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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Rua de Stº António

31.07.07 | Fer.Ribeiro

 

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Muitas vezes tenho falado neste blog da vida da cidade dos anos 60, 70 e até 80 e não falo das décadas anteriores porque ainda não era nascido. Vida da cidade que nesses anos se resumia praticamente ao seu centro histórico onde a Rua de Stº António se assumia como o centro de toda a vida citadina. Rua comercial por excelência, mas também social, principalmente de verão e à noite, quando a rua e o Jardim da Freiras reunia centenas de pessoas, tantas, que o jardim tornava-se pequeno e arranjar mesa num dos cafés, era obra.
 
Muitas vezes dou comigo a pensar o que se passou com a Rua e o antigo Jardim das Freiras que em finais de 80 começou a perder a sua vida e a reparti-la por vários novos locais de pouso na cidade nova e, sinceramente, penso que foram os “actores” da rua (comerciantes e outros) que a deixaram morrer ao se acomodarem e não saberem acompanhar os tempos modernos e as exigências de uma nova geração. O Cine-Teatro, os cafés Ibéria e Comercial morreram porque ficaram parados no tempo, o Aurora descaracterizou-se e novos espaços atractivos não apareceram (excepção para as lojas de roupa e de marca).
 
Não sei se deram conta, mas ainda não falei no café Sport, pois como em tudo, há os resistentes e, mais que um fenómeno de resistência, penso ser uma questão de fidelidade aos hábitos, pois o Sport continua igual ao Sport de há trinta anos atrás. Lavou a cara, mudou de donos, de empregados, mas continua a ter o mesmo serviço e os mesmos clientes e, sempre os mesmos, embora (claro) não sejam os mesmos de sempre. Quero eu dizer que ainda é um local de tertúlia, de discussão política e boleira, também de bem e mal dizer, de espera, de encontro e de fazer mesa ou sala, tal e qual antigamente, um local de velhos do Restelo e “entendidos”, intelectuais de esquerda, homens de negócios à moda antiga, alguns de direita tipo opus dei e onde param principalmente os “puros flavienses” ou os que não o sendo têm pretensões a serem puros flavienses…
 
Bem, acho que o melhor mesmo é despedir-me. Até amanhã! Em Chaves, claro.

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