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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, Pormenor da Alameda

27.07.07 | Fer.Ribeiro

 

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Pois hoje estou em maré de publicidade mas também de contradições.
 
Vou às contradições uma vez que a publicidade está implícita na própria foto e post.
 
1ª parte – a simpática
 
Sempre achei estes pormenores simpáticos e que fazem a delícia de qualquer fotógrafo. Na era da novas tecnologias em que a principal publicidade se faz via televisão ou Internet, ainda há muita publicidade e informação tradicional. O papelzinho na porta com o “Volto Já” mesmo que o já seja de horas, ainda resulta. Deixar um número de telefone ou telemóvel, também vai resultando desde que atendam do outro lado, mas também a publicidade e informações daquilo que se faz, também resulta:
 
“CALEIRAS, CHAPA, COBRE, INOX – TODO O TIPO DE INSTALAÇÕES SANITÁRIAS”
 
A mensagem é simples e precisa. Nem sequer foi preciso recorrer a nenhum publicitário ou designer, está lá tudo, principalmente o telefone para um biscate ou uma rotura, dá sempre jeito (suponho, porque nem sequer sei se a informação ainda é válida).
 
Digamos que é tudo uma espécie de arte underground provinciana com boné e tudo, onde tudo é undergroud -  a arte, a publicidade e até a actividade e, já agora, a porta que não sei se por coincidência, sempre a vi fechada, tal como fecho aqui a simpatia para com a dita porta.
 
2ª parte – o outro lado da questão (menos simpática)
 
Numa das zonas mais nobres da cidade, em plena Alameda de Trajano, nome que tanto orgulha flaviense, onde todos os visitantes da cidade ou turistas param ou passam, assiste-se também a estes espectáculos que começam mesmo no dobrar da esquina com esta construção, e que se repete por quase todo o quarteirão. Pois logo a seguir a esta construção, para um dos lados (Trav. da Alameda) há um terreno abandonado cheio de ervas e lixo que termina em barracos e ruínas. Para o outro lado, além da má imagem constante do estacionamento (embora necessário, muito até) desorganizado e inestético para margem do rio e com o Tabolado e Ponte Romana mesmo ao lado, (mas isso até é o menos), temos as restantes construções do quarteirão, ou melhor os barracos ou armazém daquilo que em tempos foi uma oficina de serrelharia.
 
Esquecendo os atentados e mamarrachos de betão implantados em pleno centro histórico, às vezes também se vão fazendo coisas boas. Uma delas ( e seria injusto se o não referisse) foi a recuperação que se fez deste mesmo quarteirão na parte com frente virada para a Rua do Tabolado (iniciativa privada) e das muitas obras que também se têm feito no centro histórico, principalmente ao nível das ruas. Está previsto agora para esta alameda o arranque da ponte pedonal (que já está em concurso) e que ligará as duas margens do Tâmega. O projecto da ponte, de autoria de um flaviense, é interessante, moderno e ousado, principalmente para conviver ao lado da Ponte Romana.  E quanto à ponte por hoje estamos conversados, pois será tema de um próximo post, mas e as margens de um e outro lado da futura ponte pedonal!? É que não vai dar muito jeito de um lado “desaguar” num estacionamento e do outro em hortas particulares (Já sei que há ideias e se calha até projectos, mas para executar quando!?), no entanto até pode dar jeito para ir às couves!
 
Eis no que dá o raio de uma porta, fechada, maltratada e undergroud (gosto deste termo, nem que seja só para dar um ar de entendido e intelectual ao post).
 
Penso que o melhor será mesmo abordar as despedidas e amanhã vir por aqui com uma aldeia, pois por lá tudo é mais simples e barato!
 
Até amanhã!

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