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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

26
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Pereira C/Vídeo

Aldeias do Barroso - Montalegre

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Pereira - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seu post neste blog, não teve o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PEREIRA, do concelho de Montalegre.

 

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Mais uma aldeia do Barroso verde, da freguesia de Salto, onde as pastagens e a raça bovina barrosã dominam a paisagem.

 

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Embora Pereira seja uma aldeia que fica “entalada” e relativamente próxima das duas principais vias que atravessam o Barroso, a N103 e R311, a menos de 3 km de cada (em linha reta), a verdade é que não é o suficiente próxima nem destas nem doutras vias. A sua condição de “fim de linha” e não ser uma aldeia de passagem, faz com que tenhamos que ir lá de propósito para a conhecer, mas vale a pena ir lá.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de PEREIRA, isso, já o fomos fazendo no post que lhe dedicámos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, aproveitando a ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam à anterior seleção. Vamos então ao vídeo que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PEREIRA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-pereira-1579473

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até ao próximo sábado em que teremos aqui a aldeia de Pincães.

 

 

25
Fev21

Reino Maravilhoso - Castelo de Monterrei - Galiza

Douro e Entre os Montes

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1600-reino maravilhoso

 

Em duas pequenas colinas que nascem no mesmo vale ergueram-se dois castelos, o de Chaves no então Reino de Portugal e o de Monterrei, mesmo ao lado de Verin, no Reino de Espanha, ambos com vistas privilegiadas para o mesmo ponto do vale onde ele estreita, precisamente onde se encontra a raia entre Portugal e a Galiza.

 

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Do nosso castelo flaviense apenas resta a Torre de Menagem e parte das muralhas que o protegiam, por seu lado, o de Monterrei mantém-se na íntegra com a sua Torre de Menagem, o Paço dos Condes (hoje convertido em museu), a Torre das Damas e a Igreja de Santa Maria Gracia.

 

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Destacado deste conjunto temos ainda o Hospital do Peregrinos e a Atalaia, no estremo oeste, esta em ruinas e tinha como objetivo defender a acrópole das investidas vindas de oeste.

 

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Pois a nossa proposta desta semana é uma visita a todo este conjunto, mas para ver exterior e interior, sem perder a belíssima igreja de Santa Maria Gracia, erguida na primeira metade do século XIV, e toda a arte sacra nela existente, também digna de ser apreciada.

 

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E desta vez não deixamos o roteiro para lá chegar, pois basta atravessar a raia de VilaVerde da Raia/Feces de Abajo para o Castelo de Monterrei se mostrar, depois basta segui-lo com o olhar até lá chegar, ou seja, terá de ir até Verin e na avenida principal que atravessa Verin, vira à esquerda em direção a Orense e no sentido contrário a Madrid e logo a seguir a Verin tem o desvio para o Castelo. Também pode ir a pé a partir de Verin. Se gosta de caminhadas, deixe o popó em Verin, atravesse o Tâmega e junto à Casa do Escudo há um caminho pedonal que nos leva direitinhos ao Castelo, que fica a apenas 600m de distância (mas sempre a subir).   

 

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Para ficar a saber mais sobre este castelo e conjunto, dê uma vista de olhos ao que está na wikipédia, pois lá conta-se quase toda a história deste conjunto. Ah!, falta referir apenas, que a partir da cidade de Chaves, basta uma manhã ou tarde para conhecer todo o conjunto, ainda fica com o resto do dia para as tapas e copas…

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Monterrei

 

 

24
Fev21

A Grande Aventura

(SCENAS DA GUERRA)

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António Granjo

A GRANDE AVENTURA

(SCENAS DA GUERRA)

 

 

Nota: A GRANDE AVENTURA - (SCENAS DA GUERRA) é um pequeno livro que resultou da participação do ilustre flaviense António Granjo na I Guerra Mundial de 1914-1918, que deixamos aqui em episódios, escritos no português da altura, incluindo erros e gralhas tipográficas.

 

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De Brest a Etaples

 

Não sei bem por que complicadas conveniências, aos oficiaes que vão no meu transporte não é permitido ir a terra. Engrunho os hombros.

 

 Um dos meus camaradas comenta:

 

— C'est la guerre...

