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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

31
Jul06

Chaves, o Rio e as Motos

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À primeira vista pode parecer que o parque de campismo, farto de estar no Rebentão, agarrou nas suas trouxas e mudou-se para o seu antigo espaço junto ao rio. Mas não, é um acampamento de motares, que como já vem sendo hábito uma vez por ano, o Clube de Motares de Chaves promove aqui uma concentração.

Diga-se que é um fim-de-semana diferente em Chaves, com centenas de motares, muitas acelerações, alguma adrenalina e sobretudo muito espectáculo. Um espectáculo que Chaves, com certeza, agradece.

A margem esquerda do rio também agradece. Ele são motas, pescadores, festas, passeios, entre outros. Quem não acha muita graça é a margem direita, que se tem de contentar com amieiros, hortas abandonadas e uma canelha digna de qualquer terceiro-mundo. Contrates!

Até amanhã.
30
Jul06

Chaves Rural - Aldeia de Segirei

height=346 alt=segirei.jpg src="http://chaves.blogs.sapo.pt/arquivo/segirei.jpg" width=480 border=0>

E como é Domingo, vamos até uma aldeia do concelho – Segirei.

Muita coisa haveria para dizer sobre Segirei e as suas gentes, mas hoje limito-me a publicar uma foto da Praia Fluvial do Rio Mente, desta aldeia que fica a 35 km de Chaves, onde o concelho, o distrito e Portugal terminam, pois do outro lado do rio já são terras de Vinhais/Bragança (curiosamente onde começa o Parque Natural de Montezinhos) e a escassas dezenas de metros da imagem de hoje, é Galiza/Espanha.

E se hoje sou escasso de palavras, a razão é simples: Quando há obra feita sobre Segirei, e a obra é bem feita, só há que recomendá-la. Lá poderá encontrar belas imagens sobre a aldeia, a sua história, usos e costumes e tudo mais que interessa sobre a aldeia. Por isso não perca, click aqui e vá até Segirei.

A página é de autoria de Tânia Oliveira, a quem além de darmos os parabéns, lhe agradecemos por nos dar a conhecer Segirei. Pena é que as restantes aldeias do concelho não haja Tânias para levar o nosso concelho por esse mundo fora. Até amanha, de regresso à cidade.

29
Jul06

Os Fidalgos de Paradela de Monforte

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E porque hoje é Sábado vamos até mais uma freguesia – Paradela de Monforte, a terra dos Fidalgos.

Paradela de Monforte, aldeia que constitui ela própria uma freguesia, tem a área de 8,53 km2, uma população de 319 habitantes e 346 eleitores. Situa se a uma altitude de cerca de 650 metros e até 31 de Dezembro de 1853, pertenceu ao concelho de Monforte de Rio Livre.

Eclesiasticamente, esteve incluída na diocese de Miranda do Douro, depois na de Bragança e só em 1922 passou a pertencer à então criada diocese de Vila Real.

O topónimo pode referir-se a um tributo ou um foro, a que se dava o nome de Parada, foro esse que o povo pagava aos senhores da terra, quando nela apareciam e que consistia em certa quantidade de mantimentos ou dinheiro, para mantença ou aposentadoria deles e da comitiva. Era um dos foros pagos entre os séculos XII a XV, pelo que a aldeia terá no mínimo essa antiguidade.

É banhada pelo ribeiro do Torneiro que é atravessado pela Ponte de S. Martinho.

Na parte antiga da aldeia está situada a interessante capela da Senhora do Rosário dotada de uma galilé. Tem como remate uma artística cruz latina e na sua base está inscrita a data de 1730.

