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CHAVES

Olhares sobre a cidade de Chaves

Rebordondo

31.12.06 | Fer.Ribeiro

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Ontem lá fui mais uma vez à caça de fotografias das nossas aldeias para o blog. O dia de chuva não era muito convidativo, mas estava combinado, com um velho amigo, uma visita a Redondelo. O que tem de ser tem muita força. Não dá para fotografar, dá para um passeio e para registar futuras fotografias.

 

Curalha, Casas Novas, Redondelo, como a chuva insistia em marcar presença, “bota” para Rebordondo, Anelhe, Souto Velho, Praia de Vidago. A chuva continuava. Chegados à Praia de Vidago, volta ao mesmo, ou quase. Já que estava por lá, havia que aproveitar para uma ou outra foto, mesmo com chuva. E de novo, Souto Velho, Anelhe, Rebordondo e aqui…, bem aqui, depois de entrar na aldeia e de começar a olhar com olhos de ver o casario, fui “obrigado” a parar num daqueles largos que é obrigatório parar e apreciar. Afinal estava perante uma casa solarenga, com brasão, capela, eira e quinta. Um pouco de conversa com dois residentes da aldeia e logo ali foi contada um pouco da história do solar. Solar dos Braganças, diziam-me, mas quem sabe mesmo é “aquele” ali, que é quem toma conta da “casa”, o Sr. Porfírio.

 

Claro que com a companhia do Sr. Porfírio e da sua esposa, e o contar da história da “casa” a visita da tarde tinha mesmo que terminar ali. Mas isso fica para outro post, em que o “Solar dos Braganças” terá o seu merecido post devidamente documentado. Fica prometido.

 

Entretanto fica o espigueiro ou canastro (como preferirem) do solar, uma construção bem rural que por sinal não é muito vulgar no nosso concelho. Deve servir para abrir o apetite do post sobre o Solar dos Branganças.

 

Já agora um pouco de Rebordondo:

 

Pertence à freguesia de Anelhe e fica a 15 quilómetros de Chaves. O acesso pode ser feito via Estrada Nacional 103 em direcção a Braga ou Boticas, chegados a Casas Novas, passa-se por Redondelo e logo a seguir é Rebordondo. Quem preferir, poderá fazer o acesso via Vidago, praia de Vidago, Souto Velho e Anelhe. Para quem gosta da floresta e da natureza, recomendo o segundo itinerário, ou pelo menos a ligação Anelhe- Rebordondo ou vice-versa.

 

A aldeia, ao contrário das aldeias de montanha, ainda tem vida nas ruas e população residente considerável, que vive da agricultura e da floresta, possuindo (como em todas as aldeias)  a sua comunidade emigrante. Além de tudo isto, Rebordondo é ainda conhecida pela sua afamada Banda de Música, que durante o verão faz a delícia de muitas festas populares além dos concertos com que brinda a cidade de Chaves.

 

Fica então prometido que Rebordondo passará por este blog mais vezes, razões não faltam.

 

E por hoje é tudo e, lamento, mas este ano não voltarei por aqui.

 

Até pró ano, boas festas e um bom 2007.

 

Castelões

30.12.06 | Fer.Ribeiro

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O blog mudou de imagem, mas continua fiel às nossas aldeias.

 

Então vamos mais uma vez até Castelões e até mais um pormenor cheio de pormenores e inovações.

 

Os tradicionais e velhos vermelhos sangue de boi e os velhos verdes garrafa, já há muito que (em parte infelizmente) começaram a cair em desuso. Agora é tempo de outras cores, e qualquer cor fica bem, desde que bem combinada.

