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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Out20

Chaves D´Aurora

Crónicas

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As aldeias de Trás-os-Montes

           

            Encantaram-me, sempre,  as aldeias de Trás-os-Montes. Especialmente as que, mesmo a lhes chegarem as benesses (algumas polémicas)  da modernidade, conservam ainda, quando menos aos sítios centrais,  uma bucólica e multissecular disposição arquitetónica, com suas ruas, casas, igrejas e mercados de pedras, por cujas fendas nos muros ou às  janelas coloridas, plantas e flores brotam, como que trazidas pelas mãos do vento. À viagem de retorno que fiz por autocarro, de Chaves ao Porto, em 2002, os meus olhos perseguiam, até desaparecerem ao longe, muitas dessas aldeias petrificadas no tempo, embora ladeadas, agora, por ricas e hodiernas mansões.

 

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            Além dos vários bens imobiliários na (então) vila flaviense, meu avô possuía duas  quintas em aldeias serranas. No processo de escritura de meu romance Chaves D’ Aurora, queria muito conhecer alguns desses vilarejos, mormente porque, nos capítulos que tratam da Pneumónica, imaginei, com grandes possibilidades de certeza, que meu avô, para resguardar a família daquela pandemia virulenta,  haveria de transferir a família para uma de suas propriedades rurais. Eis que, como a adivinhar meu desejo, Fernando DC Ribeiro, acompanhado de outro amigo, Dinis Ponteira,  dedicado como ele a uma excelente  arte fotográfica, levou-me a conhecer várias aldeias no entorno de Chaves.

 

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            Algumas, conheci-as de passagem. A que mais me encantou foi a de São Lourenço, onde nos detivemos por algum tempo e fomos muito bem recebidos pelo Senhor Amável – de cujo nome jamais vi tanta correspondência ao nomeado  –  e que obsequiou-nos com um delicioso vinho caseiro, tão quão saborosos e domésticos eram o pão, o queijo e o famoso presunto de Chaves que o acompanhavam. Ali estavam, nessa aldeia, em largo número feita de pedras, casas com janelas de treliças, a igreja, pequenos estábulos com o feno e animais à vista, ruelas ora floridas, ora com muros entregues ao limo e às erosões do tempo.

 

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            Esse passeio campestre, além de outro a que me levaram os amigos Dona Maria da Luz e o Senhor António Miranda Chaves, serviram-me às fartas para compor, no romance, a minha fictícia Sant’Aninha de Monforte, onde os personagens da quinta Grão Pará, inspirados em meus familiares, passaram tantos dias,  agradáveis, uns, tristonhos, outros,  durante a propagação do vírus letal que, erroneamente, foi também conhecido  como Gripe Espanhola. Lá em Sant’Aninha, onde passaram o Natal e os Reis, puderam apreciar manifestações folclóricas como a dos Ramos e a Festa dos Moços, e vivenciaram uma consoada e festa de Reis imersos em melancolia.

 

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            Hoje, os aldeãos têm acesso à Televisão, à Internet, a carros modernos, mas, nas minhas viagens  –  as outras, as do sonho e da imaginação  –  fico a pensar nas carroças, nas ceias à luz das velas, nas historietas que se contavam antes de dormir e que (risos) algumas causavam pesadelos aos miúdos...

 

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            Trás-os-Montes de ontem e de hoje! Encantadora, sempre!  Sobretudo para mim, suspeito em meu amor genético por toda essa região de meu pai e ancestrais.

 

Raimundo Alberto

 

19
Out20

Quem conta um ponto...

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512 - Pérolas e Diamantes: A floresta de Dunsinane

 

 

Shakespeare inventou em Macbeth a floresta de Dunsinane que é a tal que se move e nos derrota.

 

As dúvidas podem tornar uma pessoa agressiva. O romantismo raramente é romântico. As revoluções acabam sempre por fracassar devido às promessas infundadas de felicidade. O verdadeiro socialismo é um sofisma. O seu fundo messiânico é muito velho. Talvez demasiado. As obsessões nunca se transformam em opções democráticas. A tal superioridade moral é fictícia. A sua semântica vive da morte. Da morte do seu próprio ideal.

 

As sociedades, apesar de todos os progressos, continuam a ter crises cíclicas de epidemias, avareza e pobreza.

 

Por alguma razão desconhecida, estão de novo na moda os casacos com cotovelos de camurça e a mania da caça.

 

A verdade é que os compromissos deixaram de ser levados a sério e os colarinhos dos senhores doutores andam mais engelhados. A vida social corrompe muita da originalidade humana. Aos exibicionistas dá-lhes a todos para a política. Então ficam cheios de manias alimentares e começam a deprimir-se e a deprimir-nos. Depois, por obrigação partidária, rodeiam-se de imprestáveis, tagarelas e gente muito afeiçoada. Daqueles que gostam de escovar os fatos dos seus chefes e de fazer recortes de jornais, onde eles aparecem. Mas todos sabemos que o toque distinto está nas peúgas.

