rua de Portugal.



No Diário Atual, Sandra Pereira faz a notícia com as seguintes palavras:


“Ninguém é obrigado a acreditar em aparições. Ninguém na Igreja Católica obriga ninguém a aceitá-las, sejam elas mais ou menos famosas. Ninguém é obrigado a acreditar em Fátima e, na minha opinião pessoal, Fátima pode ter sido como outra qualquer visão e um pretexto para desenvolver o aspecto religioso e a exploração comercial que pode acontecer à volta de qualquer santuário”, avançou à Voz de Chaves o Padre Fontes. A obra de João Sanches, amigo e vizinho do pároco há 40 anos, recorda ainda que, 80 anos antes das aparições de Fátima, surgiram relatos que a Virgem Maria apareceu a três pastores na aldeia de Calvão, no concelho de Chaves, e que o padre que paroquiava a freguesia viria a ser transferido para Fátima, podendo ter originado novas crenças. Na biografia, são também abordadas as quezílias com o antigo bispo de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves, que vieram a dar fama ao Congresso de Vilar de Perdizes, após este ter proibido o padre de o organizar por profanar contra a Igreja."




 Lourenço Fontes continua em forma ao trazer a lume outras verdades que podem ferir a sensibilidade de alguns, mas que é uma verdade do tamanho deste mundo, pois quer se acredite ou não, a igreja tem feito da fé um grande negócio e lucrativo.




Assim, porque não fazer do sacro profano também um negócio, mas aqui, com todo o Barroso a tirar dele proveito e as sextas-feiras 13 parece-me ser já um exemplo disso. Claro que há que admitir que a autarquia, nas sextas-feiras 13 tem um papel importante, pois como já em tempos disse por aqui, a ideia só por si de pouco vale se não for apoiada e financiada. E embora reconheça a importância que estes congressos de Medicina Popular de Vilar de Perdizes têm, parece-me (é a minha opinião) que precisam de uma mãozinha de apoio por parte da autarquia. Não é por nada mas este ano já foi a XXV edição do congresso e embora a documentação produzida em congresso continue a ser valiosa, parece-me que a festa à volta do congresso está a definhar um bocadinho, mesmo com um programa cheio de atrativos. Mas isto é apenas a minha opinião, que vale o que vale. Por mim, continuo a ir por lá.

 

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publicado por Fer.Ribeiro às 03:00
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