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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Abr08

Dadim - Chaves - Portugal



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Então vamos até uma daquelas 5 grandes zonas do concelho que é a de Monforte, da Raia e também da Castanheira. Vamos até Dadim.

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Pois há dias num dos Sábados das minhas recolhas fotográficas pelas aldeias, levava em mente as Assureiras, depois Sobreira, Avelelas, Vila Nova, Oucidres, Vilar de Izeu, Bobadela e Bolideira. Já sabia que o tempo seria pouco para fazer todas as aldeias, por isso, chegado às Assureiras, resolvi primeiro ir à Bolideira, mas como passei por Águas Frias, resolvi tomar aí umas fotos, e depois lá fui à Bolideira. Depois da Bolideira, e já que ali estava, pensei que me faltavam ainda tomar umas fotos de Cimo de Vila da Castanheira. Então resolvi ir até lá. Claro que passei por Dadim. No regresso, na

 

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aproximação a Dadim, pensei para comigo: “engraçado como há mais de 20 anos que vou passando por Dadim, sem nunca lá ter tomado uma foto. O problema penso mesmo que é da estrada nova passar ligeiramente ao lado do seu núcleo antigo, e as novas construções ou mais recentes, nas despertarem muito para fotografia. Mas bem, já que ali estava, resolvi entrar em Dadim e só quando a noite se aproximava, já depois do sol posto, é que saí de Dadim.

 

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Mais uma vez o meu itinerário fotográfico tinha saído furado, aliás como acontece sempre. Estranhar seria que o seguisse com rigor e tudo porque há uma ou outra coisa que nos prende mais do que aquilo que prevíamos, tal como me aconteceu em Dadim.

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Fiquei preso a Dadim pelo seu casario antigo, o tipicamente tradicional das nossas aldeias de granito, mas mais que o casario, quem me prendeu, foram mesmo as conversas com o pessoal de Dadim, sobretudo as mulheres, que além da conversa, dos lamentos e dos recados para o Sr. Presidente, me iam mostrando a Igreja velha da qual muito se honram e as casas, que antes estavam cheias de gente e que agora caem aos bocados. “Os novos partem para fora e os velhos morrem, depois é isto, caem, porque ninguém toma conta delas” vão-me dizendo, enquanto pedem uma foto aqui ou ali.

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Mais que servirem de cicerones, as mulheres de Dadim tinham era necessidade de falar dos filhos que partiram, mas que graças a Deus estão bem, pois por lá nada tinham para ganhar o pão de cada dia, e foram para o Porto, para Lisboa, para à Guarda ou Polícia, estudaram e têm os seus empregos na cidade ou emigraram para a França, Suiça ou ode calhou melhor. Fui ouvindo também os seus lamentos, que não eram por elas,  mas por uma aldeia que as viu nascer e que vêem aos poucos, casa a casa, morrer. Falo-vos do casco de Dadim, pois tal como nas outras aldeias, é mais fácil e barato construir de novo junto à estrada do que reconstruir e recuperar as antigas casas, mesmo porque as antigas (pelas suas dimensões) não lhes oferecem o conforto que hoje se exige.


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Quanto a recados para a cidade, anseiam por um Lar e Centro de Dia, para os quais até já têm umas pequenas instalações que há anos foram executadas para o efeito, mas que estão fechadas. Penso mesmo que (embora não seja a única) é coisa que a gente mais velhota da aldeia anseia e necessita, ou seja, algum apoio e alguém que os oiça.

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Quanto os que por lá fazem novas casas junto à estrada, claro que não os critico, antes pelo contrário, pois geralmente são os (poucos) casais mais novos que as constroem, o que significa que optaram pela sua aldeia e não pela partida e, enquanto houver gente nova a construir, há vida nas aldeias e algumas crianças. Também há as construções novas dos emigrantes, que embora não estejam na aldeia, demonstram a sua vontade de um dia regressar a ela.

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Mais que desertificada, Dadim é uma aldeia envelhecida, quer nas casas do seu casco, que nas pessoas. Vimos ruas com gente, muita gente até, mas durante quase duas horas que estive por lá, não vi uma única criança na rua. Não digo que não as haja, pois deve haver, poucas como de costume, mas também as ruas já há muito que não são o palco das suas brincadeiras.

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Mas vamos aos números de Dadim.

 

Em termos de população residente (dados do Censos 2001) existam 126 pessoas residentes (59 homens e 67 mulheres), dos quais 34 tinham mais de 65 anos, 63 pessoas entre os 25 e os 64 anos, 32 jovens entre os 10 e 15 anos e 5 crianças até 9 anos. São dados de 2001 que não precisam de legendas, pois dizem tudo.

 

Dadim fica a 23 quilómetros de Chaves e pertence à freguesia de Cimo de Vila da Castanheira.

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Li algures que a capela é de devoção a Santa Bárbara. Na aldeia disseram-me que era de devoção ao Anjo da Guarda cuja festa realizam todos os anos no 2º Domingo de Agosto, pelo menos desde que a festa em honra de S. João Baptista acabou. Esta última tinha a particularidade de ser uma festa da freguesia que se realizava quase alternadamente em Cimo de Vila e em Dadim, pois durante dois anos realizava-se em Como de Vila e um ano em Dadim. Mas já há muitos anos que não a fazem, e agora cada aldeia faz a sua.

19
Abr08

Valverde - Chaves - Portugal



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Se tivesse de dividir o concelho por partes, onde cada uma tivesse características idênticas, talvez o dividisse em 5 partes, a saber:

 

-  A zona do Grande Vale de Chaves ou do Tâmega, onde está incluída a cidade de Chaves e todas as aldeias que vivem à volta e ao longo do vale, onde está instalada a maioria da pouca industria existente, quase todo o comércio do concelho, e com terrenos agricolamente férteis, servido quase todas as aldeias de dormitórios e onde reside a maioria da população do concelho.  

