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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

17
Jan10

A matança do Reco na Abobeleira - Edição 2009/2010

A tradição na Abobeleira  continua a cumprir-se. É a tradição da matança do reco, agora do porco, que pelas mãos de um filho da terra, o Jorge, insiste em fazer da tradição uma festa e, transforma a velha matança familiar numa matança comunitária, aberta à aldeia, à freguesia, mas também a convidados, este ano, além da blogosfera flaviense, também alguns fotógrafos do flickr vindos da região do Porto se juntaram a esta festa, à qual,  também marcou presença a edilidade flaviense.

 

Sobre a matança, já no outro ano fiz aqui um resumo do seu “ritual” e, também o Gil Santos, escritor e discursante deste blog, deixou por aqui, passo-a-passo, todo esse cerimonial e tradição. Para quem quiser saber mais sobre matanças do reco, ou do porco (como preferirem) e para não nos estarmos a repetir, nem há como seguir os links que a seguir vos deixo:

 

http://chaves.blogs.sapo.pt/431958.html - Por Gil Santos

http://chaves.blogs.sapo.pt/339613.html - A matança de 2008 na Abobeleira

 

Hoje vamos a uma reportagem breve e fotográfica sobre alguns momentos do dia da matança deste ano.

 

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Logo cedo, o reco fazia a sua aparição no local das cerimónias. Quer-se sossegado, descansado, sem stress, tudo por causa do sangue poder correr mais e melhor. Sangue que fará a primeira iguaria do dia com o sarrabulho.

 

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Claro que os potes logo cedo vão ao lume, neste caso à fogueira que irá durante todo o dia aquecer o potes, cozinhar as carnes, mas também aquecer por fora o pessoal. Para o aquecimento interior, há remédios mais interessantes…

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E enquanto o sangue coze, há que aliviar um pouco do peso do reco, tirar-lhe as miudezas e deixar que todo o sangue escorra para as carnes ficarem mais limpas. É trabalho de matador e também uma aula de anatomia.

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Tudo controlado de perto pelos fotógrafos de serviço, este ano, desde o centro do país, do grande Porto e os da paróquia, ao todo, juntaram-se 12 fotógrafos do flickr que nas suas galerias vão mostrar ao mundo que por cá a tradição ainda se mantém…

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Nos tempos mortos das lides externas e enquanto as carnes cozem nos potes e os rojões e miudezas são preparados na cozinha para a segundo momento gastronómico do dia, as conversas à fogueira vão matando o tempo.

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Para o pessoal de fora, uma visita guiada pela aldeia da Abobeira, visita obrigatória ao “Santuário” da Porta do Outeiro com vistas privilegiadas para o “pecado do jogo”.

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Claro que pelo caminho o povo da Abobeleira mostra a sua simpatia e hospitalidade e faz questão que se faça uma visita às suas “capelas” privadas. Manda a boa educação que se deve aceitar aquilo que é oferecido com o coração e, nem há como ser bem educado…

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Uma visita à história e símbolos da freguesia comandada pelo “rapazes” da Granjinha. Primeiro o Outeiro Machado um símbolo máximo da arte rupestre como rupestre continuam os acessos, mas não impeditivos para chegar até lá.

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Depois a visita obrigatória às capelas da Granjinha: à Românica e à do Sr. Cruz. Notamos e lamentamos a ausência de um amigo que pela certa gostaria de ter vivido aqueles momento connosco, mas a família Cruz fez as honras da Granjinha… e todos saíram de lá com as faces rosadas (suponho que, embora não se sentisse, foi por causa do frio, pois não encontro outra explicação…)

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Regressamos ao local da matança. Os potes continuavam a fumegar enquanto no salão, o cheiro dos rojões convidavam para a entrada.

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Na prova de vinhos, o da caneca 1 passou com distinção, o da caneca 2 aceitou-se para a continuação e o da caneca de barro (um velho conhecido) ficou para apreciação.

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Na cozinha, a azáfama do costume. Comida não faltava, mas um povo inteiro aguardava pela feijoada à transmontana e, era preciso confeccioná-la. Como quem vê, só atrapalha, o melhor mesmo é deixar na sua labuta quem trabalha, mais tarde, agradeceríamos.

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Tempo para alguns devaneios fotográficos com o fogo que desde os tempos mais remotos sempre encantou. Aqui, além de encantar tinha também o nobre serviço de ir cozinhando e aquecendo os mais friorentos.

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Por último, festa que se preze, tem que ter música e animação e a matança do reco na Abobeleira já é uma festa com tradição e nem foi preciso recorrer aos "Rapazes das Venda Nova" e às suas concertinas, pois se há freguesia que tem muitos músicos e tradição musical, essa, e a de Valdanta.

 

Da nossa parte, e falo em meu nome pessoal e de todos os fotógrafos presentes, só resta agradecer ao anfitrião (Sr. Jorge Carvalho) pela festa que nos proporcionou, mas também à sua família, ao povo da Abobeleira e aos manos da Granjinha pela companhia e por mais uma vez nos darem a conhecer as terras da freguesia de Valdanta.

 

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