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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

30
Abr06

Chaves e o Apeadeiro de Oura

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Ainda ontem e a propósito do post de Vilarinho das Paranheiras, falava da construção que serviu de estação ao comboio. Dizia eu que era um belíssimo edifício, aliás como todas as estações. Pois estava a falar de estações, mas como em tudo, há os filhos pobres, neste caso os apeadeiros. As construções dos apeadeiros sempre foram construções muito simples, mas o apeadeiro de Oura ganhava em toda a linha do corgo pela sua simplicidade. Que eu saiba era o único apeadeiro em madeira de toda a linha, mas mesmo assim, interessante. Hoje já não serve para apear ninguém, mas como se vê na foto, ainda tem a sua utilidade. Já não serve para apear pessoas, mas serve para apear calças de ganga.

Claro que este post embora se refira a Oura, não é o post que eu tenho destinado à freguesia. Oportunamente Oura terá aqui o seu devido post.
29
Abr06

Concelho de Chaves - Vilarinho das Paranheiras

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E porque hoje é Sábado, vamos por esse concelho fora. A 18 Km de Chaves e a 3 de Vidago fica a freguesia e povoação de Vilarinho das Paranheiras.

Vilarinho das Paranheiras faz fronteira com Arcossó (Rio Tâmega), Anelhe (Rio Tâmega), Vilela do Tâmega, Vilas Boas, Selhariz e Vidago. Segundo o Censos 2001, tem 220 habitantes residentes e 134 Alojamentos. No entanto é uma freguesia em crescimento, pois nos últimos anos tem-se verificado na sua periferia o aparecimento de muita construção de habitação nova.

Conheço desde miúdo esta aldeia, de passagem, mas com paragem obrigatória, quer quando a deslocação era de comboio, quer quando era de autocarro. Era uma aldeia onde havia sempre gente, muita gente na rua. Ainda hoje há gente e crianças na rua. Uma prova disso mesmo, é a foto de hoje e das três crianças que fizeram questão de ser fotografadas, e já se sabe que onde há crianças há vida e alegria nas ruas.

Com a rectificação da EN 2 a aldeia perdeu as vistas de nascente, mas soube, aos poucos, virar-se para poente. Quanto ao comboio, perdeu-se também a vida da estação, um belíssimo edifício, como aliás quase todas as estações, que embora esteja fechada há 16 anos, continua ainda a mostrar a sua beleza, mas degradada.

É uma aldeia que merece uma visita, com um núcleo interessante, mais ou menos preservado e com muitos pormenores construtivos interessantes.

Hoje, porque pela certa Vilarinho das Paranheiras estará de novo no blog, deixo-vos com a foto do pelourinho e deste pequeno largo.

Para finalizar, e para quem aprecia, é uma terra de bom e apreciado vinho.
27
Abr06

Chaves, um pormenor

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Nem todos os dias acordamos virados para o mesmo lado. Às vezes uma coisa de nada muda o nosso humor, aquele humor dos psicanalistas. Felizmente vivo aqui na província, numa cidade calma e pacata onde toda a gente conhece toda a gente, mesmo que não se conheça e, onde ao dobrar de uma esquina há sempre um pormenor ou um amigo que muda o nosso humor. Não sei porque nem porque não, mas hoje no início deste post estava com o meu humor um bocadinho em baixo. Procurei uma fotografia para publicar, procurei outra, vi mais meia dúzia delas e terminei neste pormenor. Um gato à janela, calmamente no seu estar, alheio a tudo. Está na dele. Pois eu também estou na minha e hoje fica então esta foto, calma na pacatez de um gato, que olha não sei para onde, alheio a tudo – stress para que!?

É por estas e por outras que Chaves é a cidade onde vivo, é a minha cidade, porque para o nosso strees e para o nosso mau humor, ao dobrar de uma esquina encontramos um antídoto, um pormenor, um amigo, ou esta pacatez de um rés-do-chão com uma janela aberta, com um gato, alheio a tudo, alheio até à objectiva do fotógrafo. Como quem diz, pffffssssss! não chateies, que eu estou na minha… e estava e continuou a estar, desculpe o incómodo!
26
Abr06

Chaves - Rua de Stª Maria

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É precisamente aqui que começa a Rua Stª Maria, cuja Santa está lá bem em cima a dominar e guardar toda a rua.

