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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - A casinha dos barcos

04.04.07 | Fer.Ribeiro

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Às vezes aqui pela blogosfera quando publicamos imagens antigas ou recordamos um ou outro lugar, um pormenor, ou criticamos algumas coisas que a nosso ver de mal se vão fazendo, chamam-nos saudosistas. Pois eu confesso que o sou muitas vezes, não no sentido de ser passadista, mas no sentido da saudade, ela mesma saudade, disto ou daquilo, dos meus tempos de criança e de jovem adolescente, dos amigos de então, das brincadeiras, dos namoricos e por aí fora. Claro que a esses momentos associamos lugares, jardins, ruas, coisas.

 

Tenho saudades, por exemplo, do velho Texas, das noites e do Jardim das Freiras dos anos 70, das verbenas do Jardim Público, da casa de matrecos à beira rio do Sr. Américo, dos festejos de fim de ano lectivo no Faustino, de jogar ao sapo no Jorge, de ir para o açude, dos bailes de garagem, dos bailes de Santos, das tertúlias ou fazer mesa no comercial, no ibéria, no sport, no aurora, de ir jogar bilhar de dois buracos ao Brasília…enfim, se ter saudades disto é ser saudosista, eu sou-o.

 

Ao ver a imagem de hoje, esta casinha dos barcos, tenho saudades dos barcos de madeira,  a remos, do Lombudo ou do Redes, de os alugar às meias-horas e fazer autênticas expedições até à galinheira, passar junto ao parque de campismo e até de fazer bolhas nas mãos.

 

Saudades, sim, mas também um exercício de memória em que se recordam amigos e que no regresso destas curtas viagens saudosistas, terminamos invariavelmente com um suspiro e um sorriso nos lábios e não dói nada, até sabe bem, tal como soube bem estar este bocadinho convosco.

 

Até amanhã, em Chaves, claro.

 

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