 

Alguns dos doutores têm tias ricas e padrinhos instruídos e bem relacionados. Ou quando não os têm, arranjam-nos. Aprenderam que, para manterem uma certa linha, nunca devem comer uma refeição até ao fim.

 

A verdade é que, apesar das boas intenções e dos discursos inflamados e sentidos, nada de substancial muda. Tudo se transforma em rotina.

 

Todos somos ou bem-queridos ou mal-amados. E depois também há a doçura da paternidade e da maternidade. E o seu egotismo compreensível e desculpável. A maturidade empurra-nos para a literatura. Com a velhice, tudo se torna desculpável.

 

São eles que nos dizem que a astúcia é uma coisa tola. Que devemos simplesmente dizer aquilo que sentimos. Depois desabafamos. O pior é quando chegamos a casa e pegamos na bola antisstress até deixarmos de sentir raiva e passarmos a sentir dores articulares, musculares e ósseas.

 

A verdade é que não havia motivo para nos arreliarmos. O senhor doutor tinha dito, ao despedir-se: “Afinal, que importância tem o cérebro comparado com o coração.”

 

Quem tem jeito para o negócio e para a política está safo porque esses são os requisitos necessários para a arte da guerra urbana. Aí está o poder. Aí estão os seus génios da lâmpada.

 

A vida é como um riacho onde uns são álamos e outros jacintos.

 

Os que agora triunfam dizem possuir a virtude da beneficência, mas talvez seja melhor dizer que são, sobretudo, ativistas sem opinião, porque toda ela se resume a um símbolo, a uma sigla, a uma cor. As personalidades burocráticas afastam de si as personalidades autónomas e criativas.

 

Já os que possuem algum orgulho são definidos como gente que sofre de alguma espécie de maleita hereditária.

 

Não devemos aprender os novos costumes esquecendo os velhos. Será que o Diabo tem alma?

 

Nós, graças a Deus, acreditamos em tudo: em gente do candomblé, magia negra cabo-verdiana, bruxos, homeopatas, amigos do zodíaco, videntes, leitoras de cartas, astrólogos, médiuns, talhadores de ares e até em políticos de todos os quadrantes, não vá o Diabo tecê-las. Por isso não somos gente de grandes rancores, mas de pequenas iras.

 

Somos pouco dados à arte e muito ao mexerico, pois a arte não persegue ninguém, é preciso ir buscá-la, enquanto o mexerico vem ter connosco.

 

Os portugueses são muito invejosos porque pensam que as grandes qualidades estão sempre nos outros. Por isso confundem cultura com lugares-comuns espirituosos. E também pensam que o amor é uma vulgaridade. E não se enganam. A sua esperança reside nos fenómenos da casualidade. São avessos à pertinência.

 

A verdade é que Portugal é um país pequeno e, por isso, não possui as condições necessárias para se converter no Paraíso. Mas uma coisa vos digo: o espírito de punição não é saudável. E usar o cilício só está a altura dos membros mais proeminentes da Opus Dei.

 

João Madureira

19
Out20

O Barroso aqui tão perto - Freguesia de Ardãos e Bobadela

Freguesias de Boticas

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Vale superior do Rio Terva

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Freguesia de Ardãos e Bobadela

 

Tal como vem acontecendo com as anteriores freguesias, após abordarmos todas as aldeias da freguesia, que no caso são Ardãos, Bobadela e Nogueira, fazemos aqui o resumo da freguesia, no entanto, no caso das freguesias que foram unificadas com a última reorganização administrativa do território (Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro), como é o caso, esse resumo torna-se mais complicado, ou mais confuso, porque os dados que possuímos são ainda das antigas freguesias.

 

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Contudo, como já estávamos a contar com este post resumo da freguesia, e o que tínhamos a dizer sobre cada uma das freguesias, já o fomos dizendo nos posts que fizemos de cada aldeia, para hoje reservamos apenas aquilo que é mais ou menos comum a todas as aldeias, em suma, à atual freguesia, como seja a história do vale superior do Terva e a Serra do Leiranco,  deixando antes, em termos de população e dados do território, os das antigas freguesias de Ardãos e Bodadela

 

 

Ardãos (Antiga freguesia)

 

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Ardãos foi uma freguesia portuguesa do concelho de Boticas, com 22,43 km² de área e 249 habitantes (2011). Densidade: 11,1 hab/km².

 

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Ardãos era a única aldeia da freguesia.

 

Bobadela (Antiga freguesia)

 

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Bobadela foi uma freguesia portuguesa do concelho de Boticas, com 14,7 km² de área e 330 habitantes (2011). Densidade: 22,4 hab/km².

 

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A freguesia era constituída pelos lugares de Bobadela e Nogueira.

