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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Tabolado

17.07.07 | Fer.Ribeiro

 

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O Tabolado sempre foi dotado de contrastes. Zona termal e de lazer por excelência, acolheu durante muitos anos as caldas e a feira do gado e segundo consta, nos intervalos, era campo de futebol, lameiro e lameiras de corar roupa. Ao longo dos anos tem-se vindo a melhorar o seu aspecto, mas em simultâneo são também permitidos alguns atentados que vão mantendo a tradição dos contrates. A feira do gado já há muito que não pára por lá, apareceu o jardim que foram os olhos da cara de Chaves e que aos poucos foi caindo em esquecimento, maltratado e até feiras dos Santos  por lá se fizeram, depois as velhas termas de uma humilde construção deram lugar (em inícios de 70) a um balneários dignos e até a velha garagem moderna e pequenas construções térreas adjacentes deram lugar à ampliação do jardim a troco de muito betão (claro).
 
É precisamente a partir de aí que foi um ver se te avias em que para se ganhar qualquer coisa que fosse foi-se sacrificando o velho Jardim do Tabolado, primeiro com as piscinas municipais, logo a seguir os campos de ténis e a construção em madeira que terminou como T-Bar, depois o Mamaracho Hotel e durante longos anos até o Rio virou a lameiro e pastagens. Depois novamente a recuperação, o espelho de água e recentemente com o Polis, recuperou-se parte do jardim e a envolvente da buvete, demoliu-se o T-Bar, construiu-se um parque infantil, mas as manchas negras continuam por lá e, se há algumas que lá teremos que as aturar, outras há que não têm qualquer justificação de existirem, tal como o poste de alta tensão que se vê na foto.
 
A engenharia tem soluções para tudo, e se a electricidade é um bem precioso e indispensável da qual todos desfrutamos, também não é menos verdade que todos a pagamos bem paga a uma empresa que até apresenta lucros consideráveis e, por isso mesmo, deveriam ter mais respeito por todos nós e desfazer-se de autênticos mamarrachos que nos plantam ou plantaram pela cidade fora e,  que não venham com a conversa de que tem de ser, pois há soluções. Talvez não sejam muito económicas, mas sempre se pode prescindir um bocadinho do lucro para ganhar na imagem e todos ficarmos a ganhar.
 
Mas o mais grave nisto tudo, é que mais ano, menos ano lá se acaba por fazer aquilo que deve ser feito, e toca a abrir buracos e desfazer o que está feito para a seguir remendar – é o prato do dia e exemplos na nossa cidade e no concelho não faltam. Primeiro pavimenta-se, depois vem a água e o saneamento, depois o gás, depois a Telecom, depois a EDP, depois as águas de Trás-os-Montes, depois a TV Cabo. Todos “oportunamente” a devido tempo, perfeitamente independentes com o dinheiro de todos nós e a semear buracos e ratoeiras por tudo quanto é rua, estrada ou passeio.
 
Como se costuma dizer – É o sistema!
 
Independentemente de tudo isto, e com as devidas precauções, ainda sabe bem um passeio à beira rio, pena que não seja prolongado nas duas margens entre as três pontes da cidade e vem aí a quarta (ponte).
 
E já que falamos em quarta, então até Quarta-Feira, dia de feira na cidade já animada com as férias dos que andam todo ano lá fora a lutar pela vida.
 
Até amanhã!

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