No centro da aldeia ergue-se a Igreja Paroquial, em estilo barroco, bem simples, com uma bela pia baptismal manuelina; tem por padroeira a Senhora das Neves cuja festividade se celebra em 5 de Agosto e é conhecida pela festa dos casados. É tradição, cada casal cuidar um ano da manutenção da Igreja, o homem servindo de sacristão e a mulher zelando a limpeza e asseio das instalações. Decorrido o ano, o casal organiza uma festa que inclui a elaboração de um ramo enfeitado com variados produtos da região, entre eles um frango, uma cabaça de vinho, um cacho de uvas, uma melancia e as chaves da Igreja. Realizam se algumas cerimónias religiosas, e este ramo é entregue ao casal destinado a desempenhar as funções de mordomo no ano seguinte. A festa termina com um baile, à porta do novo casal.

Junto à Igreja existe uma grande e boa casa senhorial agrícola que pertence à distinta família Morais Sarmento. Na citada casa nasceu o ilustre transmontano, Professor Doutor António Luís Morais Sarmento, Reitor da Universidade de Coimbra e médico insigne da medicina portuguesa e durante anos director clínico das águas de Vidago. Nasceu em 23 de Dezembro de 1885, vindo a falecer em Vidago, em 11.8.1941. Em 1907 matriculou-se na Universidade de Coimbra, concluindo a formatura em Medicina, em 1913. Em 3 de Agosto de 1917 é nomeado professor ordinário daquela Faculdade, mas de 1924 a 1926 afasta-se do ensino. Em 1928 empreende uma viagem de estudo a Londres, em representação da Universidade de Coimbra. Em 1936 ocupa a cadeira de Clínica Médica. Em 1932 assume a Direcção do Sanatório de Celas. Em 8 de Junho de 1939 assume a Reitoria da Universidade de Coimbra. Maximino Correia que lhe sucedeu na Reitoria escreveu que Morais Sarmento foi um dos maiores servidores da Universidade de Coimbra, quer como reitor, quer como docente, pelo que com a sua morte perdeu a Nação um dos elementos de maior relevo do escol moral, social e científico. Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública. .Foi autor de várias obras de carácter científico na área da medicina. Em suma, um verdadeiro Fidalgo de Paradela.

Quanto à origem do topónimo Paradela, algumas opiniões têm surgido, a mais popular é a de " Dois irmãos cavaleiros à maneira de exploradores ou fugitivos da sociedade, toparam um alto donde se lhe deparou o vale de Paradela:

- Que linda e ampla veiga aqui se encontra!

- Pára nela, disse-lhe o outro num gesto de desdém...

- Pois hei-de parar.... e como disseste Pára nela, há-de ser o nome do nosso acampamento.

E daqui veio - dizem os naturais - por mudança do N em D, o nome de Paradela." E daí também os naturais de Paradela se auto-intitularem, Fidalgos de Paradela. Fidalgos esses cujos rostos se acredita serem os que estão esculpidos em pedra na sacristia da igreja.

E muito mais haveria para contar de Paradela, como estórias, muitas estórias como as de rixas antigas com a aldeia vizinha de Mairos, aliás rixas que eram bem comuns entre aldeias vizinhas um pouco por todo o concelho.

E restam os agradecimentos, que desta vez vão inteirinhos para um Fidalgo de Paradela - o Márcio Santos, que nos guiou pelas ruas e história de Paradela e nos forneceu toda a informação para a feitura deste post. Obrigado Márcio!

Até amanhã, com mais um post e mais uma freguesia do nosso concelho.
28
Jul06

Chaves - Tabolado

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São lugares como este, que nos ligam para sempre à cidade. Por uma ou outra razão, desde criança à adolescência, da adolescência a adulto, é um lugar de boas memórias. Tudo está registado na memória, na secção das boas memórias. A inauguração do jardim e o “espectáculo de luz” dos bancos brancos de madeira iluminados por candeeiros em forma de cogumelo, os primeiros beijos e primeiros namoros adolescentes, as alegrias das feiras dos Santos, a comemoração da subida do Desportivo à 1ª Divisão no bar do Bandeira e mais tarde as noites do T BAR e ultimamente os passeios de fim de manhã ou de fim de tarde com os meus filhos, claro, com paragem obrigatória no parque infantil.