 

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Freguesia de Ardãos e Paradela

 

A freguesia de Ardãos e Bobadela é constituída pelas localidades de Ardãos, Bobadela e Nogueira, com 37,13 Km² de área e 579 habitantes (2011). Densidade: 15,59 hab/Km².

 

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A atual freguesia de Ardãos e Bobadela confronta com os concelhos de Montalegre (a norte e poente) e concelho de Chaves (a norte e nascente), e o seu território grande parte do vale superior do Rio Terva e a Serra do Leiranco, e como as aldeias da freguesia já tiveram aqui o seu post, neste capítulo dedicado à freguesia vamos abordar mais em pormenor aquilo que o seu território tem de interesse, quer na Serra do Leiranco, quer no vale do Rio Terva.

 

Serra do Leiranco

 

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Embora o concelho de Boticas seja rico em miradouros naturais, cada um tem as suas particularidades. Penso que conheço todos os seus miradouros naturais mais importantes, mas estes, da Serra do Leiranco são os mais surpreendentes e dos quais podemos alcançar muito mais além num raio de 360º. Desde os seus miradouros podemos lançar olhares sobre a Galiza, quase todo o concelho de Chaves, incluindo a sua veiga e cidade, Concelho de Vinhais, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena e Montalegre. Deles alcançam-se as serras mais altas da região, como a Serra do Larouco, Serra de Mairos, Serra do Brunheiro, Serra da Padrela, Serra do Marão, Serra do Alvão, Serra da Cabreira, Serra do Gerês e Serra do Larouco.

 

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Também é do cimo do Leiranco que melhor se pode observar o todo da nossa freguesia de hoje, principalmente o vale superior do rio Terva. Já o mesmo não acontece para as aldeias da freguesia, exceção para Ardãos sobre a qual se lançam excelentes vistas, mas já o mesmo não acontece para Nogueira e Bobadela, porque de tão encostadas que estão à Serra do Leiranco, delas, apenas se conseguem ver pequenos trechos das duas aldeias.

 

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Excelentes vistas também para a cidade de Chaves, a olho nu, mas bem melhor com binóculos ou teleobjetiva da câmara fotográfica, como na foto seguinte onde se todo o centro histórico da cidade, quase toda a freguesia da Madalena, vendo-se em primeiro plano a barragem de Valdanta/Curalha, a aldeia de Valdanta e Cando e ao fundo, em último plano, do lado esquerdo a aldeia de Faiões e do lado direito as localidades de Campo de Cima, Eiras e Castelo.

 

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Para o lado oposto da cidade de Chaves, pode-se ver grande parte do Alto-Barroso de Montalegre, desde a Barragem dos Pisões até à serra do Larouco (e Larouquinho), tendo vistas privilegiadas para as aldeias mais próximas do Leiranco, como Cervos e Arcos.

 

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Para além dos miradouros e das vistas, há ainda que abordar a biodiversidade da serra do Leiranco, mas como nós nessa matéria apenas sabemos apreciar, vamos ver o que se diz sobre o assunto na página de visitboticas:

 

Na cumeada do Leiranco, para além do deslumbramento da paisagem com horizontes a perder de vista, poderá observar espécies florísticas raras e protegidas, alguns endemismos ibéricos, com interesse para a conservação em Portugal, como a gramínea Festuca elegans e a caldoneira (Echinospartum ibericum), a Eryngium duriaei subsp. juresianumFestuca summilusitana e cravinhos-bravos (Dianthus langeanus).

Relativamente à fauna, o cume do Leiranco constitui um biótopo de montanha, tendo-se registado várias espécies residentes, como o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) e a cia (Emberiza cia), e estivais, como o chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe) e o melro-das-rochas (Monticola saxatilis), este referenciado como espécie “Em Perigo” no LVVP.

 

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Por último, ainda na serra, fica também uma das suas preciosidades, embora haja pouca informação sobre o mesmo, trata-se do Castelo da Contenda, mas fica uma imagem do mesmo e uma referência que dá nome a uma das rotas das vias antigas proposta pelo Parque Arqueológico do Vale Superior do Rio Terva, que tem gabinete de apoio e informações na aldeia de Bobadela.

 

Via Medieval do Castelo da Contenda

Com a nova estruturação de povoamento na Idade Média, organiza-se uma nova rede viária regional, passando a ligação de Chaves ao Minho a fazer-se preferencialmente pelos eixos meridionais de Alturas do Barroso-Ruivães e de Salto–Rossas, em detrimento da antiga ligação pela zona de Montalegre, provavelmente por ainda não estar bem estabelecida a apropriação deste espaço por parte da coroa portuguesa, como parece denunciar a tardia construção do castelo de Montalegre, já no século XIV.

Na bacia inicial do rio Terva, para além da desaparecida ponte de cantaria que fazia a passagem do rio entre Sapelos e Sapiãos, na via que seguia para sul pela ponte de Carvalhelhos, apenas se conserva uma importante via local de época medieval, ainda com longos troços de pavimento lajeado.