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Depois do Grande Vale e começando de Norte para Sul e de Oeste para Este, teríamos:

 

- A Zona Barrosã que seria constituída por todas as freguesias que fazem fronteira com parte da Galiza,  concelho de Montalegre e parte de Boticas, com limite em Seara Velha.

 

- A Zona do Planalto de Monforte e da Raia onde incluiria todas as aldeias a partir das freguesias de Stº António de Monforte e Águas Frias até à raia Galega, concelho de vinhas e parte de Valpaços.

 

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- A Zona da Montanha que englobaria todas as freguesias e aldeias do alto da Serra do Brunheiro e da Serra da Padrela.

 

- A 5ª e última zona à qual eu chamaria Zona de Vidago e englobaria grande parte do concelho a Sul de Chaves e a Oeste das montanhas, com vertentes para o Tâmega.

 

Claro que esta divisão não passa da minha divisão pessoal do concelho, onde dentro destas, há pequenas zonas com características muito próprias e que,  claro, é discutível. Mas são as regiões ou zonas do meu imaginário.

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Pois para a aldeia que hoje é convidada neste blog – Valverde -  não hesitaria nada em engloba-la na Zona de Vidago, não só pela sua proximidade (2 a 3 quilómetros), mas pelas suas características perfeitamente identificáveis com as restantes desta zona, com terras de pequenos vales verdes e também férteis, região de bom vinho, floresta (talvez a mancha verde mais importante do concelho), e uma forte ligação à Vila de Vidago.


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Mas vamos até Valverde.

 

Valverde pertence à freguesia de Selhariz e fica a 15 quilómetros de Chaves e a aproximadamente 3 quilómetro de Vidago.

 

Tal como o seu nome indica, é verde e tem dos tais pequenos vales, férteis. Aliás a principal actividade da aldeia é a agricultura e nada me espanta que nos bons tempos do termalismo de Vidago, Valverde funcionasse como uma das suas hortas, entre outros abastecimentos.

 

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Em termos de população, infelizmente é o costume das nossas aldeias mais distantes do Grande Vale de Chaves, ou seja, uma população mais ou menos envelhecida, poucas crianças e alguns emigrantes. Segundo os Censos de 2001 Valverde tinha 36 homens e 38 mulheres, num total de 74 pessoas, das quais 29 tinham mais de 65 anos e apenas havia 2 crianças com idade inferior a 10 anos, e 11 jovens entre os 10 e os 20 anos. Acho que os números (embora de há 7 anos atrás) dizem tudo e não serão necessários mais comentários, mesmo assim e, comparando com algumas das aldeias da Zona de Montanha, Valverde ainda é uma aldeia com vida.

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Para concluir e sintetizando a aldeia de Valverde poderei dizer que se encontra entre verdejantes campos. Do aglomerado urbano, com muita construção já do tempo do betão e do tijolo,  destaca-se ainda uma grandiosa casa rural de granito, infelizmente e como é costume,  em ruínas, com uma interessante e imponente chaminé, acompanhada de uma outra muito minúscula, mas igualmente bela e ambas artisticamente elaboradas. Como terra rica em oliveiras, existiu em tempos um lagar de azeite, Mas foi também terra rica em “pão” pelo que ainda existem por lá as ruínas de um antigo e bucólico moinho em granito.


Segundo consegui apurar, nesta aldeia nasceu o Tenente Coronel António Vítor Macedo, o primeiro militar que em terras transmontanas, proclamou e defendeu a liberdade constitucional.

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A capelinha é dedicada a Santo Amaro, advogado dos ossos, que é festejado a 15 de Janeiro de cada ano, hoje capela mortuária, pois a uma escassa dezena de metros foi construída uma nova capela, também em granito e maior.


E sobre Valverde, além de ser uma aldeia que se cruza no itinerário de algumas estradas e caminhos municipais de interessantes destinos, nada mais há a dizer.


Amanhã cá estarei de novo com mais uma aldeia do nosso concelho.


Até amanhã!

 

 

18
Abr08

Discursos Sobre a Cidade



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TEXTO DE TUPAMARO

 


B I M I L É N I O

 

 

 

A falha tectónica vertical Tamegana deu de si.

A crista central atlântica levantou-se.

Uma onda solitária  de altura das Alturas de Barroso correu em direcção à Afurada. Furou vertiginosamente pelo «cañon» do Douro. Na Livração embateu no sinal de trânsito obrigatório à esquerda para Boticas. Passado Cavês, a Cabreira encostou-se ao Minhéu, empurrada pela de Barroso com o solavanco do Larouco; o Alvão fechou com a Padrela, expandindo-se o Brunheiro até Mairos.

Nesse arco de volta perfeita se afundou a Normandia Tamegana.

As elevações montanhosas ficaram todas com igual altitude. E, nelas, todos os povoados submersos foram recriados em quarteirões ajardinados.

Em Vilarelho instalou-se  um complexo industrial onde se preparam os melhores cosméticos de embelezamento, rejuvenescimento jamais vistos tirando partido das milagrosas águas aí nascentes.

Em Vidago, o maior Centro de Congressos e de Tratamento do Reumático do Continente Euro-Asiático.

Em Nogueira da Montanha, até  Cimo de Vila da Castanheira, o maior batatal do mundo para produção de energia «humânica», depois de cozidas as batatas e a acompanhar um polbo galego e umas couves pencas, bem regadinhas com azeite da “Terra Quente” daí ao lado, e com um Tinto de Balcerdeira ou um Branco de Arcossó ou de Anelhe, ao Almoço.

De Curalha, Samaiões,  Faiões, Stº Estêvão e Vila Verde a Horta mais deliciosa da Comunidade Europeia, com os seus melões e melancias, à sobremesa.

De Póvoa de Agrações, Moreiras, S.Julião de Montenegro, Oucidres e S. Vicente o mais frondoso Souto do Hemisfério Norte, com uma réplica formosa, em Seara-Velha, Calvão, Bustelo e Castelões, e cujo fruto tem o condão de tornar os Invernos quentes com Magustos concorridos mundialmente.

