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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

16
Out19

Cidade de Chaves

A semana do turista - 3

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A semana do turista – 3

 

Vamos continuar na Praça do Duque de Bragança, hoje com a Igreja da Misericórdia, a Igreja Matriz, o antigo Hospital da Misericórdia (atual centro de dia e lar da 3ª idade)  e o Museu de Arte Sacra. Iniciemos pela Igreja da Misericórdia e o Antigo Hospital pois historicamente falando sempre estiveram juntos.

 

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Mas como tempo e o espaço não dão para tudo, vamos debruçarmo-nos essencialmente sobre a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz, e depois, não podemos dizer tudo, alguma coisa há de descobrir quem anda à descoberta. Como o nosso turista vai a descer a praça, a que calha primeiro é a Igreja da Misericórdia. Vamos então entrar dentro dela.

 

Igreja da Misericórdia, alguns dados

 

De arquitectura religiosa, barroca, aponta-se o início da sua construção para 1532 e ainda neste século, a pintura da tela a óleo representando a visitação. Mais datas importantes na história desta igreja:

 

1601 - data inscrita em coluna do átrio da Provedoria assinalando a sua provável conclusão;

Séc. 18, fim do 1º quartel - provável execução dos painéis de azulejos, atribuídos a Oliveira Bernardes;

Séc 18 - execução do retábulo-mor;

1743 - execução da pintura do tecto da igreja pelo pintor Jerónimo da Rocha Braga;

1739 - execução dos nichos laterais do retábulo-mor;

1921 - arranjo do largo frontal e da escadaria actual, perdendo-se o anterior átrio que serviu de cemitério.

 

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Quanto aos painéis de azulejos, são no total 22 painéis, separados entre si por cercaduras de temática arquitetónica, consolas volutadas, acantos, cartelas e querubins, dispõem-se em dois registos sobre um lambrim de querubins segurando grinaldas.

 

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Os temas estão representados em paisagens profundas dominadas pela monumentalidade de elementos arquitetónicos de inspiração clássica. Na parede do Evangelho estão representadas: A cura do paralítico; Bodas de Canã; Ressurreição de Lázaro; Incêndio de Sodoma; Jesus profetiza a destruição de Jerusalém; Jesus e a Samaritana; A prisão de Jesus; Jesus cura a sogra de Pedro; Maria, refúgio dos pecadores; Oração por intermédio de Maria. Na parede da Epístola figuram-se: O calvário; Maria, Mãe de Misericórdia; Jesus aplaca a tempestade; Multiplicação dos pães; Maria, saúde dos enfermos; Jesus cura um hidrópico; A morte do Justo; A adúltera; A visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel. Sob a balaustrada do coro-alto: A ceia do Senhor; Glorificação da Virgem; O lava-pés.

 

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Digno ainda de registo e realce toda a fachada da igreja, mas em especial o pormenor do coroamento por frontão com nicho, albergando escultura da Mater Omnium, com manto aberto protegendo desventurados.

 

 

Igreja Matriz / Igreja de Santa Maria Maior / Igraja Grande

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Tanto quanto se sabe, não se sabe com exatidão qual o início da construção desta igreja, no entanto é de raiz medieval, mas com vestígios que marcam fases importantes na sua estrutura cronológica. Da construção medieval conservou a imponente torre, rasgada por duas sineiras por face, com molduras e frisos de interligação decorados com boleados, motivos vegetalista e em ziguezague, apresentando frontalmente portal românico, precedido por nártex, com arquivoltas e molduras decoradas, assentes em colunelos com capitéis esculpidos, e nas paredes frestas, siglas, mísulas antropomórficos, bem como fragmento de friso com enxaquetado integrado na parede sobre a porta travessa.

 

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Ao longo dos tempos (séculos) a igreja foi-se transformando, sendo principalmente visíveis as transformações ocorridas no séc. 16, sendo particularmente visíveis nos portais, o da fachada lateral esquerda mais rico do que o principal, e na abóbada estrelada da capela-mor. Mas demos uma vista de olhos à cronologia da paróquia de Chaves e desta igreja para melhor ser entendida:

 

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Séc. 05 - É bispo em Chaves, Idácio de Limia;

742 - a cidade de Chaves é reconquistada aos Árabes por D. Afonso I;

872 - D. Adoário, capitão de D. Afonso III, reconstrói a cidade;

séc. 12 - primeira referência à paróquia de Chaves;

1258 / 1259 - restauro da Igreja ao mesmo tempo que o castelo;

1259 - nas Inquirições de D. Afonso III, refere-se o rendimento de um casal pertencente à Igreja;

