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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves, Nantes, Stª Ana

28.07.07 | Fer.Ribeiro

 

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Ainda jovem, até jovem demais (talvez) comecei a trabalhar quando ainda deveria andar a estudar e, de certa maneira, rendi-me à sedução do trabalho, à sedução de fazer um trabalho do qual se gosta e onde se concilia toda uma aprendizagem adquirida durante anos, que às vezes até se julgava inútil. O meu trajecto profissional, embora polivalente, sempre andou à beira do desenho, do geométrico e, não sei se por aptidão própria, inata, ou não, ou por simples gosto, devo-o muito a um mestre da “geometria no espaço”, o Dr. Costa do Liceu (também conhecido por Vice-Reitor) que fazia a geometria tão rigorosa como transparente tal e qual a água a nascer nas fontes. Só era preciso compreender os seus ensinamentos e, tudo era fácil.
 
Tudo bem, mas o que tem isto a ver com Nantes e com a foto de hoje? – Pois nada tem a ver, embora recuando no espaço (geométrico e não geométrico) até talvez tenha tudo a ver, não estivesse o nosso destino a liberdade de estar condicionada a rectas, metas, linhas e curvas que nos vão aparecendo pela frente a guiar ou não o nosso caminho.
 
Ando por Nantes diariamente, quase sempre de passagem, e pela certa não há um único dia em que a construção da foto, desde este ângulo, não me chame a atenção, primeiro pela diferença nas características em relação às outras construções existentes em seu redor, depois pela tal geometria que me atrai. Digamos que não é uma construção rica e abastada, mas é uma rica construção em pormenores que capta por breves segundos o meu olhar quase diário e isso para mim é suficiente para ser importante. Mas à parte esta visão quase diária, nada mais sei desta construção, nem sequer quem é o proprietário, se é ou não habitada ou se tem ou não história ou estórias, e isso até pouco importa, pois o que importa mesmo é que faça a delícia do meu olhar quase diário, e só isso.
 
Mas mais uma vez o que é que isto tudo tem a ver com Nantes, além desta construção (por acaso) existir lá!?
 
– Quase nada, mas hoje resolvi deixar aqui Nantes porque é dia de festa na Aldeia, a festa em honra de Stª Ana, uma daquelas festas, das tais, que tem procissão com banda de música a acompanhar e (claro) foguetes no ar e, que embora não seja uma das festas de referência do concelho, é a festa da aldeia de Nantes pela qual passo quase diariamente e que nunca cheguei a saber se habito ou não.
 
Mas aqui fica hoje a minha homenagem a Nantes e à Stª Ana, só espero é que os foguetes não comecem a estoirar muito cedo.
 
Até amanhã, por aí no nosso concelho de Chaves.