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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves - Gravura do Largo Caetano Ferreira

31.03.06 | Fer.Ribeiro
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Já há muito tempo que não publicava aqui uma gravura. Hoje, para variar, fica uma do Largo Caetano Ferreira.

Agora um pouco de história. Ao que se sabe o nome deste largo foi adoptado em finais século XIX. Quanto a Caetano Ferreira, ou mais precisamente Caetano António Ferreira, pouco se sabe. Sabe-se dele que chegou à então Vila de Chaves, vindo do Brasil (Rio de Janeiro) e que se propôs o “aformoseamento” do novo largo em frente ao Hospital da Misericórdia, cujas casas ali existentes ele comprou para demolir. Segundo documentação isto remonta ao ano de 1860. Sabe-se dele que pediu licença à Câmara para ser padrinho de todos os Expostos que dessem entrada na Roda a partir da data do seu aniversário, pagando à sua custa às criações de leite dos referidos Expostos. Não se conhece contudo onde nasceu, quando nasceu nem quando morreu. Uma coisa sabemos: O seu nome está ligado a este largo há mais de um Século.

Chaves - Longras

29.03.06 | Fer.Ribeiro
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Uma das formas que a civilização tem de demonstrar a sua evolução e os seus ganhos é com gráficos, em que os picos mais altos, são os momentos de maiores lucros ou ganhos.

Na ausência de ferramentas próprias para criar um gráfico e para mostrar um bocadinho a evolução de Chaves e os ganhos de quem nela investe, tenho que recorrer à fotografia, em que os picos ou linhas mais altas, também são as mais lucrativas.

Então é assim:

- 1ª linha, as antigas hortas das Longras (abandonadas);
- 2ª linha, os muros que as protegiam;
- 3ª linha, as antigas construções na Rua das Longras;
- 4ª linha, a última, a mais alta, os “mamarrachos” construídos no antigo Mercado Municpal.

Às vezes dá-me para estes con(trastes)!

Chaves - Rua de Stº António

28.03.06 | Fer.Ribeiro
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E a foto de hoje é dedicada aos que gostam de ver as ruas da cidade cheias de gente, cheias de vida. Geralmente esta rua, a par da Rua Direita e da Rua do Olival durante as horas de comércio e serviços, têm sempre muita gente. Já o mesmo não acontece nas horas mortas, principalmente a partir das 19 ou 20 horas em que as ruas ficam praticamente desertas. A vida nocturna também há muito que já lá vai e nunca mais teve a vida do tempo dos cafés, do Geraldes, Jorge, Ibéria, Comercial e Sport e do tempo do Cine Teatro. Destes apenas o Geraldes e Sport sobreviveram, e à noite, apenas o Sport mantém as portas abertas. Mudam-se os tempos, mudam-se os sítios onde a vida vive.

No meu tempo de liceu, costumava dizer que um bom flaviense tinha de ir todos os dias ao Jardim das Freiras. Por razões obvias, hoje já não digo o mesmo, e substituí as Freiras pela Rua de Stº António. Ainda é por lá que se vou vendo como anda a moda e ainda vai sendo lá que os “jornais diários” da terra são publicados, estes, nos sítios do costume.

Chaves - Envolvente do Forte de S.Francisco

27.03.06 | Fer.Ribeiro
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Não é por nada, mas se no meu tempo de andar a namorar pelo Tabolado este banco existisse, pela certa que tinha aqui poisado algumas vezes. O cenário é convidativo. Um banco de madeira, sol quanto baste e até um muro de pedra a resguardar de olhares indiscretos e de ventos constipativos. Este banco tem tudo para convidar um namoro jovem ou adolescente. E podem crer que já muitos jovens namorados aqui se sentaram.

Já várias vezes o disse aqui, o que é bem feito é de louvar. Assim louvo mais uma vez o arranjo da envolvente do forte de S.Francisco. Louvo até os pequenos pormenores que os arquitectos autores do projecto ou as exigências do IPAR em manter o velho e decorativo muro. Agora pode-se passear à volta do forte num espaço que ainda há poucos anos era uma área inacessível. E o passeio vale a pena.

Chaves Rural - Terras de Ervededo

26.03.06 | Fer.Ribeiro
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E como ainda estamos em fim de semana, vamos até ao concelho rural.

“Viva a Torre que eu sou da Agrela” – Desculpem-me começar assim, mas é uma das máximas que conheço desde miúdo, ligada ao futebol. Não me perguntem qual a sua origem, mas desde miúdo nos jogos da bola, cada vez que esta subia mais alto que o costume era isso mesmo que a malta dizia, à nossa maneira “Biba a Torre que eu sou da Agrela”. Mas “bibas” à parte vamos então até à Torre das terras de Ervededo , até à Torre de Ervededo ou Torre do Couto, enfim até à Torre.