 

Deixando a cor de parte, vamos aos pormenores e à informação. Nos tempos que correm a informação e os pormenores são mais que importantes. Passemos a analisar então:

 

- Pela pintura da porta, nota-se que estamos em terra de Invernos rigorosos e Verões quentes, pois não há pintura que lhes resista;

 

- O proprietário é o Sr. ou Srª JAC, mais provável que seja Sr. que pela certa é José ou Joaquim. Poderá ser também Jaime, Jorge ou Júlio e será quase impossível ser Josué. Quanto à segunda inicial pode ser de António, mas o mais provável é que seja de um apelido do tipo Alves. Quanto à última inicial, esta sim é importante, pois é a inicial do apelido da família. Estando em Castelões eu arriscaria o apelido Cabeleira, pois é sabido que os Cabeleiras são de Castelões, mas também pode ser de um Carvalho, ou Cabral, Carneiro e por aí fora;

 

- O proprietário pela certa que não é do Benfica;

 

- A aldraba diz-nos que não está em casa;

 

- Está protegido contra invejas e maus-olhados;

 

- Quanto ao número da porta, há ofertas para todos os gostos. À primeira vista é o 10, mas poderá hipoteticamente, ser também o 910, mas o mais provável é que seja o 9.

 

- Não me parece ter cão, mas um gato, mesmo que não exista, é sempre bem-vindo.

 

Todos os pormenores estão cheios de informação e nem é necessário informatiza-los.

 

Até amanhã, por aí, numa aldeia de Chaves.

 

Ah!, e boas festas!

 

MADALENA

29.12.06 | Fer.Ribeiro

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Desde sempre o disse aqui que a Madalena é o outro lado da cidade, o outro lado do rio. O lado da cidade rural, o lado da cidade da minha infância, por isso, e sem menosprezar a cidade “cosmopolita” este é o meu lado natural da cidade, o lado onde todas as recordações dos tempos de puto estão guardadas no cantinho das boas memórias.

 

Recordações à parte, a Madalena possui um pequeno núcleo de construções muito interessante. As construções da ponte, a Igreja S.João de Deus, o Palacete de Cândido Sotto Mayor e seus jardins (!), o Jardim Público, a Capela de S. Roque, entre outros, são pontos de interesse que merecem um olhar atento.

 

Mas, esta situação do lado de lá da cidade, se por um lado deixa a Madalena sempre em segundo plano, por outro sofre também dos atentados urbanísticos de sempre, que infelizmente teimam em manter-se actuais.

 

O mamarracho mais recente, que ainda nem sequer está concluído, foi implantado nos jardins do palacete de Cândido Sotto Mayor, tendo-se sacrificado para o efeito, além do jardim, uma belíssima e enorme taça. Em tempos passados, documentado na foto de hoje, foi permitida a construção que se vê à esquerda, deixando prostrado um sonho de sempre, o sonho do Largo da Madalena.

 

Mas mesmo assim ainda vai sendo a madalena onde existe um pequeno centro comercial tradicional, este sim, igual a si próprio ao longo dos anos.

A respeito do post de hoje, só falta mesmo dizer que a fotografia é de arquivo e que foi tomada num Domingo, daí a ausência de vida humana (diúrna - claro) que a Madalena sempre nos habituou a ter.

 

E para terminar relembro que ao lado do post está uma votação on-line com algumas questões sobre o blog e sobre a cidade. Vá até lá, vote e vá vendo os resultados. A sua opinião, embora anónima, é importante.

 

Até amanhã de regresso ao nosso concelho rural. Uma aldeia espera por si.

 

 

Boas Festas!

Chaves - Praça do Município

28.12.06 | Fer.Ribeiro

Mais uma vez este cantinho que dá pelo nome de Praça do Município.

 

Não tenho culpa de ele ser tão solarengo, tão acolhedor, tão colorido e tão bonito, que faz a delícia de qualquer fotógrafo.

 

É um largo com vida, com pastéis, com fruta, relógios, ouro e onde até os cabelos se embelezam. Um largo onde passos se cruzam com passos que levam até aos paços dos nossos desígnios do concelho.

 

Um largo onde também os meus passos passam para a rotina dos dias.

 

Um daqueles largos que dá sempre gosto fotografar e partilhar

 

Até amanhã, numa rua, largo ou viela de Chaves

Chaves - Vista Parcial

27.12.06 | Fer.Ribeiro

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Pois vamos lá, então, ao post de hoje.

Claro que os pequenos ajustes no blog ainda vão continuar por mais uns dias, mas entretanto podemos ir “blogueando”.