Trata-se da via Arcos-Bobadela, já referenciada nas Inquirições de Afonso III, de 1258. Ligando as povoações de Cervos e Arcos (em Montalegre), a Bobadela e Sapiãos (em Boticas), esta via servia igualmente, a meio do seu percurso, o castelo medieval das Fragas da Contenda, o qual testemunha os primeiros esforços de organização do território ao tempo do Condado Portucalense.

 

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Vale Superior do Rio Terva

 

Falar do Vale Superior do Rio Terva é sinónimo de falar em OURO, mais precisamente do povoamento romano e das minas de ouro que aí exploraram. Este complexo mineiro antigo do vale superior do rio Terva tem sido desde 2006 sistematicamente investigado pela Unidade de Arqueologia Universidade do Minho (UAUM) através do “Programa para a Conservação, Estudo, Valorização e Divulgação do Complexo Mineiro Antigo do Vale Superior do Rio Terva”, resultante de um protocolo entre a referida instituição e a Câmara Municipal de Boticas, daí, já muita coisa ter sido descoberta e muita por descobrir, não propriamente as minas cujos testemunhos são ainda bem visíveis, mas mais precisamente no que respeita aos povoados romanos que nasceram como apoio a estes complexos mineiros, nomeadamente a cidade romana de Batocas e Carregal.

 

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Sobre o assunto, vejamos o que se regista na pagina oficial do IGESPAR sobre o Património Cultural:

 

Entre os ribeiros do Vidoeiro e do Calvão, e na confluência de ambos com o rio Terva, este notável conjunto mineiro localiza-se junto da estrada romana que ligava Chaves a Braga. Nesta área relativamente ampla, estimada em cerca de 40 hectares, identificaram-se diversas cortas de extracção do ouro a céu aberto, assim como algumas galerias que auxiliavam aos trabalhos de remeximento dos solos. Na origem, foi uma exploração romana de grande impacto, densidade ainda hoje bem visível na radical transformação da paisagem e da topografia então operada.

São vários os pontos essenciais de extracção antiga do ouro. O Poço das Freitas, no limite Sul do conjunto, é o mais importante, por ser a maior das cortas deixadas pelos romanos, cuja cratera, frequentemente inundada, tem cerca de 100 metros de comprimento. Fazem ainda parte deste complexo as minas de Batocas e do Brejo. O trabalho de exploração do ouro implicou a definição de habitats relativamente perto, razão da existência do de Carregal, imediatamente abaixo do Poço das Freitas e que constitui uma mancha de ocupação dificilmente detectável pela grande densidade vegetal que cobre a zona e da qual não se detectaram quaisquer estruturas, apenas espólio de superfície.

Na actualidade, decorrendo em paralelo com o processo de classificação do complexo, uma empresa canadiana promoveu novas análises dos solos, concluindo pela viabilidade de exploração de ouro no local, tendo-se estimado o potencial mineiro em aproximadamente 7,1 toneladas de minério. A autarquia de Boticas concedeu o apoio possível ao projecto, consolidando o investimento privado de reactivação das minas com um eixo turístico-cultural que ligue o passado romano ao presente, através de um centro de interpretação, percursos pedonais e uma valorização dos sítios proto-históricos e romanos já identificados na área.

Paulo Fernandes | DIDA | IGESPAR, I. P. - 22.08.2007

 

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Numa tese de doutoramento apresentada por João Fonte na Facultade de Xeografía e Historia, de Santiago de Compostela, encontramos o seguinte:

 

Para época romana esta relação entre povoamento e mineração encontra-se já devidamente atestada, pois existe um conjunto de povoados romanos directamente associados às frentes mineiras, nomeadamente o de Batocas e o do Carregal. As recentes intervenções arqueológicas levadas a cabo no povoado de Batocas revelaram a existência de um importante complexo edificado de época romana, inequivocamente associado às diversas frentes de exploração mineira que o rodeiam, com uma ocupação genericamente datada entre meados do século I d.C. e inícios do II d.C. (Lemos & Martins, 2014: 342), onde apareceram vestígios evidentes da fundição de ouro, nomeadamente um cadinho que revelou a presença de pingos de ouro (Fontes et al., 2013b, 2014; Fontes, Martins, et al., 2011; Martins, 2015).

 

Tanto no povoado mineiro de Batocas, como no do Carregal, este último associado à zona mineira do Poço das Freitas/Limarinho, refere-se a presença de cerâmica de tradição indígena (Fontes, Alves, et al., 2011: 212-214), algo também constatado no povoado da Veiga da Samardã na zona mineira de Tresminas (Batata, 2009) (5.3.2.), o que, por si só, não implica uma ocupação da Idade do Ferro e, sobretudo, uma exploração mineira préromana, pois sabemos que a cerâmica indígena perdura até pelo menos meados do século I d.C., tando mais que quem seguramente habitaria nestes povoados seriam as populações locais que trabalhariam nas minas, embora enquadradas já no novo contexto imperial romano.

