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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

22
Jul05

Chaves - Tabolado & Rio Tâmega

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Não sei precisar quando foi a primeira vez que pisei este Jardim do Tabolado. Sei que tinha aí os meus 6 ou 7 anos e inauguravam uma iluminação lindíssima que saía por baixo de uns “cogumelos pintados a vermelho” junto aos bancos de madeira pintados de branco. Dez anos mais tarde tornei-me frequentador assíduo desses mesmos bancos, já sem cogumelos, mas com uma companhia muito melhor! Era nesse jardim que tudo que era namorado, namorava, por isso a importância “romântica” que o jardim tem para o pessoal da minha geração.

No entanto, a meu ver, ao Jardim do Tabolado nunca lhe foi dada a importância que deveria ter. A sua destruição começou quando para lá transferiram a Feira dos Santos e posteriormente foram lá erguidas construções. Construções essas que, se por um lado eram uma mais valia para a cidade (caso da piscina municipal e os campos de ténis, um parque infantil e a construção de madeira que morreu recentemente como TÊ BAR) por outro lado iniciavam a morte do Tabolado. Posteriormente, com a demolição das construções anexas ao Tabolado (onde se situava a garagem moderna, um carvoeiro e algumas casas de R/C de habitação) e a remodelação de toda essa área com construções de edifícios onde hoje funciona a vida nocturna flaviense (devido a implantação de bares), ganhou-se também um novo espaço verde e o Tabolado começou de novo a ter a sua importância. Convém nunca esquecer que o tabolado deveria ser por excelência o prolongamento da zona termal, uma zona de (bem)estar, para passeios refrescantes junto às suas margens.

Acredito na vontade política de recuperar espaços degradados da cidade. Mas só a vontade não chega! Há que ter muito cuidado quando se recupera e há que sentir o sentir dos flavienses quando se recupera, sentir esse, que quem projecta não tem sentido.

Mas como flaviense, apenas flaviense, apenas me posso indignar ou não e, lamentar ou chorar sempre as punhaladas que vão dando na cidade.

Agora a foto que hoje se publica: Margens do rio Tâmega (verde por força do calor e de um fenómeno que se repete em todos os verões quentes – algas ou micro-algas – dizem!) ainda com algumas sombras dos plátanos e as poldras de fundo. Mesmo assim, e ignorando a cor verde do rio, ainda sabe bem por lá passear.

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