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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

12
Dez25

Vivências


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Boas Festas!

 

E pronto… aí está novamente dezembro, e com ele as rotinas típicas desta época natalícia, entre as quais os votos de Boas Festas…

 

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Assim, sem mais, seguem de Leiria, para todos os leitores e colaboradores do Blog Chaves, e para todos os Flavienses em geral (em Chaves ou numa qualquer outra terra), os votos de Boas Festas e um 2026 com tudo de bom!

Luís Filipe M. Anjos

 

 

10
Dez25

Cidade de Chaves - Dois olhares


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Ontem dizíamos aqui no blog que com jeitinho, hoje,  chegávamos ao Jardim do Bacalhau, e chegámos, entre muita chuva e vento lá fomos, e por lá passámos, mas mesmo tipo visita de médico, ou nem isso, o tempo não era muito convidativo para se ficar por lá, daí, continuamos até ao nosso destino, mas na passagem pela rua da muralha, ao entrámos na Rua Joaquim José Delgado um amarelo intenso chamou a nossa atenção, e o fundo, este sim, era convidativo a mais um clique, por isso parámos um pouco, o suficiente para tomar uma foto e aqui fica ela, quase até faz esquecer ou desaparecer a chuva que continuava a cair, a bom cair.

 

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Até amanhã, sabe-se lá por onde…logo veremos.

 

09
Dez25

Cidade de Chaves - Um olhar...

Rua de Santo António


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Há dias, aqui no blog, começámos a deixar imagens a preto e branco a partir da Ponte Romana, depois passámos pelo Arrabalde e de seguida entrámos na Rua de Santo António. Ontem já estávamos nas Freiras, é…, temos andado devagarinho, mas vamos andando para hoje continuarmos pela Rua de Santo António, mas já a caminho do Jardim do Bacalhau. Com jeitinho amanhã chegamos lá.

 

Até amanhã!

 

 

08
Dez25

De regresso à cidade...


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De regresso à cidade com uma imagem parcial do Largo das Freiras, com o edifício estilo “português suave” em primeiro plano, com a sua entrada principal (embora hoje em dia fechada) a rematar com pináculos piramidais, incluindo o telhado. Pináculos piramidais que são uma constante na maioria dos edifícios do largo das Freiras, como os Correios e o Liceu, incluindo edifícios privados como o do Bar Aurora e do Café Sport, exceção para a Biblioteca Municipal de Chaves que não os tem.

 

Um bom feriado e uma boa semana!

 

 

08
Dez25

Quem conta um ponto...


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757 - Pérolas e Diamantes: Alguém brinca sempre connosco

 

