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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Chaves e o Largo do Arrabalde

31.05.06 | Fer.Ribeiro
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Mais uma vez o Arrabalde e hoje aproveitamos para contar um bocadinho da sua história.

Numa cidade tão antiga como a nossa, não admira que este largo, desde os romanos até aos nossos dias, tivesse atravessado por várias fases e baptizado com vários nomes.

As recentes e ainda em curso escavações arqueológicas no Arrabalde, ao que por aí se diz, puseram a descoberto construções romanas. Diz-se serem balneários. A conclusão das escavações, alguma coisa trará a lume e ditará o que realmente lá existiu e qual a sua importância. Até fico-me no que vou ouvindo dizer. Uma coisa é certa – Os romanos utilizaram este largo.

Na história mais recente, de há alguns séculos para cá, que o largo tem tomado o nome de Arrabalde, pelo menos desde a Idade Média em que o largo ficava fora das portas da vila e daí o nome arrabalde ou arredores, que era precisamente o espaço (então descampado) que ia desde as então muralhas até à Ponte Romana de Trajano.

Por estas últimas palavras facilmente se poderá concluir que existiram muralhas no actual Arrabalde, ou melhor, até às Invasões Francesas existiu aí um baluarte que estava ligado à muralha do Olival. Era conhecido pelo baluarte do Cavaleiro da Vedoria que tinha o seu semelhante e conhecido pelo baluarte do Cavaleiro da Amoreira (deste ainda hoje existente um troço no Início da Rua do Correio Velho. Ao que sabemos o Baluarte do Arrabalde foi demolido após as Invasões Francesas.

A partir de aí adivinha-se o inicio das construções da parte alta do Arrabalde e em toda a sua envolvente, mantendo-se ainda um largo inclinado e irregular. Ao que se sabe só no início do Séc. IXX é que se começou a terraplanagem do largo, passando a partir de 1820 a efectuar-se aí o mercado da cidade, que até então se realizava no Largo do Anjo.

Só a partir de 1952 é que o mercado se deixou de realizar no local, com o início da construção do Palácio da Justiça, que foi concluído em 1958. A partir de aí, o Largo tem mantido mais ou menos a sua configuração.

Quanto a nomes, Começou por Arrabalde, já foi Largo Dr. António Granjo, Monsenhor Alves da Cunha, Praça Rui e Garcia Lopes e Arrabalde das Couraças.

É um daqueles largos ao qual lhe podem mudar o nome, mas continuará a ser sempre Largo do Arrabalde, alias o nome que tem actualmente.

E agora como mandam as regras, para o post de hoje foi retirada informação da “Toponímia Flaviense” de Firmino Aires, da Corografia port. E do “Chaves Antiga” do General Ribeiro de Carvalho

E por hoje é tudo. Prometo nos próximos posts não ser tão longo.

Chaves - Casa de Saúde do Dr. Fernandes

30.05.06 | Fer.Ribeiro
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Se no dia 24 de Dezembro de 1975 o autor deste blog não tivesse sido operado na casa, que se vê na foto, a um apendicite agudo, este blog pela certa não existia. Vivi, por assim dizer, nesta casa 15 dias. Lembro bem o passar das horas desse dia de consoada. Primeiro o Hospital de onde saí pior que o que entrei, e desde as 11 horas até ao fim da tarde de consoada, só lembo esta casa. “Tem de ser já operado” Palavras mestra do Dr. Figueiredo Fernandes. E aí começou tudo, primeiro o Albano “enfermeiro” da casa, o mesmo que era massagista do Desportivo de Chaves, a fazer os preparativos para a operação, depois a entrada do Dr. Raimundo e do Dr. Figueiredo Fernandes de bata branca … uma injecção no braço e “vamos lá isso rapaz” foram as última palavras que ouvi do Dr. Raimundo. Acordei 24 horas depois com o meu irmão Henrique e o nosso amigo comum Mário Ferreira. Já era dia de Natal e, eu recordo que a primeira coisa que pedi foi ver o meu “apêndice” que me tinham retirado e, que ainda hoje guardo religiosamente. Momentos inesquecíveis.

Estarei para todo o meu sempre grato a esses três “flavienses”, o Albano que me “rapou” e me deu uma assistência exemplar no pós operatório, e aos Dr.s Raimundo e Figueiredo Fernandes (infelizmente ambos falecidos) por me terem acabado com um mês de sofrimento e me permitirem estar aqui hoje. Um beijinho também para a Luzia, a minha colega do andar de cima, que passou na mesma data pelos mesmos momentos e que pela certa comunga dos mesmos sentimentos.

