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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

A Capela e a Catedral

06.06.07 | Fer.Ribeiro

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Então vamos lá por essa Madalena fora e hoje em vez de uma foto, deixo-vos duas: Uma da Capela de S. Bento outra da Catedral do Vinho.
 
Ontem tínhamos ficado no Campo da Fonte, repousamos um bocadinho ao pé da capela, refrescamos um pouco no chafariz, passamos pelo Bacatela e logo a seguir estávamos chegados ao Gonzalez e ao peliqueiro, que além do cheiro pestilento das peles, também comprava alumínios, cobres e o fungo do trigo para remédios (diziam) mas que também pela certa, algum dele, ainda serviu para criar algumas alucinações a muita boa gente lá para as Américas Hippie, não estivesse eu regressado a uma viagem dos anos 60 em que o LSD  era rainha em terras da Paz e do Amor, regressado precisamente ao tempo em que lá fora se era Hippie e cá dentro iam praticando hipismo connosco (ainda era puto, mas também ainda me lembro). Pois os negócios com o peliqueiro às vezes chegavam a render-me cinco coroas que já dava para comprar muitos cromos da bola, do tempo em que o Eusébio também era Rei. Mas continuando mais uns passos, e passado o Papa-Couves chegamos ao nosso destino de hoje, mesmo ali juntinhas – à Capela e à Catedral.
 
Quanto à capela e ao respectivo cruzeiro, é a Capela de S.Bento, de reduzidas dimensões, tendo a forma da capela mor planta em hemiciclo, cobertura em abóbada cónica e telhado semi-cónico, com pavimento a cota inferior ao arruamento – Particularidades de uma capela, que em frente tem um cruzeiro e ao lado uma verdadeira Catedral. A Catedral do vinho flaviense, a Adega Cooperativa de Chaves, que tem mil e não sei quantos associados e de cujo vinho não estou habilitado a falar, porque não o bebo, e que me desculpem os associados, mas perco-me mais pelos da zona de Anelhe, Souto Velho, Vilarinho das Paranheiras e os de Valpaços ou Santa Valha (tanto faz) e sempre daquele a que os especialistas chamam “vinho de garagem” ao qual eu chamo de lavrador, claro. Mas diz quem o bebe, que é bom, principalmente se a acompanhar houver um naco de presunto (do bô, ou seja de Chaves),  umas azeitonas e um pedaço de pão centeio – tudo caseiro.
 
E por hoje, religiosamente me retiro com um até amanhã com a dúvida (uma vez que estamos em frente ao cruzeiro de S.Bento) se hei-de seguir o caminho da esquerda ou da direita. Amanhã decido por onde ir.
 
Até amanhã!

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