Sim, a província também é o lugar das casas de campo e o cenário preferido dos escritores de livros infantis, com cavalos, burros,  bezerros, bois, cabras, ovelhas, coelhos, galinhas, porcos e pastores. E de velhos professores que dormem com vacas. E dos duendes. E das bruxas. As bruxas vivem na província, em cabanas com grandes lareiras e potes sempre cheios de mistelas a cozer ao lume. Já as fadas habitam nas mansões das cidades, protegidas por muros altos e vidros duplos, aquecidas por lindos aparelhos de ar condicionado. Os poderes sobrenaturais são agora movidos a tecnologia sofisticada. Antigamente exigiam anos de trabalho. Atualmente basta ir à internet e visualizar um tutorial. Passamos pela velha estação dos comboios que presentemente é um centro cultural para frequentadores da universidade sénior, filhos e netos. Bem, ouve lá, nada de gracejos ambíguos, observações sarcásticas, sugestões oblíquas ou piadas deliciosas. Ninguém te vai perceber. Podes até ser vago, mas nunca tímido. Ainda és temente a Deus? Vá lá, sê prático. Não há problema nenhum em resistir às tentações, às coisas novas da província, sempre iguais em todos os lados, restaurantes, centros comerciais, supermercados, lojas de pronto a vestir, pizarias, macdonalds, etc. A pobreza quase nos destruiu a identidade. Mas estou em crer que o que ela não conseguiu eliminar, a prosperidade acabará por atingir. As nossas euforias terminam no dia seguinte, quando chegam as depressões. Aos grandes períodos de tristeza e melancolia seguem-se estranhas erupções de alegria. E nós ficamos ali, no meio. No meio de tudo. No meio da ponte. No meio da estrada. No meio do progresso. No meio de um livro. No meio de um discurso, ou de um poema, ou de um livro de História, ou de um livro de histórias. Sempre partículas minúsculas, secundárias. Sempre partículas. Podemos divertir, instruir, nutrir, mas nunca podemos ser aceites. Quando muito tolerados. Estamos sempre imersos em desconfiança, intranquilidade, antagonismos. Cada vez é mais esgotante a tarefa de nos vestirmos, sobretudo o calçar as meias. E também o vestir as cuecas. Custa-nos levantar as pernas. As unhas são cortadas pelas mulheres, sentadas no chão. Eles deixam crescer a barba porque quando a cortam ficam com a pele cheia de borbulhas pequenas e de pequenos cortes. Olha-se lá para fora e veem-se os jardineiros a tratar das flores. Eles, os que observam, gostam de arrancar as plantas do jardim. E de mijar nos amores-perfeitos. Nunca apreciaram estas flores. Consideram que as suas cores garridas são uma mentira da natureza. Eles nunca gostaram de jardins, pois acham que têm tudo a ver com o poder. A sua magnificência ri-se da penúria. Pensam na comida com tristeza. A sua alimentação é um sacrifício diário, folhas de alface, sardinhas em lata, sementes e outras coisas pelo estilo. E as conversas também são dececionantes, tretas sobre casas, vizinhos, cães e gatos e filhos e sobrinhos e netos e carros. E também sobre restaurantes. E sobre pontos de vista. E sobre o melhor método para fazer comparações. Hoje compara-se tudo. Até aquilo que não tem comparação. Parece que as coisas estão infinitamente melhores do que antigamente. Mas parece que isso não chega. A província continua um sítio seguro. Mas as rotinas por aqui são tremendas. E não se pode passar sem elas. Só falta organizar danças africanas para provocar a chuva, dado que realizar procissões é tarefa impossível, pois já não há rapaziada suficiente para pegar nos andores. É tudo gente vulgar, mas já não há palonços como antigamente. Noutros tempos, a vida por cá era uma charada. Agora assemelha-se a uma anti-charada. Mas continua a ser um pouco perturbador tudo isto. E tanto faz que se olhe de modo cínico ou de forma séria. O valor é idêntico. Vai dar tudo ao mesmo. Aí estão os brinquedos, a voz baixa, os empregados, os cozinheiros a orientarem o processo, a prepararem as bebidas. A intriga. Há gente que tem sensibilidade até para preparar os cafés. Os impacientes estalam os dedos. Os outros analisam. A impaciência. A sua exatidão. A discrição dos empregados é muito importante. A discrição é o princípio fundamental dos empregados. Alguém brinca sempre. Sempre. Connosco.

João Madureira

 

05
Dez25

Cidade de Chaves - Um olhar...

Rua de Santo António


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Cá pela terrinha lá vamos andando e indo ao sabor dos dias, agora frios, com névoas, às vezes chuva, coisas da época que fazem com que os passeios de rua sejam mais breves e os interiores das casas mais apetecíveis, tal como a gastronomia da época, que embora agora até já exista durante todo o ano, neste, e com este tempo, tem outro sabor.

 

Até amanhã!

 

 

 

 

04
Dez25

Cidade de Chaves - Um olhar...

Largo do Arrabalde


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No nosso olhar sobre a cidade de hoje ficamos com mais uma imagem da época, de final de outono, com um dos nossos largos mais icónicos de Chaves, com os seus contrates, a sua história milenar e estórias de sempre, sendo assim um dos principais largos da cidade, ou mesmo o principal, ao qual não é alheia a proximidade do rio e o desaguar da ponte romana na sua margem direita. Trata-se do largo do Arrabalde, mas também popularmente conhecido como largo dos pasmados, são os tais contrates, pois na realidade o largo fica no centro da cidade e é um dos mais movimentados. Estando no centro da cidade e em lugar vistoso, também tem sido apetecível para nele se fazerem as mais variadas alterações, transformações entre outras tentações, e ora alarga como estreita ou passa de largo amplo e maximalista a apertado e minimalista, enfim, talvez por isso mesmo seja também um dos largos mais fotografados da cidade, existindo dele documentação fotográfica com mais de um século.

 

Até amanhã!

 

 

 

01
Dez25

Quem conta um ponto...


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756 - Pérolas e Diamantes: Dizem que...

 

 

Dizem que a história não se repete, mas eu desconfio. E também asseguram que nos ensina. Eu também duvido disso. Mas. O que sei é que a desigualdade provoca instabilidade. E que os demagogos tiram partido da liberdade de expressão para roubarem, ou se afirmarem como tiranos. Dependendo da conjuntura. Também sei que, através da democracia, alguns líderes e partidos alegam serem os representantes diretos da vontade do povo. Mas não é verdade. A democracia representativa é uma espécie de ficção teatral. Eles representam a peça que escreveram, nós pagamos o bilhete e, no fim, batemos palmas. Tudo isto entre os ciclos eleitorais.