Tirando este episódio doloroso mas com fim feliz da minha vida, o que hoje interessa é a casa. A antiga casa de saúde do Dr. Fernandes. Independentemente do episódio, esta casa encanta-me. Encanta-me pela arquitectura, encanta-me pelo enquadramento e encanta-me pela localização. É assim como um oásis no centro da cidade onde até o rosa das paredes, aqui, não me choca, encanta!

Desculpem-me o post de hoje, mas são recordações de uma vida, e seria ingrato se não agradecesse ainda aos sofridos e desesperados passos que o meu falecido pai deu comigo durante todo o dia 24 de Dezembro de 1975 e à inesquecível, desesperada e sofrida noite que a minha mãe passou à cabeceira da minha cama na noite de 23-24 de Dez. Estávamos em 1975, e na altura um apendicite agudo no hospital de então era facilmente confundido com uma infecção intestinal, mais uma vez a minha gratidão ao Dr. Figueiredo Fernandes, por ter entendido que não o era.

Até amanhã!

Chaves - Arrabalde

29.05.06 | Fer.Ribeiro
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Ainda não é verão e o inferno já chegou. 35ºC em Maio, o inferno deste verão promete, mas acho que já começamos a estar habituados e temos os nossos truques – muita bebida e aproveitar ao máximo as sombras.

Pois foi precisamente à sombra de uma florida e cheirosa tília que eu me refugiei dos 35ªC para vos trazer a foto de hoje. Pelo movimento percebem-se duas coisas – que está calor e que é fim de semana. Já parecemos uma cidade grande em que o pessoal aproveita os fins de semana para sair, ou então, para não sair de casa e convenhamos que com o calor, a frescura da casa sabe bem.

Pois é aqui que acaba um dos principais largos da cidade e começa a rua principal, ou vice-versa. É ou era aqui o largo das grandes manifestações e concentrações. O largo da Justiça e dos táxis. É também um largo onde as construções têm mantido quase sempre a sua cara lavada e recuperada, com velhos comércios a dar lugar a novos espaços, como o Antigo Silva Mocho (um daqueles lugares onde se vendia quase de tudo) seu agora lugar a uma farmácia. Ao fundo a loja de electrodomésticos que ainda mantém o antigo comércio do armeiro que sempre lembra de ali ter existido, e claro, o quiosque, o mais antigo da cidade. Enfim, para já é o mesmo largo de sempre.

Chaves Rural - Soutelo

28.05.06 | Fer.Ribeiro
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Como estamos em Fim de Semana, vamos até uma freguesia Rura. Desta vez cabe a sorte à freguesia de Soutelo que é constituída pelas povoações de Soutelo e Noval. Fica a 7 quilómetros de Chaves, e tem 384 habitantes residentes e faz fronteira com as freguesias de Seara Velha, Calvão, Sanjurge, Valdanta, Curalha e Rebordondo. É mais uma das freguesias dormitório da cidade mas ao mesmo tempo uma freguesia tipicamente rural.

Tenho como imagem de marca de Soutelo o cruzeiro da foto e as pessoas na pessoa de uma pessoa. É uma daquelas freguesias as quais se tem de ir lá para a conhecer, pois fica fora de qualquer itinerário a não ser no itinerário de Seara Velha, freguesia fronteiriça com Boticas.

Como curiosidade, a freguesia administrativamente falando é composta por duas povoações, no entanto, fisicamente as duas entram uma na outra ou seja, não há separação física entre ambas e é tão assim, que só há meia dúzia de anos é que soube que aquele conjunto eram duas povoações, mas para os residentes, a coisa já não é bem assim.

As cegonhas de Chaves

27.05.06 | Fer.Ribeiro
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Nos últimos tempos tenho andado intrigado. É notícia local e nacional que quando a auto-estrada ligar Chaves a Vila Real vamos ficar sem maternidade. Foi anunciado pelo Ministro da Saúde, portanto mal a ligação seja feita, adeus maternidade em Chaves. Como o povo, os nossos deputados e restantes políticos se têm mantido impávidos e serenos, podemos desde já contar que a maternidade era uma vez…

Até aqui tudo bem, parece que tem de ser e, o tem de ser, tem muita força. Quem sou eu para contestar mentes mais prodigiosas que a minha que têm o assunto mais que estudado, ou seja - resolvido.

