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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

19
Abr19

Um cibo cheio de cibinhos de Chaves - Portugal

 

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Fica um cibinho da nossa cidade com outros tantos cibinhos da nossa história, como uma nesga da muralha medieval, a torre sineira da Igreja de Santa Maria Maior, da Matriz ou Igreja Grande, como preferirem, o Brasão da Santa Casa da Misericórdia naquele que foi o seu (nosso) antigo hospital e alguns telhados do casario do centro histórico e por detrás  destes cibinhos, há um mais distante, o da montanha onde a Santa Bárbara tem também um pequeno santuário, lá naquele pontinho mais alto que simultaneamente é também um miradouro natural sobre Chaves mas também um pouco sobre todo o concelho e concelhos vizinhos.

 

Uma Boa Páscoa!

18
Abr19

A criatura e um pouco de tudo!

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Com a imagem que vos deixo, queria iniciar hoje, aqui e agora, uma nova rubrica no blog que se intitularia “Estórias da Criatura”, em que a criatura, a personagem principal dessas estórias, seria a gata preta que aparece na imagem. No entanto, pensei melhor e para já, não o vou fazer. Acontece que a criatura não é lá muito certa das puxadas, aliás é uma das características da raça, e sei isto por experiência que tenho dos gatos que passaram por casa, que,  quando nós adotamos um e o trazemos para casa para viver connosco, ele pensa que é ao contrário e mal entre em casa, pensa que a casa é dele e nós é que vivemos com ele. A psiconlinews que estuda a psicologia dos gatos diz isso mesmo quando afirma: “Ele acha-se o dono da casa no momento em que pisa nela pela primeira vez: já toma conta da cozinha, do sofá e até arranja o seu próprio cantinho. Os objetos, em hipótese alguma, devem ser substituídos ou trocados de lugar:  a sua casa torna-se o centro do universo para ele. Se você mudar alguma coisa dele de lugar, fará com que ele suba pelas paredes com tanto stress. Gostam de dominar e se ele não gostar das condições que você lhe oferecer, ele vai tentar fugir.” . Ora esta criatura nem sequer é de casa, é meia vadia,  e daí não me dar garantias de que irei ter matéria para alimentar a rubrica pensada de “Estórias da Criatura”. Assim sendo, o projeto vai ficar em banho maria a aguardar pelo desenrolar das estórias, e se elas continuarem, aí sim, faremos a complicação de tudo e até talvez dê para um romance ou, quem sabe, um filme…  

 

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Sem criatura, lá teremos que continuar com o dia-a-dia daquilo que vai acontecendo à nossa volta. Felizmente não faltam acontecimentos, o problema está mesmo em decidirmo-nos por um. Geralmente vamos indo ao sabor dos dias e do tempo, ou seja, se está a nevar trazemos aqui a neve, se está calor falamos do seu exagero, da seca, dos incêndios, etc. Ora tem estado a chover, estamos na Primavera e vem aí a Páscoa, não faltam temas para abordar e até podemos jogar com eles, por exemplo com o brilho da chuva, as cores da primavera, o florir dos campos, onde está também a cor púrpura da Páscoa ou mesmo inspirarmo-nos na geometria da pinga, da gota, da água…eu sei lá!

 

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Pois são essas (estas) as imagens que hoje vos deixo, apenas para variar um pouco.  

 

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Até amanhã!

 

 

17
Abr19

Centro Histórico de Chaves - Mais um LIKE!

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Ainda recordo este edifício que temos em primeiro plano com as suas portas abertas, isto já no século passado, nunca lá entrei mas recordo ainda, se a memória não me atraiçoa, que diziam ser o “Grémio do Comércio de Chaves” (*), penso que uma associação de comerciantes, mas não tenho a certeza. Já a tenho quanto aos anos em que aquele edifício manteve as suas portas fechadas,  vindo a degradar-se ao longo dos anos. Assistimos agora com agrado que, pelo menos, lavaram-lhe a cara e recuperaram as caixilharias, passando a mostrar um ar sua graça. A cidade agradece e o velho casarão também!

 

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Agora até os pormenores se tornam mais visíveis e interessantes, tais como a imponência da chaminé e o chafariz. Por dentro, não imagino como esteja, mas ouro sobre azul era que o edifício ganhasse de novo vida. Vamos acreditar que sim.

 

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Fica uma imagem já com alguns anos, não muitos, pois foi tomada em fevereiro de 2012, mas dá para ver como estava e como está. Da minha parte, deixo um LIKE ao novo visual e acrescentar-lhe-ia aquelas cenas tipo   se a recuperação tivesse sido total e fosse habitado/utilizado.

 

(*) Em tempo: Bem dizia eu que não tinha a certeza deste edifício ter sido o Grémio do Comércio e de facto não foi. Grémio sim, mas da Lavoura. Fica a correção.