A 14 quilómetros de Chaves as terras de Ervededo fazem fronteira com Espanha, e ficam “entaladas” entre Vilarelho da Raia, Vilela Seca, Outeiro Seco, Bustelo, Sanjurge, Calvão e Soutelinho da Raia e fazem parte da história da região. Outrora sede de concelho, demonstram bem a importância que estas terras tiveram então. Talvez a proximidade de Chaves lhe tivesse tirado a importância que teve. Hoje é uma freguesia rural, que segundos os últimos censos tem 740 indivíduos de população residente, ou seja, embora com pouca população é ainda uma das freguesias mais habitadas do concelho. É uma daquelas freguesias às quais para se conhecer se tem de ir lá de propósito ou então faz parte do itinerário da “volta dos tristes” dominicais de alguns flavienses (Chaves, Seara, Campinas, Couto, Agrela, Torre, Vilela Seca, Outeiro Seco, Chaves). Eu próprio, de vez em quando, faço essa volta.

Não sei porque, mas já é uma freguesia com um bocadinho de cheiro a barroso e também uma freguesia que deve ter muitas estórias de contrabando para contar, não fizesse a freguesia fronteira com Espanha.

Hoje fico por aqui, ou seja “Viva a Torre que eu sou da Agrela”. Ficamos segundo apurei com a fotografia do largo da igreja onde estiveram também instalados os Paços do Concelho e a Cadeia.

Como por aqui se costuma dizer, “Há mais dias que chouriços” ou seja as povoações da Agrela e do Couto não estão esquecidas e um dia também passarão por este blog, até lá – “Viva a Torre”.

Chaves rural - Selhariz

25.03.06 | Fer.Ribeiro
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Selhariz fica a 16 quilómetros de Chaves e confronta com as freguesias de Vidago, Vilarinho das Paranheiras, Vilas Boas, Loivos e Oura. Da freguesia fazem ainda parte as povoações de Fornos, Valverde e Vila Rei. Segundo os últimos Censos de 2001 a população residente é de 311.

É uma daquelas freguesias que para se conhecer temos que ir lá, pois não é atravessada por nenhuma Estrada Nacional nem fica dentro de nenhum itinerário de passagem, mas nem por isso deixa de ser interessante. Possui algumas construções antigas de arquitectura tradicional dignas de serem vistas onde está incluindo, claro, o edifício das Escola Primária.

Embora com pouca população, nota-se ser uma freguesia com vida. Há sempre gente nas ruas. Economicamente é a agricultura de subsistência que predomina, mas também se nota que já conheceu melhores dias.

Na foto, entre muitas e interessantes que Selhariz nos pode oferecer, hoje, optei por esta. Os grelos, as oliveiras e ao fundo uma belíssima construção, que infelizmente, também já conheceu melhores dias.

É pela certa uma freguesia que passara aqui pelo blog mais vezes.

Chaves - Casario da Praça do Município

24.03.06 | Fer.Ribeiro
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É raro ver um turista armado de câmara fotográfica na mão que não tire uma foto a este pequeno conjunto. É talvez a par da Ponte Romana e do castelo um dos temas mais fotografados na cidade de Chaves e, pela imagem, percebe-se bem porque. É sem dúvida um belíssimo conjunto, sempre colorido e com muita luz, e onde se retrata também um bocadinho da arquitectura que abunda pelo centro histórico de Chaves.

E esta imagem é também dedicada a uma nossa visitante dos Estados Unidos a quem este conjunto e aquelas varandas verdes pelo certo em nada lhe são estranhas.

Chaves - Castelo (Torre de Menagem)

23.03.06 | Fer.Ribeiro
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Nem as torres de betão conseguem tirar a imponência deste castelo, às vezes, conseguem tapá-la, mas só isso. De facto, tome-se a entrada de Chaves que se tomar, o castelo é uma das construções que primeiro se avista e que sobressai de entre o emaranhado das construções do Centro Histórico.

Se de dia tem a sua imponência à noite tem o seu encanto, principalmente quando a lua teima em contorná-lo como que fazendo parte do conjunto.

Chaves - Largo do Arrabalde

22.03.06 | Fer.Ribeiro
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Este conjunto merecia um dia melhor, um dia mais fotogénico para ser fotografado, mas é (para já) a fotografia possível.

Como se nota pela foto ou é hora de almoço ou fim-de-semana. No caso, é fim-de-semana. Estranhamente gosto da cidade assim. Sem automóveis, principalmente. Quanto às pessoas, podia ter mais umas “tantinhas” mas, e continuando gosto da cidade assim. Calma e a possibilitar todas as observações num descobrir constante de pormenores. Gosto de viver diariamente esta cidade e, dia-a-dia, descobrir nela novos pormenores e, acreditem, a cidade ainda me esconde muitos pormenores. Mas podem ficar descansados que eu prometo a cada descoberta, partilha-la aqui neste blog com todos.

Chaves - Buvete das Caldas

21.03.06 | Fer.Ribeiro
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Com as recentes obras do Tabolado, a envolvente da buvete foi sujeita também a obras de melhoramento. O mais significativo, para mim, foi com um pequeno lago artificial ter-se dado de novo água à antiga ponte, recriando-se um pouco do Ribelas que por lá passava à cerca de 50 anos atrás. Parece-me ter-se criado um novo espaço agradável para “poisar” nas noites quentes de verão nas visitas à fonte das digestões difíceis.