 

Desembarcamos no dia seguinte e formamos no caes, à espera que se organisem os comboios.

 

Debruçados de um muro alto, os habitantes olham com curiosidade estes novos soldados do Direito, que veem do extremo ocidental, para tomarem o seu logar na linha de batalha.

 

Uma velhota vende laranjas de Sagunto, embrulhadas em reclamos da casa exportadora. Anda vestida de preto, e nos olhos azuis, magoados, tristes, parece viver a imagem de algum filho morto em combate.

 

—Madame, des oranges...

 

E procuro dar à voz uma entoação de enternecida simpathia.

 

A velhota fita-me e os seus olhos adquirem subitamente um tom duro e glacial.

 

Insisto:

 

—Madame, des oranges...

 

A mulhersinha volta as costas e afasta-se, numa grande atitude de dignidade ofendida.

 

Um dos soldados dirige-se-lhe:

 

—Mademoiselle...

 

E logo a velhota tira da cesta duas laranjas, oferecendo-as ao soldado, e arremessando-me um olhar fulminador.

 

É a primeira lição de coisas. Já sei que nesta boa terra franceza terei de considerar solteiras todas as mulheres que encontrar pelo caminho. Não se pode dizer que não haja nisso certa vantagem...

 

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Os pelotões põem-se em marcha e formam em frente dos vagões que lhe são destinados.

 

Faz-se a distribuição das rações. Verifica-se que não chegam para todos. C'estl la guerre...

 

Não é possível aguentar na forma os soldados, cançados das vigílias da travessia, sentindo ainda as tonturas do enjôo, e exaustos das longas horas de formatura. Saltam às carruagens, atirando-se uns para cima dos outros, praguejando, insultando-se, empurrando-se, largando os equipamentos, disputando-se as latas de conserva. É o rebanho humano.

 

Acondicionado o meu pelotão, espapaço-me numa carruagem de 1.ª; e é mergulhado numa

deliciosa modorra, mal percebendo as vozes dos oficiaes, as pragas surdas dos soldados, os apitos das machinas, que sinto rolar o comboio.

 

Toda a noite o comboio rolou pela planície sem fim. Como cabeleiras de sombra, as florestas ondeiam na noite, e os campos deslisam, intérminos, isóchronos, sem uma parede, sem uma ondulação, como uma imensa superfície tingida de negro.

 

Um capitão, que se sentou à minha esquerda, deixou pender a cabeça sobre o meu hombro. Um aspirante miliciano, defronte de mim, encostou-se para traz e dorme tranquilamente. Uma pequena sombra, projetada pela esquina duma mala da ordem, e que vae mal segura na rêde, põe-lhe na face um laivo de mau agoiro.

 

De vez em quando o comboio pára numa estação, vê-se o kepi de um oficial francez assomar á portinhola, e continua-se rolando na noite.

 

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Numa carruagem próxima canta-se o fado. As notas penetram na treva como soluços. A voz eleva-se, primeiro gradualmente, pastosa, cheia, quasi vertendo sangue, como um coração que uns braços aflitos fossem levantando para o céo; depois a voz baixa, devagarinho, suspendendo-se, pairando, como uma

lagrima que se fosse despejando dos olhos duma estrela. Certos soluços parecem quasi gritos, como se estivessem decepando um collo; certos queixumes mais parecem os suspiros de uma alma arrancada a um corpo moribundo. A noite possue-se de maior tristeza, a paizagem carrega-se de maior negrura e a alma abandona-se-nos mais á fatalidade do destino.

 

Ouve-se uma voz, a uma portinhola visinha, cortando uma conversa:

 

— Seja o que Deus quizer!

 

Quando aparece o dia, tudo quer ver a terra estranha, pela qual se vae combater. A planície estende-se até á linha do horizonte. Aqui e ali manchas florestaes; interminavelmente, verdes pradarias, onde pastam vacas leiteiras; campos de trigo, onde a lingua doirada de um sol ainda convalescente lambe gulosamente as hastes, espalhando a sua baba luminosa pelos regos d'agua.

 

Um soldado meu conhecido, de Barroso, passa junto da minha carruagem e despede-me o estribilho regional:

 

— O' meu alferes, isto p'r'aqui é que são terras!

