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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

22
Set21

Crónicas de assim dizer

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Provavelmente 

 

 

Andávamos ali às voltas

A dizer talvez 

Com beijos que fugiam

Quase roubados

 

As mãos à solta

Ansiando abraços

Os corpos a pedir abrigo

Uma sombra que fosse

Depois de as almas se entenderem

 

Presos no olhar

Como fios a corda

 

E a boca chamou

E a palavra fugiu

Inesperadamente

Como um pássaro 

Bateu asas e voou

 

Ficámos nós

A pensar talvez

Num charme discreto

Que ambos percebíamos

 

Cristina Pizarro

 

 

 

22
Set21

Um olhar sobre a cidade

Em três momentos

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Neste olhar sobre a cidade, com três imagens, vamos fazer uma breve passagem por um lugar cheio de história e estórias. Começou por ser convento franciscano, denominado inicialmente por Convento de Nossa Senhora do Rosário, tendo-se iniciado a sua construção em 1635. Um pouco mais tarde, entre 1644 a 1662 procedeu-se à fortificação da praça de Chaves a partir das muralhas medievais, estendendo-se essa fortificação até ao alto da Pedisqueira, onde já existia o convento,  ficando este envolvido pelo Forte de S. Francisco, que se manteve em funções militares até pouco depois do 25 de abril. A partir de aí, inicialmente foram montadas instalações escolares para o ciclo preparatório, em pré-fabricados, e nos restantes edifícios foram utilizados para alojar cerca de duas dezenas de famílias vindas das ex-colónias. Em 1989 foi cedido a título precário à Câmara Municipal de Chaves. Em 1994 o forte foi concessionado para uma unidade hoteleira, o Forte de S. Francisco Hotel, tendo-se concluído as obras em 1997, funcionando desde aí como Hotel.

 

O Forte de São Francisco foi classificado como Monumento Nacional em 1938.

 

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As imagens que ficam aqui hoje dizem apenas respeito à igreja através da qual se pode entrar nos claustros do antigo convento, que também ficam em imagem, e onde habitualmente está patente ao público uma exposição de artes plásticas.  Instalações que em geral mantêm as portas abertas, podendo assim ser visitadas e apreciadas.

 

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Ainda hoje, iremos ter por aqui mais uma "Crónica de assim dizer..." de Cristina Pizarro.

 

 

21
Set21

Chaves de Ontem - Chaves de Hoje

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ontem-hoje

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Sessenta anos separam as duas imagens que hoje aqui ficam, e aparentemente pouca coisa mudou, pelo menos na volumetria e fachadas das edificações, de resto, alteram-se as cores, repararam-se as fachadas e foi-se dando um aspeto de novo a este velho casario centenário, e bem. As alterações mais profundas, talvez estejam no seu interior e no uso deste casario, que se foi adaptando aos tempos atuais. A antiga pensão comércio e o restaurante, snack-bar, café beira-rio, que nos finais dos anos sessenta recordo darem uma certa urbanidade à entrada da cidade, principalmente  à noite, com o piscar das luzes de néon a darem um brilho especial  à cidade, brilho esse que se repetia rua de Stº António e Rua Direita acima, hoje apenas recordações de um. A velha pensão já fechou portas há mais de 30 anos e são hoje poiso de uma marca, de marca, de confeções, na restante rua, do lado esquerdo, todo o comércio que aí existiu anos a fio, como a frutaria que tinha rifas e de inverno vendia tripas, a farmácia, uns prontos a vestir, etc., todos servidos por um estreitíssimo passeio que ia estreitando quase até ao final do quarteirão, junto aos espelhos do "Larufas", onde se resumia ao lancil, para de novo alargar e virar para a rua do Tabolado, todo esse comércio fechou para dar lugar a novos espaços comerciais e de restauração. Olhando tudo isto pelo seu lado positivo, é bom sinal, sinal de que a cidade está viva e se vai adaptando aos novos tempos. Faltar, só falta mesmo as famílias regressarem aos andares superiores destas edificações.     

 

 

20
Set21

De regresso à cidade...