1259 / 1262 - instituição da Colegiada de Santa Maria de Chaves; devido ao grande número de habitantes e à crescente importância do novo centro populacional, um páraco tornara-se insuficiente para atender às necessidades espirituais dos moradores da vila;

 

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1307 - composição entre D. Dinis e a vila de Chaves em que se determina que pertencem à coroa as rendas que até aí pertenciam ao concelho entre as quais "a terça da igreja de Santa Maria";

1386 - D. João I e D. Nuno Álvares Pereira, ouviram missa na Igreja depois da rendição da praça;

1415 - por intercessão de D. João I, foi criada a Colegiada de Santa Maria de Chaves, sendo Arcebispo em Braga D. Fernando da Guerra; tinha prior, prioste, quatro beneficiados, dois curas, dois sacristães e um obrigado;

1434 - a partir desta data, a Colegiada passa a ser constituída por um prior e quatro cónegos, contando-se entre as colegiadas mais importantes do arcebispado de Braga;

1462 - falecimento de D. Afonso, Duque de Bragança, que foi enterrado numa campa rasa na Igreja;

1506 - celebra-se a procissão do Anjo Custódio no terceiro domingo de Agosto, instituída por D. Manuel;

 

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1561 - o licenciado Domingos Gonçalves, prior da Igreja mandou ampliar e beneficiar o edifício e procedeu à construção da capela-mor à sua custa;

séc. 16 - construção da fachada renascença com uma larga porta sob rosácea que iluminava a nave central; reconstrução da fachada lateral N. com um portal maneirista encimado por dois medalhões com as efígies de São Pedro e São Paulo; desenho do castelo de Duarte d'Armas, em que se vê o edifício e a torre do relógio;

séc. 17 - D. Filipe III, criou um imposto sobre o azeite e o peixe vendidos no concelho, para cobrir as despesas com a pintura de um retábulo da igreja; colocação do órgão;

 

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1614, 19 outubro - tendo ganho uma empreitada de obra, o mestre escultor Afonso Martinez, encomenda um retábulo colateral da igreja ao entalhador e escultor Cornélio Guilhermo, por setenta ducados;

1640 - depois desta data foi substituído o retábulo intervencionado durante o reinado de D. Filipe III pelo de Nossa Senhora da Conceição, ladeada por São Sebastião e Santa Luzia;

1688 - era organista da igreja, Pedro Magalhães;

1755, 14 fevereiro - emissão da licença episcopal para a obra da reconstrução da Capela do Santíssimo, incluindo o retábulo;

1756 - reconstrução "a fundamentis" da capela do Santíssimo, sendo a obra de pedraria atribuída ao mestre pedreiro Silvestre Garcia, morador no arrabalde do Anjo, que arrematou a obra por 540 mil reis; cobrou mais 4$800 reis por fazer um arco no fundo da capela destinado a colocar um armário; arrematação da obra de talha pelo mestre entalhador João Correia Ferreira por 144$000; colocação de dois anjos grandes;

 

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1757, 30 maio - o Arcebispo através do seu governador Frei Aleixo de Miranda Henriques, expediu autorização para se colocar o Santíssimo e celebrar os ofícios divinos;

1758 - a Igreja era colegiada e tinha três naves, separadas por cinco arcos; tinha 7 altares: o altar-mor, o do Santíssimo Sacramento, o das Almas, o de Santa Justa e Rufina, o de São Sebastião, o do Santo Cristo e o de São Pedro; o primeiro altar tinha uma cruz de prata, a relíquia do Santo Lenho que se que manifestava ao povo, no dia da Exaltação; os santos dos altares tinham confraria ou Irmandades, exceto o de São Sebastião; o pároco é prior encomendado apresentado pelo Arcebispo de Braga e tinha 8$000 de rendimento por mês;

1780 - abertura das janelas e arcos dos três altares laterais da parede da nave direita, obras arrematadas pelos mestres de pedraria Manuel da Silva e Diogo da Silva, então assistentes na vila, por 331$000; execução das mesmas obras na parede da outra nave, por iniciativa da Ordem Terceira; séc. 19, 1º quartel - reposição da cobertura do coro após ter ruído;

1819 / 1824 - a Confraria do Senhor mandou reconstruir a cobertura sobre o primeiro arco, a Confraria das Almas mandou reconstruir a cobertura do segundo arco e a população de Chaves manda reconstruir o terceiro e quarto arcos;

 