 

Não se vê ninguém a trabalhar. A Terra é que oferece os seus opimos frutos ao homem. Esta gente deve viver quasi sem esforço. A agua corre por todos os lados, como sangue alegre e vivo e as sementeiras gradam por si, como nos nossos campos gradam as urzes e as estevas.

 

Pobre lavador de Traz-os-Montes, rasgando a enxadão os seios da encosta para poder comer um bocado de pão, remexendo de sol a sol, todo o santo dia, as entranhas do apertado vale para poder comer umas batatas á ceia! Pobre lavrador do Douro, transportando ás costas a terra que ha-de encher os interticios dos rochedos, onde os braços da videira se enrosquem, para que o sol toste os bagos loiros das uvas! Pobre lavrador minhoto, aproveitando as arvores para enforcar as videiras, e sachando o campo com a mesma devoção com que reza o padre nosso para se assegurar uma brôa de milho!

 

Como é que se não ha-de ter criado nesta terra uma grande civilisação, se a vida parece tão fácil que basta vivel-a?

 

Soam-nos aos ouvidos, durante o dia, nomes conhecidos de cidades, de rios, de regiões. Amolecidos, enfartados da viagem, mortos por chegar ao fim, tudo passa deante dos nossos olhos como um vago cosmorama.

 

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Não sabemos ainda para onde vamos. Em Lisboa, baldearam-nos do comboio para o transporte, como a uma carneirada; em Brest meteram-nos nos vagões como uma teoria de escravos. Começam a buzinar-nos aos ouvidos com as necessidades estratégicas e o perigo da espionagem.

 

Pelo fim da tarde, o comboio estaca deante de uns barracões de madeira. Ouve-se falar portuguez. Trepa á carruagem um oficial de infanteria 6 e anuncia:

 

— E' aqui!

 

Equipamo-nos. Apeamos. Um grupo de oficiaes inglezes observa-nos. Uns prisioneiros alemães que trabalham na construção de uma nova via suspendem as picaretas e enviesam os olhares para estes novos inimigos.

 

Quando começamos a subir para o acampamento, em coluna de marcha, com uma banda á frente, um aeroplano paira por cima de nós, como um grande abutre de azas abertas, espionando a preza.

 

 

Continua na próxima quarta-feira…

 

 

 

24
Fev21

Crónicas de assim dizer

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Quem me dera ser pássaro

 

 

Hoje vamos fazer de conta! Então é assim: eu sou uma árvore no meio do parque, podia ser jardim, mas no parque as pessoas divertem-se mais e há mais espaço, ar para respirar, e tu és um pássaro a cantar, pousado num dos galhos da árvore! Cantas com uma voz que vem, não bem de dentro, mas do Além! Do Além dos pássaros.

 

Eu estou para ali parada, a fazer de sustento, onde as tuas patas docemente pousam, uma ao lado da outra. 

 

Olho para o teu corpo, não bem para ele, mais para as penas que o cobrem, que o recobrem e detenho-me nas asas. Essas coisas que tu tens como passaporte, que te levam onde queres, onde decides ir!

 

À minha sombra está um casal de namorados que não notam a nossa presença acima deles, por cima deles. Acham que estão sozinhos e dizem segredos um ao outro. E nós ali a escutar tudo ilicitamente, mas sem desconforto porque eles só não sabem que estamos ali porque não olham para cima e é preciso olhar!

 

Estão apaixonados, cegos, o horizonte de cada um acaba no outro. Estão no parque sem notarem que estão no parque. Podiam estar no meio do oceano, para eles era rigorosamente a mesma coisa. Se ao chegarem a casa alguém lhes perguntar onde estiveram, não sabem responder, só sabem com quem estiveram. Ninguém lhes pergunta isso, porque sabem.

 

Começas a cantar e eu ouço-te, eu ouço-te porque estou ao teu lado e por isso vejo-te. Os namorados não, sentem o teu cantar e trocam carinhos doces que a tua voz sustenta, a que a tua voz impele, num som inaudível.

