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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

17
Jul10

Reciclagens, reutilizações e o fio Azul

Um dos problemas sérios da actualidade e modernidade, é a poluição. Um problema para o qual todos somos obrigados a contribuir porque, a maior parte das vezes,  não há maneira de o evitar. Há todo um grande negócio envolvido com o que polui, um negócio perfeito, porque há consumidores para todo esse negócio. Se não fossem os interesses, grandes interesses ao nível dos estados e governos, era fácil não poluir e acabar de vez com a poluição. Depois há toda uma treta, outro grande negócio, associado à poluição e que dá pelo nome do combate à poluição… faz-me lembrar a recente gripe A, que tudo leva a crer ter sido um grande negócio em que, para hipoteticamente se combater, se criaram grandes negócios.

 

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Atravessamos uma crise financeira que já é também económica. Todos estamos a senti-las na bolsa e já começamos, todos, governos e governados a tomar medidas (obrigados ou não) para sair delas. Coisa que dói a todos mas que não vai ser difícil, é só uma questão de tempo. Já com a poluição as coisas são bem diferentes, pois como a poluição não se sente directamente e de imediato, todos tendem a menospreza-la e no entanto, o assunto é bem mais sério e grave do que as actuais crises financeiras e económicas, porque para os malefícios da poluição não há cura nem saída… mas isso são problemas que só sentirão a sério daqui a 50, 100 ou mais anos, não é!? Para quê estarmos agora preocupados!?...

 

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Embora nada tenha contra as campanhas de reciclagem e reutilização, acho-lhe uma certa piada…o não sei que vai para o amarelo, o outro para o azul, a pilha para o pilhão. Em casa não me preocupo com isso porque os putos fazem o trabalho bem feito. Ensinam-nos nas escolas a reciclar…e eu acho piada porque sou duma geração, que em miúdo, tudo era reciclado e reutilizado naturalmente e, sem qualquer campanha publicitária, não se poluía, principalmente no meio rural e nas aldeias, vila e pequenas cidades onde, em vez de termos de contribuir (pagar) para nos recolherem o lixo, a maior parte das vezes, as pessoas recebiam dinheiro pelo lixo que tinham. Ferro velho, alumínio  e cobre eram metais precisos que valiam dinheiro e davam muitos trocados aos putos, mas era na reutilização que as coisas funcionavam na perfeição, com livros de estudo que passavam de geração para geração, com roupas que passavam de irmãos para irmãos, com vasilhame em vidro sem tara perdida e um sem número de coisas e objectos que após a sua função original se lhe podiam atribuir milhentas funções,. Não havia lixo e até a merda (é verdade) tinha valor, principalmente a dos animais, que misturada com restos de comida, palha, tojos e tudo que fosse biodegradável fazia o precioso estrume que fertilizaria os campos de cultivo … e poucos sabiam o que era ser biodegradável ou compostagem – era estrume e prontos…

 

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Daí os meus constantes elogios ao fio azul que nas nossas aldeias abundam em diferentes funções após a sua função original. Ainda por lá, os resistentes, sabem como se reutiliza, porque reutilizar era um ensinamento que lhes estava na formação, sem campanhas de publicidade, sem televisões, sem ecopontos, vidrões ou papelões,  nem sequer contentores do lixo precisavam porque tudo tinha a sua utilidade e nada era perdido ou desaproveitado, contribuindo naturalmente para um planeta são e não poluído.

 

Eu hoje tenho orgulho nessa geração dos meus avôs e dos meus pais. Gostaria que os meus netos e bisnetos também tivessem orgulho na minha geração e dizer-lhes que eu não fui poluidor, mas infelizmente sei que assim não vai ser e, mesmo sem culpa porque a tal sou obrigado, não vou ter desculpas…

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