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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Jun10

A só um passo...

 

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Já repetidamente o disse por aqui que as segundas-feiras são para mim um pesadelo e um martírio. Inicialmente, pensava eu que era pelo regresso ao trabalho, aos relógios e às obrigações, mas com o tempo fui-me dando conta que esses, até são ingredientes preciosos para a boa passagem pelos dias. Então, a não serem as obrigações, os relógios e o trabalho, o que torna tão penosas as segundas-feiras!?

 

Pois já há tempos que andava a desconfiar e cada vez mais estou certo do porquê da agonia das segundas-feiras e, embora a resposta até pareça simples, é bem mais complexa do que aquilo que aparenta ser.

 

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Mas por aqui, aos fins-de-semana, é o nosso mundo rural quem manda e como segunda-feira é só amanhã, deixemos essa preocupação para mais tarde.

 

Na busca de imagens para hoje, estanquei nesta imagem das cerejas. Boas que eram, pois as da imagem já foram comidas. Eu comi algumas, colhidas quase directamente da cerejeira para a boca, têm outro sabor, mais puro, mais doce. Nunca resisto a colher e comer a fruta da árvore, são como um presente virtuoso dos sabores da natureza.

 

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Continuando na busca de imagens, e hoje fiquei-me só pelas mais recentes, em cada uma teria uma história para contar, mas todas elas ligadas à mãe natureza, mais natural e mais selvagem nuns casos, mais de pormenores e de coloridos noutros ou mesmo na abrangência da distância. Tal como nunca resisto à fruta madura das árvores, também não resisto a uns momentos de apreciação da arte e colorido com que a natureza se veste e se pinta. Servindo-se do verde como tecido para cobrir o corpo ou como se de uma tela se tratasse, enfeita-se depois com as mais preciosas jóias de formas e cores, pinceladas de verdadeira mestria que nem os verdadeiros mestres conseguem atingir.


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A luz, o ar, as serras e os montes, vales e planaltos, azul e céu, tudo desde o mais íntimo pormenor até ao longe da distância que se perde no horizonte, tudo, mesmo tudo conjugado num só verbo onde tudo se conjuga e no entanto, não tem conjugação possível – NATUREZA.

 

Esqueci, até aqui, quase propositadamente os sons, pois com tanto deleite da visão, geralmente ignoramos as melodias de toda uma orquestra que nunca se cansa de tocar. Noite e dia, basta fechar os olhos e dar descanso ao olhar para o sentido da audição se apurar, que de tão apurada, até o vento ouvimos a bater-nos nas faces e só aí reparamos que é ele que nos dá toda a música por inteiro, tridimensional, como só na natureza se consegue separar assim os sons das melodias.


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E com os sons das melodias, chegamos finalmente às vidas que os produzem e que comungam e vivem de toda esta liberdade de viver na natureza, sem longe nem distância e que contraditoriamente se vai perdendo na natureza, por entre, dentro e além das montanhas e vales, onde só pequenos guetos de outros seres onde os sabores, saberes e valores de tanto se amontoarem, também se confundem e se perdem para quebrar toda esta harmonia da natureza.

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Tardou a saber o quê verdadeiramente me fazia detestar as complicadas segundas-feiras, mas hoje, finalmente soube o porquê:  – às segundas-feiras regresso à cidade, àquela que se queria e deveria mas apenas se diz civilizada…

 

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