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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves Rural - Agrela

21.01.07 | Fer.Ribeiro

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Então “Viva a Torre que eu sou da Agrela”. Desde que ouvi esta num jogo de futebol, não resisto a citá-la cada vez que se fala na Agrela…

 

Então vamos lá à estória desta foto.

 

Ando a prometer à minha filhota, desde há quatro anos para cá, que vai nevar em Chaves (cidade). Como o S.Pedro não me tem ajudado a cumprir a minha promessa, cada vez que neva nas redondezas, lá tenho que fazer excursão até à neve, o que faço com gosto, diga-se desde já, pois as “redondezas” mais próximas com neve, são sempre Montalegre e, ir a Montalegre, é sempre um regresso à minha costela barrosã.

 

Mas ia eu dizendo, a caminho da neve de Montalegre, fiz uma pequena paragem no “Alto das Campinas” (suponho que é assim que se chama) para apreciar a paisagem sobre terras de Ervededo. Desde o alto, o Couto, a Agrela e a Torre são-nos servidas de bandeja. Mas apurando a observação e alargando as vistas, entramos logo ali pela Galiza adentro, pelo vale de Monterrei,  que não é mais que o prolongamento e continuação do Vale de Chaves, com as montanhas Galegas a misturarem-se com as de Barroso (mesmo ali ao lado) ou a entrarem pelas montanhas de Chaves adentro, onde tudo se mistura e tudo é tão igual… e parei uns minutos a observar e a pensar ou até (talvez) a filosofar -  Três povos uma terra ou melhor,  três terras e um povo. Tudo baralhado e dado de novo dá afinal uma terra e um povo ou um povo numa terra tão igual. Misturando melhor, dá um povo igual numa terra igual.

 

Bem, o melhor é mesmo parar por aqui antes de baralhar mais as coisas e as identidades ficarem tal como são - iguais.

 

Até amanhã, de regresso a Chaves cidade.