 

 

16
Abr19

Chaves D'Aurora

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  1. HERMES.

 

 

Ao mesmo dia em que, a um gaguejar maior do que a tartamudez do cocheiro, Maria de Tourém veio contar a Florinda tudo o que se passava na Vila, dos mexericos, à boca pequena, aos impropérios de línguas enormes, o sempre mui nobre e leal Mota adentrou a sala de Reis, à Rua Santo António, como se fora Hermes, o deus grego das mensagens. Postou-se em pé, diante do patrão, imóvel e se pôs a apreciar o belo óleo de José Malhoa à parede, próximo à janela. – Que foi, Motinha, que estás a querer? – e o Papá indagou de novo, a melhor observá-lo – Que tens, homem de Deus? Estás a passar mal? Doenças se curam, Mota. Isto é, quase todas – e a repetir para si mesmo – Quase todas!

 

Este foi um gancho para o seu fiel assessor dizer ao que vinha – Estejas a me perdoar, João Reis, mas quando se tem alguém à estima, devemos ser sempre fiel e contar tudo o que se passa à volta, não achas? – no que Reis – Porque me falas assim, algum problema no escritório? Algum empregado está a se comportar como não deve? – mas antes que o outro lhe respondesse, uma nuvem passou diante dos olhos e logo se lhe mostrou um péssimo mormaço.

 

Já nos últimos dias, Reis percebera que, ao passar diante de algumas pessoas da cidade, estas o cumprimentavam de modo estranho. Já sabia dos boatos sobre a tísica e até mesmo sobre a hanseníase, a bíblica e milenar lepra dos estigmas e preconceitos de outrora. Talvez porque todos nós, em geral, queremos sempre retardar a consciência dos maus sucessos que estão prestes a advir, o patriarca tapara o quanto pudesse o Sol em seus olhos, com a peneira de nuvens que, agora, o Mota estava prestes a desanuviar – Está bem, Mota, podes falar. E se bem me parece, é algo muito grave, não é?

 

O gerente, enfim, mirou João Reis, face a face – Grave, meu amigo, muito grave, mas… ora, pois, é preciso que eu te diga! Bem sabes tu que, muito mais do que o simples facto de trabalhar contigo, somos amigos de velhos tempos, não é mesmo? E, infelizmente... achei que devia contar-te sobre algo tão... – ao que Reis, nervoso, tentava acalmar o outro – Calma, homem, fala, já estou a me preparar para o piorio – e o amigo sincero contou-lhe, então, o que a ele chegara de tão constrangedor e lhe parecia irreparável, pois toda a cidade já estava a comentar – Andam a dizer por toda parte que uma de tuas meninas… – Engasgou-se. Tossiu. – Tu sabes, meu velho, estás a perceber o quê. Se me perdoas, eu mesmo já guardava só comigo uma vaga desconfiança do facto, desde o dia em que aquele gajo – então calou-se, a fitar de novo o quadro na parede.

 

Pôs-se a lembrar, por despropósito, dos mensageiros da Antiguidade que, após trazerem más notícias, eram a seguir executados. O que Reis sentiu, no entanto, foi um misto de profunda tristeza com um súbito alívio. A péssima nova estava a lhe trazer, ao espírito, uma limpeza similar aos clisteres das lavagens intestinais ou dos purgantes de jalapa que se davam aos miúdos, para matar as bichas do ventre. – Enfim, tem que ser. Acabou – ao que o Mota – Me perdoa, Reis, ser eu a te contar uma coscuvilhice como essa, mas enfim... havias de saber – porém Bernardes – Está bem, Mota, sempre te serei muito grato. – e, após se guardar em silêncio, por alguns segundos, indagou, afinal, sobre a mais penosa questão – E estão a dizer de quem? – Não, não, ao menos que eu saiba, ficam só a levantar estúpidas suposições. E por serem tão estúpidas, digo-te que chegam a falar até daquele pobre rapaz, o cocheiro.

 

 

Àquela noite, ao cear, João Reis quis apenas a sopa, ao que lhe perguntou Arminda – Que tens, Papá? Estás a passar mal? – Um pouco sim, minha pequerrucha, mas não é nada que possa tirar de ti esse belo sorriso, que o Papá tão bem te quer à face. – e, após esperar que todos acabassem, pediu à Maria que lhe levasse o café ao gabinete. Quanto ao charuto, esta noite, o puro de Havana não dançou qualquer rumba ao cabaré de fumaça que ele, habitualmente, construía diante de si.

 

Florinda, após ir à cozinha, para concertar com as criadas os finalmentes do dia e planejar os iniciantes da manhã seguinte, encaminhou-se até à cadeira onde o rico maridinho parecia meditar. Ao sentir os passos de sua Flor e, ao vê-la chorar, este ergueu-se, voltou-se para ela e a abraçou bem forte.

