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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

04
Mar10

As Barragens Tâmega - Por António Luis Crespí

Alto Tâmega (Anelhe - Chaves) - Programa Nacional de Barragens


«Toda a discussão gira à volta do medo, da apatia, do oportunismo e da ausência»

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António Luis Crespí (Prof. Doutor)
Herbário, Jardim Botânico Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, CITAB, Vila Real

A reunião de ontem (26/02) em Anelhe - Chaves foi, aparentemente, muito construtiva e agradável. Como já é hábito entre o povo português voltei a encontrar a amabilidade e a inesgotável hospitalidade que sempre caracterizou a alma lusitana. Contudo saí daquela reunião com uma inquietação que, desde há muito tempo, me vem acompanhando.

Depois de ser testemunha de um uníssono "barragem não!", que por outro lado não me surpreendeu, pois ultimamente já ouço muito este grito de protesto, passei a ver a outra face deste refrão "... e se for que seja a mais pequena!".

Rapidamente veio à minha mente aquela imagem de novela, já muitas vezes representada em filmes e no teatro, em que os escravos estão a ser vendidos num leilão público: o vendedor mostra a força e o formidável estado de saúde da vítima de tão infame venda; o público plenamente satisfeito por tão saudável exibição começa a ofertar valores pela compra da humilde vítima,... 300, 312, 315, 320...!!; e, de repente, nesse ambiente de excitação oportunista o escravo exclama "…se tiver que ser, nunca por mais de 312!!".

Quando acabou a nossa calorosa reunião uma entrevistadora veio ter comigo e me fez algumas questões. Entre elas queria saber a razão pela qual todos os estudos do recurso natural dos concelhos do Tâmega tinham sido sistematicamente evitados, ou impedidos de os fazer.

- "A culpa é dos autarcas que passaram pelos governos das autarquias?", inquiriu incisiva. - "Não!", respondi categoricamente, "... se a culpa é de alguém será do povo, que foi quem escolheu e escolhe os autarcas", respondi eu.

Estamos a criar uma sociedade viciada na ausência. A ausência de quem fechando os olhos julga que resolverá os problemas que nos afligem. A ausência de quem, deixando cair as suas forças, vai permitindo que o rio do benefício rápido e efémero o leve na direcção das cascatas do abismo. Esta não é a sociedade que pessoas, como as que integram o vosso grupo e os outros que convosco lutam, pretendem criar. É por isso tempo de mostrar firmeza, consistência nas afirmações e pretensões. É, em definitivo, o vosso tempo!.

Esta luta é quiçá uma luta mais feroz, pois o inimigo é nós próprios. Toda a discussão do Programa Nacional de Barragens gira à volta do medo, da apatia, do oportunismo e da ausência. Do medo a uma crise económica crónica e à derrota política; da apatia daqueles que de longe vem, ouvem e não mostram interesse; do oportunismo dos que pensam que o lucro rápido será o que lhes fará viver melhor; e da ausência dos que se deixam ser arrastados pela força de uma corrente que mata e destrói o que a natureza nos deu para viver.

É preciso e urgente recolher todos os artigos, estudos e contribuições que, à volta deste assunto são publicados e divulgados nos vossos endereços da internet e fazê-los chegar à Europa e ao Mundo.


Acaso os espanhóis não pensam da mesma forma?
Acaso aceitariam que uma empresa com capital deles estivesse a destruir sem qualquer planeamento sustentável o recurso natural português?

Será que Bruxelas aceitaria que um membro da comunidade utilizasse este recurso, sem estudar com profundidade as repercussões que este processo arrastaria para o desenvolvimento económico da Europa?

Este processo está viciado, mas não sejamos nós também a viciá-lo. Exijamos seriedade e procuremos planos de desenvolvimento económico-sociais sustentáveis a médio e longo prazo. Não permitamos a venda de escravos, pois esses escravos devem também desfrutar do tesouro natural que temos. Só assim criaremos uma sociedade feliz e plena.

António Luis Crespí (Herbário, Jardim Botânico da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) - 27 de Fevereiro de 2010

Notícia original publicada aqui: http://artigosediscussao.blogspot.com/2010/03/alto-tamega-anelhe-chaves-programa.html

 

 

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04
Mar10

Repórter de Serviço - Obras de Santa Engrácia

 

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Não é por nada, mas este troço (com prolongamento para a Av. da Galiza) anda em obras há quase 10 anos. Primeiro as obras de Saneamento, depois as Águas de Portugal, depois o Gás, depois nem sei o quê…. Agora, estas, penso que já vão a caminho de 2 anos (não sei bem, pois andei à procura da placa da obra e não a encontrei), mas com o pessoal que anda em obra, não admira que demore mais uns meses…

 

Já começa a ser uma obra vergonhosa e que irrita o mais paciente dos utilizadores diários e, convém não esquecer que é uma estrada nacional com ligação internacional e das mais movimentadas de Chaves.

 

Falta de coordenação entre entidades, desleixo, abuso, irresponsabilidade, incompetência!? Não sei…nem sequer sei de quem é a culpa, mas pela certa é dos intervenientes!

 

Sei, disso tenho a certeza, que JÁ ESTAMOS FARTOS! Basta, acabem lá com o raio da obra!

 

 

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