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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Largo do Anjo

13.07.07 | Fer.Ribeiro

 

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Quem é visitante habitual do blog Chaves Antiga com certeza que já viu por lá fotos em que este largo era jardim, aliás todas as fotos antigas deste local são de um jardim e não de um largo empedrado, ou seja, a moda de empedrar jardins já não é da década actual, pois já décadas atrás se praticava.
 
Nada tenho contra as praças abertas e empedradas desde que se desfrute delas. Mas quem conhece a cidade de Chaves e os seus 9 meses de Inverno e 3 meses de inferno, sabe perfeitamente que praças abertas e empedradas não são lá muito apreciadas, principalmente nos três meses de inferno, em que uma boa sombra, além de saboreada até é recomendada.
 
Ontem por mero acaso tive que passar no largo de S.Roque à hora em que o sol mais torturava. Foi um regalo para os olhos ver (no jardim fronteiro à capela)  bancos e sobras todas ocupadas e desfrutadas pela nossa gente já com mais idade ou sem ocupação. O mesmo acontecia no Jardim do Bacalhau e pela certa no Jardim do Tabolado, é que sombras boas em meses de inferno são o paraíso… e dei comigo a pensar: - porque maltratamos (perdão – empedramos) os jardins!? E desde que tenho memória já se foram as sombras da Praça da República, as da Praça de Camões e do seu olmo centenário, da Rua do Olival e das Freiras e já nem quero falar de pequenos pulmões abatidos para darem lugar a mamarrachos como o foi a velha Quinta dos Machados e até o Campo da Fonte (embora aqui se perdoe pela causa dos bombeiros e só por esses).
 
Mas o assunto de hoje é o Largo do Anjo que quanto a mim (opinião pessoal como todas as opiniões deste blog) já há muito que está carente de um arranjo, embelezamento e alguma organização, pois o casario (à excepção de uma ou duas construções) até é interessante e recorde-se que o Anjo está em pleno centro histórico e é uma porta de entrada para as ruas e praças mais interessantes da cidade, para não falar do castelo.
 
O Anjo merece melhor que um estacionamento improvisado e desorganizado onde até o Padre Joaquim Marcelino da Fontoura, além de ficar pequenino no largo, fica zonzo a trocar as vistas com tanto carro parado e a circular à sua volta, talvez seja por isso que muitas vezes acorda com uma pedra na cabeça…
 
Até amanhã numa aldeia de Chaves.

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