 

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E vamos dar por terminado este post, contudo, será uma freguesia que vai continuar debaixo de olho, nomeadamente no que respeita à Serra do Leiranco, mas principalmente ao Vale Superior do Rio Terva e aquilo que ainda há por descobrir ou revelar sobre o povoamento romano.

 

Ainda antes de terminar fica link para os posts dedicados às aldeias da freguesia de Ardãos e Bobadela:

 

Ardãos

Bobadela

Nogueira

 

E sobre o Barroso de Boticas, estaremos aqui no próximo domingo com os posts dedicados às aldeias da freguesia que se segue, que, segundo a ordem alfabética será a freguesia de Beça, com a aldeia de Beça.

 

 

Bibliografia

FONTE, João -  TESE DE DOUTORAMENTO PAISAGENS EM MUDANÇA NA TRANSIÇÃO ENTRE A IDADE DO FERRO E A ÉPOCA ROMANA NO ALTO TÂMEGA E CÁVADO Departamento de Historia I Facultade de Xeografía e Historia, SANTIAGO DE COMPOSTELA, 2015

 

Webgrafia

https://visitboticas.pt/2017/02/rota-natura/ (consultado dia18-10-2020)

http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/9990054/ (consultado dia18-10-2020)

17
Out20

Pereiro de Agrações - Chaves - Portugal

Aldeias do Concelho de Chaves - Com Vídeo

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Pereiro de Agrações.

 

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A aldeia de Pereiro de Agrações é já uma aldeia da Serra da Padrela, no entanto digo isto sem muita certeza, pois a passagem da serra do Brunheiro para a serra da Padrela não é muito clara, ou seja estas duas serras entram uma na outra sem haver uma fronteira clara, como um rio, um vale ou coisa do género. Daí, eu nessa zona de transição nunca saber se ainda estou na serra do Brunheiro ou serra da Padrela, seja como for, Pereiro de Agrações é uma aldeia da serra e também da terra da castanha.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falar da aldeia de Pereiro de Agrações, pois isso já o fizemos nos posts que lhe dedicámos, hoje estamos aqui pelo vídeo resumo que não teve nos posts anteriores e também aproveitamos como é habitual para trazer aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Pereiro de Agrações que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Pereiro de Agrações:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereiro-de-agracoes-chaves-portugal-1735169

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereiro-de-agracoes-chaves-portugal-1196752

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereiro-de-agracoes-em-tempo-de-1445657

https://chaves.blogs.sapo.pt/247571.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até à próxima quarta-feira em que teremos aqui o Peto de Lagarelhos.

 

17
Out20

Pedra de Toque

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OS IRMÃOS

 

 

                        Com o meu irmão cruzo-me quase todos os dias.

                        Saudamo-nos efusivamente e seguimos nossas vidas. Não mais do que isso até porque as nossas vidas nos conduziram para caminhos distintos.

                        Há dias estivemos cerca de 3 horas numa repartição à volta de uma mesa, para regularizarmos assuntos respeitantes aos nossos progenitores.

 

                        …Depois rumamos às casas.

                        Senti então o cheiro e o sabor inigualáveis da comida de nossa mãe.

                        Nosso pai, bonacheirão, na mesa do canto, bebia um copo e petiscava com os amigos de sempre.

                        A nossa irmã, sempre elétrica, sempre linda, deambulava pela largura da sala.

                        A família sempre presente até aos dias de hoje na nossa memória, no nosso ADN.

                        Nos dias festivos, à volta da mesa, mantendo a tradição, a educação e o respeito, valores que nos incutiram e perduram.

                        Ser irmão é sentir a doença quando o outro adoece.

                        Ser irmão é sofrer a dor do outro.

                        A amizade entre irmãos é a voz do sangue a exprimir-se.

 

                        Eu amo muito meus irmãos.

 

António Roque

 

16
Out20

Vivências

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Os jovens de hoje (felizmente, nem todos…)

 

Como parte das minhas funções profissionais contactei durante vários anos, oralmente e por escrito, com jovens, alunos e ex-alunos do Ensino Superior. Poderia aqui alongar-me sobre o quão mal se escreve, em termos de ortografia ou pontuação, havendo erros que me deixavam absolutamente espantado (apesar de ter visto muitas coisas, acreditem…). Mas não vou por aí, preferindo, antes, refletir um pouco sobre a pobreza de ideias…

 