Da Cela, Eiras, Águas Frias, Curral de Vacas e Paradela, exporta-se para a Região, para a Província e para a “Sê-é” uma secreta Bagaceira de Merogos a competir, em paladar, com a pomada secretíssima e aloirada dos Petins da Granginha. Desta, diz a Lenda ter sido inventada pelos Druidas fundadores do Povoado, no ano 777 aC, e com a qual culminavam as celebrações aos seus deuses, muito especialmente na IMBOLOC - Festa de exaltação do Fogo e da Água Purificadora (pudera!- com aquela graduação e paladar!). (Lá pela Granginha, ainda restam amostras raras, tão raras como os cedros do Líbano, dos Olmos, dos Negrilhos, das Carvalhas e Carvalheiras e dos Carvalhos que por lá abundavam, e os Celtas veneravam. Uma Tribo, que se tornou célebre também pela curiosidade de habitar uma clareira (chamavam-lhe L A I LEIRA) no centro de frondosa e protectora floresta de Negrilhos, ficou conhecida pelo sobrenome de « Murilhos», dos quais ainda por lá vagueia nobre descendência).

As Barcas com que outrora os camponeses e jeireiros atravessavam na Fonte do Leite ou na «Freciana» para cuidar dos campos da margem de cá ou da margem de lá, foram recuperadas e modernizadas em ultra-modernas gôndolas, tão bem aproveitadas para um saltar de terra em terra pelos magotes de Turistas que inundam todos os Povoados na busca de todas as balsâmicas, energéticas, afrodisíacas, regaladoras comidas, bebidas, paisagens, monumentos, rituais, trocadilhos de conversas, modos de falar, de olhar, de vestir, de pentear e … até de ouvir um CAR…HO dito como deve ser!   - Não fosse o Carvalho a árvore de excelência para os Celtas!

 

 

2074!

 

No dia 1 de Janeiro, através dos microfones da Rádio Larouco e da Monterrey, das Câmaras da TêVê Gaélica, das Câmaras de Vigilância, das Câmaras Ocultas, Escuras e Claras, (das de Gás, não!) e desde os Estúdios da Emissora Territorial sediada na Câmara Municipal situada na Praça do Camões de Nantes com estátua de homenagem a um Afonso de Bragança, no edifício dos Paços do Concelho, o Princeps Senatus da NORMANDIA TAMEGANA anuncia o Programa de Comemorações do Bimilénio da eleição de AQUAE  FLAVIAE A MUNICÍPIO.

O Lustro que então se inicia ilustrará o trajecto histórico e ilustre da «Nobre Cidade» de CHAVES  - hoje EUROCIDADE CHAVERINÉIA.

As matrizes Celtas, Romanas e Mouriscas perpetuam-se em toda a Região.

Luxemburgo, Paris, Valladolid, Burgos, Toronto, Ludlow e Newark, S. Paulo. Malange, ou Honolulu, lembram e celebram a Transmontana.

Lisboa, Bruxelas e Estrasburgo dela se fazem esquecidas e não lembradas.

Má consciência.

O Noroeste Peninsular foi o último Território a ser conquistado pelos poderosos exércitos Romanos.

Não pela distância, mas, antes, pela surpreendente resistência dos seus Povos  -  transportavam na sua identidade «a força do Javali e a sabedoria do Unicórnio»!

 

Os Romanos admiravam os inimigos mais valentes e usavam o “”Gloria Victis”!

Cipião, em sinal de respeito e admiração pelo Cartaginês   - crescido e educado na Hispânia   - adoptou o apelido de «O Africano». Mais tarde, perante a bravura dos resistentes de Numância, acrescentou-se «o Numantino».

Já então deram conta, os Romanos, da importância “”Estratégica” dessa Veiga amparada pelo Abrunheiro, vigiada pelos contrafortes do Cambedo, do Facho e de Ardãos. Aí assentaram arraiais!

Seduzidos, encantados, bem instalados, “mais-que-bem” recuperados das batalhas com os “comes-e-bebes” locais; com a garantia de as suas quadrigas não ultrapassarem o limite de velocidade após as noitadas em honra de Baco (os romanos eram uns «bacanos», e, por tudo e por nada, faziam uns bacanais!), tão subtilmente disfarçadas com umas taças finais das águas das Caldas, pudera se por aí não se arrimassem!

E conceberam uma “civitas” em miniatura à semelhança da «sua Cidade», da sua Capital.

E não demoraram a elevar o Povoado à categoria de Município.

 

Foi no Ano 79 dC.!!!

 

2079!

Neste Lustro Comemorativo   -2074-2079-  serão postos a descoberto os 18 Arcos da TOP Model; os Balneários Romanos; os Aquedutos; o que resta das Muralhas e do Teatro. E a calçada da Ponte colocada em lájea romana;

As construções legalmente clandestinas, espalhadas pela Veiga e por tudo quanto é sítio, serão destruídas; os “Castros” serão limpos e recuperados; os Locais com interesse arqueológico serão respeitados, preservados e estatuídos como Centro de Estudo e Investigação; os Nichos, os Cruzeiros, os menires, as antas, as vias romanas, serão limpos, assinalados e ajardinados; os «mamarrachos» feitos em pó.

Os “Fortes” e as Muralhas ficarão à vista de toda a gente!

O Miradouro de S. Lourenço será lindamente ajardinado e oferecerá condições de repouso e de cómodas vistas desse deslumbrante território que nunca cansa olhar!

Em Nantes será construída uma Praça em cujo centro se erguerá uma estátua a Luís Vaz e da qual irradiarão DEZ avenidas, cada qual, em cada esquina, com nome apelativo a cada “Canto” da «Rambóia Lusitana».

Serão inventariadas as «CEGONHAS ou BALDÕES», e os Poços Mouriscos, bem tratadas e preservadas.

As Fontes, os Lavadouros, os Moinhos, todos limpos, recuperados e alindados.

