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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Passeios nocturnos do Tabolado

13.02.07 | Fer.Ribeiro

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Sofro daquela coisa que nos é tão querida – a saudade, não fosse eu flaviense e português. Saudades disto e daquilo, saudades de tudo e às vezes até de nada e quando oiço o trinar de uma guitarra a acompanhar um fado bem cantado, as lágrimas espreitam no canto do olho e só não choro, uns baldes de lágrimas bem chorados, porque estou aqui, em Chaves que ainda é e onde vindos de Norte começa Portugal.

 

Tenho saudades, por isso sou saudosista e com frequência me agarro às saudades que tenho das coisas boas do passado, e uma delas, era passear, às voltas sem fim no Jardim das Freiras, 30, 40, 70, 90 voltas, não interessava, o que interessava era passear e muitas, mas mesmo muitas vezes ter honras de encerrar os passeios da noite, lá para quando só já estávamos reduzidos a dois, os passeantes. Tenho saudades desses tempos e saudades dos bons anos do jardim.

 

Hoje, claro que já ninguém passeia nas freiras, mas cada vez mais se passeia no Tabolado. O Jardim (ou parque) convida, o rio faz boa companhia e cada vez mais temos que tratar da saudinha, assim o recomendam os médicos e o colesterol, e então agora, há mesmo que passear cada vez mais e beber uns copitos das caldas para as digestões difíceis, pois com perda já anunciada do Hospital de Chaves, lá teremos que evitar cair no sofrer ou num mal desses do coração, e então acidentes, nem pensar nisso, por isso, toca a andar, a andar e a andar, cada vez mais, de preferência por estes caminhos do Tabolado onde sempre pode pelo menos, aquecer a alma com um copinho de água das digestões difíceis, que quanto ao resto e, tal como dizia há dias, assobia-se para o ar e cospe-se para o lado… enfim! Vou pôr-me mas é também a passear que a vida não está fácil, entretanto…

 

Até amanhã, por aí, num passeio qualquer da cidade.

 

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