Os jovens que hoje terminam a sua formação académica cresceram na era dos computadores, dos telemóveis e da Internet, num contexto de pleno acesso à informação e com ferramentas de comunicação sem comparação possível com qualquer outra época da nossa história. Seria, pois, expectável termos uma geração de mentes esclarecidas, ávidas de mais conhecimento e com facilidade em comunicar. A verdade, porém, é que a realidade me parece algo diferente. Será que estes jovens sabem, por exemplo, interpretar um texto literário um pouco mais complexo ou fazer uma exposição por escrito sobre determinada situação? Quantos sabem orientar uma pesquisa que não seja no Google ou formalizar uma opinião própria sobre um qualquer tema da atualidade? Sempre que são chamados a refletir ou a comunicar de uma forma um pouco mais séria ou formal a maioria experimenta uma dificuldade gritante... Arrisco-me a dizer que se lhes tirarmos o smartphone das mãos, muitos deles quase não saberão como comunicar com os outros, quanto mais ter uma conversa com alguma seriedade…

 

Podemos discutir acaloradamente as causas para esta situação e procurar respostas no sistema de ensino, mas a verdade é que muita desta cultura nem sequer se aprende na escola - aprende-se em casa, com o exemplo dos pais, aprende-se com a vida e muito por conta própria, desenvolvendo hábitos de leitura, de crítica construtiva, de pesquisa, de gosto pelo conhecimento, aprende-se com a leitura de mais livros e de menos disparates nas redes sociais, aprende-se através de uma maior intervenção cívica… E isto exige um esforço maior do que olhar para um écran e mover os dedos sobre um teclado…

 

Luís Filipe M. Anjos
 
 
Leiria, setembro de 2020

 

 

 

16
Out20

O Barroso aqui tão perto - Nogueiró c/vídeo

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de Nogueiró, do Barroso de Montalegre.

 

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Como vem sendo habitual aproveitamos também esta oportunidade para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam à seleção que fizemos para o post que dedicámos à aldeia, para o qual fica link no final deste post.

 

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Nogueiró fica na encosta da Serra do Facho, mesmo lá em cima onde a montanha deixa a vertente virada a nascente para descair para poente, ou seja deixa as vistas lançadas para a Serra do Barroso e vira-se para a serra do Gerês.

 

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É graças a esta localização que desde a estrada e ponto mais alto de Nogueiró é um autêntico miradouro, quer para a Serra do Gerês, quer mais até terras do concelho de Vieira do Minho, cujas primeiras aldeias confrontantes com o concelho de Montalegre são ainda pertença do Barroso.

 

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Já para Norte, as vistas são mais contidas, chegam até Xertelo e não vai mais além por causa da imponência da Serra do Gerês, que vista assim tão rochosa e escarpada chega a assustar, embora depois entrando nela, onde ela deixa, até se torna simpática e acolhedora, isto se por cima tiver o céu azul com o sol a brilhar… Mas hoje estamos aqui pelo vídeo, pois tudo que tínhamos a dizer sobre a aldeia, já o dissemos no post que em tempo lhe dedicámos.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia das Nogueiró que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e agora também o podem ver no MEO KANAL nº 895 607, este e outros vídeos do Barroso e não só.

 

Aqui fica:

 

 

 

Link para o post do blog Chaves dedicado à aldeia de Nogueiró:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-nogueiro-1562925

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de Ormeche.

 

 

15
Out20

REINO MARAVILHOSO

Douro e entre os montes

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Cidade de Chaves- Arrabalde

Este blog vai a caminho dos 16 anos e, sem me queixar, pois faço-o com gosto, confesso que às vezes não é fácil marcar aqui a presença diária, sobretudo tendo como ponto de chegada e de partida, e como centro de atenção ou de convergência, a cidade de Chaves, pelo menos com alguma originalidade. Sei que essa originalidade seria possível, mas embora até tenha a vontade, disponibilidade e abertura para ela, falta-me aquilo  que é essencial para que possa acontecer – tempo. Ideias não faltam e matéria também não, o tempo para recolha e tratamento de conteúdos, esse sim, é sempre pouco.

 

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Vidago Palace

Eu sei que este blog tem como base a imagem, a fotografia. Até à presente data foram aqui publicadas 15.426 imagens, das quais 3.896 são da cidade de Chaves, 5.083 das aldeias de Chaves, 3.444 são do Barroso e as restantes são temáticas (arquitetura, arte, incêndios, pormenores, eventos,  etc.). Dentro das de Chaves, por exemplo do Arrabalde estão aqui publicadas 234 fotografias, da madalena 230, da ponte romana 189, da rua Direita 135, isto por defeito, pois os números são os do flickr, mas para eles ficarem disponíveis têm de ter a “tag” Chaves, ou Arrabalde, etc, e algumas vezes esqueço-me de as meter, peloo que os números apresentados são inferiores à realidade. Quero com isto dizer que trazer aqui a ponte romana 189 vezes e mesmo sendo a imagem sempre diferente, é sempre a mesma ponte romana, isto só para vos dizer, que muitas vezes a falta de tempo me obriga a trazer aqui tantas vezes a ponte, ou Arrabalde ou outros locais repetidamente.