Em todas as Aldeias construída será uma Casa de Convívio e de Cultura; em todas as Freguesias um Multimeios, um Pavilhão Polidesportivo.

Todos os Regatos e Ribeiras ficarão limpos, despoluídos, com águas cristalinas, povoados por Trutas, Escalos, Bogas, Enguias e Lontras, vigiados por inúmera passarada, e com as margens arranjadas, convidativas ao recreio e ao lazer.

Será elaborado um Calendário no qual «caibam» todas as manifestações Tradicionais das nossas Aldeias; onde todas as Associações Recreativas e Culturais tenham data para a sua Manifestação.

As Vias Rápidas a Unir Aquae Flaviae a Montalegre, Boticas, Vila Pouca, Valpaços, Vinhais e Verin serão mais Avenidas ajardinadas, de passeio  - para lá e para cá  -   ou de passo rápido para um abraço de amizade e de negócio com os nossos vizinhos-amigos. Levarão o nome de Notáveis Alto-Tameganos: Chaves-Montalegre, Artur Maria Afonso; Chaves-Boticas, Nadir Afonso; Chaves Vila Pouca Bento Roma; Chaves Valpaços, Edgar Carneiro; Chaves-Vinhais, capitão Castro; Chaves-Verin, Ribeiro de Carvalho,(p.ex.).

Aos autarcas concelhios (municipais e paroquiais) será distribuído transporte individual trifíbio, a fim de não terem desculpa de falta de tempo e de transporte para irem aonde já deviam ter ido … e resolverem.

Uma Universidade será instalada. As Faculdades ficarão equidistantes e, assim, situadas com justiça nas Freguesias.

Um Hospital Central, amplo, ultra-moderno, tão dotado que até Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Saúde e tanto outro Pessoal se engaliarão para ver quais deles merece a honra de aqui trabalhar. Até a juniores, seniores e jubilados vai dar vontade de ter uma dorzita aqui ou uma impressão ali, só para ganharem mais um pretexto para o seu orgulho e gabanço de Normando-Tameganos!

Os nossos Comerciantes, Industriais e outros Empresários criarão uma Fundação com propósitos de apoiar os nossos Artesãos, os nossos Inventores, os nossos Investigadores, os nossos Atletas, os nossos Artistas.

O Novo MUSEU terá a área de um Campo de Futebol e o Campo de Futebol será o melhor Polidesportivo do mundo.

O nosso ministério do Turismo estará permanentemente disponível, com Guias e roteiros que deixarão derretidos de encantamento os Visitantes.

O Centro de Patinagem e de treino de Skate será arrasado! Nesse lugar (res)surgirá um JARDIM do Éden, e em cujo centro erguida será uma estátua tamanha como a da Liberdade, lá das terras do Tio Sam, em homenagem às Mulheres Normando-Tameganas!

Nesta época, nas nossas pós-modernas Salas de Espectáculos, realizar-se-ão os mais famosos e prestigiados Festivais Mundiais de Teatro e Cinema  -  e os nossos Artistas subirão ao cume da fama.

A Fundação Nadir Afonso terá Exposições permanentes dos Artistas Normando – Tameganos e concederá acolhimento a Exposições de outros génios, nacionais ou estrangeiros.

As Nações e as Cidades (comunidades) onde mais se concentraram os que daqui partiram «a salto», com «carta de chamada» ou Passaporte de Turista - faz-de-conta terão um monumento em agradecimento e honra pelo acolhimento que lhes deram.

A vitela da Pastoria, a carqueja de Seara-Velha, o cordeiro de Castelões, os pimentos do Cambedo, as malaguetas de Valdanta, a batata da Castanheira, a castanha de Montenegro, as nozes de Vidago, a cebola de Loivos, os Pastéis de Chaves, a Couve Penca de todas as nossas Hortas, as melancias e os melões das nossas Lamas e Ribeiras, os nossos sacramentados CHÍCHARROS, o Pão de Faiões, o Barro preto de Nantes, o Folar, o Fumeiro, o Presunto e a Pinga de qualquer ALDEIA, a Jeropiga de qualquer adega, estarão Certificadas e com patente registada.

E até o Polbo Galego melhor sabor terá comido em CHAVES, combinado com as nossas Batatas, as nossas Couves, o nosso azeite, o nosso pão centeio. a nossa pinga e a companhia dos nossos amigos.

As comemorações deste bimilénio serão tão brilhantes e consoladoras que, quer residentes, quer visitantes, todos farão votos para que o próximo milénio comece a ser comemorado com igual inspiração já no ano bissexto seguinte!

 

Nesse Ano de 2079 será criada e reconhecida a

 

REGIÃO   AUTÓNOMA   DA   NORMANDIA   TAMEGANA!

 

E toda a ALTA-TAMEGÂNIA proclamada será Património Mundial da Humanidade!

17
Abr08

Post Extra por uma jovem Maravilha Flaviense - Sofia Silva



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E hoje, antes de entramos no discurso sobre a cidade de Tupamaro,  temos post extra (que já é tardio) para dar conta de mais uma maravilha flaviense.

 

Sofia Silva, aluna do 8º Ano da Escola Secundária Fernão de Magalhães (antigo Liceu) alcançou o 1º Lugar no seu escalão (menores de 15 anos) no Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, promovido pelo semanário Expresso, Jornal de Letras, SIC e SIC Noticias.

 

De entre cerca de 40.000 participantes, Sofia Silva chegou à finalíssima que foi transmitida pela SIC no fim-de-semana passado. Só por isso, merece ser destacada aqui neste blog como uma jovem maravilha flaviense. Parabéns Sofia.

 

De destacar ainda, que a Sofia foi acompanhada até à final por mais duas jovens flavienses da mesma escola, a Joana Vieira e a Nádia Ferreira, que embora não tivesse atingido a finalíssima atingiram também com mérito a final e,  chegaram ao Centro Cultural de Belém, entre os 290 seleccionados dos 40.000 participantes iniciais. Parabéns também para ambas.

