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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Vilarelho da Raia

29.01.06 | Fer.Ribeiro
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Tal como prometemos e porque hoje é Domingo, vamos para o concelho rural.

Onde menos se espera, às vezes, há pequenas preciosidades escondidas. É o caso de esta fonte, localizada em pleno vale de Vilarelho da Raia, entre esta povoação e o Cambedo, no entanto, para quem não a conhece, não é fácil dar com ela. Se a quiser conhecer, o melhor é perguntar a alguém da aldeia onde ela fica.

As águas da fonte são ferrosas e com características das águas de Vidago.

Vilarelho da Raia, é sede de freguesia e fica a 15 quilómetros de Chaves. Localizada a Norte do concelho, fazem parte da freguesia as povoações de Cambedo, Vila Meã e Vilarinho da Raia. Como o próprio nome (Raia) indica, Vilarelho faz fronteira com Espanha e graças a isso, é uma freguesia cheia de história e com muitas estórias para contar, principalmente as que são ligadas à guerra civil espanhola, à passagem “a pulo” dos nossos emigrantes nos anos 60 e ainda ao contrabando, aliás características comuns a todas as aldeias da raia.

Chaves Rural - Moreiras

28.01.06 | Fer.Ribeiro
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E porque hoje é sábado, vamos para o concelho rural. Como além de ser sábado as montanhas estão cobertas de neve, escolhemos uma aldeia próxima de Chaves para podermos documentar o dia de hoje na montanha.

Fomos até Moreiras, já ao fim da tarde.

Moreiras é sede de freguesia, fica a 16 quilómetros de Chaves e situa-se lá bem no alto da montanha. Fazem parte da freguesia as aldeias de France, Almorfe e Torre.

Quase no limite do concelho, uma pequena parcela da freguesia faz mesmo fronteira com o concelho de Valpaços.

Freguesia agrícola, com algum gado, madeira, castanha e batata. No entanto já conheceu melhores dias, pois actualmente conta sobretudo com uma população envelhecida e resumida a meia dúzia de famílias. A grande maioria da aldeia, já há anos que desceu à cidade e por cá ficou ou então escolheu terras mais quentes, é que o Inverno na montanha é mesmo ingrato.

Por do Sol em Chaves

28.01.06 | Fer.Ribeiro
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Esta é uma imagem que quase todos os finais de tarde de Inverno tenho o prazer de ver, às vezes observar mais atentamente e outras vezes até fotografar. Parece tudo estar no seu sítio. A guarita do castelo, algumas pontas de plátanos e até a amoreira, das poucas, ou talvez a única, que ainda vão resistido ao passar dos anos.

E por falar em amoreiras, mereciam um post aqui no blog ou talvez no blog Chaves Antiga. É que Chaves já foi terra de muitas amoreiras. A Rua do Olival, por exemplo, onde hoje as oliveiras substituem as anteriores tílias, já esteve arborizada com amoreiras. Outro exemplo era a antiga entrada de Chaves (pela E.N.2), e actualmente também avenida D.João I, em que a maioria das suas árvores eram amoreiras.

E ficamos por aqui. Mais logo vamos dar uma volta pelo concelho rural.

Chaves - Praça da República

27.01.06 | Fer.Ribeiro
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No arquivo do blog Chaves Antiga podemos encontrar pelo menos 3 ou 4 versões diferentes desta praça. A praça ainda com uma construção com arcadas e sem pelourinho, sem construção e com pelourinho e jardim, com jardim e com bancos e até com diferentes desenhos de jardim. Esta última versão da praça tem apenas vinte e tal anos, no entanto se considerarmos a nova versão sem carros, a actual (às vezes) apenas tem meia dúzia de anos.

Pessoalmente gostava da versão com jardim, no entanto não desgosto da actual versão e por uma simples razão, é que mesmo com está, continua a ser a praça mais bonita de Chaves, a par, claro da sua vizinha Praça de Camões.

Chaves - Ponte Romana

26.01.06 | Fer.Ribeiro
102c-bl.JPGJá não é a primeira vez que uma foto da ponte e do conjunto de casario da Madalena é aqui publicada e pela certa que não será a última. Também já mais que uma vez o disse aqui, que esta ponte e este conjunto me encantam, quer pela sua beleza, quer pelo respeito que tenho pela ponte, ou melhor, pela sua idade. 2000 anos, são muitos anos!

Chaves e os azulejos

25.01.06 | Fer.Ribeiro
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A foto documenta os azulejos de uma das paredes do átrio de entrada da Câmara Municipal.

