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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

27
Mar10

Provincianismo e Modernidade

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Vamos a caminho dos 6 anos que este blog anda por aí fora, por Chaves e pelas aldeias do nosso concelho. O blog anda há 6 anos, mas eu ando há muito mais, pois nos meus registos de memória, tanto a cidade de Chaves como as aldeias, constam do arquivo desde a mais tenra idade. Chaves, aldeias, mas com a minha idade, também já constam do arquivo o glamour e as luzes de grandes cidades, metrópoles até… mas, por opção, resolvi ficar por aqui, pela terra em que nasci, com todas as suas virtudes e pecados, com todas as suas belezas e aberrações, que afinal não são mais nem menos do que aquelas que há por esse mundo fora, contudo, são diferentes e, é isso, que faz a nossa identidade.

 

Sempre tomei a vida com moderação, ponderando os passos que vou tomando, olhando às vezes para trás, também para o lado (um e outro) mas (ou e) sem nunca arrepiar caminhos, no andamento certo, vou seguindo em frente.

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Aprendi com o tempo (a idade) a apreciar e contemplar, tornei-me mais tolerante mas também mais exigente e, ainda longe da perfeição, também tenho os meus defeitos, mas de uma coisa faço ponto de honra – “comer” apenas daquilo que gosto. Do que não gosto, não “como”, rejeito, ponho de parte, denuncio… pois como em tudo, não há meios-termos, ou se gosta ou não, está certo ou errado, é bonito ou feio…há depois o copo meado, que está meio cheio (para uns) ou meio vazio (para outros)… discussões de intelectuais e pavões quando ele está meado e prontos…

 

Enfim, toda esta prosa para vos dizer que sou provinciano com convicção e, para desanuviar da vida de secretária, do papel e dos pixéis semanais da cidade (de província, mas cidade), entro todos os fins-de-semana pelas nossas aldeias adentro como se fosse a minha casa. Gosto do ar puro, da luz do sol, do cheiro da terra quando chove, de um copo de vinho acabado de tirar da pipa… enfim, gosto da nobreza dos simples, da hospitalidade, da rudeza dos dias escritas nas mãos e nos rostos, de ouvir as caralhadas bem pronunciadas sem pudor ou má educação e até o cheiro a estrume é fragrância…que os pavões das cidades não sabem nem nunca saberão apreciar.

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Mas nem tudo que luz é ouro, nem tudo que brilha é prata e, no meio da beleza e nobreza dos simples, também há modernidades, estupidezes e ignorância, até,  o parece bem ou parece mal, já não se conjuga na perfeição. Tal como nas cidades, também a modernidade aliada à falta de respeito e ao atentado ao património (arquitetónico ou natural) faz das suas e, aquilo que as aldeias têm ou tinham de melhor, começou nalguns casos a ser travestido  e consentido.

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Não quero com isto acusar ou apontar o dedo a culpados, pois não saberia a quem apontar o dedo e isso, daria páginas e páginas de escrita e discussão e o pecador (já nem quero chamar criminoso) muitas das vezes não é quem peca, mas quem nada faz para que o pecado não se cometa, e esse (pecador) às tantas até está nas cidades… e agora terminando ao jeito do Bento da Cruz  “E com esta me vou – como diria a minha avó Mariana”.

 

Nas fotos, que cada um leia ou veja nelas o que quiser. São fotos de S.Gonçalo e de Moreiras, mas poderiam ser de um lugar ou de uma aldeia qualquer.



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