 

Não podia deixar de prestar a minha humilde homenagem a estas três jovens, principalmente à Sofia por ser vencedora com o 1º lugar.

 

Na foto, está o pai, a irmã mais velha e a Sofia. A foto foi roubada ao blog Valdanta a quem este blog dá também os parabéns ao seu autor por mais um aniversário. Parabéns J.Pereira.

 

Parabéns a todos!

 

Até aos Discursos Sobre a Cidade, já a seguir.

17
Abr08

Margens do Rio em Obras - Chaves - Portugal



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Este blog tem dias sim, dias não e dias nim. Se há dias em que me lamento, critico aquilo que por Chaves vai sendo (a meu ver) mal feito, há outros em que apenas reivindico melhores dias para a cidade e aquilo que acho justo, mas também há dias em que me congratulo, principalmente quando há obras realizadas para o bem da cidade e de todos nós flavienses e de quem nos visita e também quando alguns dos meus sonhos começam a ser realizados.

 

Um dos meus sonhos que tenho transmitido neste blog é o arranjo urbanístico das margens do rio entre pontes (pelo menos), pois sempre achei que o rio é a alma desta cidade e que deve estar aberto para ela, de modo a todos nós possamos desfrutar da sua beleza e encanto e onde se possa também beber um pouco da sua calma passeando as suas margens.

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Pois hoje é com gosto que anuncio que as obras integradas no POLIS de Chaves de revitalização (penso que será este o termo) da margem esquerda do Rio entre a Ponte Nova (Barbosa Carmona) e a Top Model (Ponte Romana) já estão a decorrer há uns dias, pelo menos a vedação do espaço e a decapagem do terreno já foi iniciada.

 

Quanto ao que por lá se vai fazer, não o sei, pois não conheço o projecto, mas espreitando a página na net da Câmara Municipal aqui dá para ficar com uma ideia do que vai ser feito. Seja o que for, pela certa que ficará melhor do que aquilo que por lá existia e pena é que este embelezamento não se prolongue ao longo da Avenida D.Afonso – I Duque de Bragança, entre a rotunda do Raio X e a Ponte Nova, pois para uma das entradas (ainda) principais da cidade, tem um aspecto um pouco terceiro-mundista ou pelo menos de abandono, mas lamentos, ficam para outro dia.

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Agora e para o sonho do rio ficar completo (entre pontes), só falta e desejam-se os arranjos da margem direita, onde ainda existe dotada ao abandono a Canelha das Longras e as antigas hortas, para onde está projectada a Fundação do Mestre Nadir Afonso, com projecto de um outro Mestre da Arquitectura portuguesa,  o Arquitecto Siza Vieira, ou estava, pois ultimamente pouco se houve falar do assunto. Reze-se para que não caia no esquecimento ou para que não seja um projecto eternamente adiado.

 

Até amanhã, com um novo discurso sobre a cidade de autoria de Tupamaro.

16
Abr08

Chaves - Ponte Romana - que futuro?



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Para os que estão cá pela terrinha, já não são novidade as obras que decorrem na Ponte Romana, mas para os que estão longe, concerteza que gostarão de saber das novidades, das novas obras e do diz-que-diz a respeito das mesmas.

 

Pela minha parte hoje deixo-vos algumas fotos das obras da Ponte Romana e uma vista privilegiada desde a mesma, a nossa Top Model, quanto ao texto, hoje ficamos com um que foi publicado na imprensa local da última edição e que é assinado por um casal de professores que habitam no coração da Madalena. Texto que (claro) também subscrevo.

 

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Ponte Romana – que futuro?

 

Numa altura em que decorrem importantes obras na Ponte Romana, é normal e desejável que o assunto desperte a curiosidade dos flavienses e seja amplamente debatido.

 

Respeitamos a diferença de opiniões quanto à utilização da Velha ponte, mas defendemos que ela deva ser pedonal a tempo inteiro, salvaguardando, apenas, situações de emergência.

 

Como utilizadores diários da Ponte Romana, colocam-se-nos duas grandes preocupações: a primeira, é a da conservação e prende-se com o dever, que a todos nos assiste, de a entregarmos, em bom estado, às gerações futuras; a segunda prende-se com o facto de defendermos que já é tempo de Chaves possuir zonas pedonais que dêem à cidade um ar mais urbano e que possibilite desfrutar, tranquilamente, do seu património. Outras vilas e cidades, onde esta situação já se verifica, dão-nos, ao que parece, um exemplo de sucesso para quem passeia e para quem vende.

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Temos ouvido a opinião de moradores das duas freguesias, porque a Ponte pertence a toda a cidade. São, sobretudo, os comerciantes da Madalena e alguns, da outra margem, quem defende a ponte rodoviária. É claro que não queremos o seu prejuízo, tanto mais que somos bem conhecidos de uns e amigos de outros. No entanto, a Madalena é muito vasta e a Ponte Romana utilizada por muitos moradores que, para além de não terem carro próprio, têm crianças e pessoas de idade que reclamam mais segurança. Outros, têm direito a conviver com o rio, numa perspectiva ecológica que o local possibilita e a vida actual recomenda.

 

Não podemos deixar passar a altura, sem colocar algumas questões que poderão ter consequências no comércio e na população em geral. Primeira questão – o problema comercial não passará, antes, pela modernização (adequada ao local) e requalificação dos espaços? Segunda questão – o estado degradado em que se encontra a parte central da Madalena e a indisciplina no trânsito e no estacionamento cativará alguém para nele comprar ou passear? Terceira questão – o verdadeiro perigo não irá ser a construção de uma nova ponte que levará pessoas directamente para o Caneiro, desviando-as do centro do bairro?

 

A par destas três questões convém lembrar que a experiência da Ponte Romana, apenas pedonal, nunca se viveu: é diferente estar fechada ao trânsito com obras, ou estar fechada ao trânsito como local aprazível, com bom piso e, porque não, com alguma dinâmica e animação.