A propósito da nova imagem do blog, lancei alguns links novos, sobretudo no campo da informação e deixei também on-line um novo inquérito/votação sobre o blog e sobre a cidade. Acho que é importante saber (todos nós) o que a maioria pensa da cidade, e aqui é importante o seu voto. Basta clickar, mesmo ao lado deste post, na caixinha do sítio onde diz – Vote aqui. Pormenores que nos podem ajudar a compreender melhor a cidade e também melhorar este blog.

Mas vamos ao que interessa e, o que interessa mesmo, é levar Chaves por esse mundo fora e principalmente aos pequenos-grandes mundos dos flavienses que se encontram fora da terrinha.

Então ficamos com uma vista parcial de Chaves, uma das que ainda é a vista da principal entrada na cidade de Chaves. Sei que até poderia ser mais interessante, mas mesmo assim vai marcando um bocadinho da cidade antiga e histórica, não tivéssemos lá ao fundo o imponente castelo, o nosso actor principal, como também marca a cidade actual e resume o quase todo de Chaves: O rio Tâmega, o Jardim do Tabolado, as Termas e um misto de cidade nova e antiga.

E vou ficar por aqui, mas só até amanhã, e de novo em Chaves – claro.

Entretanto como as obras de manutenção do blog continuam, estou aberto a sugestões, comentários, dificuldades de visualização ou outros. Qualquer coisinha é só contactar por mail para: proart@net.sapo.pt ou ribeiro.dc@gmail.com. E não esqueça a nova votação on-line, que poderá votar e ir vendo os resultados.

Até amanhã e continuação de boas festas!

De regresso a Chaves

26.12.06 | Fer.Ribeiro

 

Os trabalhos de manutenção ainda vão continuar por uns dias para limar pequenos pormenores e proceder  a pequenas afinações, no entanto já posso voltar ao convívio do blog com novos posts.

 

E para recomeçar nada melhor que vos brindar com a ponte Romana, a velhinha “Top Model”, o nosso ex-libris.

 

 Tal como vos disse no post anterior o blog manterá a sua estrutura, ou seja com imagens de Chaves e das nossas aldeias e pequenos textos. A alteração apenas se fará sentir ao nível gráfico, no entanto e dado que o novo modelo oferece mais algumas possibilidades, o blog está aberto às vossas sugestões, mesmo de conteúdo. As sugestões poderão ser feitas nos comentários ou por mail para proart@net.sapo.pt ou se preferirem para ribeiro.dc@gmail.com .

 

Para já, espero que gostem do novo visual.

 

Até amanhã em Chaves e Festas Felizes!

Em obras de manutenção

24.12.06 | Fer.Ribeiro
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Desculpem qualquer coisinha, mas este blog vai entrar em obras, mudar de aspecto e tentar melhorar um pouco, mas só isso. Vou tentar ser breve e voltar à normalidade em pouco tempo e como sempre dedicando os dias de semana à cidade e os fins-de-semana ao concelho rural.

Até já!

Presépio

24.12.06 | Fer.Ribeiro
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Com mais ou menos adereços, com mais ou menos personagens o que conta é mesmo a intenção, o essencial e o espírito do Natal, para não falar da originalidade.

Não é que a oferta de presépios seja muita. Hoje em dia são mais luzinhas a piscar e um senhor barrigudo vestido de vermelho que nunca cheguei a compreender o que tem a ver com o Natal, mas mesmo assim, vão havendo por aí presépios para todos os gostos. Decidi-me por este, que até é do Natal passado em Vilarelho da Raia. Gostei da sua simplicidade e do pormenor.

Mas hoje o que interessa mesmo é a magia deste dia. A magia do Natal e a magia da família, com ou sem presépio, com ou sem luzinhas. O que interessa mesmo é a reunião familiar de hoje, com pais, irmãos, tios, primos, avós, bisavôs e por aí fora. Quantos mais e maior for a confusão, melhor, sobretudo se houver muitas crianças e muito barulho, mesmo que seja um barulho e uma confusão incomodadora, não interessa, porque neste dia, o espírito do Natal, perdoa tudo e tudo sabe bem e não é um dia de solidão nem de silêncio.

Mais uma vez um feliz Natal para todos, principalmente para os que longe da terrinha não podem vir cá (à terrinha) comungar a felicidade de um Natal alargado a toda a família e já agora um muito obrigado por me irem aturando todos os dias.