A construção de dois pisos com gradeamentos verdes que se vê na foto, acaba de ser reconstruída, a mesma que durante longos anos esteve em ruínas, após um incêndio. Finalmente foi recuperada e podem crer que dá outro ar à rua. Rua que aos poucos vai sendo reconstruída, no entanto há umas três ou quatro que estão a pedir reconstrução urgente. É também uma rua com vida. Algumas famílias, algum comércio, oficinas e à noite os bares. Com vida e pacata (não há contradição). É uma rua interessante, que promete ser ainda muito mais interesse.
25
Abr06

Chaves e a Srª das Brotas.

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Pois ontem lá fui eu mais uma vez até ao forte de S.Neutel à procura da festa da Nossa Senhora das Brotas, à procura de uma festa igual à que eu vi pela primeira vez nos anos 60 e apetece-me dizer – A tradição já não é o que era. Contudo o forte estava aberto e havia um certo ambiente de festa. Resolvi entrar e aproveitar a abertura do forte para bater umas fotos. Deixo-vos esta, não propriamente do forte, mas de uma vista para a cidade e aldeias dormitórios (lá ao fundo na base do Brunheiro), e claro, com um cheirinho do forte.

E por hoje é tudo e se não o é, vai parecendo. É feriado, 25 de Abril, o dia da liberdade.

Gosto de o recordar assim – Dia da Liberdade.
24
Abr06

Chaves - Praça de Camões, à noite

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Aproveitando a noite agradável de Sábado, resolvi dar umas voltas pela cidade para bater umas fotos. Satisfez-me saber que como eu muita gente resolveu gozar a noite flaviense, sendo mesmo noite de festa para alguns, a festa do futebol.

De entre as muitas fotos que bati, resolvi-me por esta para a publicação de hoje e, por várias razões. Primeiro, porque a praça da foto é sem dúvida a praça mais bonita e mais monumental da cidade, depois porque no edifício que se vê ao fundo é que se traçam os desígnios do concelho e por último, quando bati esta foto, na praça, havia um pequeno grupo de jovens raparigas de fora (talvez em excursão pela cidade), umas seis ou sete, todas elas a bater fotos dos monumentos e casario da praça. Senti-me um orgulhoso flaviense ao ver assim apreciada a minha e nossa cidade.
23
Abr06

Chaves Rural - Vila Frade

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Começo por pedir desculpas por um ou outro lapso que de vez em quando se cometem neste blog. Como sabem este blog é um projecto pessoal, sem qualquer apoio ou assessoramento. Tudo que aqui se publica, é da minha inteira responsabilidade. Claro que não sou detentor de toda a verdade nem de todo o conhecimento. Sou um cidadão (flaviense) comum. O que aqui publico e o que aqui escrevo, é à minha maneira. À maneira pessoal de ver as coisas. Dá algum trabalho diário quer na recolha de fotografias quer nas recolha de informação e dá também alguma preocupação, mas faço-o por gosto de flaviense que sou, a pensar na cidade de Chaves e no seu concelho e, sobretudo a pensar em todos os flavienses e amigos de Chaves, principalmente os ausentes. Eu sei o que é estar ausente e o que a nossa terra significa. Pelas razões atrás apontadas peço desculpas pelos lapsos às vezes cometidos e agradeço, sinceramente, que usem os comentários para me corrigirem sempre que a informação aqui depositada não esteja correcta.

Tudo isto vem a respeito da foto que hoje publico e que ontem a legendei como sendo de Lamadarcos e, ainda, da banda de Outeiro Seco, que num post anterior esqueci de referir, por ignorância minha.

Pois apresentadas as devidas desculpas e apresentados os devidos esclarecimentos, vamos então para a foto e o texto de hoje.