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Por último, em nosso entender, o que revitalizaria a Madalena, seria o aproveitamento do que ainda possui e que, numa breve análise, se traduz em cinco locais que passamos a descrever. Jardim Público: onde fosse criada uma dinâmica própria para atrair pessoas. Parque infantil: com dimensão e oferta de divertimentos, para rivalizar com o do Tabulado, aproveitando as sombras existentes. Calçada Romana: desenterrando-a e tornando-a visível, agora com maior oportunidade, na sequência do Balneário Romano e da Ponte Romana. Três Largos – bem requalificados na manutenção dos seus pormenores arquitectónicos e acrescentados com bancos, árvores e uma ou outra esplanada. E sempre, sempre, varandas e janelas com flores.

 

Desta forma, acreditamos que, a médio prazo, poderia a Margem Esquerda do Tâmega, ter outra qualidade de vida e tirar partido do que a cidade lhe oferece: a Ponte Romana de Chaves.

 

Maria José Fillol Guimarães

José António Lopes

 

E por hoje é tudo, amanhã cá estarei de novo com mais cidade de Chaves.

 

Até amanhã!

 

15
Abr08

olhares de Remi Mendes sobre Chaves e Festimage



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Outros olhares.

 

  Parte – Os Olhares de Remi Mendes sobre a cidade de Chaves

 

Como todas as terças-feiras vamos para um olhar diferente (dos meus) sobre a cidade de Chaves.

 

É costume andar pelo flickr à procura de fotos de Chaves, de autores (para mim) sempre desconhecidos, no entanto há uma primeira vez para tudo. As fotos de hoje chegaram até ao blog por mail e pelas mãos de um flaviense, mas são de um Francês, com origens em Portugal (Tomar e Leiria), chama-se Remi Mendes e foi estudante Erasmus durante um ano em Guimarães, curso de arquitectura.

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As fotos chegaram até ao blog enviadas por um colega flaviense, também estudante de arquitectura (Pedro Freitas) e foram tomadas aquando este trouxe de visita a Chaves o Remi.

 

Claro que como estudantes de arquitectura, a objectiva fugiu-lhes para a nova arquitectura flaviense, mas também fizeram registos daquilo que são momentos de monumentos centenários e um pouco daquilo que temos de natural e belo, como um por-do-sol no nosso príncipe Tâmega que tanto encanto tem dado à sua princesa, a Top Model.

 

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Espero que gostem destes olhares do Remi Mendes, que espero, tivesse partido agradado com a nossa cidade e com a nova arquitectura flaviense, mas que tivesse registado também para o seu futuro da arquitectura, aquilo que de mau se fez em Chaves e que não se deve fazer. Falo dos mamarrachos do centro histórico, claro,

 

 

2ª Parte - Festimage

Há dias, um amigo da blogosfera flaviense, do blog Faiões (que ainda não tenho o gosto de conhecer pessoalmente) deixo por aqui um comentário a congratular-se com o Festimage. Pois também eu me congratulo com a iniciativa, mas…

 

Mas ainda antes de entrar pelo mas… adentro, apresento aqui a cor diferente (para quem não conhece) o Festimage, com palavras retiradas do seu site oficial. Mas antes quero deixar-vos por aqui uma dos meus devaneios quando entro em leituras e que é, o de sublinhar sem saber muito bem porque, partes daquilo que vou lendo e às vezes realço com sublinhado duplo. Portanto o texto que a seguir se apresenta a cor diferente é do site oficial do festimage, mas os sublinhados são meus e o sublinhado duplo está escrito a bold:

 

Festimage – Um evento sem fronteiras

Realiza-se este ano a terceira edição do Festimage, evento promovido pela Câmara Municipal de Chaves, Portugal, que, assim, se propõe dar continuidade aos êxitos conseguidos em 2006 e 2007.
Com esta iniciativa, o município de Chaves reúne na sua cidade as obras fotográficas e de arte digital de autores das mais diversas e distantes partes do mundo, assim como as dá a conhecer através deste meio de difusão fantástico que é a Internet.
Nas edições anteriores, o Festimage já contou com a participação de fotógrafos e artistas digitais de 84 países, alguns tão inesperados como a Guatemala, Vietname, Lituânia e Myanmar (antiga Birmânia), ou tão distantes como o Japão, Filipinas ou Tailândia. Este projecto, disponível em Português, Castelhano, Inglês, Francês, Alemão e, nesta edição, também em Russo, é um excelente exemplo de como a simplicidade pode ser contagiante: uma ideia, um endereço web e um servidor tecnicamente capaz de responder às exigências de visualização e de acessos, transformam a tecnologia num ponto de encontro multicultural, num mundo de emoções partilhadas internacionalmente.
 
Além das exposições feitas na cidade de Chaves, os trabalhos seleccionados nos anos anteriores, após impressos, foram também exibidos no Teatro Municipal de Vila Real (Portugal) e participaram no “Outono Fotográfico”, prestigiado evento que se realiza anualmente em Ourense, Espanha.

Outro aliciante do Festimage está nos seus prémios, que somam mais de 10.000,00 euros.

 Por tudo isto – e também pela oportunidade de mostrar o seu trabalho e poder apreciar os dos outros – o(a) convidamos a participar nesta edição do Festimage 2008.

 

Isto é o conteúdo de apresentação do Festimage. Quanto ao Regulamento do concurso, temos o seguinte:

Festimage
Festival Internacional da Imagem

Regulamento
Âmbito

1. A Câmara Municipal de Chaves, Portugal, com o objectivo de dar a conhecer aos cidadãos residentes na sua cidade, e a todos que a visitam durante o Verão, trabalhos de fotógrafos e criadores de arte digital de todo o mundo, instituiu o Festimage - Festival Internacional da Imagem.