Para mim reservo as boas memórias. Quanto ao Tabolado, propriamente dito, já não se poderá dizer o mesmo, ou melhor, é um jardim de boas e más memórias e de muitas transformações e contradições. Desde que é jardim (o tal dos bancos com cogumelos) e até hoje já foi muito maltratado. Começou pelo seu abandono, depois com as tais feiras dos Santos que quase o destruíram, depois com a construção dos campos de ténis e piscina e novamente o seu abandono, depois renasce de novo com a sua ampliação e demolição de todo o velho casario (garagem moderna, antigos balneários das termas, etc.), depois de novo o abandono, com os bares o espaço ganhou vida e agora, por último, o arranjo do POLIS. Para trinta e tal anos em que é jardim, já são muitas transformações. Quando é para melhor – tudo bem, ainda para mais (agora) que é quase sala de visitas e onde se concentra a vida da noite, para além da vida que as Termas lhes dão.

Em suma, é um lugar, um jardim, um parque a cuidar, mas com cuidado, isto claro, se quisermos que os nossos filhos e quem nos visita o guardem na secção das boas memórias.

Até amanhã, de novo numa freguesia de Chaves.
27
Jul06

Chaves, o Centro Histórico e um pormenor

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Diariamente, quase 365 dias por ano, os meus passos vão percorrendo as ruas da nossa cidade e do nosso Centro Histórico. Embrenhado no conjunto vou, diariamente e repetidamente, perdendo os pormenores, mas… só até um dia. Pois há sempre um dia em que um pormenor (o pormenor) ou um pedaço de história desperta em nós um click. Daí até ao click da objectiva da máquina fotográfica é um passo. Pena que estes pormenores não aconteçam todos os dias. Há dias!...

Até amanhã!
25
Jul06

Chaves - Para lá da ponte são todos barrosões

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Tal como as lendas, há sabedorias que vão passando de boca-em-boca e de geração-em-geração. Há, sempre, que ouvir os mais velhos. Podem não ter aprendido em livros, mas já viveram muitos anos, já falaram com muita gente, já ouviram muitas estórias e, sobretudo, já viveram uma vida em que muita coisa aconteceu. Vidas de estórias que fazem muita história.

Nas minhas visitas aos lugares deste concelho, vou ouvindo aqui e ali aquilo que os mais idosos têm para contar e, estou sempre a aprender. Coisas que não vêm em livro nenhum. Aprendo vivências que essa gente tão bem sabe contar e encantar. Pena que o tempo não “estique” para poder ficar a ouvir.

Ontem ouvi uma coisa que registei: “Para lá da ponte e do rio são barrosões”, tendo Chaves como referência.

Então vamo-nos situar e analisar o que estas palavras querem dizer. O rio é o Tâmega, a ponte, era a Ponte Romana de Chaves (a única que existia até há 50 anos atrás) e a “coisa” foi dita do lado da margem esquerda do Rio. Ou seja, os barrosões são todos os que estão para lá do rio, na margem direita.

Palavras sábias, pois se hoje a dita cidade está na margem direita do rio, ela teve (obrigatoriamente) que nascer na margem esquerda e sempre se alimentou e viveu à custa das terras e das gentes da margem esquerda. E passemos a analisar novamente: Se a ponte foi construída pelos romanos e a então Aquae Flaviae nasceu com os romanos, eles, romanos, obrigatoriamente e geograficamente falando, chegaram primeiramente à margem esquerda do rio. Uma barreira que só com a ponte conseguiriam transpor. Para construir a ponte (não sei mas suponho) demoraram umas dezenas de anos. Logo tiveram que se instalar na margem esquerda, onde ergueram os primeiros acampamentos, viveram e cultivaram os campos da fértil veiga de Chaves para se alimentarem, enquanto a ponte se ia construindo. Só depois, após a conclusão da ponte, teriam passado para a margem direita.