Tudo bem, não. Então as cegonhas!? Se realmente vamos ficar sem maternidade porque é que as cegonhas, nos últimos anos, ano após ano, insistem em vir de Paris para Chaves e até aumentam em número!? Há aqui qualquer coisa que não bate certo, ou então ando a ser enganado desde criança… E esta não é como a do Pai Natal, porque esse, sei eu bem que não existe. Agora as cegonhas existem e estão por aí à vista de toda a gente, eu pelo menos fotografei-as e conheço-lhes 5 ninhos.

Quanto a Dona cegonha da foto, é a que montou ninho junto à Estrada de Outeiro Seco em dois momentos do mesmo dia. Um no ninho com as cegonhinhas e outro em pleno voo a caminho do ninho.

O que acontecerá às cegonhas quando a maternidade for para Vila Real? Mas mais grave ainda, com o tempo vamos ficar sem flavienses, pelo menos sem flavienses nascidos em Chaves. Há uma última hipótese – nascer em casa, como no meu tempo se nascia e eu nasci – Venham daí as Amelinhas Parteiras.

Chaves, o Jardim Público e o POLIS

26.05.06 | Fer.Ribeiro
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Nos jornais de hoje, cá da terrinha, há uma pequena notícia que me deixa satisfeito, mas também um bocadinho apreensivo. “Jardim Público vai ser requalificado e revitalizado” é este o título da notícia. Da mesma destaco: “ O projecto de execução prevê a realização dos seguintes trabalhos: pavimentos felexiveis; mobiliário urbano; pavimentos em granito; instalações eléctricas de baixa tensão; plantações/ajardinamentos; reparação e tratamento de estruturas metálicas; estruturas e elementos de betão; saneamento.” A notícia acrescenta ainda que o valor base da empreitada é de 407 mil euros (82 mil contos).

Claro que a notícia me deixa satisfeito, aliás basta dar um passeio pelo jardim para verificar como ele está mesmo a pedir uma intervenção e que só peca por tardia. Mas fico também apreensivo porque não conheço o projecto e tenho medo que a requalificação e revitalização, vá além disso e seja descaracterizado e se transforme em ex-jardim. Acho que aqui a ideia não é essa e que não se vai repetir o que se passou nas Freiras. Como flaviense, assim o espero para que os 82 mil contos não sejam mal gastos.

Já agora, seria bom que se retomasse o antigo parque infantil, o original, aquele que foi a alegria e delícia dos putos dos anos 60 (falo da minha geração) e que já por várias vezes foi aqui recordado no blog, que até tinha guarda e tudo…

Chaves - Jardim do Tabolado

25.05.06 | Fer.Ribeiro
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Em Chaves costuma-se dizer que após nove meses de Inverno temos três de inferno. Os últimos anos têm demonstrado isso mesmo. O Inverno tem sido mesmo Inverno, principalmente em frio e os últimos verões têm sido mesmo um inferno de calor. Este ano pelas primeiras amostras o verão promete novamente transformar-se num inferno de calor. Haver vamos, entretanto já há quem aprecie as primeiras sombras, ainda de primavera, quando tudo ao nosso redor é verde, ou verde e amarelo se entrarmos montanhas dentro, onde as giestas fazem questão de ano após ano florir para nosso encanto.

De regresso às sombras e à fotografia de hoje. Foi tomada no Tabolado e quem conhecer o ambiente notará que foi tomada num Domingo ao fim da manhã. É que o Tabolado tem duas caras – a dos dias de trabalho e a dos dias de descanso. Nestes últimos o Tabolado tem mais encanto e muita gente de fora. O Tabolado atrai quem nos visita, principalmente os grupos que fazem do local ponto de encontro e claro, como bons portugueses, desde que o sol se abre e começa a aquecer, é raro o Domingo em que à hora de almoço, não haja toalha no relvado, merenda em cima e “palhinhas” ao lado, agora de plástico, mas isso até pouco interessa, o que interessa mesmo é o conteúdo.

Também eu gosto de passar por lá ao fim da manhã de Domingo e tomar um café numa esplanada. Podem crer que o café até sabe melhor que nos restantes dias.

Ponte Romana de Chaves

24.05.06 | Fer.Ribeiro
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Já o disse aqui, repetidamente, que a ponte romana de Chaves deve ser um dos monumentos mais fotografados. Quem quer que seja, que tenha uma máquina fotográfica à mão, não lhe resiste. É a nossa Top Model, que já posou vezes sem conta para milhares de fotógrafos. Para mim, humilde aspirante a fotógrafo de província, já posou centenas de vezes e continuará a posar até conseguir “aquela fotografia” que nunca vou conseguir. Entretanto continuarei a tentar e prometo, de vez em quando, mostrar aqui as minhas tentativas. A foto de hoje foi a tentativa mais recente de há umas hora atrás.

