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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

30
Abr10

Discursos Sobre a Cidade - Por José Carlos Barros

 

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Dois sonetos

sobre os impossíveis regressos

 

um poema de José Carlos Barros

 

http://casa-de-cacela.blogspot.com

 

 

Às vezes é preciso regressar às coisas simples:

às folhas das árvores do jardim das freiras

ou à sombra estendida na sissi em dias de feira

a beber uma taça de branco por entre guarda-chuvas

 

pendurados nas costas das cadeiras e chapéus

de feltro a um canto da mesa deixando poisar

a meia-dúzia de pastéis; às edições do notícias

de chaves a duas cores e aos matraquilhos

 

e às máquinas de jukebox do tabolado e ao labirinto

das estantes do silva mocho onde chegámos

a suspeitar que havia  de tudo; e aos táxis pretos

 

e verdes olhando-se da escadaria do quiosque enquanto

em duas caixas se puxava o brilho aos sapatos

fazendo estalar um pano e depois ouvindo-o ranger

 

pela fricção num muito rápido e mágico movimento

oscilatório. Às vezes é preciso regressar às coisas

simples: ao jogo do sapo no faustino ou às girafas

da romana e ao foyer do cine-teatro no intervalo

 

do expresso da meia noite com o brad

davis que por muito tempo foi o nosso herói muito

além do sport ou da ibéria e da rua de santo antónio

e das cidades todas de espanha e do estrangeiro. E regressar

 

(sobretudo) ao que não se diz num poema

quando a exaltada juventude  nos levava por onde

mais os erros e os perigos se desenhavam.

 

Oh mas quem me dera regressar verdadeiramente

e saber o que sei hoje para repeti-los todos:

todos os erros e todos os perigos.

 

29
Abr10

Colecionismo de Temática Flaviense - Calendários de Bolso

 

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Calendário de Bolso do ano de 1986, editado pelas Sapataria Michel com as caricaturas dos craques ou obreiros, conforme consta no desenho, da subida do desportivo de Chaves à primeira divisão.

 

Sonhou-se alto então, e desportivamente, o sonho ia-se realizando, chegando mesmo às competições europeias.

 

Sonho ( ilusão e pecado) de uma cidade pequena, do interior, da província que cedo viria a dar conta que não bastava a garra e o sonho para competir entre os grandes.

 

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Hoje, ergue-se de novo o sonho, desta vez o de uma “Taça de Portugal”, talvez numa das fases mais complicadas e críticas do Desportivo, onde de novo há que acreditar na garra dos nossos rapazes que calçam as chuteiras , que quase fazem jus a uma frase de um jogador que ficou célebre no mundo do futebol  “à beira do abismo, mas demos um passo em frente”.

 

Quanto à caricatura do calendário, lamento, mas não consegui saber quem é o seu autor. Suponho que seja de Armando Ruivo ou do saudoso Dr. Guimarães, pois costumavam ambos ser caricaturistas de serviço. Estou mais inclinado para Armando Ruivo, mas não tenho a certeza e a memória já me vai atraiçoando. Talvez uma ajuda desse lado faça luz.

 

 

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28
Abr10

Hoje há feijoada no pântano

 

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Hoje quero-vos falar do Espaço Polis, junto ao nosso Tâmega, mas já lá vamos, antes, uns considerandos, desabafos ou devaneios, como queiram…

 

Quem acompanha este blog já me vai conhecendo, uns porque me conhecem pessoalmente, outros, embora não me conhecendo pessoalmente, vão-me conhecendo por aquilo que aqui trago e mostro, mas também pelas opiniões, confissões, desabafos  e defesas ou críticas que aqui vou deixando.


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Politicamente, uma vez que vesti a camisola de um partido, estarei ligado ou conotado a ele eternamente. Mesmo estando distanciado , desligado da militância e discordando das suas políticas.  Acredito na democracia e ainda no espírito de abril mas deixei de acreditar nos políticos e nos partidos atuais, despidos de ideais e ideologia, onde apenas o poder e o seu exercício importa, conquistado democraticamente nas urnas (é certo) mas nunca penalizado pelas mentiras e promessas que não cumprem, onde o valor da palavra já nada vale e os próprios valores estão hipotecados. É um pouco como o discurso de “abadia” – “Olha para o que digo e não olhes para o que eu faço”, um pouco assim à moda da Igreja Católica (e outras religiões) em que se tem de olhar e seguir a palavra e não os seus atos, e assim perdoar as matanças das cruzadas, a inquisição e um ror de repugnantes pecados que tem cometido ao longo da sua existência, como este mais recente da pedofilia no seu interior e que o bom católico lá terá que perdoar…