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1824 - a Santa Igreja Patriarcal mandou decorar a capela-mor e as Confrarias do Senhor e das Almas mandaram o mestre carpinteiro de Loivos, Manuel Luís, concluir o forro do tecto da nave; faltavam ainda dois arcos, devendo ficar uma claraboia no último arco para dar luz à capela-mor; o teto dos últimos dois arcos orçou em 400$000; 1830, 29 Setembro - celebrou-se pela última vez com grande solenidade na Igreja de Santa Maria Maior a procissão do Anjo, facto que foi comunicado por escrito ao rei;

1839 - provável reparação, conforme data pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor;

1865 - na sequência da demolição da torre dos Paços do Concelho, colocou-se o relógio e outros elementos na torre da igreja;

1874 - retificação das paredes laterais da nave para execução de um telhado de duas águas;

1880 - obras de nivelamento do largo fronteiro à fachada principal da igreja;

 

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1893, janeiro - provável reparação, de acordo com inscrição pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor; mudança do arco triunfal de quebrado para volta perfeita;

1906 - provável intervenção conforme data pintada nas traseiras do retábulo da capela-mor;

1950 - artigo no jornal "Ecos de Chaves", da autoria de Francisco Gonçalves Carneiro, chama a atenção para o estado lastimável da frontaria da Igreja Matriz; duas semanas mais tarde, publica-se um segundo artigo do mesmo autor;

1965, 17 março - visita de técnicos da DREMN a Chaves para apreciação do projeto de recuperação da Igreja Matriz;

1966 / 1968 - realização de grandes obras na Igreja Matriz, onde participou o mestre carpinteiro Albano dos Santos;

1989, agosto - Despacho do Secretário de Estado da Cultura determinando a sua classificação como Imóvel de Interesse Público.

 

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Particularmente falando, eu próprio sou turista nas visitas que vou fazendo a esta igreja e sempre que lá entro não deixo de entrar numa de admiração e espanto. O silêncio ajuda a perdermo-nos em contemplações das enormes colunas estruturais, os arcos, a capela mor, os altares, o colorido e luminosidade dos vitrais e o órgão tardo-barroco, de influência alemã, de disposição simétrica, com castelos intercalados por nichos, e assente em duas mísulas. Em criança tremia de medo com a carantonha central e as duas figuras laterais por baixo do órgão, “anjos carecas de testa enrugada” a fixar o seu olhar no meu… ainda hoje, quando fixamos os olhares, os acho esquisitos… mas isso são coisas minhas.

 

E por fim, toda esta longa prosa só deixa aqui um pouco da realidade destes espaços, que sem dúvida merecem a nossa visita repetida.

 

Quanto ao antigo Hospital, dele, só já resta a fachada principal, e quanto ao Museu de Arte Sacra, depois de visitar a Igreja da Misericórdia e a Igreja Matriz, o melhor mesmo, e não perdermos tempo com ele e passearmos diretamente à Praça da República e ao restante da visita à cidade de Chaves, mas só amanhã continuaremos, pois por hoje já chega.

 

Consultas:

http://www.monumentos.gov.pt

 

 

 

16
Out19

Crónicas de assim dizer

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Manifesto intemporal

 

As pessoas pensam que se conhecem e estamos tão enganados! Achamos que o “com viver” nos dá acesso aos mistérios delas, aos segredos, ao como são, ao que pensam, ao como sentem, ao que querem, ao quem são! Nada disso! Conhecemos o boneco, o actor, o autor correndo bem, mas nunca o ser humano. É sempre uma surpresa o do que elas são capazes, o do que elas são possível!

 

Dizem que somos “intelectualmente sadios”, procurando obter nisso a desculpa, o perdão do seu comportamento quase psicótico, do seu padrão narcísico insustentável, da sua essência precária no que respeita a emoções, da sua falta de solidariedade enquanto parceiros num mundo adverso, o que temos! E nós estamos ali a ouvir aquele discurso fluente em palavras, mas vazio de sentimentos, com percepções distorcidas, ambíguas, canalizadas em direcções enviesadas, onde destino algum faz sentido! Ouvimos, damos a ideia que compreendemos, mas só percebemos! A nossa inteligência tem um filtro que nos não permite o alinhamento de conceitos viciados que têm por propósito o convencimento do irreal no outro, que é de carne e osso! Nós somos assim, em nós tudo é de carne e osso! Chama-se a isto autenticidade.

 

A conversa flui, o interlocutor não se apercebe dos abismos que está a deixar, grão a grão, no caminho e que só lhe vão servir como desorientação no percurso de volta que vai fazer, mas que não sabe, porque naquele momento não pensa nisso, deixa-se apenas ir, achando inconsequente esse movimento que o suporta, que o desloca e o conduz a um precipício iminente!

