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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Orvalhadas dos amanheceres de Chaves...coisa única, singular!

13.04.07 | Fer.Ribeiro

amanhecer em Chaves

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Um amanhecer em Chaves não difere muito dos “amanheceres” de outro lugar qualquer. A noite vai perdendo-se na aurora, nasce o sol e eis o dia.
 
Dia após dia é assim.
 
Mas há os rituais do amanhecer e, nos rituais, garanto-vos que Chaves é diferente. Positivamente bem diferente do que qualquer outro acordar, seja lá onde for esse acordar.
 
Devem ser coisas do vale, deste estar entalado entre montanhas, desta neblina rasteira e matinal, dizem que é também orvalho, um orvalho que é mesmo orvalho e  em que o cheiro da terra se confunde com a luz. Chaves é o único lugar do mundo onde a luz se mistura com o cheiro da manhã.
 
Não sou de ligar muito a cheiros. Sou mais da luz ou da falta dela e até do empardecer da noite, mas quando a luz de um nascer do sol se mistura com o cheiro da neblina, aí, não resisto e rendo-me aos momentos ímpares que Chaves me proporciona.
 
Ver um amanhecer nos jardins do Castelo, além do momento impar, daqueles que só por cá há, é um momento de poesia, que não é lida nem recitada, mas que nos invade, numa invasão de letras feitas de silêncios e contemplação.
 
Fico-me pela contemplação, do verde, da tal poesia, da neblina, dos passeios da idade, do banho matinal das pombas e do pequeno canhão que, desarmado, insiste em continuar a dormir no relvado.
 
Às vezes dá-me pra isto, acho que o melhor é mesmo terminar por aqui!
 
Até amanhã, no nosso concelho rural.

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