 

Disseram-se apenas e ao mesmo tempo – Então, já sabes!

 

 

  1. FÚRIAS.

 

Em uma biga espartana, puxada pelas Fúrias, em forma de cavalos e um landó, Aldenora chegou em casa a gritar, de um modo que muito assustou a sua – Mamã, Mamã! Ai de mim, que desgraça!...

 

(continua na próxima terça-feira)

 

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15
Abr19

O Barroso aqui tão perto - Cabril

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Nesta rubrica do Barroso aqui tão perto,  estamos a chegar à reta final das abordagens às localidades do Barroso do Concelho de Montalegre. Das 136 localidades do Concelho de Montalegre, apenas nos falta abordar 18 localidades. Começámos as abordagens sem qualquer tipo de critério de seleção, recorríamos a uma espécie de sorteio e a que calhava, era a localidade que abordávamos. Mas havia sempre uma ou outra que embora calhasse em sortes, nós fomos adiando a abordagem, nesta reta final estamos a entrar nessas aldeias.

 

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À exceção da Portela da Vila de Montalegre à qual temos ligações sentimentais por parte da família materna,  às restantes localidades não temos qualquer ligação e a grande maioria nem sequer as conhecíamos, daí termos feito sempre uma abordagem isenta de qualquer sentimento que fosse além daqueles que sentimos quando fizemos a nossa visita e levantamento fotográfico.

 

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Sendo filho de mãe barrosã é natural que as estórias de lareira que me habituei a ouvir em criança estivessem ligadas a algumas localidades do Barroso, ainda para mais eram estórias contadas por uma geração que passou por períodos críticos da vida portuguesa, como a guerra civil espanhola e posteriormente a guerrilha, a 2ª grande guerra e os tempos de ditadura.

 

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Assim, embora eu nunca tivesse vivido no Barroso havia nomes de pessoas e localidades que sempre me foram familiares, isto para além daquelas localidades por onde amiúde tinha de passar nas minhas também frequentes deslocações a Montalegre, primeiro quando eram feitas  pela EN 103, localidades tais como o Alto Fontão, o Barracão, Gralhós e Gorda , depois via S.Vicente e mais tarde via Meixide, já pela ou depois pela M508, ou seja, todas as aldeias desses trajetos já eram minhas conhecidas.

 

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Mas ia eu dizendo que embora algumas aldeias me tivessem calhado em sorte para publicação, eu fui adiando para o final, tudo porque essas aldeias tinham qualquer coisa de especial que mereciam uma abordagem mais cuidada e mais aprofundada, uma dessas aldeias era Cabril, e digo era, porque a partir de hoje deixa de ser, pois é a nossa aldeia convidade.

 

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E qual a razão porque Cabril foi ficando para o final!?. Pois se há localidades que sei bem qual é a razão, para Cabril não tinha nenhuma razão em especial, a não ser um topónimo que me era sonante e que calhava ser mencionado em muitas das estórias que ia ouvindo em criança. Assim, a primeira vez que fui a Cabril, fui mesmo à descoberta de Cabril e desse porquê.

 

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Ora, vou ser sincero, da primeira vez que lá fui estava à espera que Cabril fosse de maiores dimensões, mas desde logo me marcou a sua localização e a presença da imponência do enorme rochedo da Serra do Gerês, da água, do verde e do calor, aliás este último tenho-o associado a todas as minhas passagens por Cabril, o que também não é de admirar por calhou passar por lá sempre nos meses de julho e agosto.

 

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Mas depois dessa primeira vez, passei por umas tantas vezes e comecei a dar-me conta que para além da marcante presença da Serra do Gerês, da água do verde e do calor, Cabril era também o centro de uma pequena região (dentro do Barroso)  com características muito singulares e que fazem da aldeia um ponto de passagem obrigatório e uma espécie de entroncamento, não só de estradas, mas também de rios e montanhas e com ponte, na apenas a de hoje, mas a de “sempre” a antiga ponte romana sobre o Rio Cabril, lindíssima, por sinal e que tive a sorte de a ver quase por completo logo na minha primeira visita a Cabril, isto em julho de 2014.

 

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Pois Cabril é o centro dessa pequena região muito singular do Barroso, não só pelas razões que já atrás deixei mas também pelos seus contrastes, senão vejamos, tal como dizia atrás é notória uma forte presença da Serra do Gerês, que atinge os 1575 metros de altitude, o que nos levará a pensar que as terras e freguesia de Cabril é território de terras altas, mas longe disso, são as terras mais baixas do Barroso, como veremos já a seguir.