 

Se bateres as asas e desapareceres daqui eles não vão dar conta. Levantar-se-ão pouco depois e vão para a sombra de outra árvore, sem perceberem porquê, onde provavelmente haverá outro pássaro a cantar para eles. Há sempre quem cante para os amantes. Se calhar esse outro pássaro até podes ser tu, porque andas de ramo em ramo num desassossego que te não cansa e te dá a liberdade insaciável de não pertenceres a ninguém. E eu fico aqui. Vêm outros namorados, outros pássaros e eu estou presa ao chão. Sim, tens razão, tenho as raízes que tu não tens, mas falta-me a liberdade de partir, naqueles dias em que não quero ficar. A minha expectativa, nesses dias, é que venha uma tempestade, um vento ciclónico, que me agite os ramos, as folhas, que me sacuda a poeira do tempo e me faça sentir livre, nos dias em que me apetece voar ou sonhar, um vento que me agite desgarradamente! 

 

Há dias em que acordo com medo do lenhador!

 

Quando ele vier, esvoaças em seu redor para o impedir? Dizes-lhe que eu tenho raízes? 

 

 

Cristina Pizarro

 

 

 

23
Fev21

Chaves de Ontem - Chaves de Hoje

Postais Antigos

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Hoje ficamos apenas com o Chaves de ontem, com dois postais (Nº1 e Nº2) da Edição da Casa Anníbal Barros, que pelas imagens suponho serem do início do século passado, mas anteriores a 1910, pois nesta série ainda aparecem por cima das colunas da ponte romana as duas coroas do tempo da monarquia, tal como oportunamente poderão verificar quando ficar aqui o postal da Ponte Romana.

 

 

 

22
Fev21

Quem conta um ponto...

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529 - Pérolas e Diamantes: A incomodidade da sabedoria

 

 

Diziam os persas que a essência da arte da política é saber quando não se deve fazer nada.

 

Afirmam que as sociedades ocidentais, para nosso orgulho e bem-estar, são democracias. Mas, quando se olha bem para elas, são muito mais parecidas com as velhas oligarquias do que com democracias genuínas.

 

Nos templos modernos, tal como nos antigos, as sacerdotisas continuam a dançar com os eunucos. Mas desenganem-se, nem sempre é fácil dizer quais são as sacerdotisas e quais são os eunucos, pois todos estão vestidos de mulher. Na verdade, os eunucos conseguem até vestir-se melhor do que as sacerdotisas.

 

Só que naquela altura a coisa fiava mais fino. Em Sardis, e na mesmíssima Babilónia, no dia da deusa Cibele, os jovens que desejavam servi-la, cortavam os genitais e corriam pelas ruas com as partes arrancadas na mão. No final da corrida, já exaustos, os eunucos voluntários lançavam os seus genitais cortados para dentro da porta aberta de uma casa, cujo dono era então obrigado a recolher a criatura e a tratá-la até ela recuperar completamente.

 

Relatos desta loucura asseguram que os jovens tinham aspeto de loucos, provavelmente porque primeiro bebiam haoma ou outra substância alucinogénia, como o mel da Cólquida, que produzia alucinações.

 

As nossas antigas gentes possuíam uma indolência inata, mas quando as picavam eram muito dadas a ataques de violência, especialmente a gente do campo, quando abusava da pinga.

 

Os mais sábios Reis tinham como seus assistentes surdos-mudos, para poderem falar à vontade quando recebiam gente importante. E nunca substituíam nada nem ninguém de que gostassem.

 

Como todos os outros, eram incapazes de desfazer feitiços que desconheciam. Mas para continuar em frente é necessário instruir tanto os nossos como os outros magos. Quem tem a capacidade de ouvir os oráculos é sempre capaz de influenciar o líder contra o verdadeiro inimigo. Mesmo contra os que se fazem de amigos imprescindíveis.

 

E sempre necessário exorcizarmos os demónios. Não é tarefa fácil importunar o Senhor da Sabedoria.

 

Os chefes impacientes preferem as declarações inequívocas dos deuses às perguntas dos profetas.

 

Gostar ou não gostar das profecias não tira nem põe. Há sempre outras de que gostamos ainda menos.

 

Já os secretários são especialistas em deslizarem rápidos como serpentes, quando o líder concede uma audiência particular que não passou pelo protocolo.