Até amanhã!

Mais montanha, mais frio e mais Natal

23.12.06 | Fer.Ribeiro
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Entre Carvela e Tresmundes, em pleno Brunheiro, a mestria da natureza embeleza naturalmente os pinheiros. Não são necessárias luzinhas a piscar, nem brilhantes ou bolinhas dependuradas, nem sequer é necessária a neve para pintar os pinheiros de branco. Basta um bocadinho de frio, daquele frio que já é a sério, e a natureza faz o resto.

Um bom Natal para todos e que o frio vos reúna à volta de uma boa lareira com todos os que vos são queridos.

Até amanhã, num presépio, dia também de consoar as couves, o bacalhau, o polvo, um bom tinto ou branco e conviver com a família e sobretudo com a excitação das crianças à espera da prenda de Natal, que já não é o menino Jesus que põe no sapatinho, mas um senhor gordo, vestido de vermelho, que na minha infância nem sequer existia. Mas “tá bem” vale pelo espírito do Natal.

Até amanhã num presépio de aldeia.

A montanha, o frio e o Natal

23.12.06 | Fer.Ribeiro
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Há dias fui à procura da carambina e não a encontrei, já era tarde.

Como nos últimos dias não tenho tido tempo para explorar a montanha, tenho-me contentado com as geadas do vale e com os centígrados negativos nocturnos e do amanhecer, mas há sempre qualquer coisa em arquivo.

Obras de arte que fazem da natureza um mestre, onde não vale a pena mal gastar as palavras, pois neste caso é mesmo a imagem que vale.

A imagem é de Maços – Nogueira da Montanha, de há dois Invernos atrás, mas bem podia ser de hoje.

E como é Natal, ainda vamos enfeitar o pinheirinho. Até já.

Coisas de Reis!

22.12.06 | Fer.Ribeiro
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E enquanto os Reis Magos seguem a estrela à procura do seu destino, vão passando por aqui e por ali, tendo sempre presente a estela que os guia.

Aqui por Chaves, não há reis nem estrelas “guiadoras” mas há um senhor que faz questão de se fazer passar por rei e senhor do centro histórico e que por mais muralhas que lhe ergam à sua volta, quer sejam de pedra ou de betão, ele mostra-se e espreita e tal como uma mulher que faz gosto em combinar, cores e roupas, com penteados, pinturas e sapatos, em suma que gosta de mostrar e realçar a sua beleza, este senhor, sem fazer nada por isso, combina bem com todas as vestimentas e realces e lá de cima do seu respeito, mostra a sua beleza também.

Claro que por isso este castelo é o nosso actor principal da cidade velha.

Até amanhã, numa aldeia do nosso concelho.

Momentos Singulares

21.12.06 | Fer.Ribeiro
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Há momentos únicos, singulares. Eu rendo-me sempre a um desses momentos e felizmente que há muitos momentos com essa magia da singularidade.

São geralmente momentos que se vivem a só e a sós, neste caso era eu e um pôr-do-sol, simplesmente. Claro que a silhueta da amoreira e da guarita ajudam, mas essas estão sempre lá, agora o momento, o momento deste click nunca mais se vai repetir.

Há momentos assim, como aqueles momentos em que regressamos a um natal da infância com toda a família à volta da mesa, a lareira acesa e muitos olhos brilhantes, com o brilho que só o natal lhes sabe dar.

Hoje vivi e partilhei um desses momentos únicos.

Dizem que vale mais uma imagem que mil palavras e até concordo, mas também acho incrível a força que as palavras têm.

Até amanhã com mais uma imagem de Chaves e algumas palavras.

Chaves - Forte de S.Neutel

20.12.06 | Fer.Ribeiro
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Ainda ontem escrevia aqui sobre as obras de requalificação e revitalização do Jardim Público. Pois hoje vamos para este espaço da envolvente do Forte de S.Neutel que também está a ser requalificado e revitalizado.