 

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Chaves - Ponte Romana

Claro que com o tempo vi-me obrigado a que o blog saísse fora da moldura de Chaves e do seu mundo rural. Apareceram as rubricas temáticas, os colaboradores com as suas crónicas pessoais e os horizontes em imagem foram além da moldura, e até o nome do blog, sem ser alterado, pois continua a ser CHAVES, passou de CHAVES – Olhares sobre a cidade a CHAVES – Olhares sobre o «Reino Maravilhoso», isto também porque pessoalmente entendo que Chaves tem condições para ser o centro de uma grande região, contando com a Galiza mais próxima. Assim os olhares do blog foram além fronteiras do concelho de Chaves, entrou no Barroso, tem todo o Alto-Tâmega debaixo de mira, para já com trabalho de campo na recolha de imagens nos concelhos de Vieira do Minho (freguesias dos Barroso), Ribeira de Pena, Vila Pouca, Valpaços, Vinhais e toda aldeias de toda a raia galega confrontante com Chaves e, ocasionalmente, um pouco mais além. É nessa que estamos agora e por onde vamos continuar, mas sempre com uma certeza, a de que Chaves, cidade e suas aldeias, continuarão a marcar aqui presença diária, pois já há algum tempo que o blog tem duas publicações diárias, uma com Chaves e suas aldeias e a outras com as restantes temáticas.

 

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Ruivães - Vieira do Minho - Barroso

Hoje criamos uma nova rubrica que ira ser regular, uma vez por semana, para já com dia marcado para as quintas-feiras e que irá ter este cabeçalho:

 

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REINO MARAVILHOSO – Douro e entre os montes. Claro que o Reino Maravilhoso é o que Miguel Torga nos descreve:

 

Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e o coração, depois, não hesite. Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos. E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.

Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida…

 

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Fisgas do Ermelo e Srª das Graças ao fundo

Um  “ …berço que oficialmente vai de Vila Real a Montalegre, de Montalegre a Chaves, de Chaves a Vinhais, de Vinhais a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Freixo, de Freixo à Barca de Alva, da Barca à Régua e da Régua novamente a Vila Real, mas a que pertencem Foz-Côa, Mêda, Moimenta e Lamego — toda a vertente esquerda do Doiro até aos contrafortes do Montemuro, carne administrativamente enxertada num corpo alheio, que através do Côa, do Távora, do Torto, do Varosa e do Balsemão desagua na grande veia cava materna as lágrimas do exílio.

Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição."

 

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Douro

Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas.

Nos intervalos, apertados entre os lapedos, rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta aridez. E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Veigas que alegram Chaves, Vila Pouca, Vilariça, Mirandela, Bragança e Vinhais.

 

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Freixo de Espada à Cinta

Vai ser por este “Mundo Maravilhoso” que o blog vai andar às quintas-feiras, partilhando as nossas imagens que fomos colhendo ao longo do tempo e demostrando que esta do Reino Maravilhoso, não é uma invenção do poeta, ele é mesmo uma maravilha, tendo em conta, claro que é preciso que “os olhos não percam a virgindade original diante da realidade e do coração…”

 

Fica então combinado, a partir de hoje, às quintas-feiras, vou mostrar-lhes um Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não…

 

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Caretos de Podence

Já agora posso adiantar que além desta rubrica, o blog vais ter mais três novas, todas à volta da imagem e da fotografia, uma apenas de fotografia a preto e branco, outra de arte digital com base na fotografia e uma outra também de fotografia, intitulada devaneios fotográficos, em suma, poderemos dizer que é a abertura deste blog a um outro blog que temos mas que o tempo não nos deixa tratar como deveria ser suposto tratar, dai convidamo-lo a fazer aqui umas presenças, pelo menos 3 presenças mensais, a primeira fica já marcada para o final da próxima semana.

 

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Srª das Graças

Quanto a esta nova rubrica do « REINO MARAVILHOSO – Douro e entre os montes», não ira ser tão longa como a de hoje, pois terá como base apenas a imagem, nunca além das três imagens e algumas palavras.

 

 

14
Out20

Pereira de Veiga - Chaves - Portugal

Aldeias de Chaves

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PEREIRA DE VEIGA

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia das Pereira de Veiga.

 

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Como vem sendo hábito, aproveitamos esta oportunidade para deixar aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções para os posts que dedicámos à aldeia, e para os quais fica link no final deste post.

 

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Pereira de Veiga que, como o topónimo indica, fica na veiga, de Chaves, ou melhor, a aldeia começa onde a veiga termina, e o contrário também é verdade, tudo depende da perspetiva ou local onde estejamos. É portanto uma das aldeias da periferia da cidade, a apenas a 3Km do centro da cidade ou a menos de 1km da entrada na cidade via E.N.2, embora não seja este o seu acesso principal, pois esse, faz-se via Campo da Roda.

