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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Abr10

Hoje não há feijoada, saboreiam-se outros pratos...

 

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Hoje vamos deixar a feijoada em paz, pois cá pela terra, também há outros pratos bem interessantes onde “botar” o dente.

 

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Um pouco ao acaso, ao sabor dos passos, fui debitando click aqui, click ali, a coisas, rostos de pedra, empedrados e enlatados, ao rio que ainda sobra, ao envelhecer das folhas, da memória e das gentes.

 

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Sem qualquer pretensão para além de captar momentos, pode-se andar eternamente, dia e noite, no seio e íntimo da cidade e, os momentos, sucedem-se uns a seguir aos outros, juntos, apaixonados até, de fazer inveja a qualquer par de jovens namorados que com a velocidade dos sentimentos, não têm a manha de eternizar a paixão.


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Um olhar num rosto de pedra que me segue os passos no atravessar da praça é logo quebrado pelo perfilar da geometria dos vãos que sossegam o desassossegar do olhar, agora o meu, que felinamente fixou a presa, alheio a tudo e a todos não vá o momento quebrar-se.


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Pasmados, palulas e paneleiros, dizem respetivamente os das aldeias, os de Montalegre e os de Boticas. São invasões e incursões que não quebram o sossego do vale, milenar, como milenar é a dureza da pedra que faz a dureza do ser. Aconchegar a cabeça é que é preciso. O sol, esse sim é traiçoeiro e os pés quentes, isso é o que interessa… alcunhas, desde que não sejam rançosas, até fazem um bom mata-bicho, nada abala a inteligência e o sossego dos dias de quem lá de cima observa o barulho do silêncio.

 

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Não há relógios que meçam o tempo de contemplação. De pouco interessa que os ponteiros insistam em dar volta e mais volta se o tempo adotado for da luz do sol ou da escuridão da noite, mas é nos “entretantos”, no azul puro e frio que se dilui num amarelo branco da aurora, ou no amarelo quente que envermelhece com a despedida do sol, que estão os verdadeiros momentos de poesia pura e total.

 

Hoje não quero feijoada, pois acredito que por aí ainda há muito bom prato flaviense que a substitua…

 

07
Abr10

Repórter de Serviço - O burro do Polis regressou, já temos Platero.

 

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Finalmente o burro do Polis saiu do pântano e como tal leva um “Tá fixe” deste blog. As crianças exigiam-no e mereciam-no e, à Câmara Municipal fica bem o gesto. Agora, finalmente, já temos o nosso Platero.

 

 

Platero

 

Platero es pequeño, peludo, suave; tan blando por fuera, que se diria todo de algodón, que no lleva huesos. Solo los espejos de azabache de sus ojos son duros cual dos escarabajos de cristal negro.

 

Lo dejo sulto, y se va al prado, y acaricia tibiamente com su hocico, rozándolas apenas, las florecitas rosas, celestes y guapas… Lo llamo dulcemente: «Platero?», y viene a mí com un trotecillo alegre que parece que se ríe, en no sé qué cascabeleo ideal…

 

Come cuando le doy. Le gustan las naranjas mandarinas, las uvas moscateles, todas de âmbar; los hijos morados, sons u cristalina gótica de miel…

 

Es Tierno y mimoso igual que un niño, que una niña…; pêro fuerte y seco por dentro, como de piedra. Cuando paso sobre él, los domingos por las últimas callejas del pueblo, los hombres del campo, vestidos de limpio y despaciosos, se quedan mirándolo:

- Tien’ asero

Tiene acero. Acero e plata de luna, al mismo tiempo.

 

In «Platero y yo» de Juan Ramón Jiménez

 


Feita justiça ao Platero, a feijoada das quartas vem já a seguir.

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