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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

28
Abr10

Hoje há feijoada no pântano

 

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Hoje quero-vos falar do Espaço Polis, junto ao nosso Tâmega, mas já lá vamos, antes, uns considerandos, desabafos ou devaneios, como queiram…

 

Quem acompanha este blog já me vai conhecendo, uns porque me conhecem pessoalmente, outros, embora não me conhecendo pessoalmente, vão-me conhecendo por aquilo que aqui trago e mostro, mas também pelas opiniões, confissões, desabafos  e defesas ou críticas que aqui vou deixando.


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Politicamente, uma vez que vesti a camisola de um partido, estarei ligado ou conotado a ele eternamente. Mesmo estando distanciado , desligado da militância e discordando das suas políticas.  Acredito na democracia e ainda no espírito de abril mas deixei de acreditar nos políticos e nos partidos atuais, despidos de ideais e ideologia, onde apenas o poder e o seu exercício importa, conquistado democraticamente nas urnas (é certo) mas nunca penalizado pelas mentiras e promessas que não cumprem, onde o valor da palavra já nada vale e os próprios valores estão hipotecados. É um pouco como o discurso de “abadia” – “Olha para o que digo e não olhes para o que eu faço”, um pouco assim à moda da Igreja Católica (e outras religiões) em que se tem de olhar e seguir a palavra e não os seus atos, e assim perdoar as matanças das cruzadas, a inquisição e um ror de repugnantes pecados que tem cometido ao longo da sua existência, como este mais recente da pedofilia no seu interior e que o bom católico lá terá que perdoar…

 

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Enfim, talvez defeito meu, não sei perdoar e muito menos esquecer, porque quem peca uma vez, pecará para todo o sempre, tal como um burro (os de 4 patas) por muito esperto que seja, nunca deixará de ser burro. Não sei perdoar, não sei esquecer mas também não consigo pôr-me de fora  e ficar indiferente. Sei que posso correr o risco de ficar só no caminho que escolher caminhar, mas será sempre a liberdade que me guia e será sempre a justiça que procurarei alcançar, mesmo que esse caminho me seja contrariado ou minado, apedrejado, é por ele que vou. Não consigo ficar impávido, sereno, conformado, apático às mentiras, traições, injustiças, incompetências, abusos e compadrios e muito menos ser colaboracionista de uma coisa, seja qual for, com a qual não concorde.

 

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Tal como vesti uma camisola política por ter acreditado nela, também vesti a camisola da cidade que me viu nascer, mas nesta cidade, ainda acredito e também acredito que há outros flavienses que tal como eu, também gostam dela, também lutam por ela e para ela defendem o melhor caminho, mas também, tal como na política, não perdoo nem esqueço o mal que lhe fazem.

 

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Também aqui, localmente, podemos e devemos contribuir para o bem da cidade. Elogiar o que está bem feito (porque quem faz gosta de ser elogiado) mas também denunciar e criticar (embora quem fez, não goste).

 

Mas para tudo são necessários exemplos e eles encontram-se tanto nas coisas mais importantes como nas mais insignificantes.

 

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Vamos para o espaço Polis, aquele que enriqueceu a cidade, que nos virou de frente para o rio, aquele no qual podemos ter orgulho porque é um espaço que nos fica bem e que além disso se usufrui e desfruta como ficaria bem corrigir os erros que tem.

 

É visível, ninguém o poderá negar (e não é coisa das cheias) que existem por lá espaços que deveriam ser verdes e relvados, que são pequenos pântanos. Erro de projeto, de execução, de fiscalização…não interessa de quem é ou quem o cometeu, se calha até erraram todos ou ninguém, mas o facto é que o erro está lá e pode, ou melhor deve ser corrigido, não só pelo mau aspeto de uma nódoa (ou algumas) em bom pano, mas porque ficava bem que tudo naquele espaço estivesse bem e depois as obras até têm garantia, só é preciso acioná-las ou então substituir-se a quem deve corrigir e, não vale a pena andar em tribunais (se for o caso) pois as tantas, os pântanos ainda ganham direito de usucapião do espaço que ocupam, tal como o carro da muralha.


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Também além da manutenção da relva (e muito bem) há o restante equipamento do espaço que por puro vandalismo, mau uso ou simples uso, se vai deteriorando, principalmente aquele que é essencial à higiene, limpeza e segurança do local, e já há muito material por lá estragado e outro que desapareceu (como os amortecedores do parque infantil) e nunca foram recolocados.

 

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Outra coisa que não consigo entender é como com tanta falta de locais públicos para se fazer chichi haja instalações sanitárias nesse espaço (tabolado) que nunca entraram em funcionamento, tendo servido até hoje apenas para os vândalos porem o seu vandalismo em prática.


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Claro que para tudo há desculpas, e são precisamente essas as que mais irritam, pois tal como nos pântanos, não interessa apontar culpados (se é a Câmara, a polícia, os vândalos, os putos ou a população)  interessa e só, que os problemas sejam resolvidos, quanto às culpas e políticas de fiscalização e prevenção, isso são assuntos e problemas paralelos que devem ser resolvidos dentro ou entre as respetivas instituições, para isso é que elas existem e todos nós contribuímos  com os nossos impostos.

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