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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Vilar de Nantes e a velha Escola

17.03.07 | Fer.Ribeiro

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E hoje como é sábado vamos até mais uma freguesia - Vilar de Nantes.

 

A freguesia de Vilar de Nantes estende-se desde a veiga de Chaves até ao Brunheiro. Dada a sua proximidade da cidade, hoje em dia é mais uma freguesia urbana e dormitório do que propriamente rural. Segundo o censos de 2001 e com a divisão da freguesia de Outeiro Seco, Vilar de Nantes é a 2ª freguesia com mais população de Chaves, só sendo ultrapassada pela freguesia de Stª Maria Maior.

 

Fazem parte da freguesia as aldeias de Vilar,  Nantes e Vale de Zirma, mas só teoricamente, pois hoje a freguesia é um todo, um aglomerado de construções não se percebendo a separação entre lugares e aldeias, tanto mais que nos últimos 20 anos apareceram novos núcleos populacionais dentro da freguesia como a TRASLAR, o Lombo, o Bairro do Cruzeiro, o Bairro de S.José e o alargamento do Cascalho, além do crescimento natural de Nantes e Vilar que uniu também as duas aldeias.

 

Em termos de agricultura,  equipamentos, industria, hotelaria, artesanato e diversões é também uma das freguesias mais completas em diversidade no concelho de Chaves. Começando pela agricultura ainda praticada na veiga com e sem regadio, às riquezas naturais e florestais do Brunheiro passando para equipamentos como um Lar de Terceira Idade, uma Cooperativa de Habitação, ao aeródromo municipal, a instalações desportivas como o Campo de Futebol, os polivalentes de Nantes e Traslar, à pista de Karting, Aeroclube, à indústria do barro com as suas telheiras, aos afamados restaurantes e turismo rural e terminando no artesanato, na cestaria e nas peças de louça de barro preto de Vilar, mais que conhecido e também afamado.

 

Mas ainda haveria muito mais a dizer sobre a freguesia, como (segundo o censos de 2001) ser a freguesia onde há mais quadros médios, superiores e licenciados residentes a ser também a terra dos antepassados de Luís de Camões, para não falar de algumas preciosidades ou maravilhas da arquitectura, como a Quinta do Hospício, o Solar das Carvalhais, a Igreja Matriz de Vilar de Nantes/Igreja do Divino Salvador, a Capela do Espírito Santo e a antiga Escola Primária de Vilar.

 

É esta última que hoje ilustra o post e sobre a qual deixo mais alguns dados.

 

É sem dúvida um dos edifícios escolares mais bonitos do concelho e talvez só ultrapassado em beleza pela escola de Faiões e, é também talvez o edifício escolar mais desprezado, abandonado e maltratado que conheço no concelho e é pena.

 

Aqui ficam alguns dados históricos sobre a escola:

 

Em 1880 a junta Paroquial de Vilar de Nantes faz uma representação a sua majestade o rei D.Carlos I, a pedir a criação de uma Escola do Ensino Primário para o sexo masculino. Em 1926 é apresentado o projecto tipo XXV, nº46, de autoria de Eugénio Correia. Na década de 1930 inicia-se a construção da Escola, integralmente financiada pelo benemérito José Gomes, natural da freguesia e que fizera fortuna no Brasil, acção mecenática que lhe é reconhecida pela Câmara Municipal em acta de 11 de Outubro de 1935 e posteriormente pelo povo em 19 de Março de 1955 com a colocação de uma placa em mármore na torre da escola onde está inscrito “ Homenagem do Povo de Vilar ao seu Benemérito Conterrâneo José Gomes / 19-3-1955”.

Torre sineira, que possui também um belíssimo relógio que tem a inscrição de Miguel Marques/Albergaria-a-Velha. Em 1978 é construída ao lado desta, uma nova escola com mais três salas e que viria a ditar o fecho desta. A título de curiosidade o orçamento para a construção da escola (antiga) rondou os 19.000$00.

 

Recentemente, ainda não concluído, a autarquia construiu encostado a esta escola um anexo destinado a museu de louça preta. Embora a ideia da construção deste museu seja feliz, já não o é tanto a sua localização e entretanto a velha escola continua abandonada e degradada. Esperemos-lhes melhores dias!

 

Até amanhã, em mais uma freguesia.

 

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