Quando ao “para lá da ponte são barrosões” geograficamente falando, o vale de Chaves faz a transição entre a terra quente e as terras de barroso, terminando a inclinação do relevo precisamente no rio. Aliás, analisando as características do Noroeste do nosso concelho, a partir do rio, começamos a subir para o interior barrosão e chegados a Calvão e a partir de terras de Ervededo, as características climáticas, naturais e geográficas já são autenticamente barrosãs.

Por isso, e a partir de hoje, para lá do rio são todos barrosões!

E eu, no meio desta situação toda, fico feliz e contente. Nasci na veiga (orgulhoso de ser flaviense), tenho uma costela de barroso (orgulho barrosão) e outra de terras do corgo ou de Aguiar (orgulho a fugir pro penato), vivo do lado de cá e trabalho no lado de lá do rio, com os barrosões. Resumindo – Viva Chaves, a cidade e a veiga e já agora o rio que é o “culpado” disto tudo.

Então e para ilustrar o presente post, aqui fica a fotografia da fronteira entre os verdadeiros flavienses e os barrosões.

Ficha técnica do post:

Mote – “para lá da ponte e do rio são barrosões”;

Opiniões e conclusões – da minha inteira responsabilidade!;

Fotografia – Tomada desde a Ponte de S.Roque sobre o Rio Tâmega, em 24.Julho.2006, às 13H45.

Até amanhã flavienses (ou será barrosões?).
24
Jul06

Chaves - Stº Amaro

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Como sabem este blog dedica a semana à cidade de Chaves e os fins-de-semana às freguesias. Nas freguesias vamos entrando conforme a oportunidade o permite e sempre aleatoriamente. Quando à cidade, tenho dedicado o blog essencialmente ao Centro Histórico, e a razão é simples: embora tenha nascido nos subúrbios da cidade (na veiga), o que sempre me encantou foi o Centro Histórico e, pelas mais variadíssimas razões. No entanto a cidade de Chaves não é só o Centro Histórico. Nos últimos 20-30 anos a cidade cresceu e surgiram novos núcleos habitacionais, quase todos a desenvolverem-se na vertical, mas muitos também na horizontal, formando autênticas aldeias dormitórios, como por exemplo os Aregos, o Alto da Forca, Casas dos Montes, Alto da Trindade, Stª Cruz, Lombo, Fonte do Leite, entre outros, onde as moradias são rainhas.

No entanto o mais notório, neste crescimento da cidade além dos grandes núcleos de moradias são os grandes edifícios, ou torres, que muitas vezes são também apelidados de mamarrachos (e muito bem), principalmente os que foram erguidos no centro da cidade e que à força (do que quer que seja) entraram pelo Centro Histórico a dentro (Quinta dos Machados, Antigo Mercado, Bacalhau, Rua da Muralha…).

Era inevitável que a cidade crescesse. A ausência de regras (durante muitos anos) ou regras permissivas ou pouco claras, fizeram com que a cidade crescesse atabalhoadamente, para não falar da arquitectura desses mesmo edifícios (mas isso é outra loiça). A realidade é que ao lado de construções de dois pisos nasceram construções de 6,7,8,9, e até 10 ou 11 pisos.

Não sou contra os edifícios de habitação colectiva, nem contra as torres de betão, mas acho que, como se costuma dizer e aqui também se aplica, cada macaco no seu galho. Centro Histórico deveria ser para respeitar e preservar e, a transição para a cidade nova, deveria ser feita suavemente, e depois sim – a cidade nova com as novas arquitecturas, e até ousadas desde que interessantes.

Pois aqui fica um exemplo e, este até pouco polémico, mas fronteiriço da cidade nova e da cidade antiga.