2. Com esta manifestação artística e cultural, a Câmara Municipal de Chaves pretendeu, também, contribuir para a aproximação de diferentes povos, culturas e civilizações, aproveitando as actuais tecnologias de comunicação e a forma como estas tão facilmente esbatem fronteiras, aproximam continentes e nos incluem a todos na mesma “rede” global;


Trabalhos concorrentes

3. São admitidos todos os géneros, estilos e conceitos de Fotografia e Arte Digital fixa, ou qualquer outro tipo de imagem digital de expressão artística não animada, independentemente das técnicas usadas na sua criação;

4. Podem participar todos os autores que se registarem no site do Festimage e se sujeitem a este regulamento, independentemente da sua nacionalidade;

5. 
O tema é livre;

(…)

 

Tal como disse atrás e sendo eu um amante de fotografia, também eu me congratulo com a iniciativa e com o Festimage, mas tal como já os fiz no ano passado, tenho também um lamento para o Festival da Imagem que para Chaves cidade pouco mais vai além do virtual. Eu explico.

 

O conceito do festival é bom e entra dentro do digital e dos melhores meios de comunicação que é a Internet. Um excelente meio de divulgação onde facilmente qualquer um acede de qualquer parte do mundo. Sei-o por este blog, pois em apenas um ano teve visitas de 104 países, alguns que eu até nem conhecia. Pois este festival seria uma boa oportunidade para a par, ou no próprio concurso, divulgar Chaves ao mundo. Pois o que acontece é precisamente o contrário, ou seja, é uma oportunidade da gente de todo o mundo dar a conhecer as suas fotografias a Chaves. A ideia não deixa de ser interessante, mas Chaves nada ganha com isso. Temos a oportunidade de ver novas fotografias de todo o mundo, é certo, mas para quem gosta de fotografia, não faltam sites de qualidade na NET onde se pode apreciar boas fotografias e com a comodidade de um click e sem sair de casa.

 

A minha opinião é a de que era muito mais lucrativo para a cidade, dar a conhecer Chaves ao mundo, ao contrário de, dar o mundo a conhecer a Chaves. É a minha opinião.

 

Quanto às exposições de fotografia, as de interior têm o interesse que têm, mas mais uma vez, também aqui o regulamento prevê uma exposição em Vila Real e outra em Orense, pergunto eu que interesse terão para Chaves fazer-se uma exposição na Vila e outra em Orense, se as fotografias que vão lá estar, pela certa, nenhuma será de Chaves!? – Mais uma vez é só uma opinião e questão.

 

E quanto aos prémios!? – São aliciantes, pois 10.000 Euros de prémios para fotografia não é todos os dias que aparece por aí e,  pela certa,  que se o regulamento contemplasse esse valor para fotografias sobre Chaves e o concelho, não faltariam por Chaves, bons fotógrafos vindos de todo mundo. Essa é que era essa!, pois Chaves passaria a ser divulgada com boa fotografia, por bons fotógrafos, por esse mundo fora, e aí sim, montávamos barraca em Vila Real, Orense, Porto, Lisboa, Vila Real de Stº António e até em Boticas, Montalegre e Valpaços (só para fazer inveja), além de as dar-mos a conhecer (fotografias e Chaves) a todo o mundo pela Internet.

 

Mas, e tal como diz o outro, o burro sou eu e,  destas coisas nada percebo, mas do pouco que aprendi de contas e matemática, sei que para Chaves era mais importante aplicar quase 50.000 Euros (10.000 Contos, segundo a acta da CMC de 6.Março.08 disponível on-line)  a divulgar Chaves ao Mundo, do que divulgar o mundo a Chaves.

 

Há no entanto uma vantagem neste Festimage e que é a de, durante um mês, se tapar algum do casario em mau estado ou em ruínas do nosso centro histórico.

 

Para terminar e principalmente para os do costume (poucos, mas que existem), nada tenho contra o Festimage, antes pelo contrário, o meu único lamento é o de que não haja prémios para a melhor fotografia sobre Chaves e o concelho e de que, como de costume também, não haja nenhuma fotografia sobre Chaves premiada.

 

Só mais uma nota e que consta no próprio sítio oficial do festimage. Este concurso é tão conhecido na Net que a maior parte das pessoas (segundo o inquérito) têm conhecimento dele por e’mail. Quem será que os envia e para quem? . Curioso é saber também que até hoje ninguém teve conhecimento deste concurso pela comunicação social.

 

Eu sou por Chaves. Quando quero ver imagens do mundo, vou à Internet, pois são montes os sítios onde se podem ver belas imagens de todo o mundo, basta ir ao Flickr, ao Reflexos ou ao Olhares.

14
Abr08

Grandes pormenores grandes de Chaves - Portugal



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Já sabem que às segundas-feiras não estou para grandes conversas, mas há sempre tempo e disposição para alguns pormenores, ou melhor, um pormenor grande e um grande pormenor.

 

Fica então mais uma clarabóia, uma das muitas que embelezam os telhados do nosso centro histórico e, também um outro pormenor de uma vista geral de Chaves ao anoitecer, com o pormenor de não vos dizer de onde a imagem foi tomada. Não é difícil descobrir!

 

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Até amanhã, com o olhar de alguém sobre a cidade.
13
Abr08

Aveleda - Chaves - Portugal


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Se de repente alguém chegar ao pé de mim e me pedir para lhe recomendar uma aldeia para visitar, pela certa que, e sem hesitar, uma das que me virá logo à cabeça será Aveleda.

 

Porque!? – É simples. É bonita, interessante em si e na envolvente com paisagens de perder de vista e sobretudo porque para se chegar até lá, terá que passar por montes de outras aldeias também interessantes, mas sobretudo pelas paisagens de toda a freguesia de S.Vicente da Raia e por Aveleda ter características quase únicas.

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Pois uma dessas características é a sua própria localização. Está aconchegada num pequeno e verde vale, isolada e rodeada por um mar de montanhas. Outra das suas características singulares é a de Aveleda ser uma das raras aldeias de xisto do concelho. Aliás só mesmo nesta freguesia e curiosamente na Fonte da Carriça (Vilar de Nantes) é que nos aparecem construções (maioritariamente) feitas em xisto, pois por todo o concelho o habitual e tradicional é o granito.

