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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Largo do Anjo

28.02.06 | Fer.Ribeiro

height=360 alt=2669-bl.jpg src="http://chaves.blogs.sapo.pt/arquivo/2669-bl.jpg" width=480 border=0>

Existem, em fotografia, várias versões do Largo do Anjo (se tiverem um bocadinho de tempo podem consultar o blog Chaves Antiga  Link  e lá encontrarão fotografias publicadas de algumas versões antigas do largo, nomeadamente nos dias 28-Jan-06; 27-Out-05; 22-Maio-05; 10-Maio-05 e 30-Mar-05). Mas como ia dizendo, existem várias versões do largo e a menos interessante que conheço, é a actual.

O empedrar de praças e jardins, pelos vistos, já não é coisa de hoje. O Largo, no entanto, possui várias construções interessantes e a própria estrutura do largo é interessante.

Actualmente, mais que um largo, é uma rua e dois parques de estacionamento. Um mais ou menos organizado e pago, e outro desorganizado, caótico e clandestinamente gratuito. A maioria do largo é desaproveitado e nem serve peões nem automóveis, mas antes confusão, tanta, que o Monsenhor mais parece um “sinaleiro” a quem ninguém liga e não um busto, num lugar digno de estar.

Em suma, é a meu ver um largo que necessitaria um bocadinho de atenção, um arranjo e que merecia até contrariar as actuais tendências da moda do empedrar dando lugar, talvez, a um bocadinho de verde, só para contrariar.

Digo-vos mais: Preferia a versão dos anos vinte do século passado (publicada no chaves antiga em 22 de Maio de 2005), à actual versão.

Ao contrário do que vem acontecendo no blog, hoje em vez de mostrar aquilo que gosto, mostro o que não gosto, e como é Carnaval, já diz o ditado, ninguém leva a mal.

Claro que as opiniões aqui expressas são pessoais e, até posso estar enganado, no entanto quem não concordar quiser contrariar ou dar uma achega no assunto, temos os comentários para o debate e assuntos destes, só ganham com o debate.

Até amanhã!

Chaves e o Carnaval

27.02.06 | Fer.Ribeiro
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A tradição do Carnaval em Chaves está mais ligada à gastronomia do que a desfiles, no entanto nos últimos anos as crianças das escolas da cidade têm-nos brindado com os seus desfiles. Para a criançada é uma alegria, para quem vê, são uns momentos de boa disposição.

Mas a tradição mesmo é à mesa. Reservam-se para o dia de Carnaval as carnes de porco, mais propriamente os enchidos mais preciosos, aqueles que foram guardados propositadamente para esse mesmo dia de Carnaval.

Mas e antes que alguém que conhece a tradição diga que em sua casa não é ou era bem assim, diga-se, que a tradição também varia de casa para casa e tem muito a ver com a origem das famílias e com a combinação das origens e, aquilo que numa casa pode ser o enchido mais precioso, na casa ao lado pode não o ser. Em casa dos meus pais, cuja origem era de Vila Pouca de Aguiar e Montalegre, o fumeiro da casa, era uma mistura da tradição do fabrico de Vila Pouca, com o de Montalegre acrescido do de Chaves, embora prevalecesse a tradição barrosã . Mas numa coisa a tradição era e é comum no Carnaval – Os enchidos de porco.

Na maioria das casas o comum é, além das linguiças e salpicões, o “bo(u)telo” e o “palaio”. O primeiro não é mais que a bexiga do porco cheio de costelinhas e outras carnes de porco, que depois de passarem o Inverno pelo fumo, aguardam o dia de Carnaval para ser “esventrada” . O segundo, o “palaio”, não é mais que a parte mais larga do intestino grosso do porco, cheio da “massa” de carnes do tradicional chouriço de sangue e cabaça, que tal como a bexiga, passou pelo fumo durante todo o Inverno.

Iguarias destas, se forem genuínas, são de comer e chorar por mais. Talvez por isso é que à mesa só são vistas uma vez por ano. Ah!, claro que tudo isto tem que ser regado com um bom vinho, e neste capítulo não sou bairrista. Um bom vinho tinto, bem encorpado e de preferência da região de Valpaços ou em alternativa Alentejano, ou vice-versa, desde que seja bom.