Em espaços públicos, conheço três “colecções” de azulejos que pela sua beleza merecem além de mencionadas, serem vistas: Esta, do átrio da Câmara Municipal, embora pequena; a do átrio do Liceu ou Escola Secundária Fernão Magalhães, um bocadinho maior e a da Igreja da Misericórdia, sem dúvida a mais importante, não só pela sua dimensão (que decora as duas paredes laterais interiores da igreja), com 21 painéis, todos com temas bíblicos.

Se é e está cá na terrinha e nunca viu uma destas colecções, principalmente a da Igreja da misericórdia, não sabe o que está a perder, para os que estão fora, não esqueçam que quando vierem a Chaves, a Igreja da Misericórdia é visita obrigatória.

Chaves e o Liceu

24.01.06 | Fer.Ribeiro
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Foi nesta casa (o sempre Liceu) que aprendi a famosa Lei de Lavoisier: “Na natureza nada se perde, nada se cria e tudo se transforma”. Queira Deus que esta Lei não se aplique aqui. O crime de acabar com esta casa de ensino seria igual ao de acabar com a universidade em Coimbra. É de tradição que vos falo e esta casa é uma casa com tradição no ensino em Chaves. Integrada na alma da cidade, quem passou por lá, nunca a esquecerá.

Com esta coisa da lei das transformações não quero ser alarmista, mas a mesma lei está a aplicar-se mesmo ali ao lado. O Jardim transformou-se em Praça e os Bombeiros em biblioteca e seria bom ficarmos por aqui, porque já não é de hoje, haver quem olhe para esta casa com outros olhos.

É uma casa com magia, instalada num belíssimo edifício, com uma alma muito grande.

Que me desculpem os alunos e antigos alunos das outras escolas, mas esta foi a minha à qual agradeço, em muito, a minha educação e formação.

O Liceu não pode morrer.

Chaves Rural - Pedra da Bolideira

22.01.06 | Fer.Ribeiro
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E como já é Domingo, vamos lá ver o nosso concelho rural.

De Calvão para a Bolideira.

O lugar da Bolideira fica a 18 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Bobadela, quase no limite do concelho, a caminho de Vinhais, em plena Estrada Nacional 103 ou seja, a estrada que liga Braga a Bragança, passando, claro, por Chaves.

Suponho que este lugar adoptou o nome graças à pedra da Bolideira, que tanto quanto sei, é monumento nacional.

Não há flaviense que não conheça o termo pedra da bolideira. Reconheço que o nome é mais conhecido que a pedra, pois a grande maioria nem sequer sabe onde ela fica.

E o que é que esta pedra tem que a torna tão famosa?
- Tem a particularidade de ter umas “valentes” toneladas de peso e qualquer pessoa a conseguir fazer mexer. Talvez o nome de Bolideira (sou eu a dizer) venha do facto de ela bulir, o que é um facto é que ela bule mesmo. Não é fácil observar a olho nu o quanto ela mexe, para tal está lá sempre colocado estrategicamente um pauzinho (dentro do círculo vermelho na foto) que demonstra bem o fenómeno que à luz da ciência até nem é fenómeno nenhum.

Mas o passeio até à pedra da Bolideira vale a pena, principalmente pelas vistas que o vale nos oferece no regresso do passeio.

Chaves Rural - Calvão - Srª da Aparecida

21.01.06 | Fer.Ribeiro
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E porque hoje é Sábado, vamos por este concelho fora.

Hoje vamos até Calvão, sede de freguesia a 12 quilómetros de Chaves, mais propriamente até ao Santuário de Nossa Senhora da Aparecida.

Localizada já na encosta onde começa a separação das nossas terras com as terras de Barroso, a escassos quilómetros de outro Santuário também bem conhecido, o do S.Caetano, é um uma localidade de visita obrigatória no nosso concelho.

Pessoalmente descobri este espaço há coisa de 12 anos atrás e fiquei encantado, o Santuário surge como que um oásis no deserto, que neste caso é um oásis na montanha.

Local calmo, agradável, com água fresca e pura. Ideal para piqueniques de primavera e verão, onde não faltam grelhadores, mesas, bancos de apoio, sol ou sombra, como preferir. Ideal para crianças ou para quem simplesmente quer passar um dia relaxado em contacto com a natureza.

Chaves - Maria Rita

21.01.06 | Fer.Ribeiro
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O edifício que se vê na foto é o Jardim de Infância de Chaves. Quando é referido geralmente é logo seguido da pergunta – Onde fica isso? E geralmente é seguido da resposta – O Maria Rita. Pois! Também ainda há quem se refira à antiga creche.