Sempre que chego a um lugar, povoação, aldeia ou sítio, tento registar através da objectiva qualquer coisa que perdure para todo o sempre. Se houver qualquer coisa fora do comum, seja pela razão que for, eu tento registar. Vila Frade, a nossa aldeia à qual hoje dedico o post, já a conheço há mais de 20 anos. Sempre achei o largo de entrada muito bonito e interessante, principalmente de verão, contudo nunca consegui uma fotografia que conseguisse transmitir o espírito de todo o largo e todo o seu interesse. Na última deslocação à aldeia, fui propositadamente à procura de um click e, acabado de chegar, disfarçada por detrás da aldeia, descobri esta curiosa construção. Confesso que em mais de vinte anos que visito a aldeia, foi a primeira vez que a vi. E afinal do que se trata!? De aspecto monarca, não é pela certa habitação, arrumação ou armazém. Que me conste não é castelo de Rei ou Rainha. Uma torre de vigia, talvez. Mas vigia de que?

Mais uma vez tive que recorrer a quem sabe e desta vez a uma filha da terra. Diz-me ela, que a curiosa construção (afinal) é um pombal.

Sobre Vila Frade podemos dizer que fica a 13 Km de Chaves, pertence a freguesia fronteiriça de Lamadarcos (que muitos insistem em Lama de Arcos), freguesia rural, com 425 habitantes, 168 famílias e 335 alojamentos. Os dados são dos Censos 2001.
22
Abr06

Chaves Rural – Lamadarcos e o Couto Mixto

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Um bocadinho da história do nosso concelho.

A norte de Montalegre situa-se o Couto Mixto composto pelas aldeias de Meaus, Rubiás e Santiago. Hoje pertencem a dois municípios galegos, mas até 1855, formaram um território com apenas 27 quilómetros quadrados, que gozava de uma série de privilégios, a começar pelo auto governação, embora dependessem das casas do duque de Bragança e do Conde de Monterrei.

Os habitantes podiam escolher entre a nacionalidade portuguesa e a espanhola, ou nenhuma. Estavam isentos da tropa, de pagar impostos e até podiam cultivar tabaco. A falta de taxas aduaneiras favoreceu o comércio e também o contrabando. Quem fosse por um caminho que ligava o Couto a Tourém, em Portugal, não podia ser preso nem a mercadoria apreendida. E, para não perder tais benesses, os habitantes do Couto casavam uns com os outros.

Pois bem, dirão vocês – O que é que tudo isto tem a ver com Lamadarcos!? Pois hoje em dia, nada. Mas houve tempos em que parte da actual aldeia de Lamadarcos era Galega e é precisamente aqui que entra o Couto Mixto, pois o tratado de Lisboa de 1864 instituiu a troca do Couto Mixto pelas aldeias de Soutelinho da Raia, Cambedo e Lamadarcos, hoje portuguesas, passando o Couto Mixto, desde então, a ser território galego e daí espanhol.

Agora a fotografia.

O que se vê na foto e a capela espanhola e precisamente a parte da antiga zona espanhola de Lamadarcos, hoje 100% portuguesa.

Nota: Os primeiros visitantes do blog de hoje, pela certa que já viram este texto com outra fotografia. Houve um lapso na foto anteriormente publicada. As minhas desculpas. Quanto à foto anteriormente publicada, amanhã cá estará de novo.)
21
Abr06

Chaves - Centro Histórico

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O Centro Histórico de Chaves encanta-me. Ruas, travessas e ruelas quase betesgas. Há ou melhor, nota-se que neste conjunto havia intimidade e intimidades. Hoje é um conjunto maioritariamente degradado e quase sem vida habitacional, mas aos poucos e timidamente o centro histórico vai sendo recuperado e adaptado aos nossos dias. O Lazer chama gente, principalmente gente jovem que gosta da noite e de andar de bar em bar. Não lhe dá vida habitacional, como outrora pela certa estas ruas e ruelas tiveram, mas vai-lhes dando vida e com o tempo, acredito que o Centro Histórico venha a ser devidamente recuperado e a ter mais vida. Pena que não haja incentivos para a sua recuperação.

Quanto à foto de hoje, é uma das travessas que liga a Rua de Stª Maria à Rua do Correio Velho.

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