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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

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03.01.07 | Fer.Ribeiro

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Segundo o Censos de 2001 Chaves tinha nessa data à volta de 44 mil habitantes residentes. Analisando os dados do mesmo Censos, cerca de 30 mil pessoas vivem na grande Chaves, ou seja, na cidade e freguesias contíguas como Vilar de Nantes, Valdanta, Faiões, Outeiro Seco (incluindo Stª Cruz/Trindade), Samaiões…, freguesias que estão ligadas fisicamente à cidade, no entanto, mais de metade da população desta grande cidade está concentrada em Stª Maria Maior e Stª Cruz/Trindade. Fazendo bem as contas, às freguesias apenas restam à volta de 10 mil habitantes para habitar mais de 130 aldeias, as que sobram da grande cidade. Ou seja, dá uma média enganosa de 70 habitantes por aldeia, no entanto há ainda (poucas) aldeias que têm mais de 500 habitantes (Loivos, Travancas, Cimo de Vila, Stº António de Monforte), algumas (também poucas) com 400 e 300 habitantes, o que faz com que as restantes estejam quase desertas e se resumam a pequenas dezenas de habitantes e, às vezes nem isso, como são o caso das aldeias de montanha.

 

Resumindo, não é preciso perceber muito de urbanismo, planeamento ou geografia, para saber que a “coisa” está mal distribuída, e os que uns têm a mais a outros falta.

 

Claro que a nível de construção passa-se quase o mesmo, com a excepção das aldeias que não tem população mas que tem casas desabitadas e em ruínas, na cidade, o betão tem-se dado bem e tem crescido a olhos vistos. Basta ver a imagem de hoje e compará-la com uma imagem de há 20 anos atrás, onde no lugar do betão estavam vinhas, pomares e monte.

 

É o progresso, aquele em nome do qual tudo se desculpa ou vai desculpando e tudo é permitido…

 

Quem me tem seguido no blog sabe que sou amante do nosso Centro Histórico e da nossa Aquae Flaviae milenar, da nossa velha vila e da nossa quase centenária cidade. Mas também sabe que nada tenho contra o betão e a cidade nova, onde até há arquitectonicamente falando algumas obras de arte de alguns conceituados arquitectos portugueses. Mas as obras de arte, só por sí, não são tudo. Precisam de estar arrumadas, enquadradas e sobretudo ocuparem um espaço planeado para o efeito, senão acontece como às telas do velho mestre que dependuradas no local certo e digno, são uma obra de arte, apreciadas e belas, mas se amontoadas e fechadas num sótão ou armazém, só servem para apanhar pó e envelhecerem na companhia dos ratos.

 

Na imagem de hoje pode até apreciar-se o progresso da nossa cidade, mas também não é preciso compreender muito de urbanismo, planeamento e geografia para ver que a estas “obras de arte” lhe falta um “bocadinho” de arrumação, entre outras coisas e que a “coisa” está mal distribuída, atabalhoada… até amanhã!

 

Sim, até amanhã, de regresso à minha cidade centenária e milenar, onde o velho é antigo… que tal como o vinho do Porto, quanto mais velho, melhor… ou quase.

  

 

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