 

Aos que conspiram – e eles são sempre muitos – deixo-lhes aqui um conselho de graça: a  preocupação não deve assentar na descoberta da conspiração dos outros, mas antes na forma como podereis esconder melhor a vossa.

 

As conspirações tornam os homens azedos e desconfiados. E o poder cega.

 

Causa certa estranheza estarmos presos à nossa própria liberdade.

 

A coragem dos portugueses está sempre a escapulir-se pelas nesgas do medo ancestral.

 

Claro que há sempre a possibilidade de recorrermos à bruxaria, mas ela só dá resultados para os nativos. O efeito de ver através dos corpos opacos, como o fazia Blimunda, apenas resulta em Portugal. Fora de portas, o poder evapora-se.

 

A nossa inteligência fica em suspensão sempre que nos pomos a ruminar nas tragédias pátrias ou estamos à beira de tomarmos decisões. O adormecimento nacional tem séculos.

 

Apesar da fanfarronice, os portugueses têm medo dos chefes.

 

Apesar de séculos de lutas e ódios, de amores e desgraças e das lições que aprendem no presente sobre o passado, os portugueses cometem sempre os mesmos erros e praticam alegremente as mesmas virtudes.

 

Passam a vida entre intrigas e amuos.

 

Nós sempre sofremos em bruto, como as pedras arrancadas à pedreira, amarrados às tradições que passaram de geração em geração, sempre com medo da modernidade.

 

A nossa modernidade é apenas de faz-de-conta.

 

O que mais apreciamos nas festas é o fogo de artifício. Somos doudos por fogo, por ver o seu estrelejar e escutar o seu ribombar ensurdecedor.

 

Para a grande maioria dos portugueses, a realidade não tem sonhos, apenas dividendos.

 

A verdade é que é incómodo saber-se demasiado.

 

 

João Madureira

20
Fev21

São Vicente da Raia - Chaves Portugal

Aldeias de Chaves

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Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de SÃO VICENTE DA RAIA.

 

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E podemos dar mais uma missão como cumprida, pois todas as aldeias do concelho de Chaves já têm o seu vídeo no blog, na net e no youtube, só falta entrarem todos no MeoKanal.

 

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E quanto a aldeias de Chaves, vão continuar por aqui com elas aos sábados, só não sabemos ainda muito bem como vai ser, pois a pandemia travou as nossas saídas para o terreno e o projeto que tínhamos pensado ficou gorado, pois sem saídas para o terreno não há imagens e sem imagens não há projeto, vamos ter que reinventar com imagens de arquivo que escaparam às seleções anteriores, o problema é que em algumas aldeias esgotámos as imagens disponíveis, mas não há crise, qualquer coisa vamos ter, e as nossas aldeias continuarão a ter aqui o seu espaço. Entretanto vamos esperar que a pandemia acalme e nos deixe sair à vontade para o terreno.

 

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Seria bom também ter algum feedback da vossa parte, principalmente por parte do pessoal que é natural destas nossas aldeias, gostaríamos de saber o que gostaria de ver aqui abordado, isto antes de iniciarmos uma nova ronda por elas para assim podermos ir preparados para o terreno. Lancem ideias que nós cá estaremos para as acolher.

 

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E agora sim, vamos ao último vídeo das nossas aldeias, suponho, pois ainda não verifiquei se falhou alguma, mas suponho que não. Então aqui fica o vídeo com todas as imagens de São Vicente da Raia publicadas até hoje neste blog. A seguir ao vídeo fica link para todos os posts dedicados à aldeia. Espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de SÃO VICENTE DA RAIA:

 

https://chaves.blogs.sapo.pt/sao-vicente-da-raia-chaves-portugal-1836613

https://chaves.blogs.sapo.pt/por-terras-de-s-vicente-da-raia-1280435

https://chaves.blogs.sapo.pt/s-vicente-da-raia-chaves-portugal-1161976

https://chaves.blogs.sapo.pt/908340.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/800516.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/573346.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/332199.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/308703.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/192213.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/145680.html

 

 

E quanto a aldeias de Chaves, despedimo-nos até ao próximo sábado, so nos falta sabem com que.

