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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, um jardim para memória futura

14.05.07 | Fer.Ribeiro

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Estamos na era da memória futura, pelo menos desde que a justiça e os seus segredos(!?) pegaram em moda nos mass media.
 
Pois hoje este blog também vai fazer memória futura e faze-la, na nossa cidade, é cada vez mais importante.
 
Quem conheceu a cidade há trinta anos atrás e a vê agora, pela certa que lhe custará reconhece-la. Se por um lado a cidade cresceu e se expandiu sem planeamento algum para poente (desde os Aregos até Stª Cruz), esse crescimento até foi mais ou menos natural, pois era para aí que, sem dúvida alguma, a cidade (nova) tinha que crescer. Por outro lado os centros (principalmente os históricos) sempre foram mais apetecíveis para o capital dos empreiteiros que, sem quaisquer escrúpulos e no caso de Chaves,  invadiram espaços públicos, ignoraram e assombraram monumentos históricos e ocuparam espaços que preferencialmente deveriam estar destinados a espaços e equipamentos públicos e que em troca apenas receberam mamarrachos (exemplos não faltam, desde a Rua do Olival, à Quinta dos Machados, Jardim do Bacalhau, incluindo o Boega, Rua da Muralha e todos os mamarrachos que vão desde o postigo até ao Tabolado, incluindo claro o mamarracho Hotel).
 
Claro que a imagem de hoje nada tem a ver com o texto, nem com os mamarrachos, para já. É por isso mesmo que hoje se faz aqui memória futura, isto porque este lindíssimo jardim particular e que faz logradouro de duas construções também belíssimas me faz lembrar a taça e o jardim do Palacete de Cândido Sotto Mayor, que foram trocados pelo mais recente mamarracho da cidade, é que lugares como este, graças à sua localização, são apetecíveis ao tal capital sem escrúpulos em que não hesitam nem um segundo em troca-los por mais um mamaracho.
 
Pois para memória futura, em 13 de Maio de 2006 os jardins da antiga casa de saúde do Dr. Augusto Figueiredo Fernandes, eram assim e Deus queira que se mantenham assim por muitos e longos anos.
 
E antes de terminar, só mais uma nota. Falo de capital sem escrúpulos de empreiteiros, e se eles tem a sua quota-parte de culpa, não são os principais culpados ou os únicos, pois a culpa em todos estes casos é de muita gente (interessada ou não) e acaba por morrer solteira que mais parece uma bola de ping-pong. A Lei, os políticos, as entidades envolvidas, servem de desculpas a uns e outros e tudo é feito dentro da legalidade possível. É, como se costuma dizer: Portugal no seu melhor!
 
Até amanhã, de novo em Chaves.

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