Mas convém não esquecer que a nossa Top Model, também é ponte e cumpre a sua função há quase 2000 anos e é a mais velha testemunha da nossa existência. 2000 anos merecem muito respeito e uma das formas de lhe mostrar-mos o nosso respeito, era retirar-lhe de cima o trânsito automóvel e fazer o devido tratamento do tabuleiro e definitivamente tratá-la como monumento nacional que é, com o devido respeito pela sua idade.

Faço uma sentida vénia ao político ou responsável que tiver a coragem de o fazer e, é tão fácil – bastam dois sinais de lata redondos, pintados de branco com um círculo vermelho estrategicamente colocados nas entradas da ponte, se quiserem, eu até ofereço o desenho ou mesmo os sinais.

Ironias à parte, a nossa Top Model merecia melhor tratamento.

Sociedade veste-se de rosa choque

23.05.06 | Fer.Ribeiro
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A “Sociedade Flaviense” tem estado nos últimos meses em merecidas obras. Ninguém estranhou o facto de ver grua montada na Praça da República e de começar a haver um movimento não habitual ali pela zona. São obras e obras são coisas comuns que facilmente se assimilam. E tudo decorria normalmente até que se chegou à pintura das paredes exteriores e aí acho que toda a gente notou que a “Sociedade” está em obras, pois a mudança de cor tem chamado a atenção de toda a gente.

Pessoalmente gosto do colorido das construções. Felizmente vai-se perdendo a monotonia do branco. Amarelos (muitos), verdes (alguns), Azuis (com gosto), salmão (quase sempre), lilás (audaz) , castanhos (fortes), etc., etc. Toda a cor é bonita desde que tenha o tom certo e se integre no meio em que é aplicada. O ser forte e até agressiva às vezes torna-a ainda mais bela. Mas quando chego aos “rosas” aí já as coisas piam mais fino. É que há rosas e rosas e, ou se acerta, ou então é de fugir. É uma cor ingrata.

Desde já vou por os pontos nos is. Não gosto do rosa da sociedade flaviense, é um daqueles rosas que é de fugir. Dizia-me hoje um dos responsáveis da sociedade que se retomou a cor antiga da sociedade, um rosa pombalino. A ideia é engraçada se fosse conseguida. Cá para nós, que ninguém nos ouve - o rosa pombalino transformou-se em rosa choque. Pois é meus senhores (responsáveis) uma coisa é ver a cor na catálogo, outra é vê-la na parede. Definitivamente não gosto do novo rosa choque da sociedade. Acho que aquele edifício, um belo edifício, merecia uma outra cor, que até pode ser o rosa, mas um rosa nobre.

Posso estar enganado, ma começo a sentir a falta do bom gosto do arquitecto mestre.

Nota: A cor na foto é enganosa. Há que vê-la “in loco”.

Chaves e o Rio Tâmega

22.05.06 | Fer.Ribeiro
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Geograficamente falando, quase todas as grandes cidades têm um grande rio por perto. Em Portugal, por exemplo, Lisboa tem o Tejo, Porto tem o Douro, Coimbra tem o Mondego e já agora Chaves tem o Tâmega. Quase todas as cidades com rio, nasceram a partir do rio, ou seja, o rio foi o ponto a partir do qual as cidades começaram a crescer. A geografia lá terá e tem as suas razões do porque as cidades nascem a partir do rio, mas para o post de hoje a geografia, embora tenha os seus interesses, até nem interessa. O que me interessa hoje é o convívio que Chaves tem com o rio. Não as mais valias do rio útil do qual se depende, mas o rio como lazer.

Pois vai sendo um facto, hoje em dia em nada ou pouco dependemos do rio, mas cada vez mais o rio se apresenta como um ponto de lazer. Os nossos principais jardins convivem com o rio. A pesca desde sempre convidou os flavienses ao rio. Hoje mais que a pesca de lazer temos a pesca desportiva, cujos campeonatos nacionais e internacionais traz muita gente aos pesqueiros do Tâmega e a Chaves.

