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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Mar10

Chaves de Ontem de de Hoje - A Ponte Romana de 1900 até hoje

Vamos a mais três imagens do mesmo motivo, que no tempo, são separadas apenas por pouco mais de 100 anos.

 

Trata-se da Ponte Romana ou de Trajano, a nossa Top Model  e ex-líbris da cidade de Chaves, construída pelos Romanos nos anos 70 D.C.

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Imagem de 1900 (aprox.)

Se houve povo que sabia o que fazia em termos de construção, esse, sem dúvida que foi o povo romano. Há 2000 anos construíram estradas, edifícios, pontes barragens, condutas de águas e saneamento, etc,  tudo com técnicas apuradas de engenharia e da arte de bem construir às quais ainda hoje se lhes tira o chapéu. Sabiam o que faziam com arte e a resistência necessária para naturalmente chegar até aos nossos dias, principalmente em pontes que ainda hoje estão de pé para testemunhar isso mesmo, tal como a nossa, que até aos anos 50 do século passado, era a única ponte que Chaves tinha.

 

Gosto de vez em quando de fazer o exercício mental de a imaginar na integra, tal qual os romanos a construíram, com todos os seus arcos à vista e sem as casas adossadas a ela, ou seja, ainda antes da ganância do homem entrar pelo leito do rio adentro.

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Imagem de 1936

Há quem defenda que a ponte teria inicialmente 16, 18 ou até 22 arcos. Embora a hipótese dos 22 arcos pareça exagerada, não o é assim tanto e poderá ser até possível para cobrir o leito de cheias da cidade romana que todos sabemos estaria a uma cota de 2 a 3 metros (no mínimo) inferior à cota atual da cidade, assim o indicam os achados arqueológicos. Partindo também do princípio que a ponte seria simétrica em relação aos padrões da ponte, teríamos no mínimo 18 arcos, a julgar pelos 9 arcos ainda visíveis na margem direita do rio. Se partirmos como verdadeiro a cota de então ser inferior à atual em 2 ou 3 metros, possivelmente existiriam mais dois arcos para cada lado da ponte. A ser assim, com 18 arcos a ponte teria um tabuleiro com cerca de 200 metros de extensão e a ter 22 arcos, a extensão do tabuleiro atingiria os 250 metros.

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Imagem atual

Enfim, a conclusão primeira que se tira de tudo isto, é que os crimes urbanísticos em Chaves, já não são coisa recente e pelo menos já vêm desde há 300 ou 400 anos. O último, cometeu-se nos anos 30 do século passado, com um aterro que roubou cerca de 30m ao leito do rio, deixando sobre este apenas 8 arcos desimpedidos. Posteriormente, em 1980/81, recuperou-se mais um arco para o rio, ficando com os atuais 9 arcos desimpedidos. Pena que não se tivesse recuperado pelo menos os outros 3, que hoje, com o espelho de água, dava um ar bem mais interessante à envolvente da ponte. Pena, também, que quem hoje projeta para a cidade, não conheça a sua história e a sua alma.

 

As imagens dizem tudo, mas claro, haverá sempre quem não queira ver!

Só a título de curiosidade, entre o 2º e o 3º arco da margem esquerda, falta um arco.

 

 

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