 

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Embora a proximidade da cidade, a aldeia mais antiga tem todas as características de uma aldeia rural, com o seu aglomerado de casas rodeado de campos agrícolas, e na sua ruralidade, a única modernidade que destoa, é mesmo a central elétrica, que abastece de eletricidade grande parte da cidade de Chaves.Mas hoje não estamos aqui para falarmos das Pereira de Veiga, pois isso, já o fomos fazendo ao longo dos vários posts que lhe dedicamos, hoje estamos aqui pelo seu vídeo resumo.

 

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E agora sim, o vídeo com todas as imagens da aldeia de Pereira de Veiga que foram publicadas até hoje neste blog. Espero que gostem e não esqueçam que agora também podem ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607.

 

Aqui fica o vídeo, espero que gostem:

 

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de Pereira de Veiga:

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereira-de-veiga-chaves-portugal-1730125

https://chaves.blogs.sapo.pt/pereira-de-veiga-chaves-portugal-1260972

https://chaves.blogs.sapo.pt/290767.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Pereiro de Agrações.

 

 

 

14
Out20

Crónicas de assim dizer

imagem-web.png

 

 

Tu e só tu

 

Deixa. Deixa ir. Larga. Larga tudo. Coisas, pessoas, sentimentos, emoções, mágoas, ressentimentos, ofensas. Não te importes. Vê e sê! Depois começa, repara em algumas coisas, poucas, que estão ali para ti, que só estão ali para ti. Não são vistas por mais ninguém, mais ninguém pode pegar nelas, porque és só tu que as vês. Não fales delas, não partilhes, ninguém as compreende ou valoriza a não seres tu. Chamar-te-iam louco, desequilibrado, mentiroso, até parvo. Traz isso para dentro de ti, reconstrói-te em bocados, aos bocados, sem pressa nenhuma. Faz uma coisa de cada vez, em silêncio. Não anuncies, nem para ti, se falta pouco ou muito ou quanto falta. Não percas tempo nisso, embora para isso o tempo te não falte.

 

Caminha só no caminho que é feito por ti, onde tu colocaste a sinalética do excesso de velocidade, do perigo com o gelo, do derrame de óleo na estrada... Só lá está o que tu lá puseste. Não comentes se foi fácil ou difícil o percurso, se vacilaste a dada altura, se equacionaste desistir, não digas nada. Segue o teu caminho, liberta-te dos muros sem os deitares abaixo. Se lá estão, para alguma coisa devem servir, alguém os construiu, podem ser úteis a outros. Constrói tu também os teus, que hão-de ladear o teu caminho, que te hão-de proteger ao longo do percurso.

 

Depois faz pontes, constrói as tuas pontes, porque pode haver uma altura na vida em que precises de atalhos, em que um rio te surpreenda ao caminho e te pergunte o que andas tu a fazer nele, como se lhe tivesses invadido o espaço, que é só dele. Não respondas, salta para a ponte, a que tem os teus alicerces, não a outra que está ao lado e que foi construída por outro. Sabes lá tu de que essa é feita, se tem estrutura capaz de te aguentar. Bem sei, pesas pouco, mas há pontes de cartão. Podes ter sede, sim, é verdade, mas não bebas senão da água que corre debaixo da tua ponte.

 

Constrói um jardim, não é preciso que tenha muitas e variadas flores. Pouca coisa é suficiente. Que sejam verdes para te alimentarem os pulmões de oxigénio. Não, para respirar não serve qualquer ar, tens que ser tu a produzir a tua atmosfera, para que ela te seja respirável. Para além das plantas verdes, semeia outras que tenham cheiro, coisa simples, alecrim, alfazema, rosas… se achares que te vão fazer falta para ofereceres a alguém ou simplesmente para te perfumarem o dia da semana que elegeres para o teu dia especial, o de descanso disto tudo.

 

Depois encontra um sítio, não procures um sítio, encontra o sítio onde farás uma pequena casa que tenha tecto para te abrigar do frio, das tempestades, das aves de rapina e dos animais selvagens. Entra na casa, deita-te no chão, fecha os olhos, adormece sem razão e vais ver que ao acordar estás só tu dentro de ti! E é tão bom, finalmente a sós contigo, sem ninguém lá dentro, sem ninguém que te julgue, sem ninguém que te impeça.

 

Instantes depois começas a ouvir um respirar e percebes que um grande amigo, que não vias há tempo indeterminado, está ali deitado junto a ti. Com surpresa perguntas: Como é que entraste? “Eu sempre estive aqui, tu é que não me vias!” Tiras então os óculos de ver ao perto: de facto!

 

E é aí que percebes aquele estado de alma do “Quase bem!”, que para evoluir para o patamar seguinte depende mais do largar coisas -que só depende de ti fazê-lo- do que do ter coisas -que pode não depender só de ti.

 

 

Cristina Pizarro

 

 

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