A fazer de conta que regresso às aulas

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De regresso à cidade a fazer de conta que regresso às aulas*, àquela que foi a minha verdadeira escola, mais conhecida por liceu e ao meu jardim das freiras que hoje é largo. Um regresso à cidade como se fosse um regresso ao passado, ao tempo em que regressava às aulas,  num dos dois momentos mais felizes da vida de estudante, que o eram sempre, um primeiro momento no primeiro dia de aulas, talvez por não haver aulas e ser mais rever os colegas dos anos passados, saber quem tínhamos por professores, conhecer novos colegas, tomar conhecimento dos novos horários, e por ser o dia em que o nosso o grupo de amigos de reunia todo, de novo. Quanto ao segundo momento mais feliz da vida de estudante, pelo menos para mim, era o das férias grandes. Claro que durante todo o período de aulas também eramos felizes, mesmo sem então o sabermos. Quanto ao aprender, mesmo parecendo que não, também aprendíamos, às vezes nas aulas outras vezes fora delas. Se o professor fosse bom, aprendíamos sempre, quase bastava estar com atenção nas aulas. Se fosse mau professor, de nada valia a atenção, às vezes mais valia não estar atento e aproveitar a aula para ver o que o livro da disciplina dizia, pois era bem mais proveitoso. Contudo, mesmo sem o sabermos, era nesta escola (liceu) que o nosso futuro estava a ser desenhado, embora influenciado pelo interesse ou não que os professores incutiam a cada disciplina, mas mesmo assim, houve disciplinas, que mesmo não nos servindo para a nossa futura vida laboral, despertaram em nós outros interesses que nos foram acompanhando na vida não profissional, proporcionando-nos alguns hobbies e momentos de ócio e lazer. Lamentar desse tempo, só lamento mesmo nunca ter tido um bom professor em filosofia e física, contudo, agradeço o interesse de algumas disciplinas e outras atividades extra curriculares, que acabaram por servir de base para as profissões que tive e tenho na minha vida laboral, apoiadas, claro, pelas formações específicas e formação contínua (em geral) que vamos tendo ao longo da vida, mesmo aquelas às quais nos aplicamos como autodidatas, pois é bem verdade que o saber não ocupa lugar e por mais inútil que pareça aprender certas coisas, às vezes dá-nos jeito sabê-las, e os canudos também. Assim, remato este regresso à cidade a fazer de conta que é um regresso às aulas para aprender mais qualquer coisinha... que seja.

 

Uma boa semana.

 

 

(*) Por cá, oralmente, dizemos de regresso às "jaulas", ao contrário dos de Lisboa e outros que falam bem e dizem,  regresso às "zaulas". 

 

 

20
Set21

Quem conta um ponto...

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543 - Pérolas e Diamantes: Dicotomias e outras derivações

 

 

Muitos dos políticos que conheci, ou com quem me dei, pareciam ser duas pessoas diferentes num só corpo, pois possuíam dois tipos de comportamento completamente diferentes. Por vezes eram confiantes e argutos, embuçados por uma voz afirmativa; outras vezes, revelavam-se muito enigmáticos, falando com uma voz monótona, grossa, alta, quase aguda.

 

A verdade é que a grande maioria, depois de sair da ribalta, viu os seus sonhos dourados pelo poder esfumarem-se.

 

Agora lá estão nos seus gabinetes caseiros, administrando as suas contas bancárias, ou admirando algumas obras de artistas plásticos que lhes foram oferecidas no momento da despedida.

 

Que eu saiba, ainda nenhum escreveu as memórias por falta de enredo digno desse esforço.

 

Ninguém consegue enganar, sem primeiro lisonjear. É dessa forma que encontram o método para convencerem as pessoas de que o que cada um quer é o que ele quer.

 

A verdade é que a ambição dos homens é muita e o que há para distribuir é pouco. Mas esse pouco tem de chegar para quem arrisca e se sacrifica pelo bem comum.

 

Dizem que o homem sábio não tem ambições e por isso não tem fracassos.

 

Os chineses dizem que têm a certeza de que deve existir uma maneira certa de governar. Mas o inquestionável é que todos estamos bem familiarizados com todas as maneiras erradas. 

 

Mas apenas devemos observar o que é nosso dever observar. Não é por desaprovar o caos que devemos apoiar a ordem a qualquer preço.

 

Como diziam os velhos sábios: para que o Estado floresça a bondade deve ter a sua origem no próprio governante, não pode advir dos outros. Apenas os homens vaidosos e tolos é que não pensam noutra coisa que não seja ter um cargo notório. Desejam distinções públicas e poder.

 

Nós passamos a vida a admirar as pessoas por aquilo que não fazem. E depois chamamos-lhes estadistas.

 

Na vida em sociedade há aqueles que não mentem... muito. Existem também os que mentem com imaginação. Os que mentem por conveniência. E os que mentem por prazer. E ainda há aqueles que misturam a verdade com a fantasia, nunca sabendo, nem eles nem nós, qual é uma e qual é a outra. Vivem numa espécie de ângulo agudo, que pensam ser reto.

 

A verdade é que estou ainda para descobrir um mentiroso que não seja polidamente lírico sobre a virtude de se dizer a verdade.