 

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Cabril é sede de Freguesia constituída por 15 aldeias, a saber: Azevedo, Bostochão, Cabril, Cavalos, Chãos, Chelo, Fafião, Fontaínho, Lapela, Pincães, São Ane, São Lourenço Vila Boa, Xertelo e Chã de Moínho. Entre elas apenas Xertelo fica acima dos 700 metros de altitude, seguida por Lapela e Pincães acima dos 600m, depois São Lourenço, Chewlo Fafioão e Azevedo acimas dos 500m, Bostochão e Vila Boa acima dos 400 metros e as restantes não vão além dos 300m.

 

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E foi preciso chegar aqui a Cabril para verificar que afinal ainda me falta descobrir uma aldeia do Barroso, pois Chã do Moinho não consta dos meus levantamentos e sinceramente só hoje é que dei pela sua existência, e não constava da minha listagem de localidades do Concelho de Montalegre. La terei que ir mais uma vez por terras de Cabril, o que não será nenhum sacrifício, antes pelo contrário.

 

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Cascatas e Minas

Embora não propriamente na localidade de Cabril, mas sim no território da freguesia de Cabril, temos pelo menos três das cascatas mais interessantes do Barroso, as cascatas das 7 Lagoas, as Cascatas de Pincães e as de Cela Cavalos, estas mesmo no limite da freguesia. Também de interesse no território da freguesia temos as Minas de Carris, ou o que resta delas, mas atenção que as minas estão em território de proteção parcial tipo I e proteção total do PNPG-Parque Nacional da Peneda-Gerês que impõe limites ao número de pessoas e para as zonas de proteção total é necessária autorização do PNPG. Atenção que as cascatas das 7 lagoas estão em zona de proteção parcial (limitada a 10 pessoas). No entanto como as regras estão sempre a mudar, se for para um destes locais convém primeiro informa-se junto do PNPG (consulte a brochura do parque no final do post).

 

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Ainda antes de entrar naquilo que encontrámos nas nossas pesquisas e itinerário para lá chegar, queríamos deixar aqui ainda uma nota sobre a igreja de Cabril, que sem lhe tirar o interesse que tem, em beleza, também é contrastante, quando de perto não se confunde um pouco com o resto do casario mas ao longe ganha grande visibilidade.

 

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Passemos então ao nosso itinerário para se chegar até Cabril, por sinal um dos itinerários mais interessantes e que atravessa quase todo o Barroso de lés a lés, basta dizer que quase metade do percurso faz-se dentro do Parque Nacional da Peneda Gerês, no qual Cabril também está inserida. Pois para o nosso Itinerário optamos mais uma vez pela estrada do São Caetano até Montalegre, depois seguimos sempre junto ao Cávado até à Barragem de Paradela a qual devemos atravessar o paredão para depois continuarmos até Cabril. Fica o nosso habitual mapa para melhor localização.

 

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Então passemos às nossas pesquisas, hoje facilitadas pelo conteúdo da página na internet da Junta de freguesia de onde transcrevemos:

 

Cabril no passado e no presente...

A Freguesia de Cabril é actualmente constituída por 15 aldeias, de povoamento concentrado onde habitam aproximadamente 900 habitantes. É uma das mais belas inserida no parque nacional do Gerês. Fica situada nas margens do cávado, albufeira de verde azul de Salamonde e no sopé das fragosas penedias da serra do Gerês. Freguesia  antiga, mediaval, com pequenas aldeias de uma vida pastoril sossegada, tem também uma riqueza multifacetada. A paisagem oferece aos olhos os mais belos quadros...

Aqui também se verificou, inevitavelmente, o êxodo rural, umbilicalmente ligado à procura de melhores condições de vida.

No início desta freguesia, permanece o rasto histórico da existência de povoamentos pré-romanos como os Turodos, Esquesos e Nemetanos, povos que se dedicavam quase exclusivamente à pastorícia com a criação de cabras, o que daria o nome a Cabril.

 

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Assim sendo, e segundo os historiadores, era o gado que abastecia toda esta região, continuando ainda nos dias de hoje a existir.


Com a derrota dos Lusitanos (povos que habitavam a Península Ibérica sob o comando do pastor Viriato), Roma conseguiu o domínio total da Península Ibérica e de todos os povos e povoados Os habitantes das "tribos" derrotadas, foram escravizados e integrados no Império Romano, apesar de terem tentado resistir aos senhores do Universo. Cabril não foi excepção e podemos ainda encontrar um dos vestígios mais visíveis dessa data, "a ponte velha" agora de difícil visibilidade visto que se encontra a maior parte do tempo submersa pela barragem de Salamonde.A ponte foi construída com o intuito de permitir a passagem entre as duas margens que se encontravam separadas por um riacho, mas que em dias de Inverno chegava a não permitir a passagem dado o caudal gerado. Importa pois, realçar o facto de que foram os Romanos os primeiros a unir a Freguesia de Cabril, povo este que era exímio na construção de vias terrestres, ligando assim todo o seu império.