 

Não o dizemos. Nesta fase de descontrolo a pessoa não está atenta aos sinais, não os vê, não os apreende, não os identifica, não os percepciona. É como se eles não existissem, embora estejam assinalados por todo o lado e em todas as inflexões do trajecto. Atempadamente colocados todos os sinais de trânsito. Bandeirinhas a delimitar o percurso, semáforos intermitentes e às cores, bandas sonoras de alerta, avisos de aproximação de perigo: a 500m, a 300m, a 100m, desprendimento de pedras em precipício, curva perigosa à direita, pendente de x%, trave com o motor, reduza a velocidade, no túnel acenda os médios, faróis de nevoeiro, derrame de óleo, rua de sentido único, estreitamento de rua... O condutor não se apercebe de nada disto. Está como que num estado de embriaguez, com os reflexos atenuados, reduzidos, mas a achar-se capaz e com tudo a funcionar. Damos conta, é claro que damos conta. A lucidez tem isto de bom: vemos com a luz apagada!

 

Façamos um intervalo como que para avaliar o ponto da situação. Meu Deus, só era preciso ter aberto os olhos na altura certa! E nós com eles abertos e a não querer ver, a teimar em não querer ver. Parece que de vez em quando temos o diabo no corpo! Talvez seja preciso exorcizá-lo, alguma coisa há-de haver que possamos fazer! E ficamos ali por tempo indeterminado, com a dor anestesiada, ligados a máquinas de suporte vital, entubados até aos ossos ou à ponta dos cabelos e quando temos alguém lúcido na nossa vida que vê por nós e nos pergunta: “Então e hoje, como é que se sente?” Nós respondemos estupidamente: Bem! Claro que a partir daqui ninguém faz nada, as pessoas são nossas amigas e dão-nos o direito de nos suicidarmos lentamente. Pois se é consciente, se até deixámos um papel escrito a dizer que o permitíamos! Não, não estou a falar de eutanásia, ou pelo menos não daquela que ainda é discutível; falo de uma eutanásia mental, um processo involutivo donde só acordamos, se acordarmos, tarde demais. E o tarde demais significa: não a tempo de evitar o pior, que é sofrer. Falo assim, mas isto é bom, porque enquanto este sofrimento durar estamos protegidos de nos meter num pior! E convenhamos que pode haver sempre pior, não podemos perder a razoabilidade. Percamos tudo, o bom senso não. O que achamos servir para os outros, deve servir para nós. Feito o exercício, regressemos agora ao ponto onde atrás ficámos.

 

Naquele ponto do discurso começamos a dividir a nossa atenção, somos capazes disto quando queremos, entre o que nos é dito e o que não! E chegamos primeiro ao destino, cortamos a fita da meta, mas não dizemos vitória, porque não é isso que queremos e porque isso não tem interesse nenhum para nós. Quando o outro chega finalmente ao que pretende, nós já estamos de volta. Claro que regressámos por outro caminho, porque nos apercebemos, no improvável deixarmo-nos ir, que aquilo tinha uma sementeira de minas, como quem planta batatas a céu aberto! Alguém que venha atrás que as cubra. Não vamos ser nós!

 

Da bifurcação por onde saímos, por onde cortámos, na auto-estrada, o nosso interlocutor não deu conta, chegámos ao nosso porto de abrigo. Tínhamos deixado lá um farol, era muito difícil perdermo-nos!

 

Estamos finalmente em casa, em paz, como fomos é como vimos.

 

Chama-se a isto maturidade. E podemos ser na mesma, em adultos, os meninos da aldeia como nascemos, os líricos que se resignam e explicam porquê ou seja lá o que for! São coisas diferentes! Há que saber ver diferença no que é diferente para sermos imparciais!

 

Depois há outra coisa, que deve ser servida, nestes casos, como sobremesa, porque o melhor se deixa para o fim, ainda que nos apeteça desde o início: a dignidade, aquela coisa que se nos colou à pele ainda no útero materno e que banho nenhum remove por mais agressivo que seja o gel ou a pressão da água, porque é intrínseco ao Ser Humano.

 

Mas todo este discurso tem uma ressalva. Se estivermos a falar de crianças, que obviamente também são Seres Humanos, a elas isto não se aplica, por causa daquela coisa de à nascença ainda não termos completa a maturidade pulmonar, hepática, imunológica, etc.

 

Dizem, e é verdade, que leite materno, na altura certa, resolve quase tudo! O tempo,

 

feliz aliado, faz o resto.