A foto é do Stº Amaro, de um bairro que há 20-30 anos era dos arredores da cidade e que hoje, aos poucos, vai sendo absorvido pela cidade nova e pelo centro da cidade, mesmo assim, ainda houve o bom senso de criar este pequeno largo e jardim que se vê em primeiro plano na foto. Em 2º plano a escola primária do Stº Amaro e por último os novos edifícios na antiga quinta do Casas.
23
Jul06

Chaves - O Castelo de Stº Estêvão

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Claro que como hoje é Domingo, o post é dedicado às freguesias.

Hoje vamos até Santo Estêvão ou melhor, até ao Castelo de Stº Estêvão, ficando ainda adiado o post dedicado à freguesia propriamente dita.

E como nestas coisas de história não gosto de inventar, recorri a quem se supõe que sabe sobre o assunto, no presente caso aos “Castelos de Portugal” que sobre o Castelo de Stº Estêvão dizem o seguinte:

“
A torre de pedra de Santo Estêvão é quase só o que resta de uma série de fortificações que no mesmo local se sucederam ao longo dos tempos. O que existe actualmente é, porém, tipicamente medieval.

É toda granítica, tendo adquirido a cor castanha dos velhos castelos. Não tem aspecto inóspito ou agreste, antes se aparentando muito urbana e civilizada, com muitas aberturas para o exterior. Tem quatro pisos, dos quais um térreo e outro no topo, descoberto.

O piso térreo tem uma porta para o lado norte. O primeiro andar tem duas portas: uma delas com escadas de acesso e varanda, era a porta principal da torre; a outra, que provavelmente daria acesso a uma muralha ou caminho de ronda, dá hoje para o vazio. Neste piso e no imediatamente superior, há janelas em todas as paredes, deixando entrar alguma luz através das paredes de grossura superior a um metro. No topo da torre, a cobrir o segundo piso, há um telhado, em volta do qual há um caminho de ronda, protegido por meriões e ameias, em bom estado de conservação.

O interior da torre é um pouco escuro, apesar das janelas . Os soalhos dos pisos são de madeira, suportados por traves grossas. De uns andares para os outros passa-se por escadas também de madeira que, tal como os soalhos, são produto de recente restauro. Para o terraço superior, sobe-se por uma escada móvel, a introduzir num alçapão do telhado. As janelas são geminadas; o seu sistema de fecho é original, constituído por uma tranca que atravessa na coluna de pedra que separa as duas janelas. Por último, refira-se a existência de uma grande lareira de pedra no segundo andar.

Não longe da torre, está a igreja de Santo Estêvão, que por ser mais recente que o castelo, não poderá dizer muito acerca deste. É possível que tivesse sido construída por cima das ruínas de outra capela, essa sim, pertencente ao castelo. Aliás, adjunta à igreja, seguramente anterior a ela, está a torre sineira, feita para um fim diferente do actual, que é albergar dois sinos de bronze, sonoros e pesados, enclausurados numa deselegante protecção de cimento. Apesar de ter sido restaurada e adulterada, interior e exteriormente, não é difícil concluir que a torre foi construída com fins militares: tem uma só porta, e pequena, as paredes têm mais de um metro e meio de espessura e, por último, o cimo está rodeado de meriões e ameias.

É provável que ambas as torres, a primeira residencial, a segunda posto de defesa e combate, fizessem parte de um mesmo conjunto de edificações, constituindo um aquartelamento militar.

Quanto à fortificação propriamente dita, pensa-se que foi mandada construir por D. Sancho I. Todavia, tendo em conta as características arquitectónicas da torre, típicas da arquitectura militar do tempo de D. Dinis, supõe-se que o castelo foi depois reformado e reconstruído no tempo deste rei, aliás, como muitos outros. É monumento nacional desde 16 de Maio de 1939.”


Hoje foi o castelo. Mas a freguesia de Stº Estêvão não é só o Castelo, por isso fica prometido (oportunamente) mais um post dedicado (esse sim) à freguesia.