Chaves - Jardim Público

20.03.06 | Fer.Ribeiro
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Já há algum tempo que não passeávamos pelo Jardim Público. Pois hoje vamos até lá e vamos contar um bocadinho da sua história.

Há uns meses atrás, no blog Chaves Antiga levantou-se uma salutar polémica acerca da localização da muralha seiscentista precisamente neste local. Ou seja, o Jardim Público foi construído onde existiam parte da antiga muralha. Nem tudo são rosas, para ganharmos este belo jardim perdemos parte das nossas muralhas e parte da nossa história. Concluindo, afinal o dinheiro compra tudo, não tivesse sido um banqueiro que construiu o Jardim Público.

Pois é mesmo assim, nos finais do Século XIX, o banqueiro Cândido da Cunha Sotto Mayor construiu um belíssimo edifício na madalena (os sentimentos são confusos). Entretanto entre o edifício e o Rio Tâmega o banqueiro propôs-se fazer também um jardim em terrenos públicos e onde existia parte da muralha. O jardim foi levado a efeito e em 1901 o banqueiro ofereceu o jardim à cidade. Se por um lado o benemérito Sotto Mayor legou um jardim à cidade, por outro lado, com o mesmo jardim, destruiu parte da muralha (repito, os sentimentos são confusos).

Mas não vale a pena lamentar o mal ou bem (para mim mais mal que bem) está feito. Hoje temos um belo jardim (os sentimentos são confusos), embora um pouco abandonado, quer pelos responsáveis quer pela população, no entanto ainda é um local agradável e necessário à cidade. Já o mesmo não acontece mesmo ao lado da antiga construção que Sotto Mayor levou a efeito e que mais tarde foi Lar de Freiras, onde o antigo jardim e uma belíssima taça de granito foram destruídos para dar lugar a mais um mamarracho.

Chaves Rural - Abobeleira - Barragem Romana

19.03.06 | Fer.Ribeiro
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A imagem em si nada tem de especial. O riacho é o Ribelas e o local são terras da Abobeleira, aldeia da Freguesia de Valdanta, mesmo aqui ao lado da cidade de Chaves e a paisagem, é do que mais abunda por aqui e, seria quase tudo, mas não é. È necessário recuar no tempo quase 2000 mil anos para se sentir este local, pois foi precisamente aqui que os romanos ergueram uma barragem para abastecer a então Aquae Flaviae de água. Vestígios no local são poucos, mas ainda dá para imaginar como ela seria então e para compreender a organização e o pensar do povo romano.

Chaves rural quase urbana - Outeiro Seco

18.03.06 | Fer.Ribeiro
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Hoje vamos até Outeiro Seco.

Mais que freguesia rural é uma freguesia quase urbana, pois o facto é que entre a cidade de Chaves e Outeiro Seco já não há separação física, aliás, a antiga freguesia deu recentemente origem a uma nova freguesia urbana, a de Stª Cruz-Trindade.

É também uma freguesia universitária e a caminho de ser industrial e de serviços, pois é lá que está instalada a Escola Superior de Enfermagem, é lá que está prometida a Universidade ou um Pólo (ao qual o edifício da foto não será alheio) e é também lá que nova zona industrial, plataforma logística e mercado abastecedor estão a ser construídos e quase em fase de conclusão.

Quanto a património, possui uma igreja românica, a igreja da aldeia (no centro) e mais três capelas (uma delas integrada neste conjunto que se vê na foto).

A freguesia é também atravessada pela IP3, agora auto-estrada onde está previsto existir um nó de ligação.

Com tanta infra-estrutura existente, em execução e projectada, além do património, Outeiro Seco arrisca-se a ser uma das freguesias mais importantes do concelho, não deixando contudo de ser também uma freguesia rural. Recorde-se que o vale agrícola da margem direita do rio, está quase todo integrado na freguesia.

Quanto à foto, trata-se do Solar dos Montalvões, propriedade da Câmara Municipal e que foi adquirido para instalação da tal universidade que ainda nunca passou do projecto, prevendo-se que nesta bela mas também degradada construção, seja instalada a Reitoria da tal (universidade).

Quanto a Outeiro Seco, terá pela certa direito a mais que um post neste blog, pelo menos a Igreja Românica merece um post próprio.

Chaves - Rua da Ordem Terceira

17.03.06 | Fer.Ribeiro
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Segundo consta esta rua já há muito que possui este nome e deve-se ao facto de na rua existir uma casa que foi sede da Ordem Terceira dos Franciscanos Leigos.

Agora e história à parte, é uma rua interessante, lembrando-me este pequeno troço que se vê na foto, as ruas galegas dos cascos velhos onde o granito é predominante.

É também num edifício desta rua que vai ser instalado o Museu de Arte Sacra, cujas obras estão praticamente concluídas.

Se passar por aqui, pare um bocadinho e aprecie também alguns pormenores interessantes esculpidos em pedra na fachada posterior da Igreja Matriz, onde está também a imagem de Stª Maria Maior, que dá nome à Rua que aí começa e à freguesia urbana de Chaves.

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