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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Fonte das Digestões Difíceis

24.01.07 | Fer.Ribeiro

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Último aviso à navegação – Termina hoje o prazo para a inscrição do Encontro Jantar-Convívio de blogs de Chaves ou made in Chaves, amigos, comentadores e de todos que se queiram juntar ao convívio, que se irá realizar no Restaurante Aprígio no próximo Sábado dia 27.

 

E a foto de hoje vem a propósito desse mesmo convívio, pois será aqui pela certa, como sempre, que o encontro-convívio irá terminar – na fonte das digestões difíceis.

 

E a propósito da fonte e das águas quentes que nela brotam, fica aqui (para quem não sabe) um bocadinho de informação ao seu respeito.

Composição

Águas alcalinas, com valor de PH 6,63, bicarbonatadas-sódicas e fluoretadas, gaso-carbónicas e hipertermais. A temperatura das águas constante durante todo o ano à saída das nascentes, é de 73 graus, durante todo ano, o que faz delas as mais quentes da Península Ibérica e as águas bicarbonatadas-sódicas mais quentes da Europa.

Terapêutica

Indicadas desde tempos imemoriais para o tratamento de afecções reumatismais e músculo-esqueléticas devido à acção anti-inflamatória. Afecções do aparelho digestivo e doenças crónicas e alérgicas das vias respiratórias. Para tratamento Dermatológico por serem Sílicas. Tão antigas como a própria cidade, são uma das mais belas e conceituadas estâncias termais portuguesas beneficiando com subvenções, os tratamentos terapeuticos.

História

Quando da ocupação romana  pelo Imperador romano Titus Flavius Vaspasianus e o seu exército a Sétima Legião Gémina, deu o seu nome ao município de Aquae-Fláviae (águas de Flávio)   à cidade de Chaves, devido ás propriedades das suas águas, já que os romanos eram grandes apreciadores dos banhos termais, construíram balneários  e utilizaram-nas.

 

Existiu no local um balneário Romano.

 

No século V os Suevos invadiram a cidade e destruíram o balneário.

Durante os séculos seguintes foram utilizadas e citadas em várias publicações.

 

Em 1899 é concedido o alvará de abertura e exploração do balneário

Em 1922 foi concedida por portaria uma área reservada de 50 ha.

Em 1934 manda construir  sobre o poço do gradeamento um buvette com colunas de pedra, donde a água  já era tirada para beber por uma pequena bomba manual. Não havendo médico tomavam-se banhos sem controle. 

Em 1945 as caldas voltaram a ser usadas e exploradas sobe a orientação do médico flaviense Dr. Mário Gonçalves Carneiro.

 

Em 1947 o Banqueiro Dr. Cândido Sotto Mayor funda a sociedade das águas das Caldas de Chaves. Sendo construído o actual buvette e um balneário já desaparecido.

 

As termas são actualmente propriedade da Câmara Municipal de Chaves.

 

O actual  balneário que foi inaugurado em 1972, tendo sido ampliado e modernizado nos anos 90 e remodelado no passado ano de 2006.

Um aparte (pessoal)

Já todos lhes conhecemos as suas características medicinais, mas penso (opinião pessoal) e tal como acontece em estâncias do género em Espanha, a oferta poderia ser também turística, aberta ao lazer, para “tratamentos” curtos ou ocasionais, sem a actual e necessária consulta médica e sem ser preciso inventar, se funciona noutros locais, em Chaves também funcionaria, com certeza, não basta mudar-lhe o nome para SPA do Imperador.

E o post já vai longo, mas antes de terminar deixem-me registar que o blog atingiu hoje as 150 000 visitas o que faz aumentar a minha gratidão para com todos que desse lado vão tendo a paciência de me aturar nos meus devaneios flavienses. Obrigado a todos.

Até amanhã, em Chaves!

 

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