 

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A 8 Km de Cabril podemos encontrar um vestígio de grande importância, a "Ponte da Misarela", onde as tropas francesas de Napoleão em 1809, tiveram inúmeros problemas com os Barrosões. Encontra-se também neste local a estrada que ligava em tempos, Bracara Augusta a Áqua Flávia.


Com o fim do Império em 476 D.C., Cabril continuou a ser ocupado, pois existem marcos dessa ocupação, a "cilha dos ursos". Construção circular em pedra que servia para pôr a salvo as colmeias de abelhas do ataque dos ursos. Esta construção tem muitos séculos, pois os ursos foram extinguidos do Gerês há quase 800 anos.


Mais recentemente no século XVI, Cabril lançou para o mundo uma figura notável, João Rodrigues Cabrilho, natural do lugar de Lapela da casa do Americano que em 1542 ao serviço da armada Espanhola, comandou os navios "San Salvador" e "Victória", saindo do porto de Navidade em Espanha e descobrindo então a costa da Califórnia.


Presentemente a vida rural ainda permanece bem enraizada, as vezeiras e as manadas de vacas, a vegetação sempre verde dos medronhos, azevinhos e teixos, fetos, lírios do Gerês, as suas fragas enormes de figuras ciclópicas, desafiando aventuras de águias, os corços, javalis e os garranos, saltando e correndo, disputam o território sagrado de uma serra que jura perpétuar a sua pureza ecológica…


Cabril oferece-nos tudo isto, horas de regalar e comer com os olhos este misto de humano, animal e divinal da mãe natureza.

 

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Já na monografia “Montalegre” encontrámos várias referências a Cabril, algumas já mencionadas atrás nos conteúdos da página da Junta de Freguesia, assim ficámo-nos apenas por uma referência que tem a ver com o pastoreio:

 

O Pastoreio

A actividade pastoril e ganadeira, obrigatoriamente subsidiária da agricultura, é a base da economia local e deve-se a conceitos próprios de antiquíssimos regimes comunitários. A existência de ‘‘vezeiras’’ – gados apascentados sob regras democráticas próprias – indica como foi excelente a nossa coesão social, fruto duma organização jurídica específica e da qual, entre nós, restam documentos manuscritos, ainda que rudimentares, do Padre Diogo Martins Pereira, nascido em Pincães, em 1681. Esclarece-nos o reverendo sobre as fórmulas comunitárias adoptadas pelas populações cabrilenses no sentido de enriquecerem as suas casas e de melhorarem os seus termos territoriais, nomeadamente, os baldios. Entre outras coisas, descreve detidamente os diferentes lugares da freguesia de Cabril e o funcionamento das assembleias: o modo como resistiam a inimigos de fora parte, como apascentavam as suas vezeiras, como perseguiam os animais selvagens que consideravam prejudiciais, como faziam queimadas controladas para melhorar os pastos e como decidiram inçar alguns montes e corgas de outras árvores nobres e também de medronheiros com que evitavam os malefícios da erosão e de cujos frutos alimentavam os bichos e faziam aguardente.

 

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Quanto à “Toponímia de Barroso” temos o seguinte:

 

CABRIL VILA, agora, Cabril

 

Refira-se primeiro que Cabril nunca foi topónimo como agora o entendemos: não serviu de nome a qualquer lugar. Hoje começa a sê-lo, mas era o simples nome que indicava uma pequena região (de 76.6 há de extensão) através do geotopónimo “Cabril” de “Cabra+il” — região de muitas cabras, do nome latino capra, - que se compõe ainda de 15 pequenas localidades. Nos tempos que correm a “VILA” ou “ BAIXA”, como também lhe chamaram – centro cívico, administrativo e religioso da freguesia – já se vai chamando apenas Cabril!

Cabril é um corónimo (nome de região) como Chã, Vilar de Vacas ou Barroso.

 

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Quanto à “Toponímia Alegre”, parte integrante da “Toponímia de Barroso” temos:

 

Se fores a Cabril leva pão

Que vinho lá to darão

 

Vou-me Casar a Cabril,

O sítio do meu degredo:

É terra de muito padre

Canta lá o cuco cedo!

 

- Cabril (Memórias Paroquiais de 1758):

Colhem alguns frutos, “porém, como de tudo é pouco pela aspereza da terra para passarem a miserável vida a maior parte deles vivem de fazer carvão”.

Abade Domingos dos Santos

 

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E muito mais haveria para dizer sobre Cabril, a sua freguesia e região. Já o fomos dizendo nos vários posts dedicados a cada uma das aldeias da freguesia (exceção de Chã do Moinho que desconhecíamos a sua existência) e que poderá consultar na barra lateral deste blog ou no menu na parte superior do blog. Mas também a ideia destes post são deixar a nossa experiência pessoal na descoberta desta aldeias do Barroso e deixar um convite para visitar estas localidades onde poderão fazer outras descobertas, pois também estamos conscientes que houve coisas que nos passaram ao lado.

