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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

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08.05.07 | Fer.Ribeiro

 

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Permitam-me um pouco de fantasia a meu gosto. Castelos, reis, rainhas, príncipes e princesas, infantes, duques e condados de cor e primavera. Azuis de fantasia, verdes de luz, amarelos, muitos amarelos – cor feia, disse uma vez o mestre, nem tanto, acho eu, depende…. E vermelhos. O vermelho é uma cor muito complicada…perdão, encarnado! Encarnado que nada encarna, a não ser snobismo. Seja vermelho então, mas complicado, principalmente quando há outras cores de moda, tal como o pato das três penas e, que pena tenho eu das (de as talvez) cores terem tanto significado, quando nas cores não há significado algum. Apenas se vêem, observam-se, combinam-se e apreciam-se ou não. Somos complicados por natureza, está no nosso ser. Inventamos a saudade e vivemo-la intensamente e até lhe cantamos um fado, o fado da nossa vida e sem vermelhos, porque vermelho só há um – o do Benfica e mais nenhum……………….e temos história, muita história de reis e rainhas, descobrimentos e muito mar, fado e saudade e futebol, castelos e naus, e quando quisemos abandonar a saudade, inventamos o nevoeiro e D.Sebastião e nasceu a esperança, a esperança de um verde de primavera e um azul de fantasia e depois com tanto mar, veio o sonho………..  e assim nos foram fazendo no meio de um povo de sonhadores pessimistas ou melhor, de pessimistas sonhadores, que é a mesmo coisa.
 
Acho que não vou voltar a fotografar debaixo de um sol traiçoeiro de meio-dia a qual a exposição nos deixa meio atordoados, esverdeados, azulados, amarelados e com um toque de vermelho, corados e encarnados, como quem encarna e a culpa é toda do buraco do ozono, que deveria ser azul, mas que é mais um buraco negro, bem negro, daqueles que quero explicar e não tem explicação….mas fiquemos pelo azul de fantasia, verde luminoso de primavera e o amarelo feio do mestre, que para mim depende…
 
Há dias assim, e não retiro uma linha, nem uma virgula ao que disse e termino, tal como me ensinaram na escola, com um ponto final parágrafo, que também não o é bem, porque amanhã, há mais.
 
 
Cumprido o contrato, até amanhã em Chaves e desculpem qualquer coisinha. Há dias assim! Deve ser da televisão, que nos tempos da rádio, os sonhos eram sonoros! Coisas!
 
Até amanhã!

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