 

 

Cristina Pizarro

 

 

 

15
Out19

Cidade de Chaves

A Semana do Turista - 2

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A semana do turista – 2

 

Ontem tínhamos ficado na visita à Torre de Menagem do antigo castelo de Chaves. Tinha deixado os nossos turistas no terraço da torre. Pois bem, há que descer, devagar, sem pressas. Chagados cá baixo, há que fazer a visita às nossas 4 praças monumentais e digo monumentais não pela sua monumentalidade sinónimo de grandeza, pois até são praças pequenas, mas monumentais, sim, porque é nelas que se encontram alguns dos nossos principais monumentos.

 

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Pois ao sair do jardim do castelo apanha logo de frente um pequeno conjunto colorido e florido de casario. Essa é a primeira praça a visitar. Trata-se da Praça do Município, sempre com bons motivos fotográficos e onde pode saborear o nosso afamado pastel de Chaves tal qual se deve comer, quentinho a sair ou acabado de sair do forno. Se for vegetariano, não há crise, ao lado existe uma frutaria. Estado aí, não deixe de apreciar a fachada posterior do edifício da Câmara Municipal de Chaves, antigo palacete de um fidalgo de Vilar de Perdizes.

 

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Contorne o edifício da Câmara Municipal e entrará na Praça de D.Afonso, I Duque de Bragança e 8º Conde de Barcelos, filho de D.João V que casou com a filha de D.Nuno Alvares Pereira, que viveram e tiveram os seus filhos nesta praça, daí eu chamar-lhe com toda a propriedade a praça do Duque, embora toponimicamente falando seja a praça do Camões. Pois o Sr. Duque é o homem que em estátua levanta a sua espada e lança olhares sobre a igreja Matriz e toda a praça (para saber mais sobre o duque, siga este link: https://chaves.blogs.sapo.pt/342269.html . Mas antes, ou depois de apreciar a estátua do duque, há que deitar um olho à pequena capela da Santa Cabeça, que é lindíssima. Demore-se nos pormenores do exterior e se estiver fechada, vá ao posto de turismo, que fica também nesta praça,  e exija que lha abram, pois o que é bonito é para se ver e eles têm lá a chave.

 

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Ainda aí, não deixe de entrar no edifício da Câmara Municipal de Chaves. Embora seja um edifício administrativo do executivo municipal, o átrio de entrada e escadaria central, merecem ser vistos, com um interessante painel de azulejos nas paredes do átrio. Pode visitar à vontade, pois é um edifício público e o que tem de interessante está à vista.

 

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Ao sair do edifício da Câmara Municipal, dirija-se ao edifício do lado, onde estão instalados o posto de turismo e o Museu da Região Flaviense de arqueologia e pré-história.

 

Até amanhã, ainda nas praças monumentais de Chaves.

 

 

15
Out19

Chaves D´Aurora

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  1. NATAL E REIS.

 

Para olvidar, em uma única noite, todo um ano de infortúnios, o Natal de 1924, com a ajuda de Aurora, Alice e Maria, foi preparado por Florinda com muito carinho e devoção. Já pela manhã, Mamã pediu que os filhos varões fossem ao bodo no Campo da Fonte e, como em todos os anos anteriores, distribuíssem postas de bacalhau, pães de centeio, arroz, batatas e garrafas de vinho aos pobres que acorriam a esses atos de caridade das famílias locais. Alguns dias antes, enfeitara-se um pinheirinho e se armara, na sala de estar, o velho presépio franciscano.

 

À consoada, havia um ror de iguarias, de não se dar conta. Ao final da ceia, rezaram pelos falecidos e pelos vivos, os presentes e os distantes, aos quais, entre estes últimos, Florinda acrescentou o nome da boa Zefa. A olhar firme para Alfredo e Alice, rogou a Deus para que, nas próximas consoadas, o Senhor Jesus concedesse a todos a graça de continuarem juntos, ao que Aldenora acrescentou, com olhos húmidos – E mais felizes!

 

Então chegou a hora pela qual, a um só tempo, todos ansiavam e Aurora Bernardes temia. Aparentando serenidade e indiferença, Papá mantinha-se impassível. Já Mamã não conseguia esconder sua apreensão. Os irmãos se entreolhavam, em nervosa expectativa. Um por um dos irmãos iria pedir aos pais a bênção solene. Aurora seria a primeira. Eis que, por um impulso que parecia repentino, mas fora previamente calculado, quando a tímida primogénita ameaçou erguer-se, Arminda antecipou-se, a fugir da ordem tradicional – Deite-me sua bênção, meu pai – e quando se dirigia à Mamã, acotovelou Alfredo, que logo entendeu e lhe deu continuidade. Os outros passaram a acompanhar a inversão de idade. Sobrevieram Aurélia, Aldenora, Afonso e então… A mais velha dos filhos, no entanto, permaneceu sentada, a olhar suas mãos, prestes a chorar.