Chaves Rural - Curalha

26.02.06 | Fer.Ribeiro
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Hoje foi um daqueles dias frios de Inverno, alguma chuva, muito escuro e nostálgico. Daqueles em que o quentinho de casa apetece e até se recomenda, mas a vida é a vida e nem sempre se pode usufruir daquilo que apetece ou se recomenda. Enfim, valeu pela foto, embora as condições para fotografar também deixassem muito a desejar.

Pois hoje fomos até Curalha, sede de freguesia, a 7 Km de Chaves. Sede de freguesia e única povoação da freguesia. É uma freguesia que vive da agricultura e da cidade. Em tempos, com o comboio, Curalha até tinha estação, a estação do Tâmega, que tinha a sua importância, principalmente em mercadorias e na sua situação estratégica junto à Estrada Nacional 103, então a única ligação com terras de barroso. O Tempo passou, o comboio faz parte da história desta freguesia e hoje resta-lhe a agricultura.

Historicamente, é conhecida pelo castro de Curalha, que aparece nos roteiros históricos e que até tem publicações dedicadas, mas só e quase apenas isso.

De interessante a freguesia possui ainda a antiga estação, que embora privada, foi recuperada com gosto e preservando o que de bom existia, tem ainda o rio, os moinhos e a ponte do antigo comboio. Será portanto uma freguesia que pela certa terá mais vezes lugar neste espaço. Até lá, fiquem bem e gozem o que ainda resta deste fim de semana.

Chaves - Castelo de Monforte de Rio Livre

25.02.06 | Fer.Ribeiro
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E como já é Sábado, vamos até à montanha.

Monforte, é o nome que esta região do concelho e da montanha. Neste caso, bem lá no alto, a dominar os vales de Chaves e Monte-rei, eis o Castelo de Monforte de Rio Livre, há uns 15 dias atrás.

Quanto à historia deste castelo, e como já várias vezes o disse aqui que o meu forte não ser história, reservo esse capítulo aos especialistas, neste caso, ao que consta sobre o castelo na WIKIPÉDIA.

Então consta assim, para quem interessar:

“Antecedentes

A primitiva ocupação humana de seu sítio remonta a um castro pré-histórico, conforme testemunhos arqueológicos. Quando da ocupação romana da península Ibérica, devido à proximidade da estrada romana que ligava Astorga a Braga, foi reocupado, conforme o testemunho de duas aras, uma das quais dedicada ao deus Larouco.

O castelo medieval

Monforte de Rio Livre veio a integrar o território português logo que se constituiu a nacionalidade. A mais antiga referência ao castelo medieval remonta ao século XII, num documento que cita um nobre tenente do castelo. O julgado de Rio Livre foi instituído em 1267. Em 1273 a povoação recebeu foral de D. Afonso III (1248-1279), quando devem ter se iniciado as obras de reforma do conjunto que, em sua maior parte, chegou até aos nossos dias. Este soberano alçou a vila a cabeça de território, dentro do mesmo processo de organização da fronteira setentrional que deu origem, por exemplo, ao Castelo de Montalegre. Institui-lhe ainda uma feira de dois dias.

Os trabalhos de edificação prosseguiram no reinado de seu filho e sucessor, D. Dinis (1279-1325), vindo a estar concluídos em 1312, quando apresentava uma sólida torre de menagem e muros reforçados por três torres. Nesse período se documenta a presença de um alcaide na localidade e se verifica um forte crescimento do espaço urbano da vila, com a ampliação da cerca da vila.

A vila recebeu foral passado por D. Afonso IV (1325-1357).

