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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

07
Jul10

Hoje há feijoada sem feijões

 

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“Festa sem foguetes é como a feijoada sem feijões”

Pensador do Séc,. XXI

 

 

 

Festa que não tem procissão para o povo ajoelhar, banda no coreto e foguete no ar, não é festa…

 

Claro que o nosso 8 de Julho, estando como está ligado à República, não poderia ter procissão, nem que fosse e só porque os nossos republicanos (de gema) geralmente são laicos ou dizem-se.  Procissão de parte, sempre se poderia substituir por um desfile com gente armada de paus, fisgas, pedras, canhões e espadas, com uns cavalos pelo meio (ficam sempre bem) com Paivas e Couceirinhos a um lado e os outros do outro, onde a determinado ponto se pegassem todos à lambada, pedrada e paulada para por fim, lá do alto de um alto qualquer com os monárquicos ensanguentados e prostrados aos seus pés, alguém gritasse “VIVA A REPÚBLICA”. O povo ia gostar, como geralmente gosta de tudo que é teatro e fantochada de rua.

 

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Procissão e desfile de parte, restam as bandas no coreto que vão entretendo o povo fazendo arraial até que o momento alto do foguete a subir aparece. Mas também aqui a tradição (que nunca houve) já não é o que era. Onde estão os “Pardais”!?  Supõe-se que a banda anfitriã deveria ter um lugar de destaque na festa. E a banda de Vila Verde da Raia?, que é feito da Banda de Rebordondo? Exceptuando a Banda de Loivos, as bandas mais antigas do concelho foram esquecidas ou postas de lado no arraial!? – Não sei e até nem me interessa, mas estranha-se não se verem todas as bandas do concelho nos seus respectivos coretos.

 

Resta o foguetório, o ponto alto de qualquer festa e à custa do qual esta, do 8 de Julho, sem qualquer tradição, foi fazendo alguma. Retirado o fogo à festa, estão é que não há mesmo festa. É assim como uma feijoada sem feijões… por mim, até está bem. Acabe-se com esta festa, a fazer de conta, de uma vez por todas, pois nunca teve tradição nem chama a Chaves nenhum flaviense  ausente e, muito menos, chama gente de fora. É assim como o Festimage, só serve para gastar dinheiro e nada promover... os tempos actuais não são ou estão para brincadeiras. Fiquem-se pelo hastear da bandeira para os pavões mostrarem os seus fatos e gravatas (convém não esqueçer os da confraria), faça-se a romagem ao cemitério e depois, até podem ir todos almoçar juntos e brindar à casta republicana flaviense, mas deixem à população o gozo de um feriado municipal descansado,  sem a ilusão e o engano de que há festa, pois, sem a procissão, banda no coreto e foguete no ar, não há festa possível, e depois nem sequer mordomos tem… bahhh!

 

De tantas datas possíveis para o dia da cidade, tinha que ser o 8 de Julho, uma data que nunca reunirá consensos, mesmo porque está associada a uma luta entre gente da mesma raça onde até havia flavienses contra flavienses, mas do mal o menos, pois ainda bem que ninguém se lembrou das invasões francesas com as homenagens às estratégias cobardes dos de Vila Real e o esquecimento dos heróis flavienses como data a comemorar em festas da cidade.

 

Digam o que disserem, e ninguém me convence do contrário, as verdadeiras festas da cidade são a “Feira dos Santos”.  Enriqueça-se essa, canalize-se para ela todos os esforços e promoção do concelho e faça-se dela uma festa grande, muito maior do que aquilo que já é, porque essa sim, chama a Chaves todos os flavienses e milhares de forasteiros. Não deixem que a sua fama a deixe deitar na cama (tal como aconteceu com o presunto de Chaves e que tem sido tema de conversa e debate nestas últimas semanas aqui no blog por mãos do António Chaves). A feira dos Santos, essa sim, tem desde sempre todos os ingredientes necessários para a grande festa da cidade de Chaves e para a promoção do concelho e da região, mas nunca ninguém olhou para ela com olhos de ver a sua potencialidade para além das barracas, dos ciganos, da feira do gado e do pulpo à galega, uma feira que deveria ser uma das principais preocupações do município em vez de estar entregue aos comerciantes locais, que nem sequer pelos seus interesses sabem zelar.

 

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Em jeito de conclusão e uma vez que o 8 de Julho já nem sequer fogo de artificio tem (que embora haja quem o considere parolo, era o ponto alto da festa), acabe-se de vez com a pseudo festa popular e fique-se só pelo oficial hastear da bandeira e a romagem ao cemitério, pois quanto ao resto do programa das festas (Bienal, Festimage e um ou dois concertos musicais), não passam de mera e pobre animação cultural de verão que deverão acontecer com ou sem festas...

 

Mas pelo sim, pelo não, Viva o 8 de Julho, como quem diz - VIVA A REPÚBLICA (flaviense)!

 

P.S. Não deixa de ser curioso o “cartaz” das “festas da cidade” que se poderá considerar como publicidade enganosa, pois o criador(a) do cartaz não resiste a fazer alusão ao fogo de artificio sobre a ponte romana, como quem diz: festa que é festa, tem de ter foguete no ar!

 

 


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