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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - "Rigueiro" do Caneiro

25.05.07 | Fer.Ribeiro

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Tenho sido injusto com os meus sítios de origem, os sítios da minha meninice e da minha infância, os sítios da veiga, os tais sítios do campo na cidade, que tão poucas vezes trago por aqui.
 
Ainda ontem falava da nossa qualidade de vida, e hoje reafirmo-o, mas também temos falta de tempo e também andamos de carro e até há quem se irrite e ernerve quando vê à sua frente uma bicha lenta de 3 ou 4 carros. Isto para dizer que também temos as nossas vidas e às vezes, também nos esquecemos de dedicar um pouco do nosso tempo àquilo de que gostamos.
 
Pois ontem, tive mais um bocadinho de tempo extra e, fui andando para casa e parando aqui e ali em alguns sítios dos meus domínios de infância.
 
O Rigueiro do Caneiro (era assim que lhe chamávamos) era um dos meus encantos, que conhecia palmo a palmo desde a Quinta da Condeixa,  até à sua entrada triunfal no Tâmega, com as poldras por companhia. Pois aqui, onde hoje está este pontão, no meu tempo de escola primária, existiam umas pedras manhosas que serviam de poldras. Era por elas que muitas vezes eu passava para ir para a minha escola do Caneiro e pela simples razão de que mesmo junto ao “rigueiro” vivia o meu parceiro de carteira, que espera ali por mim e a que eu chamava “ o meu pasteiro”, porque a partir da sua casa, era ele que me levava a pasta. Era assim como um contrato entre ambos, para ser meu parceiro tinha de ser meu pasteiro e além disso, era também o inventor da escola e redondezas que lhe valeu a alcunha que o acompanhou até adulto. Há muitos anos que não vejo o meu pasteiro inventor, mas basta deitar um olho para estes lados do “rigueiro” para regressar (invariavelmente) aos tempos da escola primária e recordar todos os amigos de infância.
 
Até amanhã, e porque é Sábado, vamos até mais uma aldeia do nosso concelho.

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