 

Ainda presa à cadeira, após algum tempo de embaraçoso silêncio doméstico, a suplantar a quietação noturna de toda a veiga, ainda mais acentuada por toda aquela calmaria de uma noite de inverno, Aurora pediu à mãe que a tornasse bendita. Florinda, porém, lançou um olhar de repreensão à filha, pois esta invertera também a ordem habitual da tradição, e, discretamente, indicou o patriarca, a quem, primeiramente, os filhos deveriam pedir que abençoasse. Aurita levantou-se, então e, a duras penas, balbuciou, nos penúltimos tons abaixo da escala vocal – A bênção, meu pai! – ao que este, dirigindo-se a Flor – Diga a sua filha que peça a Deus que a abençoe! E rogue a Ele, também, que lhe dê mais juízo! – o que fez a primogénita irromper em lágrimas. Como estivesse próxima de si, Florinda estendeu uma das mãos à filha, que as apertou entre as suas e adveio a bênção materna – Deus te deite todas as bênçãos, minha menina!

 

Maria, a barrosã, sentada à mesa, como era o costume, baixou os olhos, ergueu-se e logo começou a recolher os pratos e o mais da baixela, auxiliada por Alice, ambas sem conseguirem esconder os sons de seus consternados fungares, os mesmos ruídos que também se ouviam provir de Alfredo e Arminda. Aurora, de olhos fixos na toalha da mesa, não conseguia sair do lugar. Papá arrastou-se até ao seu gabinete doméstico. Ninguém viu que, a seu modo, também tinha os olhos como o Tâmega, durante uma grande parte do ano. Rasos d’água.

 

Ao dia de Santos Reis, tal como de costume todos se trocavam presentes. Nesse janeiro de 1925, deram-se e ganharam-se, entre outros, “um cofrezinho para anéis; um álbum para bilhetes-postais; uma bandeja grande em majólica e níquel; uma carteirinha, com espelho e pente para bigode; um pucarinho de louça, um de vidro e outro de alumínio; uma “bombonnière” em cristal e prata; um alfinete ornado a pedras, de gravata; um estojo com duas escovas, para unhas e dentes, com guarnição de prata…

 

Ao abrir um de seus regalos, Papá gostou muito de uma caneta “Ágata”, de tinta permanente, com aparo de cristal, em um belo estojo de forro aveludado. – Por Deus que este cá me sabe aos olhos! Que riqueza! Quem m’o deu? – e eis então que, na algazarra familiar, quando todos comentavam seus mimos, um silêncio repentino se fez. O patriarca olhou para Florinda, que baixou os olhos, enquanto ele falou, a um tom mais baixo que o usual – Peço-te, Menina Flor, que digas a quem me deu este presente de Reis que gostei muito. Obrigado! – o que, de muito a demais, emocionou Mamã, ao ver, nas faces de Aurora, um discreto sorriso de felicidade.

 

 

  1. CARNAVAL.

 

Ao domingo gordo de carnaval, Adelaide veio convidar as meninas da Quinta para dar uma volta na Carochinha, uma vez que ficara ciente de...

 

(continua na próxima terça-feira)

 

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14
Out19

Cidade de Chaves - A semana do Turista - 1

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A semana do turista – 1

 

Quando vou de passeio (turista) visitar uma localidade, tento saber previamente o que há de interessante para visitar, mas nem sempre é fácil encontrar essa informação ou informação de interesse, pois em geral o que aparece é comercial com toda uma máquina a promover esses espaços, ficando alguns bem interessantes de fora. Pois esta semana de modo a permitir quem nos visita a ver aquilo que de mais importante temos, vou deixar aqui a minha proposta daquilo que é obrigatório visitar, nem que para isso tenha apenas um único dia. Claro que com mais dias, poderá dedicar ao desfrutar e estar mais tempo nestes lugares, para além de nas refeições, poder-se demorar quanto baste para apreciar as nossas iguarias, mas essas vão ficar de fora desta proposta, pois já é garantido que em Chaves vão comer bem.

 

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Tenho vindo a reparar que dos pontos de interesse e monumentos que Chaves tem, o castelo é o que atrai mais gente. Embora para mim não seja o que de mais importante temos, é natural que caia na primeira escolha de quem nos visita por causa da sua visibilidade, que é convidativa. Pois assim seja e podemos perfeitamente começar uma visita turística a Chaves iniciando pelo castelo, ou torre de menagem do que resta do antigo castelo medieval.

 

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É sim senhor uma visita obrigatória para quem vem a Chaves. Primeiro proponho que faça uma visita pelo jardim do castelo, que se aproxime da muralha e que lance um olhar sobre um pouco do casario do nosso centro histórico, sobre a nossa zona termal e Jardim do Tabolado, sobre a ponte nova e também sobre a nova cidade que se vai espraiando para lá das costuras da velha cidade.