É certo que o rio com o passar dos anos perdeu as praias fluviais da galinheira, do Açude e até daquele pequeníssimo areal que se formava entre os arcos da ponte e fazia a delícia dos putos no verão. É certo que perdeu os barcos de madeira a remos do redes e o Lombudo há muito que deixou de fazer à saída dos barcos, as delícias e o registo dos momentos à beira rio para a posteridade, perderam-se esses momentos mas ganharam-se gaivotas e canoas a descer o rio. Cada vez mais, individualmente ou em grupo o rio serve de palco à canoagem e cada vez ganha mais adeptos, mas ainda são poucos, muito poucos para as potencialidades que o rio oferece. Pode ser que um dia haja alguém que (entidade) veja as potencialidades do rio ou que apoie e incentive quem já as descobriu.

Pois aqui fica o convite para quem gosta de canoagem e de aventura. Descer o Rio Tâmega é uma daquelas coisas que nunca mais se esquece.

Banda de Outeiro Seco

21.05.06 | Fer.Ribeiro
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Há dias num post o blog Chaves fazia referência em jeito de homenagem às bandas do concelho. Lamentavelmente na referência não incluí a Banda Musical de Outeiro Seco. Na devida altura pedi desculpas à população de Outeiro Seco e ao Sr. Arsénio Pinto que denunciou o facto e prometi que dedicaria um post à referida Banda. Pois o prometido é devido e hoje aqui estou a dedicar o post à banda e, contar um bocadinho da sua história.

Ao que consegui apurar a ideia da banda nasceu, como todas as boas ideias, num convívio habitual de amigos de Outeiro Seco, que se costumavam reunir para merendar e conviver. Ao que parece a ideia começou a amadurecer e dois desses amigos, o Prof. Eliseu André e o falecido Capitão Cruz começaram a encetar as primeiras diligências para a criação de uma banda. Como na altura o Prof. Eliseu André era Presidente da Junta de Freguesia, expôs a ideia perante o executivo da Câmara Municipal, que desde logo a apoiou, ficando de contribuir com o apoio financeiro para aquisição dos instrumentos. A partir de aí começa a nascer então o esboço da banda, a aquisição dos instrumentos e a formação dos futuros músicos, contando aqui com a ajuda de músicos mais velhos de Outeiro Seco, até que dia 4 de Janeiro de 1998, Outeiro Seco tinha definitivamente uma Banda de Música, que por razões de logística e de outras papeladas, ficou integrada na Casa de Cultura de Outeiro Seco, então já existente.

Ao que sabemos a banda foi inicialmente criada com 40 músicos e paralelamente foi criada também uma escola de música.

Desde então para cá conta já com variadíssimas actuações no concelho de Chaves, nas festas da cidade e em Lisboa.

Aquela que nasceu como uma banda de Outeiro Seco, com todos os seus elementos naturais ou residentes na freguesia, hoje conta com outros músicos do concelho.

Resta dizer que a Banda de Outeiro Seco é dirigida pela batuta do Maestro e Prof. Heitor e tem como responsável máximo o Prof. Fernando Dias, presidente da Casa de Cultura de Outeiro Seco.

Os agradecimentos vão para um dos fundadores da Banda, o Prof. Eliseu André, que me disponibilizou parte das informações e para um dos músicos da Banda, o Arsénio Pinto, que disponibilizou a fotografia para publicação, além de claro se lhe agradecer o alerta da existência da Banda de Outeiro Seco. Para ambos, afinal gente amiga de há anos, o meu obrigado e ao Arsénio, mais uma vez as minhas desculpas por alguns lapsos e mal entendidos passados.

Agora só me resta assistir a um concerto da banda, até lá!

Chaves Rural - Barragem de Curalha

20.05.06 | Fer.Ribeiro
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Nos últimos anos construíram-se no concelho quatro barragens para rega. A Barragem de Mairos, Nogueirinhas, do Rego do Milho no Cambedo e a barragem de Curalha. Embora estas barragens tivessem sido construídas para rega, criou-se também em seu redor um local de pesca e sobretudo um local de lazer e de estar. São barragens de interior e rodeadas de paisagem natural. Eu diria que são um oásis no meio da montanha e um oásis para a própria montanha e para toda a vida em seu redor, além de, claro, cumprirem ou virem a cumprir a sua função de rega. Como são de fácil acesso (exceptuando a do Rego do Milho) são locais convidativos para um passeio e para quem gosta do interior, de água e de montanha.

Hoje fica aqui uma imagem da barragem de Curalha, a mais próxima da cidade de Chaves e a mais antiga das quatro, talvez também a mais conhecida ou visitada.