Quando da eclosão da crise de 1383-1385 a vila e seu castelo tomaram o partido por D. Beatriz, vindo a aceitar D. João I (1385-1433) no contexto da campanha empreendida por este soberano no Norte de Portugal. Visando incrementar o seu povoamento e defesa, a pedido do alcaide, D. Álvaro Gonçalves de Ataíde, este monarca instituiu na vila um couto para cinquenta homiziados (salvo traidores ou aleivosos) (1420). Acredita-se que seja deste período a construção da barbacã e do fosso que cercavam o castelo no início do século XVI, conforme figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), que observou contar a vila "X ou XII vizinhos e todas as outras casas sam derrybadas e feytas em pardieiros". Para atender a esse estado de coisas, a vila recebeu o Foral Novo de D. Manuel I (1495-1521).

Da Guerra da Restauração aos nossos dias

No contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, o Conselho de Guerra de D. João IV (1640-1656) determinou a modernização das defesas de Monforte, adaptando-as aos tiros da artilharia. Desse modo, foram erguidos um meio-baluarte e outras estruturas, a leste da torre de menagem medieval.

Os domínios de Monforte de Rio Livre foram mantidos pela Casa do Infantado, instituída pelo Infante D. Francisco, filho de D. Pedro II (1667-1706) e irmão de D. João V (1706-1750).

Uma planta do século XVIII documenta o estado de ruína da sua fortificação, quando habitariam a vila cerca de 381 habitantes.

Em inícios do século XIX, no bojo de conjunto nacional de obras de beneficiação das fortificações, foi artilhada com quatro peças.
Com a extinção do Concelho (6 de Novembro de 1853), o castelo foi abandonado, assim como a povoação.

O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional, por Decreto publicado em 5 de Janeiro de 1950, quando se fez sentir a intervenção do poder público através de obras de consolidação e recuperação. Mais recentemente, na década de 1990, procedeu-se a uma nova campanha de beneficiação, quando se procedeu uma pequena investigação arqueológica.

Actualmente, a zona envolvente do castelo é palco, anualmente no verão, de uma concorrida recriação da feira medieval com trajes, jogos e artigos de época.

Características

O castelo medieval, com muralhas em granito, abundante na região, resiste em condições razoáveis. Nelas se rasgam duas portas, pelas quais de acede o pátio de armas:

•a Porta da Vila, a Oeste, em arco quebrado, mais larga, comunicando com a vila medieval; e

•a Porta da Traição, a Sul, em arco de volta perfeita, com vão mais estreito.
O topo das muralhas é percorrido por um adarve, por onde se acede, através de uma porta, o interior da Torre de Menagem. Esta apresenta planta quadrangular, coroada por uma fileira de mísulas tripartidas, estando dividida internamente em três pavimentos, iluminados por frestas rasgadas nas paredes. É acedida, ao nivel do pavimento intermediário, por uma porta elevada, em arco de volta perfeita. No pavimento inferior abre-se a cisterna com teto abobadado.
Da antiga cerca da vila, onde se rasgavam primitivamente três portas, resta apenas a chamada Porta do Galeão.”

In WIKIPÉDIA

Chaves vista do miradouro

24.02.06 | Fer.Ribeiro
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Pondo de parte a velha polémica do nome do miradouro, digamos que é o miradouro de S.Lourenço de onde se pode ver todo o vale incluindo a cidade de Chaves.

É sem dúvida, pela beleza das vistas, um dos pontos obrigatórios de visita. Rara é a hora do dia ou da noite em que não haja por lá gente, o que demonstra bem que o lugar, não é um lugar qualquer. Pessoalmente, sempre que sou obrigado a passar por lá, também paro durante uns minutos e sempre, mas mesmo sempre e desde sempre, aprecio o lugar, aprecio as vistas sobre a cidade e o vale, vou anotando (ao longo dos anos) como o branco vai substituindo o verde ou o azul e comento sempre para comigo: “este lugar merecia estar mais bem tratado”. Não que esteja abandalhado, ainda não é o caso, mas falta lá qualquer coisa… entretanto, e enquanto essa coisa não surge, não deixe de passar por lá e parar uns minutos, ou umas horas, principalmente nos dias em que o vale é tomado pelo mar de nevoeiro.