Conheço superficialmente o projecto e em nada me assustam as obras que aqui estão a ser levadas a efeito, e a razão é simples, sejam qual forem as obras , não se estraga nada, antes pelo contrário, qualquer obra de requalificação e revitalização são bem-vindas a este espaço que bem necessita de ser revitalizado, requalificado e sobretudo embelezado, depois logo se verá se finalmente este espaço irá ser dotado da vida que sempre lhe faltou.

E agora um pouco da sua história e cronologia

Quanto a características particulares do forte, é do tipo Vauban com dupla linha defensiva e fosso interno, com configuração estrelada semelhante à do Forte de S.Francisco e do Forte de S.João da Barra em Tavira, todos edificados durante as Gerras da Restauração. Já agora fiquemos com um pouco da cronologia ligada ao local e ao forte.

1658 – D.Rodrigo de Castro, Conde de Mesquitela, chega a Chaves como Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes;

1658/1662 – Construção das muralhas da vila, Revelim (?) da Madalena, Forte de S.Francisco, escavação de trincheiras e colocação de estcas no Alto da Trindade pelo Governador Militar D. Rodrigo de Castro;

1661 – O Conde de Mesquitela manda edificar uma ermida em honra de Nossa Senhora das Brotas;

1662 – Data de uma planta do forte de S.Neutel, no livro das Praças de Portugal, de João Nunes Tinoco;

1664/1668 – Petrificação das defesas do Alto da Trindade, com a construção do Forte de S.Neutel, pelo Governador Militar, General Andrade e Sousa;

1912 – Julho, trava-se no local o combate entre as forças realistas, comandadas por Paiva Couceiro, e as tropas fiéis ao regime Republicano;

1925 – Instalação da cadeia civil de Chaves dentro do forte de S.Neutel;

1938 – 22 de Março, o forte é integrado no conjunto de cariz militar classificado como Monumento Nacional

1961 – por permuta entre a Câmara Municipal e o Estado Português, o Forte de S.Neutel passa para propriedade do Estado, recebendo a Câmara em troca o antigo Paço dos Duques de Bragança;

1994 – Construção de um anfiteatro em granito no interior do forte para realização de espectáculos.

2006 – Início das obras de requalificação e revitalização da envolvente do forte (obras em curso).

(Dados até 1961 da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais)

Nota: O ponto de interrogação colocado à frente do Revelim (1658/1662), é de minha autoria e pelo simples facto de embora este constar em desenhos antigos da fortificação do local (Madalena), nunca chegou a ser construído, pois apenas as muralhas e o fosso foram construídos, existindo ainda pequenos troços no local.

E por hoje é tudo neste já longo post.

Amanhã cá estarei de novo em Chaves e, prometo ser mais breve.

Chaves, Jardim Público mais uma vez!

19.12.06 | Fer.Ribeiro
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Desculpem-me esta insistência de ultimamente andar tanto à volta do Jardim Público e as razões são muitas e simples. Boas recordações de infância, prolongadas pela adolescência até aos primeiros anos de adulto. O velhinho parque infantil dos anos 60, as bandas no coreto, as verbenas, os matraquilhos, os passeios refrescantes de antigos verões, os namoros, a taça dos peixes vermelhos, o riacho e a beleza do jardim em sí. É um conjunto de boas recordações guardadas no cantinho das boas memórias que acho que todos os flavienses comungam.

Poderia agora iniciar um novo parágrafo com os meus medos das obras que se aproximam, mas não o vou fazer, porque dado os maus dias que o jardim atravessa, também eu acho que precisa de uma intervenção urgente. Vou esperar e sobretudo acreditar que o jardim vai ser revitalizado e que vai manter o romantismo que sempre lhe esteve ligado. Quero mesmo acreditar que isso vai acontecer. Estarei atento, mesmo que isso não nos valha de nada.

Hoje quero mesmo deixar-vos com a imagem, que mesmo moribundo, o jardim ainda proporciona. Mais uma imagem de Outono com que o Jardim Público nos brinda o entardecer do ano. A imagem não engana – estamos à porta do Natal e não tarda nada vem aí o novo ano. É quando o jardim se despe por completo para receber a nova roupagem da Primavera, que vamos acreditar que vai acontecer como todos os anos, no jardim.

Até amanhã, na terra dos flavienses.

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