Se por acaso a quiser visitar e ainda não conhecer o caminho, não se dirija a Curalha, porque embora a barragem tenha o seu nome, o acesso é feito por Valdanta ou pelo Cando e o melhor, é mesmo perguntar onde fica.

Chaves e os Jardins suspensos

19.05.06 | Fer.Ribeiro
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Se circularmos pelas ruas e travessas do centro histórico, principalmente pelo conjunto das mais estreitas e se olharmos para cima em direcção ao céu, o que vemos é uma mistura de varandas, telhas, chapas de zinco, madeira e telhados a entrarem uns nos outros, alguma roupa estendida e quase sempre vasos com cravos, sardinheiras, amores perfeitos e petúnias - é aquilo a que eu costumo chamar os jardins suspensos da cidade. Sempre houve este bom gosto de quem habita as casas da cidade de ter os seus jardins particulares. Uns poucos centímetros quadrados de terra chegam para fazer o encanto de quem cá de baixo os olha. Pena é que com o passar dos anos cada vez haja menos varandas floridas porque, não há gente a habitar as casas. E o contraste aqui já não é tão agradável – O velho dos acastanhados do podre da madeira e da ferrugem do zinco, não combinam muito bem com o verde e colorido dos jardins suspensos.

Chaves e os Bombeiros - os Baixo e de Cima

18.05.06 | Fer.Ribeiro
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Desde que tenho memória que em Chaves existem as duas corporações de Bombeiros Voluntários – os de baixo e os de cima (como comummente são conhecidos) que é como quem diz os BVF – Bombeiros Voluntários Flavienses e os BVSP – Bombeiros Voluntários de Salvação Pública. Sinceramente pouco conheço da sua história, da sua origem e o porque de existirem duas corporações. Para mim sempre existiram e isso é o que agora interessa. Sempre existiram com a natural e penso que salutar, rivalidade entre elas e mesmo na população, havia preferências entre uma e outra corporação. Eu pessoalmente também tive as minhas preferências e simpatia por uma delas, embora hoje, seja sócio das duas corporações – é o mínimo que posso fazer por ambas, porque ambas me merecem respeito, principalmente o respeito pelo trabalho voluntário dos seus soldados da paz, e do serviço que prestam à população do concelho.

Hoje ficamos com os bombeiros de baixo os BVF, que com as construção das suas novas instalações no Campo da Fonte, abandonaram o edifício do Jardim das Freiras. Uma decisão acertada. Os bombeiros melhoraram as suas instalações, o Campo da Fonte ganhou no tratamento do espaço que já há décadas era pedido e o antigo edifício dos Bombeiros nas Freiras, dá lugar às futuras instalações da Biblioteca, praticamente pronta a abrir as suas portas, numa recuperação que desde já louvo, não só por ser mantida toda a traça do belíssimo edifício como pela intervenção positiva que sofreu no seu interior. Quando as coisas são bem feitas, há que as reconhecer e o primeiro reconhecimento é não serem contestadas. Ao contrário de outras, infelizmente.

Chaves e o comboio

17.05.06 | Fer.Ribeiro
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Ainda ontem referia aqui a importância que Chaves teve ao longo da história. Tanta que até chegou a ter comboio – fim de linha. Houve tempos em que tudo eram ganhos para Chaves. Agora, cada vez que Chaves é notícia, é pelas perdas ou do que se prevê vir a perder. O Hospital, o Regimento de Infantaria, a Polícia, começa-se a dizer que serão as próximas perdas. Quando o zum-zum começa a andar no ar, é meio caminho para a sua concretização. Estamos em maré de perder ou então de as coisas nos passarem ao lado, tal como a universidade e até a auto-estrada. Esta última que é uma mais valia há muito ansiada para as nossas deslocações, vai também ser uma menos valia para nós, pois quem agora no seu itinerário para Espanha ou de Espanha escolhe a fronteira de Vila Verde da Raia, tem que forçosamente passar por Chaves e, muitos aproveitam a passagem para parar, almoçar, jantar e visitar a cidade. Com a auto-estrada vamos perder essas passagens de itinerário e passar a ver simplesmente uma placa a indicar a saída para Chaves, pois da auto-estrada Chaves nem sequer se vai ver – passa ao lado.

Mas desgraças à parte, vão-nos valendo os investimentos privados, às vezes para o mal – é certo, mas algumas vezes para o bem da cidade. O Hotel Forte de S.Francisco é um exemplo, e o comboio da foto é outro, que vai deliciando os turistas que nos visitam.

Começa a ser urgente pensar o futuro da cidade e dar-lhe a importância que sempre teve na história.

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