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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

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30.07.07 | Fer.Ribeiro

Top Model

 

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1º - Intróito
 
Ontem Chaves foi palco de vários eventos importantes ou com a sua importância quer terrestre quer aérea. Centenas de motares invadiram a cidade neste fim-de-semana naquela que já vem sendo habitual concentração de motares. Não bastasse isso, o nosso aeródromo registou a concentração de umas dezenas de avionetas integradas numa volta ibérica. Houve meia-dúzia de casamentos que contribuíram para a festa e Nantes esteve em grande com uma festa que já concentra uns milhares de pessoas. Tive oportunidade de assistir a tudo e até deliciar-me com as iguarias (dietas difíceis) de um casamento, um baptizado e a festa de Nantes, mas mesmo assim ainda tive tempo de passar e descansar a vista na nossa Top Model.
 
2º - Outro  Intróito
Uma vez, há coisa de 15 anos atrás, pediram-me para ir tirar uma foto a um espectáculo que se estava a realizar no Forte de S.Neutel. Não sou muito dado a fotos por encomenda, mas como aquela até era dentro dos meus âmbitos profissionais e, gastar cinco minutos para uma foto nem era coisa do outro mundo. Acedi ao frete. Chegado ao local do espectáculo deparei-me com uma artista (cantora nacional da música portuguesa) que  pulou para o palco e bota lá a tal foto, e bota outra, e outra e outra e a seguir outra, e depois outra e outra e outra ainda… no final a tal foto resumiu-se a 4 rolos de 36 fotos cada (ainda no tempo da fotografia analógica) e os cinco minutos duraram duas horas. Feitas as contas, foram 144 fotos. A artista mereceu todas as fotos e não tirei mais, porque fiquei sem rolos…mas mesmo assim assisti até ao último minuto do espectáculo…porque tudo foi um espectáculo, a juventude da artista, o biquini amarelo, a sua beleza…enfim…da música não me lembro, mas a rapariga era uma autêntica Top Model e eu tinha o exclusivo da fotografia – não podia fazer um mau papel, afinal era o fotografo oficial do evento (costumo justificar assim aquela minha leviandade fotográfica).
 
Há dias vi de novo a artista na televisão…estava irreconhecível, não podia ser a mesma que me fez gastar 4 rolos de fotografia e de 36 fotos cada rolo. Não, embora fosse a mesma, não era a mesma do biquini amarelo, com todas as medidas certas, beleza e simpatia que eu tinha fotografado…não podia ser a mesma Top Model, aquela “gaja boa” dos tais 4 rolos de há 15 anos atrás – mas era.
 
3º - Desenvolvimento
Tanto intróito só para chegar à nossa Top Model Flaviense, esta sim, uma “gaja boa”, mesmo boa, que depois de 2000 anos continua a atrair a objectiva de todos os fotógrafos e eu, até tenho vergonha de o dizer, mas já gastei muitos rolos (dezenas largas) e muitos mega pixeis (milhões) com esta “gaja”, tantos que até nem sei se esta paixão de a fotografar não será já “taradice” obscena, ou doença,  pois tanto me faz que esteja despida como vestida, de noite ou de dia, de verão ou de Inverno… de vez em quando lá dou comigo a gastar milhões de mega pixeis com a nossa Top Model flaviense, mas o mais grave, é que não me quero curar desta doença de a fotografar e amanhã mesmo, se tiver oportunidade, passo por lá outra vez, para registar mais meia dúzia de milhões de pixeis e registar mais uma ou outra das suas particularidades, que embora igual, é todos os dias diferente, e nem sequer precisa de biquini amarelo.
 
Não digam a ninguém, mas estou verdadeiramente apaixonado pela nossa Top Model… e por isso mesmo, hoje ficamos com mais uma imagem sua.
 
Até amanhã, que hoje já chega de taradices com gajas boas!

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