 

Só nos resta mesmo fazer a referência às nossas consultas.

 

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BIBLIOGRAFIA

 

BAPTISTA, José Dias, Montalegre. Montalegre: Município de Montalegre, 2006.

BAPTISTA, José Dias, Toponímia de Barroso. Montalegre: Ecomuseu – Associação de Barroso, 2014.

 

WEBGRAFIA (Consultas em 14-04-2019)

- https://www.cm-montalegre.pt/

- http://www.jf-cabril.pt/

- Brochura do PNPG: https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&q=PNPG+zonas+de+prote%C3%A7%C3%A3o

 

 

15
Abr19

Quem conta um ponto...

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438 - Pérolas e Diamantes: A nova realidade

 

A nossa pretensa modernidade faz-nos viver em permanente sobressalto. E como passamos muito tempo a ver televisão, os sintomas costumam agravar-se.

 

Agora é a poluição. Claro que poluímos em demasia, mas o que vamos fazer? A maior parte das vezes pregamos moral às pessoas. Mas vamos ter de acreditar numa resposta científica para o problema. Temos de dar dinheiro aos investigadores, aos laboratórios e às universidades para podermos resolver o problema numa base sustentável.

 

Afinal, já existem carros elétricos, edifícios inteligentes que reciclam a energia, a água e o lixo. E parece que não é a moral, nem as boas intenções, quem regula isso.

 

Uma coisa é pedirmos a uma criança ou a um adulto ocidental que consumam menos carne. Outra bem distinta é pedir aos chineses ou aos africanos, que começaram a comer um pouco mais de carne, a deixar de a consumir. A moral, que é um alimento apenas espiritual, é boa para uma elite, mas não serve como solução global.

 

Por cá, as pessoas queixam-se amargamente de que não podem ir passar férias ao estrangeiro como se isso fosse um atentado aos direitos humanos. Dantes nem sequer havia férias. Agora até os nossos queridos reformados, que costumavam ser avós tranquilos que ficavam em casa a gozar os rendimentos e a ver televisão, fazem questão de ir a Cuba ou à Tailândia. E também aos restaurantes.

 

Por cá abundam os reformados, a educação é gratuita, a saúde é fortemente subsidiada e a segurança social abrangente. Mas o capitalismo cria necessidades de tal modo fortes que as pessoas pensam que vivem num inferno.

 

Uma das fontes deste mal estar é o individualismo.

 

O individualismo rompeu com o mundo da tradição e da religião, que costumava regular os nossos comportamentos. As pessoas podiam não ser felizes, mas acomodavam-se à situação. Agora não se conformam. Os coletes amarelos aparecem como força reivindicativa num dos países mais avançados e prósperos do mundo: a França. E isso significa alguma coisa.

 

Tocqueville assegurava que existia uma tendência nas sociedades para preferirem a segurança à liberdade. Os movimentos emergentes por esse mundo fora vão nesse sentido.

 

Se as democracias não forem capazes de criar emprego e de oferecer perspetivas de futuro, as pessoas vão poder achar que a democracia não funciona e defenderem, por isso, os sistemas autoritários.

 

Como no capitalismo se criou a sedução pelas férias em lugares exóticos, os políticos democráticos e liberais tentam seduzir o eleitorado com promessas irrealizáveis. Daí resulta o populismo.

 

Antigamente havia o voto de classe. Um operário votava comunista, pois recusava-se a votar na direita. Hoje o eleitorado é pouco ideológico. Olha à sua volta e experimenta. Faz como quando vai ao supermercado, aproveita as promoções.

 

Por incrível que pareça, este individualismo vem do Maio de 68. É filho da contracultura.

 

Este capitalismo emergente, moderno e simpático, não se cansa de criar necessidades, de convidar ao prazer, de renovar constantemente o nosso quadro de vida.

 

O capitalismo, como constatou o filósofo francês Gilles Lipovetsky, é atualmente a grande força revolucionária.

 

A esquerda pode continuar a vociferar, mas não se vislumbra no horizonte uma alternativa motivadora ao capitalismo.

 

Até porque o capitalismo nunca foi hostil a um certo nível de controle. Claro que cria grandes problemas, mas essa é precisamente a sua força. Quando emerge uma crise, corrige. Quando sucede outra, volta a corrigir. Sendo sempre o mesmo sistema, é sempre diferente.

 

O capitalismo criou uma nova realidade, vinda de um individualismo assumido. Mas os profissionais do pensamento não se aperceberam disso. Alguns chamaram-lhe filosofia pop.

 

Bem vistas as coisas, o egoísmo acompanha a história da humanidade. Nisso não há nada de novo. Só que nas sociedades antigas existiam sistemas de referência que enquadravam o indivíduo. Agora existe um vazio difícil de preencher.

 

O consumismo derrotou o comunismo e alterou a nossa forma de viver.