Um por do Sol em Chaves

23.02.06 | Fer.Ribeiro
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Eu sei que um por do sol não tem nada de extraordinário, afinal ele segue o ritual de todos os dias. Nasce, anda lá por cima e põe-se. Mas há dias em que ele é diferente, em que ele nos faz parar, retirar a máquina fotográfica e registar o momento para a posteridade e, não sei porque, mas aqui em Chaves o por do sol tem sempre um sabor especial, principalmente quando são como o de hoje. Parecem-me mais limpos, mais puros. Mania minha, concerteza!

Chaves - Largo Caetano Ferreira e Praça de Camões

22.02.06 | Fer.Ribeiro
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Estas praças e o seu casario monumental demonstram bem que a cidade de Chaves nunca foi uma cidade qualquer, demonstram isso sim, que é uma cidade cheia de história e que ao longo da mesma sempre foi, por um ou outro motivo, uma cidade importante. Para mim ainda é uma cidade importante, não fosse eu flaviense, mas também, e só, ou apenas, quase isso… ou seja o Benfica ganhou e soma mais uma vitória para o futebol português e como alguém dizia: - isso é que é isso!

Desconversas à parte, estas praças e este casario, tal como a ponte romana, por mais que as registe em fotografia, penso que ainda nunca virei a objectiva para sítio certo. Por isso, e até que o consiga, vou continuar a fotografar estas e outras “pontes romanas” como quem diz, a nossa história flaviense. Até lá!

Chaves e a outra face das ruas

21.02.06 | Fer.Ribeiro
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Como diriam aqui os nossos vizinhos galegos, depois do fim de semana pelo campo flaviense, vamos regressar ao “casco velho” que é como quem diz – ao Centro Histórico. E história é coisa que não falta a esta nobre cidade de Chaves.

Hoje uma fotografia daquilo que é menos conhecido: as traseiras. Precisamente as traseiras de um troço daquelas que é a rua principal (ou das principais) da cidade, a Rua de Stº António.

Geralmente as traseiras das ruas e dos edifícios são uma zona menos cuidada, mas nem por isso deixa de ser interessante. Eu diria mesmo que são até bem mais interessantes que as fachadas principais. Soluções construtivas com materiais menos nobres mas mais úteis, um recortar de altos e baixos, saliências e reentrâncias, mostram a face mais humana das construções, mostram o dia a dia das construções, com a sua roupa de trabalho. São mais sinceras, mais reais e que mostram o verdadeiro ser de quem a habita.

Chaves - Forte de S.Neutel

20.02.06 | Fer.Ribeiro
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Foi notícia na imprensa local deste fim de semana a requalificação do forte de S.Neutel, no âmbito do POLIS. As boas notícias são sempre bem vindas. Já há muito e repetidamente o disse aqui, que este forte pedia um bocadinho de atenção. Embora no passado recente já tivessem havido algumas intervenções, principalmente no interior com a construção do anfiteatro e a nível exterior com a iluminação (iluminação que já faz parte da história) é notório que muita coisa ainda há que fazer por este forte.

Confesso que não conheço o projecto de requalificação, mas só a ideia de requalificar já é boa, no entanto, não basta requalificar, é necessário também (com a requalificação) dar vida de modo a preservar, principalmente “guardar” aquilo que se requalifica. Digo isto, porque como flaviense e conhecendo a “nossa” realidade, sei que a “noite” e cada vez mais o “dia” muitas vezes são ingratas para o nosso património histórico.

Requalificar - sim senhor, mas também dar vida, preservar e proteger, como quem faz de conta que é uma coisa nossa, de que nós gostamos (ou orgulhamos) e que está em nossa casa.

Chaves Rural - Ribeira de Sapaio - Cela

19.02.06 | Fer.Ribeiro
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A imagem de hoje tem pouco mais de 10 anos e retrata um conjunto que para mim era dos mais bonitos que tínhamos no concelho, eu diria mesmo que era um lugar paradisíaco. E digo bem – era, porque hoje já não é assim.

