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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, Rio Tâmega, um espelho de água e reflexos...

09.05.07 | Fer.Ribeiro

 

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Engraçado que ao olharmos para a imagem, somos tentados a ver as coisas de “pernas para o ar”, mas não, é apenas um reflexo espelhado nas águas do Tâmega que graças a um Inverno mais ou menos chuvoso, vão (oprimidas ou não pelas margens) limpas e grandes por este rio abaixo. Mas somos tentados a ver tudo ao contrário e, o reflexo não engana, porque afinal de contas é mesmo ao contrário que vemos todas as coisas e até a nós próprios, senão, vejamos a nossa imagem ao espelho…estamos tão habituados a ver o nosso reflexo,  que nem nos apercebemos que os outros nos vêm ao contrário, que afinal é às direitas…. Não tarda nada e estou de volta às cores, dos reflexos, que essas, são verdadeiras e às direitas. Mas o que interessa mesmo, hoje, são os reflexos.
 
Afinal na vida tudo são reflexos. Reflexo da uma educação ou formação, reflexos de amor, reflexos de vidas e momentos passados, reflexos disto ou daquilo… e tão entretidos andamos com os reflexos, que às vezes nos perdemos neles e não nos damos conta da realidade, que embora semelhante, é precisamente ao contrário da realidade.
 
Em Chaves, não é diferente.
 
Mas hoje é mesmo de um espelho, um reflexo e uma imagem reflectida no espelho de um rio, e se é de rio que se trata, então temos sempre a outra margem, que tal como o reflexo, é a margem contrária da outra margem. Basta ir a um e ao outro lado das margens para se verificar a verdade, e neste rio e nesta imagem, esquecido que já está o reflexo, até é fácil, basta caminhar por entre as águas, não num caminhar bíblico, mas pelas poldras…e aqui, além do reflexo, imagens, margens, rios e imagens, entra a ilusão, pois pode parecer que estas poldras levam até à outra margem, mas não, não passam de uma miragem que não levam a lado algum (ou será nenhum!?), quando muito, levam-nos até ao meio do rio, precisamente até onde podemos ver as duas margens e fazer parte do reflexo da imagem, de pernas para o ar, claro.
 
Pois deixo-vos então com o reflexo de um dia de sol, daqueles que atordoam as mentes…
 
Até amanhã, logo se verá como, mas pela certa em Chaves cidade.