 

 

 

19
Fev21

O Barroso aqui tão perto - Penedones

Aldeias do Barroso - Montalegre

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Pendones - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que, aquando dos seus posts neste blog, não tiveram o resumo fotográfico em vídeo, trazemos hoje esse resumo para a aldeia de PENEDONES, Montalegre.

 

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Penedones é uma das aldeias do Barroso que se localiza junto EN103 e na margem da barragem dos Pisões.

 

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Estrada EN103 que separa a aldeia mais antiga da área ribeirinha da barragem, onde existe um parque de campismo e um pequeno parque de merendas e de estar, com vistas privilegiadas para a barragem, na margem oposta à Serra do Barroso.

 

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Mas hoje não estamos aqui para falarmos de PENEDONES, isso, já o fomos fazendo no  post que lhe dedicámos (com link no final). Hoje é mesmo pelo vídeo, mas também, aproveitando esta ocasião, para deixarmos aqui mais algumas imagens que escaparam às anteriores seleções. Vamos então ao vídeo, que espero que gostem.

 

Aqui fica:

 

 

 

Agora também pode ver este e outros vídeos no MEO KANAL Nº 895 607

 

Post do blog Chaves dedicados à aldeia de PENEDONES:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-penedones-1571130

 

E quanto a aldeias de Montalegre, despedimo-nos até a próximo sexta-feira em que teremos aqui uma aldeia do Barroso verde – Pereira.

 

 

18
Fev21

Reino Maravilhoso - Uma noite sem luar mas com muitas estrelas...

Fotografia Noturna

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1600-reino maravilhoso

 

Há quem pense que esta coisa da fotografia é coisa fácil, mas não é bem assim, deixo-vos como exemplo estas duas imagens de hoje em que tiveram o custo de 6 horas de viagem, 7 horas de espera e 3 horas a fotografar, tudo, para na prática conseguir duas imagens que até nem estão grande coisa, uma, é da Via Láctea, a nossa Galácia da qual faz parte o Sistema Solar (aquela coisa que na foto parecem nuvens, que de facto até são nuvens, mas não as que estamos habituados a ver, pois estas são nuvens moleculares. Pois esta foi a primeira imagem da noite, logo a primeira e por sinal muito rápida, porque lá em cima, longe do ruído das luzes noturnas, a Via Láctea vê-se mesmo, a olho nu, como se estivesse mesmo ali ao pé de nós, coisa que aqui no meio do ruido de todas as luzes das ruas, das casas, dos carros, etc, nos impossibilitam de ver tal beleza, tal como nos impossibilita de nos sentirmos, ou entrarmos, num estado de contradição, por uma lado sentimo-nos grandes por termos ali mesmo a Via Láctea, a nossa grande casa, por outro, sentimo-nos reduzidos ao nada, ao vermos que perante tanta imensidade somos tão pequeninos, insignificantes, tanto que se desaparecermos nem que seja e só da nossa Galáxia, ninguém dá por isso, apenas um pontino de pouco brilho, ou nem isso, porque nem estrela somos…

 

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Esta segunda foto demorou a outra metade da noite lá em cima, pois na realidade não é apenas uma fotografia, são 40 fotografias, cada uma com 30 segundos de exposição, são 40 imagens que nos permitem ver a trajetória aparente das estrelas, e aparente, porque na realidade não são as estrelas que se movimentam, mas nós, a terra. Sem qualquer dúvida que a fotografia noturna é também uma paixão, deu para perceber isso naquele 7 de agosto de 2016, uma paixão que apenas experimentei naquela noite em que também me apercebi que a minha vida não me permite ter certas paixões, mas também não digo que foi a última vez, o bichinho tocou-me, pode ser que numa noite futura suba lá outra vez, nem que seja e só para me sentir um grande insignificante…. Quanto a luz da imagem, até quase parece que é de dia, mas tal como se costuma dizer por aqui, estava tão escuro que não se via a ponta de um corno, podem crer que só me apercebi do lago depois de “revelar” as fotografias.

 

E foi assim o Douro e entre os montes do Reino Maravilhoso de hoje,  um pouco diferente do habitual mas igualmente entre os montes ou em cima deles.

 

Para quem não sabe o que é a via láctea, siga este link:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Via_L%C3%A1ctea

 

 

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