Intervalo.

O povo português é triste e assustado. Mas continua a lutar contra a derrota e o fracasso. A verdade é que este país não interessa a ninguém. O mundo muda. Portugal não. É triste. Mas a verdade não nos serve para nada. Andam-nos sempre a limar as arestas, mas continuamos quadrados como sempre fomos. Andam-nos sempre a repetir que devemos nivelar a indignação. As guerras ganham-se ou perdem-se. Mas nós jogamos sempre para o empate. Somos sempre o carro vassoura da volta do desenvolvimento. Sempre desconsolados. Mas sempre atentos aos ciclistas das equipes líderes do tour, ou da vuelta.

De que cor são os políticos? Cor de burro quando foge. Rio-me. Quando nos rimos não estamos tão sozinhos. Nem tão certos de estarmos enganados.

O desnorteio do mundo é desconcertante. Redundante. E o O’Neill a dar-nos música. Abaixo a literatice dos literatos alimentados pela literatura pedante e rebuscada. E nós a labutarmos nas circunstâncias. Na preguiça de todos os dias. Quando as palavras saltam da folha é difícil de as apanhar. Passamos a vida a fazer fretes. E para quê, pergunto eu? E nós nem assim nem assado. Há que lutar na hora certa. Senão lá se vai a eficácia. Ser da sinistra e ateu continua a ser um dislate. Ou volta a sê-lo. O que é ainda mais preocupante. E o burro a tirar água da nora. Vamos lá então fazer mais um intervalo nesta arte menor de ser videirinho.

E eu a querer pensar numa visita à Capela Sistina para ver o seu teto pintado por Miguel Ângelo e toda aquela cristandade colossal enfiada nos cueirinhos censórios.

No princípio era o Verbo, escreveu São João, com fiel certeza, mas eu estou em crer que não. Será que o Verbo era o Big Bang?

A catequese já lá vai. Agora são os professores de Português que talham nas escolas “Os Maias” em capítulos, personagens, ações, regras gramaticais, regras estilísticas e mais não sei o quê. Dói-me o coração. Chega um homem a reformado para isto! Antes fosse para aquilo. Este país é como um sofá-cama. Não é bem um sofá. E também não é lá grande cama.

A matreirice é muito sedutora.

Mas o nosso destino é sempre o da subalternidade.

Os portugueses descobriram há muito tempo o elixir da felicidade. Quando vencidos, ao fim de uma semana já esqueceram tudo. Quando obtêm uma vitória, registam-na para a eternidade.

Vivam os galos de capoeira.

Portugal é bom a fazer serenatas aos mandões deste mundo. Escolhem-nos sempre para lugares de chefia onde não se decide nada. Nisso os portugueses são exímios, em armar-se até aos dentes de sorrisos. Vá lá, deixem soar as campainhas. É com elas que se chamam os criados.

Nós somos uma nação vírgula.

O orgulho pátrio sobreaqueceu tanto que acabou por esturricar. De um putativo império colonial passámos a uma irrelevância retangular. Nós somos as Berlengas da Europa. Os nossos raciocínios são feitos de dogmas, não de ideias. Estamos sempre habituados a tudo e prontos a nada. A nada e mais alguma coisa. Temos até orgulho na nossa irrelevância.

Os sons da nossa identidade são agora mais nervosos. E os nossos egrégios avós estão sentados na cadeira do crepúsculo. Já fomos uma nação ponto de interrogação. Agora, não sei se vos disse, somos uma nação vírgula. E nós na província a atravessar as giestas. E as causas dos outros como se fossem nossas. As mães na cozinha e os pais na taberna.

Tantos silêncios sobrepostos.

E os pobres remediados a fazerem dieta e a não conseguirem emagrecer. Os da província a pensarem em ir para a capital e os da capital a pensarem rumar caras à província.

A verdade é que a gente se arredonda. Que vergonha!

João Madureira

26
Nov25

Cidade de Chaves... Um olhar com chuva


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Mais um olhar de outono sobre a nossa cidade, porque sim, porque estamos no outono, incerto como todos, neste caso, os outonos, claro, mas com dias escuros, cinzentões e chuva, sem o vibrar das cores mágicas outonais que, a bem dizer, começam a estar de partida com o cair das últimas folhas, num prenúncio da chegada do inverno, quase-quase a chegar com o Natal. Já agora, segundo os entendidos, o inverno deste ano chega às 15H02 de 21 de dezembro. Curiosa a precisão das 15 horas e 2 minutos…

 

Até amanhã, sem qualquer precisão.

 

 

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