 

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Enfim, talvez defeito meu, não sei perdoar e muito menos esquecer, porque quem peca uma vez, pecará para todo o sempre, tal como um burro (os de 4 patas) por muito esperto que seja, nunca deixará de ser burro. Não sei perdoar, não sei esquecer mas também não consigo pôr-me de fora  e ficar indiferente. Sei que posso correr o risco de ficar só no caminho que escolher caminhar, mas será sempre a liberdade que me guia e será sempre a justiça que procurarei alcançar, mesmo que esse caminho me seja contrariado ou minado, apedrejado, é por ele que vou. Não consigo ficar impávido, sereno, conformado, apático às mentiras, traições, injustiças, incompetências, abusos e compadrios e muito menos ser colaboracionista de uma coisa, seja qual for, com a qual não concorde.

 

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Tal como vesti uma camisola política por ter acreditado nela, também vesti a camisola da cidade que me viu nascer, mas nesta cidade, ainda acredito e também acredito que há outros flavienses que tal como eu, também gostam dela, também lutam por ela e para ela defendem o melhor caminho, mas também, tal como na política, não perdoo nem esqueço o mal que lhe fazem.

 

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Também aqui, localmente, podemos e devemos contribuir para o bem da cidade. Elogiar o que está bem feito (porque quem faz gosta de ser elogiado) mas também denunciar e criticar (embora quem fez, não goste).

 

Mas para tudo são necessários exemplos e eles encontram-se tanto nas coisas mais importantes como nas mais insignificantes.

 

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Vamos para o espaço Polis, aquele que enriqueceu a cidade, que nos virou de frente para o rio, aquele no qual podemos ter orgulho porque é um espaço que nos fica bem e que além disso se usufrui e desfruta como ficaria bem corrigir os erros que tem.

 

É visível, ninguém o poderá negar (e não é coisa das cheias) que existem por lá espaços que deveriam ser verdes e relvados, que são pequenos pântanos. Erro de projeto, de execução, de fiscalização…não interessa de quem é ou quem o cometeu, se calha até erraram todos ou ninguém, mas o facto é que o erro está lá e pode, ou melhor deve ser corrigido, não só pelo mau aspeto de uma nódoa (ou algumas) em bom pano, mas porque ficava bem que tudo naquele espaço estivesse bem e depois as obras até têm garantia, só é preciso acioná-las ou então substituir-se a quem deve corrigir e, não vale a pena andar em tribunais (se for o caso) pois as tantas, os pântanos ainda ganham direito de usucapião do espaço que ocupam, tal como o carro da muralha.


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Também além da manutenção da relva (e muito bem) há o restante equipamento do espaço que por puro vandalismo, mau uso ou simples uso, se vai deteriorando, principalmente aquele que é essencial à higiene, limpeza e segurança do local, e já há muito material por lá estragado e outro que desapareceu (como os amortecedores do parque infantil) e nunca foram recolocados.

 

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Outra coisa que não consigo entender é como com tanta falta de locais públicos para se fazer chichi haja instalações sanitárias nesse espaço (tabolado) que nunca entraram em funcionamento, tendo servido até hoje apenas para os vândalos porem o seu vandalismo em prática.


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Claro que para tudo há desculpas, e são precisamente essas as que mais irritam, pois tal como nos pântanos, não interessa apontar culpados (se é a Câmara, a polícia, os vândalos, os putos ou a população)  interessa e só, que os problemas sejam resolvidos, quanto às culpas e políticas de fiscalização e prevenção, isso são assuntos e problemas paralelos que devem ser resolvidos dentro ou entre as respetivas instituições, para isso é que elas existem e todos nós contribuímos  com os nossos impostos.