Para terminar e ainda a respeito do Castelo só uma achega (e esta é minha) a quem de direito. “Vi-me e desejei-me” para tirar esta fotografia. É que queria uma fotografia limpa, onde só aparecesse o Castelo. Coisa impossível, pois ele é cabos aéreos de electricidade a atravessar o recinto, ele são construções de habitações a entrar quase castelo dentro, ele são cabos de telefone e até os projectores incomodam. Penso eu que o Castelo merecia uma envolvente, mais digna – é só a minha opinião.
22
Jul06

Chaves Rural - S. Julião de Montenegro

s-juliao.jpg
E porque hoje é Sábado, vamos de novo até às freguesias.

S.Julião de Montenegro, fica a 12 quilómetros de Chaves, o principal acesso à freguesia é feito pela E.N. 213 (Chaves – Valpaços) é sede de freguesia, à qual pertencem as povoações de Limãos e Mosteiró de Baixo, confronta com as freguesias das Eiras, Faiões, Águas Frias, Oucidres, Nogueira da Montanha e Cela e ainda com as freguesias de Alvarelhos, Ervões e Friões, estas últimas do Concelho de Valpaços.

A freguesia tem 293 habitantes residentes e tem como actividades económicas principais a agricultura e a pecuária, quanto a festas, a de S.Julião em Agosto e S.Bernardino em 20 de Maio, rica em património, com uma igreja matriz românica, ponte e marcos romanos, cruzeiro e fonte. Em termos de gastronomia, o presunto, os enchidos de porco, a castanha e o vinho, mas o mais importante mesmo é o património, com realce para a Igreja Românica.

A igreja matriz de São Julião de Montenegro é um templo de traça românica onde ainda persistem muitos dos elementos arquitectónicos originais. Só a fachada principal, com uma orientação a Oeste, é que se encontra completamente descaracterizada por obras de restauro efectuadas no ano de 1983. Contudo, a cachorarrada testemunha a sua origem românica, bem como uma pequena porta que se rasga na parede norte do edifico. No interior revela-se um importante testemunho de pintura mural, surgindo ainda alguns fragmentos a forrar as superfícies das paredes internas do templo. Os vestígios concentram-se junto do arco triunfal e em toda a sua superfície, constituindo-se assim como um dos raros exemplares que testemunham a riqueza e a temática pictórica que de uma forma geral existia no interior das igrejas medievais. Aquando das obras de restauro já aludidas foram descobertos três miliários pertencentes à via XVII. O primeiro é atribuído a Macrino, datável de 217-218 e surgiu debaixo de um dos altares juntamente com um outro exemplar, encontrando-se actualmente no interior da igreja, junto da porta principal. Possui a seguinte inscrição: [OPLL]IV[S] MACRI[NVS] / NOB(ilissimus) C[A]ESAR. Um segundo marco é atribuído a Décio, apresenta a indicação da milha (VI) e é datável do ano de 250. Apresenta a seguinte inscrição: IMP(eratori) [G]AIO TRA / IANO DECIO IN / VICTO AVG(usto) TR(ibunicia) P(otestate) / II CO(n)[S](uli) III PRO / CO(n)S(uli) / RE[ST(ituit) V(iam) A A(qvis) F(lavis) / M(ilia) P(asum) VI [HE / RENNI] OETRVS / [CIO M]ES[IO NOBI / LISSIMO CAESARE] O terceiro exemplar encontra-se no adro da igreja, ao lado do portão de ferro que permite acesso ao terreiro do templo. Trata-se de um grande fragmento da secção inferior que termina num espigão quadrangular. Não possui epigrafe. António Rodriguez Colmenero (RODIGEZ COLMENERO,1997: 333, nº 426) refere ainda um quarto fragmento de miliário, também procedente da igreja de S. Julião e que na altura se encontrava no domicilio do Pe. Fernando Pereira. O autor consegue recuperar a inscrição ---]FLAVIO DALMACIO[---

E agora a ficha técnica do post:

Dados recolhidos no INE (censos 2001), ANAFRE e IPA.

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