Desde o desmantelamento das antigas bombas de gasolina da Shell ou as bombas do Ramiro Amorim, a construção dos novos edifícios e da rotunda, este local teve que se agarrar às referências existentes no largo. A referência passou a ser a Maria Rita e a creche. Hoje em dia o Pingo Doce também serve de referência. Eu pessoalmente, das referências existentes (antiga creche, Maria Rita e Pingo Doce) prefiro a referência à Maria Rita e todas as estórias e romantismo que o nome envolve.

Chaves - Envolvente do Forte de S.Francisco

20.01.06 | Fer.Ribeiro
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Como cidadãos e flavienses temos sempre que estar atentos aquilo que fazem à e na nossa cidade. Criticar o que é mal feito é um direito que nos assiste, mas há também que louvar o que de bem se faz pela cidade.

O espaço que agora se vê na foto era há poucos anos atrás um espaço de ninguém, degradado e que em nada dignificava a cidade e principalmente o monumento histórico que residia mesmo ali ao lado – o Forte de S.Francisco. Hoje é um espaço digno de ser passeado e visitado.

Chaves - Largo do Anjo

19.01.06 | Fer.Ribeiro
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Na continuação do post anterior e ainda da Rua Bispo Idácio (Antiga Rua da Cadeia), é aqui que ela termina. Mas hoje não é de ruas que vos quero falar. Hoje quero-vos falar do Chico e do Kambu ou melhor, do Chico do Kambu.

Vindo de Curalha há mais de 30 anos, olhou para a esquina e disse – Vai ser aqui o Kambu (suponho que foi assim). O facto é que o Kambu, ou melhor o Chico, já dá de comer e beber, música e lições de benfiquismo há cerca de 30 anos naquela esquina. È lá que se comem os melhores pregos da cidade, principalmente ao pequeno almoço, sempre (quase obrigatório) acompanhados de uma cerveja preta, e para quem tiver paciência de esperar um bocadinho (lotação aproximada de 10 pessoas), também se pode deliciar com os almoços do Chico, com “música” garantida, principalmente se é uma segunda-feira depois de uma vitória do Benfica. Mas se for do FCP ou do Sporting, não se acanhe, porque a discussão costuma ser sempre salutar e irónica. Se o Benfica perde, também não há problemas, a música continua garantida.

Chaves - Rua Bispo Idácio

18.01.06 | Fer.Ribeiro
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Entalada entre o casario, esta rua desenvolve-se em duas partes, a parte de baixo e a de cima. A parte de baixo, mais maltratada, abandonada e esquecida desenvolve-se entre a Ladeira da Brecha e a Ladeira da Trindade. É um troço triste, escuro e frio e raramente caminhado. Não tem comércio e suponho que é quase inabitada. Felizmente a parte de cima da rua, que se desenvolve entre a Ladeira da Trindade e o Largo do Anjo, talvez graças a ser ligeiramente mais larga e airosa, já é mais alegre, recuperada, com comércio, instituições, restaurantes e até habitações. Quase que merecia ter nomes diferentes, a parte de cima poderia manter o nome, a de baixo era mais apropriado chamar-se Rua da Tristeza, inclusive até para fotografar esta rua (a parte de baixo) é difícil, sempre dada a sombras muito duras e frias, até de verão, mas aí é agradável a sua frescura. Como diria o Humberto Serra, do Blog do Beto, desta parte de baixo da rua - “quo vadis aquae flaviae”.

Só a título de curiosidade e para quem não sabe, esta rua além de entalada entre o casario, fica também “entalada” e, é paralela às duas principais ruas da cidade – a Rua de Stº António e a Rua Direita.

Chaves - Um olhar para a montanha

17.01.06 | Fer.Ribeiro
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De novo o regresso às cores da cidade.

Lá bem ao fundo, no sopé da montanha é a quinta da Condeixa. É o que eu chamo o medidor de humidade da cidade, não em percentagem, como é habitual, mas em cor, ou melhor, é um medidor de secas. O medidor varia entre o amarelo-creme e os verdes. Quanto mais escuro o verde, mais água há na terra.

A foto não é de hoje, mas podia ser. Porque a cor dominante vai sendo o verde, um bocadinho acastanhado pelo frio, mas já saiu dos amarelos do verão. No entanto, ontem, a montanha que se vê ao fundo acordou coroada de branco. Havia uma pequena esperança que o manto branco tapasse todos os verdes e se prolongasse até ao vale, mas, para tristeza das crianças, apenas se ficou pela montanha e a meia dúzia de quilómetros, lá para as terras mais altas.

Embora a foto retrate os meus domínios de infância, Madalena, Casa Azul, Sr. da Boa Morte, Prado, Condeixa, Eiras e Castelo, foi tirada dos jardins de outro Castelo, o da cidade.

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