27
Abr10

Outros Olhares Sobre Chaves - Israel Profedelengua

 

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A magia da noite flaviense sempre foi sedutora e, aparentemente ela tenha perdido muito da sedução das noites de oiro dos anos 70 e 80, continua a ser tão ou mais sedutora, talvez (apenas) a magia e sedução sejam diferentes, pois também os olhos de juventude que viram e viveram  as gloriosas noites do passado, deram lugar a novos olhares, igualmente jovens e actuais. Quando se rebusca a glória do passado, muitas das vezes esquecemos que estamos também a rebuscar na memória da nossa juventude. Em suma, é tudo uma questão de pedalada…

Toda esta introdução porque me parece que o autor das fotos de hoje viveu uma dessas noites gloriosas na nossa cidade e se bem vivida, terá dela recordações para sempre, pelo menos em fotografia a noite ficou registada.

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O autor pouco deixa a saber de si na sua galeria do flickr. Apresenta-se apenas com o nick de Israel profedelengua que a deduzir pela sua galeria de fotos e pelo nick, parece-me ser um prof. daqui ao lado, da Galiza e com gosto pelas viagens que vai registando em fotografia que vai compartilhando na sua galeria onde já constam mais de 3600 olhares.

Poderá vê-los aqui, onde encontrará muitas fotos de Portugal e da Galiza:

 

 

http://www.flickr.com/photos/26644090@N06/

 

 

Obrigado Israel Profedelengua pela visita e olhares de Chaves, só espero que a magia de Chaves tivesse sabido encantar.

 


Até amanhã!

 

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26
Abr10

Imagem do Dia

 

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A partir de hoje e para já, de vez em quando, vamos ter por aqui uma nova rubrica, apenas com imagem e que se chamará a “Imagem do dia”. Será uma imagem bem actual e do próprio dia em que é publicada. Para já e para iniciar fica o Sr. Duque a espetar a lua, numa publicação que a acontecer, acontecerá às 22 horas de cada dia.

 

26
Abr10

Chaves de Ontem de de Hoje - Baluarte do Cavaleiro

 

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Baluarte do Cavaleiro, eis o nome que lhe calhou em sorte num remate seiscentista de uma muralha medieval.

 

Construído com a nobre missão de defender a Vila de Chaves, pouco defendeu, que se saiba, mas serviu mais tarde para encosto de casas e habitações e, se elas, serviram para lhes tapar as vistas e não lhe acrescentaram qualquer beleza, também não se meteram com ela. Encostaram-se a ela, ou adossaram-se a ela e foi tudo, ou quase, até ao ano de 2001 em que o baluarte se cansou de estar de pé e ruiu, levando consigo as casas a ele adossadas.

 

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Tal como acontece na Rua do Sol, já estava-mos habituados ao encosto das casas. Inicialmente aquele sítio ficou estranho, com pedra sobre pedra que não resistiu à força da natureza. Decidiu-se e bem, reconstruir o baluarte e dar-lhe a forma original de baluarte, apenas baluarte.

 

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Depois de uma reconstrução atribulada com novo desmoronamento  pelo meio, finalmente o baluarte fica de pé. Após a reconstrução, a imagem inicialmente é estranha para quem estava habituado a ver-lhe as casas adossadas e passar por lá, ver o correeiro e o sapateiro Quim, as bugigangas o fotógrafo e os óculos, até advogado havia por lá…felizmente já ninguém habitava por lá e a desgraça ficou-se apenas pela derrocada, sem sacrifício de vidas pelo meio. Calhou!

 

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Estranhas as novas vistas, mas penso que toda a gente concordou com a nova imagem e não fossem negociações mal negociadas e teimosias que acabaram na eternidade dos tribuniais, acrescidas d os “guardas” do lixo que lá lhe plantaram, e neste momento o baluarte poderia mostrar toda a sua nobreza, mas não. A um canto o lixo que convida toda a gente ao afastar-se do local e depois a cerca campista com carro estacionado, dão ar terceiro mundista à nobreza de um baluarte de um cavaleiro de uma cidade que aspira ser património da humanidade!

 

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Já era tempo do acampamento estar resolvido tal como o interior do baluarte e a ilha do cavaleiro estarem abertos à cidade em vez de envelhecerem e degradarem-se por falta de uso ou mau uso, mas enfim, vamos aguardando por melhores dias e que estes pormenores sejam entendidos como partes que servem e devem servir para melhorar a imagem da cidade. Vamos ter fé.

 

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Ficam as imagens para fazer um pouco de história e também memória futura de um local, um pormenor que até se nota e entra nas vistas de quem nos visita e muita gente se pergunta o que faz o raio de uma vedação e um carro estacionado (para além do lixo) encostado à muralha.

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