 

Muitas das pessoas que ficaram fora da globalização viram o seu nível de vida a descer e revoltaram-se.

 

Esta é a nova realidade. Vamos ver qual a resposta que o capitalismo lhe dá.  

 

João Madureira

 

13
Abr19

Santa Ovaia - Chaves - Portugal

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Com a nossa aldeia de hoje, Santa Ovaia, terminamos todos os topónimos do concelho de Chaves com nome de santo ou santa, ao todo são 18 as localidades que utilizam nomes de santa(o)s. E por sinal, esta última, tem-nos dado que fazer, tudo porque tal como fizemos com as outras santas e santos, quisemos saber quem foi a Santa Ovaia, mas não o conseguimos totalmente.

 

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Ficamos a saber, isso sim, que é um topónimo utilizado por várias localidades de Portugal e até o encontrámos em apelidos de pessoas (como Sant’Ovaia), embora o nome e termo OVAIA não exista no português atual, nem nos dicionários em papel (pelo menos nos que consultei), no entanto já encontrei Santa Ovaia no dicionário infopédia online.  

 

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Na infopédia aparece o termo Ovaia com o seguinte significado:

“Variante popular de Eulália, de que também se conhece a forma Vaia, menos frequente. Hoje é raríssima como antropónimo, mas subsiste nos topónimos Santa Ovaia dos concelhos de Chaves, Felgueiras, Marco de Canaveses, Oliveira do Hospital, Santa Maria da Feira e Tondela.”

 

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Já no que respeita ao topónimo, a mesma ifopédia diz-nos:

O topónimo indica a existência de uma capela de Santa Eulália. O antropónimo Eulália aparecia no português arcaico como Olaia, Olalha e Ovaia, segundo as influências regionais. Tem a variante Santa Valha.

 

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Santa Olália, Santa Valha, Santa Ovaia e ainda existe a outra variante que está na placa da entrada da aldeia, como Santa Obaia, com B em vez de V, mas este será mesmo erro de quem pintou a placa. Mas embora o termo OVAIA não exista em português, já existe noutras línguas, como por exemplo em italiano em que Ovaia tem o significado de ovário.

 

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Também em todas as fontes que investiguei onde referem e têm uma listagem com os nomes de todos os santos, Santa Ovaia nunca aparece, pelo que, pessoalmente, e até melhor opinião, fico-me por aquilo que me parece mais provável, o de Ovaia ser uma variante popular de Eulália.

 

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Mas vamos então até Santa Ovaia que pertence à freguesia de uma outra Santa, a Leocádia.  Já ficamos assim a saber pra que lados fica a nossa aldeia de hoje, mas para ser mais em pormenor, eu diria que fica num dos locais mais verdes que conheço neste concelho de Chaves, localizada numa pequena baixa com um pequeno vale, entre montanhas igualmente vestidas de verde, que a abrigam e acolhem. As primeiras fotografia corroboram aquilo que digo, mas in loco e na primavera, ainda com o verde virgem dos primeiros dia, a coisa é mesmo bonita de ser ver, sentir e até ouvir as melodias que os habitantes (passarada) desde esses verdes emitem ou fazem soar no ar. Claro que as palavras e mesmo as imagens que vos deixo ficam muito aquém da realidade.

 

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Com tanto elogio ao verde, às melodias e aconchego até pode parecer o paraíso, mas pelos vistos é pouco convidativo a que se fique por lá, a viver, respirar, ver e ouvir. É uma aldeia de montanha interior, relativamente longe da sede de concelho que cada vez se torna menos acessível para quem lá vive, a não ser que tenha viatura própria para descer ao vale de Chaves quando necessita, dai não se estranhar que metade do casario da aldeia esteja abandonado e/ou em ruínas e que os seus poucos resistentes sejam maioritariamente idosos. Nisto, Santa Ovaia não é exceção ao que acontece à grande maioria das aldeias de do interior norte.

 

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Mas, mesmo sendo uma aldeia com pouca gente, de todas as vezes que lá fomos encontrámos sempre alguém na rua para conversar um bocadinho, ao contrário de outras (muitas) em que entramos, andamos por lá e saímos sem ver vivalma.

 

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Que mais dizer sobre a aldeia, pois para além do aconchego da sua localização e do verde que a rodeia e invade, agrada-me também  o seu conjunto de casario e até a simplicidade e enquadramento da pequena capela.

 

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Se quiser ir até lá, não há nada que enganar, basta tomar a Estrada 314 (a que passa por Carrazedo de Montenegro) subi-la sempre até chegar ao Carregal onde terá que a abandonar, virando à direita, logo a seguir passa ao lado de Adães, e começa a descer a encosta da montanha, quando terminar de descer estará num cruzamento cujas placas deverão indicar pra um lado a aldeia de Matosinhos e Fernandinho e pró outro, Vale do Galo e Dorna. Pois ao estar nesse cruzamento já está em Santa Ovaia. Ao estar por lá, desfrute também dessa pequena região de aldeias de montanha cuja paisagem é muito singular e onde o castanheiro se outras espécies autóctones se vão impondo com o seu verde, mesmo havendo alguns pinheiros pelo meio, mas em quantidades q.b. que não incomodam.  