 

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Por último uma visita ao interior da torre de menagem onde se encontra um Museu Militar dividido pelos vários pisos interiores da torre, terminado no topo da mesma, no exterior, um excelente miradouro sobre toda a cidade e veiga de Chaves, podendo mesmo pormenores mais íntimos (pátios, mansardas e terraços) do nosso centro histórico. A subida da torre não é difícil, mas também não é complicada e sempre se têm os pisos intermédios onde se pode dosear a subida e dar algum descanso às pernas, mas quando chegar lá cima, vai ver que valeu a pena.

 

 

 

13
Out19

O Barroso aqui tão perto - Bagulhão (vídeo)

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Bagulhão - Salto - Montalegre

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Bagulhão, freguesia de Salto, concelho de Montalegre do Barroso verde.

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/Mfn_kGgIQEo

 

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Bagulhão:

https://chaves.blogs.sapo.pt/o-barroso-aqui-tao-perto-bagulhao-1469670

 

 

 

12
Out19

Águas Frias - Chaves - Portugal (Vídeo)

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Águas Frias

 

Continuando a cumprir a nossa falta para com as aldeias que não tiveram o resumo fotográfico em vídeo aquando do seu post, trazemos hoje aqui o vídeo da aldeia de Águas Frias.

 

 

 

Link para partilha ou ver diretamente no youtube:

https://youtu.be/1OKNmnUphOg

 

 

Post do blog Chaves dedicado à aldeia de Águas Frias:

https://chaves.blogs.sapo.pt/aguas-frias-chaves-portugal-1504930

https://chaves.blogs.sapo.pt/aguas-frias-1289777

https://chaves.blogs.sapo.pt/755971.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/525215.html

https://chaves.blogs.sapo.pt/502175.html

 

 

 

11
Out19

As coisas que as fotografias nos dizem...

1600-(25416)

 

Quanto em fotografia tomamos uma imagem, há sempre um motivo que nos impele a virar a objetiva para um assunto e fazer o clique em que se congela uma imagem para todo o sempre. Quase sempre sabemos qual é essa razão, ou julgamos saber, mas às vezes, penso que é uma razão do inconsciente que nos leva até à imagem.

 

Quando faço uma ronda pelas imagens de arquivo para selecionar uma para um post neste blog, por inúmeras vezes parei na imagem de hoje e acabei sempre por deixá-la para trás, tudo porque ela merecia um pouco mais de atenção, é uma imagem que implica connosco, que nos transmite e nos quer dizer coisas. Numa primeira análise diremos que é um daqueles dias preciosos de sol de inverno, possivelmente um domingo ou feriado em que as pessoas saíram à rua para apanhar um pouco de sol.  E sim, confirma-se, a imagem é do dia 2 de janeiro de 2011, domingo. No entanto se olharmos atentamente para a fotografia, temos informações preciosas para memória futura, principalmente no campo da geografia humana e sociologia, sobre o estado das coisas em Portugal nessa data. Primeiro em co0mo as pessoas ocupam os seus tempos livres, mas o mais valioso é que nos transmite a realidade demográfica da data, senão vejamos, na imagem podemos ver ao todo 14 pessoas, das quais 2 são crianças e 12 adultas. Das adultas, metades são idosos outra metade de meia idade. A análise rápida destes dados leva-nos logo para uma baixa taxa de natalidade e uma população envelhecida ou a caminhar para lá. Mas centremo-nos apenas nos dois bancos da frente, com 4 idosos num banco, dos quais 3 são mulher e apenas um homem, por sua vez no outro banco estão 5 pessoas, das quais 3 são mulheres e 2 são homens. Pois aqui nota-se que não existe um convívio intergeracional. Os velhos para um lado, os mais jovens para outro, por outro lado, nos idosos, há mais mulheres que homens, no caso 3 mulheres para um homem, já nos mais jovens há igualmente 3 mulheres para dois homens. Mais dados da foto, por exemplo a criança a brincar ao ar livre, mas num espaço vedado de brincadeiras enjauladas, muito diferente daquilo que era há 40 anos atrás e pela certa que daqui a 40 anos já não será assim. Mas daqui a uns 100 anos esta foto dirá de nós muito mais coisas.