Numa das minhas aventuras de ir por aí fora à procura de nada, ao acaso descobri este pequeno paraíso. Por sorte já então tinha a “mania” de registar em fotografia aquilo de que gostava. Gostei, bati no total três rolos de fotografias, um deles a preto e branco. Há pouco tempo atrás voltei lá para novo registo, agora digital. Tal como fotografo aquilo de que gosto, também me reservo o direito de não fotografar aquilo que não gosto. Desta última vez não bati nenhuma fotografia. A mão humana às vezes compõe outras vezes destrói. Contudo, principalmente para quem não conheceu aquilo há 10 ou 15 anos atrás, ainda é capaz de valer uma visita e até de se gostar do que ainda resta.

Chaves - Nossa Srª da Saúde

18.02.06 | Fer.Ribeiro
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Hoje uma foto especial – uma das capelas de S.Pedro de Agostém, a da Nossa Senhora da Saúde que todos os anos leva até si milhares de devotos, quer nos seus festejos anuais (segunda-feira das 7 semanas após a Páscoa), quer durante todo o ano.

A mim, pessoalmente , já me levou lá em três ocasiões muito especiais: para o meu casamento, e para o baptizado do meu filho e da minha filha, é, como costumo dizer, a minha capela e santuário de cerimónias. Já agora, que se fala deste local, tem que se falar de um Homem que ao longo das últimas décadas está associado a este local, com um agradecimento especial também para esse mesmo homem que foi meu professor e é também o meu “padre de cerimónias” e, claro, também amigo - o Padre Ladislau.

Quanto à freguesia de S.Pedro de Agostém, cuja povoação fica a 8 Km de Chaves, é a freguesia (a par de Nogueira da Montanha) que mais povoações possui. 11 povoações no total, a saber: Agostém, Bóbeda, Escariz, Lagarelhos, Paradela, Pereira de Veiga, Peto, Sesmil, Ventuzelos e Vila Nova de Veiga, além, claro, da sede de freguesia.

É sem dúvida uma freguesia que passará por este blog mais vezes, com uma dedicatória especial a cada uma das povoações desta freguesia.

Chaves - Rio Tâmega

17.02.06 | Fer.Ribeiro
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Para um flaviense menos atento ou simples observador, dirá que esta imagem foi tomada no meio de um vale, com as montanhas de fundo, onde há apenas azul e verde e onde a mão humana ainda não chegou. Puro engano! Pois este bocadinho de calma, azul e verde, está mesmo aqui ao pé de nos, entre a Ponte Romana e as poldras. Às vezes temos que seleccionar aquilo que queremos ver e apagar aquilo que não nos interessa.

Chaves - Rua Verde

16.02.06 | Fer.Ribeiro
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Na continuação do post anterior entramos definitivamente na Rua Verde.

Tal como ontem já o disse, esta rua nasce no Largo do Anjo onde existiu em tempos o armazém da vedoria, à volta do qual se exercia o mercado local. Nesta rua eram vendidas as couves, os nabos, as alfaces e outras coisas verdes. Desde esse tempo e graças aos verdes lá vendidos que a rua adoptou o nome de Rua Verde. Esta é pelo menos a explicação do nome feita na Toponímia Flaviense de autoria de Firmino Aires, da qual não duvidamos.

É uma rua pacata, e como começa em escadaria, não tem trânsito automóvel, quase sem habitantes e comércio (além da frutaria) inexistente, mas nem por isso deixa de ser uma rua interessante e concerteza com muita história.

Chaves - Centro Histórico

15.02.06 | Fer.Ribeiro
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Na continuação do post de ontem, este é o outro lado da rua, que por acaso, ou talvez não, não mencionei o nome. Pois hoje aqui fica o nome: Rua Dr. Augusto Figueiredo Fernandes, ao qual já em tempos lhe dedicamos um post. A rua tem inicio no Largo do Anjo e termina na Av. Tenente Valadim.

Há dias falava-se aqui do comércio tradicional. Então aqui fica também retratada mais uma frutaria, daquelas que tem boa fruta e com atendimento personalizado, da qual por acaso não sou cliente e apenas pelo facto de me ficar fora de mão, mas que a fruta tem bom aspecto, lá isso tem.

É nesta frutaria que começa a Rua Verde que nem de propósito, adoptou o nome (a rua) precisamente por nela (em tempos) se venderem as couves, os nabos, as alfaces e outras coisas verdes (in toponímia flaviense).

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