 

 

As nossas consultas:

Santa Ovaia in Dicionário infopédia de Toponímia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-04-13 04:23:16]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/toponimia/Santa Ovaia

 

12
Abr19

Vivências - O Centenário da "Técnica"

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O centenário da “Técnica”

 

A Escola Secundária Dr. Júlio Martins celebra este ano o seu centenário. Em 100 anos de vida cabem milhares de histórias, vivências e peripécias, tantas quantas o número de alunos, professores e funcionários, tantas quantas as aulas, as visitas de estudo e as mais variadas atividades realizadas. A “Júlio Martins” também foi a minha escola do 7º ao 12º ano, entre 1984 e 1990, mas, à semelhança de todos os meus colegas, dizia sempre que andava na “Técnica”, pois era assim que a escola era conhecida, consequência da sua longa tradição no ensino técnico.

 

Turma 12º D - Técnico Profissional de Secretaria

 

Da minha passagem pela “Técnica” recordo, no 7º e 8º ano, as aulas de Trabalhos Manuais (ou oficinais, já não sei bem como eram designados…) – Têxteis, Madeiras, Eletrotecnia, Mecânica, Secretariado… - onde íamos experimentando um pouco de cada área à procura de gostos e vocações. Depois, no 9º ano, a opção pela área de Administração e Comércio, uma das mais frequentadas da escola. Finalmente, no Secundário, a frequência do Técnico Profissional de Secretariado, no primeiro ano de funcionamento do curso na escola. Uma turma pequena, muito unida, e um grupo de professores dinâmicos e empenhados que procuravam acompanhar e envolver-nos na evolução do mundo e das tecnologias. Nas aulas práticas continuávamos a aprender datilografia com as teclas da máquina de escrever tapadas com quadradinhos de fita-cola preta, mas já tínhamos ao mesmo tempo informática numa sala recentemente equipada com computadores Amstrad 1512 (com dois drives de diskettes de 5 ¼” e sem disco rígido!), onde elaborávamos relatórios num processador de texto fantástico (naquela altura) chamado “Tasword”…

 

Turma 12º D - Técnico Profissional de Secretaria

 

Hoje, a “Técnica” já não é a mesma que conheci, nem poderia ser – cresceu, modernizou-se, tornou-se sede de agrupamento. A última vez que lá entrei foi há já largos anos, ainda antes da profunda remodelação que sofreu. Vejo que está muito diferente quando lá passo, sempre que vou a Chaves. Apenas as memórias continuam as mesmas… as minhas e certamente as de todos aqueles que por lá passaram…

Luís Filipe M. Anjos

Abril 2019

 

 

12
Abr19

Chaves de ontem, Chaves de hoje

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Rua da Muralha - Castelo Hotel - Foto recente

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Era previsível que todo o velho casario da Rua da Muralha, mais cedo ou mais tarde,  desse lugar a novas construções, e assim aconteceu. Em geral, quer nas recuperações, quer nas reconstruções, tenho sempre receio do resultado final, acontece que às vezes altera-se para melhor mas outras há em que mais valia manter o que estava, tal como diz a canção “pra melhor, está bem, está bem, pra pior, já basta assim”. Na Rua da Muralha, recuperar o que existia em pouco melhoraria, pois eram construções desinteressantes e arquitetonicamente falando muito pobres. Felizmente os novos proprietários decidiram-se por demolir tudo que existia, optando por uma construção totalmente nova, e a meu ver resultou na perfeição, com uma cércea q.b. e com uma finalidade que só vem valorizar o local e a cidade, um hotel, foi o destino final. Castelo Hotel é assim que se chama, só o conheço por fora, mas como  costuma dizer-se — “Vê-se pela aragem quem vai na carruagem”  — Assim se por fora é interessante e agradável, pela certa que o seu interior também o é.

 

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Rua da Muralha - em 2012

Não sei se é pela nova conjuntura económica, ainda de crise, que os construtores/investidores flavienses deixaram-se dos grandes blocos de betão para passarem às recuperações e reconstruções no centro histórico da cidade, e com gosto, para bem de todos nós, principalmente a cidade que se torna cada vez mais atrativa e interessante, e já não era sem tempo, mesmo faltando ainda muito por fazer, principalmente em termos de uso e aqui, não se pode descurar que os pisos superiores das construções precisam de gente dentro, famílias, pois são elas que dão vida às cidades, principalmente nas horas que vão para além das horas comerciais.

 

 

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