 

Dizem que os homens habilidosos não podem ocupar cargos importantes por causa disso mesmo. Mas também afirmam que, na sua maioria, os sábios se parecem com os mestres do lugar comum que são sempre citados até à náusea pelos estúpidos.

 

No nosso país, os ricos fingem de pobres e os pobres dão-se ares de ricos. Por isso é que os cofres do Estado estão sempre vazios.

 

Os impostos excessivos reduzem a capacidade de criação de riqueza. Os sábios antigos diziam que até os bandidos das florestas nunca levavam mais do que dois terços da caravana de um mercador, pois é do interesse do ladrão que o mercador prospere para que haja sempre alguma coisa para roubar.

 

Há pessoas que preferem o poder à virtude. São a maioria. Gostam de pensar que se pode ser, ao mesmo tempo, bom e poderoso. Mas isso é raro.

 

Depois de comprarmos castanhas assadas, ao tirar-lhes as cascas queimamos os dedos e ao comê-las queimamos a boca.

 

Confúcio aconselhava os barões chineses do seu tempo a promover aqueles servidores do Estado que eram dignos e a educar os que eram incompetentes. E, depois de banalidades tão maravilhosas, advertia que o contrário nunca devia ser praticado. Ou seja, que não se deve tentar educar os que já são dignos e, muito menos, promover os incompetentes.

 

Mas poucos governantes conseguem reconhecer o que é bom e virtuoso quando o veem. 

 

Os mais diligentes preocupam-se, sobretudo, em transformar os que se autointitulam de incómodos em adornos do regime.

 

Volto a Confúcio: “Aprender e não refletir sobre o que se aprendeu é perfeitamente inútil. Pensar sem primeiro aprender é perigoso.”

 

Mas a verdade é que nem ele, nem eu, um seu leitor diligente, temos muita paciência para os manipuladores de argumentos.

 

Uma coisa aprendi com o tempo: os sacerdotes profissionais detestam que lhes falem de uma religião, ou de um sistema de pensamento, rival.

 

Só consegue prever o futuro quem compreende perfeitamente o presente.

 

 

João Madureira

18
Set21

O Barroso aqui tão perto - Telhado

Aldeias do Barroso - Concelho de Montalegre

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TELHADO - MONTALEGRE

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de TELHADO, concelho de Montalegre.

 

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Como habitualmente aproveitamos esta ocasião para deixar aqui mais algumas imagens sobre a aldeia, imagens que escaparam à anterior seleção aquando do post completo que dedicámos a Telhado.

 

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E também como tem acontecido com os outros posts/vídeos acrescentamos mais algumas curiosidades ou coisas de interesse sobre a aldeia.

 

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O mais comum no Barroso é as aldeias localizarem-se na montanha, não estivesse o Barroso implantado em Trás-os-Montes (exceção para o Barroso de Vieira do Minho), quando muito podem estar num planalto, só falta saber é em que montanha ou serra estão.

 

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Esta aldeia do Telhado está lá bem está lá bem no alto da Serra do Barroso, a mais de 1000 metros de altitude, bem perto dos afamados cornos do Barroso.

 

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Localizada na Serra do Barroso e no limite Sul do concelho de Montalegre, confrontante com o concelho de Boticas. Aliás as duas aldeias mais próximas do Telhado são as aldeias de Coimbró e Alturas do Barroso, ambas do concelho de Boticas. Quase a mesma distância tem a Lama da Missa, os Pisões e a respetiva barragem.

 

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Mas hoje estamos aqui pelo seu vídeo, pois quando ao que havia a dizer sobre a aldeia, já o dissemos no seu post completo, para o qual fica link a seguir ao vídeo, para o qual passamos de seguida. Espero que gostem.

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de TELHADO:

 https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-telhado-1403979

 

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até à próxima sexta-feira em que teremos aqui a aldeia de TORGUEDA.

 

 

16
Set21

Reino Maravilhoso - Douro

Douro e Entre os Montes

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1600-reino maravilhoso

 

Fim de tarde, depois de todo um dia pelo Rio Douro acima, estamos já no regresso, agora a acompanhar a sua descida, e eis mais um miradouro, este com a particularidade de sobre uma grande lousa, e a letra de imprensa, ter lá um poema do Moita, Moita Flores, que subscrevemos por baixo, só lhe falta mesmo referir, que desde ali, o Rio Douro parece ter o seu fim, aprisionado entre montanhas, sem ter por onde fugir… mas claro que é pura ilusão de ótica, porque o rio, desde que tem barragens, lá vai continuando pachorrento na sua marcha para alcançar ao mar, que desde aqui, das Vargelas, ainda fica longe.

 

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E com este olhar e um poema, despedimo-nos com um até amanhã, se Deus quiser…

 

 

 

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