 

Esta foi uma análise possível olhando à geografia humana e à sociologia, mas poderíamos ter ido por outro caminho, por exemplo, os homens encaram a vida a olhar para a frente, as mulheres a olhar para o lado… bem, é melhor ficar aqui…

 

 

11
Out19

Vivências

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1990

 

Estamos no 12º ano, na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, mas que ainda é conhecida como “Técnica”, consequência da sua longa tradição no ensino técnico, como o comprovam as várias oficinas existentes. Estamos a terminar o secundário e é o segundo ano de existência da famosa PGA (Prova Geral de Acesso) que irá contar para a entrada no Ensino Superior e que todos fazemos, mesmo sem termos certezas quanto ao que vamos decidir no futuro. A prova é de cultura geral. Preparamo-nos para temas da atualidade, como a “Perestroika” de  Mikhail Gorbachev, a CEE, os problemas ecológicos, o mundo em mudança, mas sai-nos José Régio com um texto sobre a importância de saber ler para lá das palavras.

 

Em casa temos apenas a RTP e mais alguns canais espanhóis para ver. Ainda não existem a SIC nem a TVI, mas a maioria de nós (pelo menos na cidade) já tem telefone fixo. À sexta-feira à noite e ao fim de semana é hábito sair e ir até à cidade. Ainda não existem telemóveis nem Facebook, mas tudo se combina com uma tremenda simplicidade (às vezes até com dias de antecedência) e, à hora marcada, mais atraso, menos atraso, a malta aparece no “Espelho”, no “Jennifer’s” ou no “Sétima Arte”… Conversa-se, toma-se um café ou bebe-se um copo, sem toques de telemóveis nem ninguém alheio da conversa a olhar para o smartphone… Daqui, alguns seguem para uma noite mais animada numa discoteca, outros regressam a casa, a pé, com as conversas a continuarem pelo caminho (das Caldas até Santa Cruz são cerca de quatro quilómetros que não assustam). De vez em quando arranja-se uma boleia com alguém mais velho que já tem carro ou que conseguiu convencer o pai a emprestar-lhe o dele.

 

1990.Temos 18 ou 19 anos e começamos a sentir o futuro nas nossas mãos. Muitos de nós sonham com a entrada na Universidade, outros pensam na tropa e na possibilidade de por lá ficarem, outros, já fartos dos livros, pensam apenas em começar a trabalhar… Todos acreditamos que ainda vamos mudar o mundo… (e vamos, mas não da forma como pensávamos). Nenhum de nós imagina onde vai estar em 2020...

 

Luís dos Anjos

 

10
Out19

Um cantinho castiço com Rosas e recordações

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Pois, para ser sincero, sem qualquer premeditação,  calhou trazer aqui este cantinho que o tenho ligado na memória a duas Rosas e um acontecimento trágico em Chaves, num dia em que também queria deixar aqui uma rosa para uma pessoa muito especial, a mais especial de todas.

 

Comecemos pelo cantinho das Rosas, uma com casa de arranjar o cabelo às senhoras, no cimo das escadas, em frente, que recordo a simpatia e camaradagem e outra, também depois das escadas, à direita, funcionária do então Dr. Brazão Antunes por onde, eu, passava de vez em quando em visita. Decorriam os finais dos anos 70 e era lá que eu estava quando aconteceu a meio de uma tarde de verão a explosão do Café Ibéria, após a qual uma parte considerável da Rua de Santo António ficou com a aparência de um cenário de guerra onde só havia vidros e outros destroços a cobrir a rua. Embora ainda nos anos quentes do pós 25 de abril em que algumas bombas estouraram um pouco por todo o nosso Portugal, incluindo em Chaves, esta explosão foi causada por uma fuga de gás. Penso que quem estava nas redondezas, nunca mais esqueceu esse momento, que embora o aparato de destruição que causou, penso que a tragédia, para além dos danos materiais, apenas resultou numa ou duas mortes, para além da morte de um manequim já morto, que duma montra saltou para o meio da rua e foi recolhido no meio confusão pelos bombeiros, que o transportaram com outros feridos para o hospital, e que na chagada ao hospital, recebida a vítima (manequim) pelo Dr. Raimundo, o mesmo lhe teria batido com a mão no peito e dito – Por este já não há nada a fazer!… esta não a vi, mas contava-se na altura, no entanto penso que não passou de uma anedota logo criada após a tragédia, aliás para fazer justiça a uma especialidade que nós portugueses temos de criar anedotas com desgraças, o que a meu ver, é uma das nossas qualidades, pois penso que não é feito com maldade, mas apenas feitas para quebrar o ambiente fúnebre e deprimente que se vive nessas situações, daí, que as melhores anedotas aerem sempre contadas em funerais…

 

1600-rosa.jpg

 

E por fim fica então esta rosa para uma pessoa muito especial que sei que a vai ser receber com todo o carinho.

 

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