 

Outras singularidades terá, como a das suas gentes, mas para as aprofundar mais, teria que passar por lá mais uns tempitos.

 

Quanto às restantes características, segue as que são comuns a todas as aldeias de montanha, com pouca gente e envelhecida, muitos emigrantes e poucas crianças.

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A vida da aldeia, dos resistentes, faz-se à volta da agricultura de subsistência, com pequenas hortas e boa batata, que por falta de políticas de escoamento, apodrece nos armazéns para de novo ser devolvida à terra, mas como fertilizante. O curioso nesta política da batata, que é de qualidade indiscutível,  é que ela em muitos anos não chega a sair das aldeias, quando em Chaves, nas grandes superfícies se vende batata estrangeira, de qualidade duvidosa (se é que tem alguma) e cara. Penso eu que quando estas grandes e médias superfícies são autorizadas na cidade de Chaves, deveria haver um mecanismo, acordo,  protocolo (ou outra coisa qualquer) que os obrigassem a comercializar os produtos do concelho e da região que servem, como produtos certificados da região. Assim todos saberíamos que quando estávamos a comprar batata (por exemplo) era mesmo batata o que comprávamos e não uma imitação, sem sabor e até transparente, que às vezes mais parecem chuchus, e todos sabemos, que embora parecidas no aspecto após cozinhado, chuchu não é batata. Quem diz batata, diz couves, feijão, vinho, cebolas, tomates, pimentos, castanha, cereja,  … e por aí fora, passando pelas carnes e pelo fumeiro e presunto. Aliás também este já há muito que deveria estar certificado e assim evitar-se-ia que por esse Portugal fora se vendesse presunto de Chaves, que de Chaves, só tem a passagem quando vem de Espanha ou sabe-se lá de onde. Criar fama e deitar-se na cama, nem sempre traz os melhores resultados.

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Talvez com políticas acertadas para as nossas aldeias ainda se conseguisse prender os poucos jovens que por lá há ou o retorno de alguns, pelo menos os emigrantes, senão, não tarda nada e as aldeias fecham, tal como me foi sito por um dos idosos (curiosamente com “o baixo” cheio de batata a apodrecer). Claro que políticas destas seriam rentáveis para toda a gente, mas a curto prazo, talvez não rendam votos, e por isso, há outras mais urgentes e luxuosas só para encher olho. Digo eu que nada percebo destas coisas, mas é o que me parece!

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Quanto ao topónimo Aveleda, existem duas versões ou opiniões. Uns dizem que era o nome atribuído às sacerdotisas do culto endovélico, outros referem que provém de avelã, onde de facto é um local onde proliferam as avelaneiras. Só transmito aquilo que dizem, pois não vi as sacerdotisas nem as avelaneiras. Não que com isto dizer que não as haja.

 

Aveleda, embora junto a um pequeno vale no encontro de várias montanhas, situa-se a 500 metros de altitude. Pequeno vale ou veiga que sempre a conheci verde e fétil, graças  à água e à rega do Rio do Vale Madeiro, que nasce na vizinha Galiza e é (pouco mais abaixo), afluente do Mente.

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Aveleda, tem uma pequena capela devotada a São Tomé que é festejado em 2 de Dezembro. Não cheguei a apurar se a festa ainda se realiza, no entanto a verdadeira de festa da aldeia é em Agosto, quando a maioria dos seus emigrados (cá dentro ou lá fora) regressam de férias. Ainda estamos na geração de emigrantes que regressa à sua terra de férias, o verdadeiro problema das aldeias como Aveleda (infelizmente a maioria do concelho), vai ser quando já não tiverem filhos nascidos nelas, e ninguém regressar para férias.

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E sobre a Aveleda concerteza que haverá mais que dizer, mas não o sei, pois como sempre falta-me a documentação sobre ela, mas sei onde podem espreitar bonitas fotos, e mais um pouco da sua história, pois embora Aveleda fique meio perdida entre montanhas, tem página na Net em http://aveleda.paginas.sapo.pt/ de autoria de Américo Fernandes, mais um dos filhos de Aveleda que tal como os outros foi obrigado a partir, mas que levou a sua aldeia no coração. Não perca uma visita à página (não oficial) de Aveleda, pois não se vai arrepender.

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Aveleda pertence à freguesia de S.Vicente da Raia, faz fronteira com a Galiza e já recebe ares de terras de Vinhais, no entanto, ainda tem Segirei pelo meio, outro paraíso entalado entre montanhas e que em breve também terá aqui o seu post alargado, mas antes, ainda temos que ir fazer uma merenda à sua praia fluvial. Pode ser que nessa altura também se faça a recolha fotográfica para S.Vicente e Orjais.

 

Aveleda fica a 32 quilómetros de Chaves, é a segunda aldeia mais distante da cidade (só ultrapassada por Segirei a 35 quilómetros) ou seja, é uma daquelas aldeias pela qual a luta pelas urgências do Hospital de Chaves teve todo o sentido, mas atenção, se tiver um AVC ou coisa do género por terras de Aveleda, não perca tempo no Hospital de Chaves e peça logo (se puder) que o levem para Vila Real, pois só por lá lhe poderão salvar a vida e a dignidade. O mesmo conselho serve para as grávidas em vias de parir, mas o mais certo para estas é que o filho venha a ter naturalidade de Vila Pouca numa ambulância a caminho de Vila Real.

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Assim e para terminar, se souber que vai ter um AVC, um acidente grave ou está em vias de parir um filho, não lhe aconselho visitas a Aveleda. Para os restantes, mais que uma visita aconselhada, é uma visita obrigatória, pois raramente encontrará terras com tanta beleza e pena é que os incêndios lhe tivessem retirado alguma, mas pouca.

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