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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

24
Jan10

Devaneios de fim-de-semana

Há dias observava num mapa qualquer onde estavam traçadas as nossas actuais auto-estradas e ia-me dando conta da estupidez que é a nossa actual rede viária. Tomemos com exemplo duas auto-estradas  que nos são mais próximas, a A4 e a A7, contando já que o IP4 vai dar continuidade em auto-estrada à A4. Se tiverem um mapa à mão poderão facilmente observar que estas duas auto-estradas se desenvolvem em paralelo distando entre elas apenas umas escassas dezenas de quilómetros (20 a 30 quilómetros). E agora pergunto eu, que nada percebo destas coisas, se não seria mais lógico traçar apenas uma auto-estrada a meio das duas que construíram, fazendo depois pequenos troços de ligação às cidades e vilas mais importantes!? Penso mesmo, que em termos de custos, se poderia ter feito melhor por metade dos custos e tinha-se evitado a maior estupidez rodoviária construída em Portugal com elevados custos monetários e vidas humanas – o IP4.

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Ficam os nossos políticos de hoje muito ofendidos quando às vezes se vai buscar aquilo que antigamente era bem feito. Pois se houve coisas feitas com pés e cabeça, uma delas foi o traçado rodoviário nacional do antigo regime e, sem qualquer pudor, deveria ter sido esse que deveria ser adaptado aos novos tempos, ou seja, passando as anteriores Estradas Nacionais de 1ª categoria, a auto-estradas, e Portugal tinha a sua rede rodoviária nacional resolvida, com duas grandes auto-estradas, uma pelo litoral (Lisboa-Porto-Viana do Castelo) e a segunda, coincidindo com a Nacional 2, seria Chaves-Faro. Seria o mais lógico e muito mais barato.

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Toda a gente sabe que o actual caos do planeamento nacional, (e neste planeamento meto todos as áreas governáveis e governamentais como a saúde, a educação, os transportes, etc,)se deve às guerrinhas de putos entro os dois grandes partidos nacionais, o PS e o PSD e na respectiva alternância do poder, ao não aceitarem uma política nacional única, sustentada que se deveria resumir ao interesse nacional e dos portugueses. Em vez disso, como verdadeiros putos “guerrilhosos” vão desfazendo os castelos de areia, uns aos outros, para tentarem impor o deles. Mais grave ainda no contexto actual em que os partidos políticos estão esvaziados de ideologia e apenas servem como meio de alcançar o poder, pois, os putos do mesmo partido, também entre eles e as suas políticas, acabam por fazer o mesmo que fazem os partidos nas suas alternâncias de poder, transformando-se em verdadeiros alternes da política… mas o povinho gosta, ajoelha e aplaude dando razão ao velho refrão “ quanto mais me bates, mais gosto de ti”.

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Todo este longo intróito para cair na nossa realidade local, onde tudo é uma cópia do nacional porreirismo, pá, onde com políticas idênticas às dos iluminados de Lisboa também não têm políticas sustentadas, e uns vão fazendo, desfazendo o que outros fizeram, para virem outros desfazer o que se vai fazendo, com o dinheirinho de todos nós, que de tanto o gastar, que agora até somos nós os culpados por tanto desperdício, nunca se vindo a tirar um verdadeiro rendimento daquilo que se constrói, e exemplos, são muitos, tropeçamos com eles em todas as esquinas, quando a verdadeira doença da nossa interioridade e esquecimento, continua a evoluir e tudo, porque não há por aí políticos que consigam pensar para lá dos 4 anos garantidos do poder, ou sequer mesmo pensar.

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Como exemplos flagrantes temos o nosso hospital construído há pouco mais de 20 anos para agora a saúde ser concentrada em Vila Real, fecho e abandono da maioria (largas dezenas) das escolas rurais do concelho enquanto se constrói um centro escolar na cidade quando se prevê que algumas das actuais escolas secundárias vão fechar, passando-se aqui uma verdadeira via verde para o total despovoamento das aldeias, onde a taxa de natalidade já é praticamente nula desde há vinte anos para cá.

 

Enfim, como eu não percebo nada disto, o melhor é ficar por aqui, resta-me a consolação de já não ajoelhar quando a procissão passa e como já deixei de acreditar nos discursos, também já deixei de aplaudir … agora, sou mais de rir com as anedotas que se vão sucedendo, embora não tenha o gosto de um riso salutar.

 

Até amanhã!

 

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