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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

15
Set10

Hoje há feijoada (só falta ser à barrosã)!

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Penso que para todos nós, a nossa terra é sempre a nossa terra, ou seja, é a nossa, e pela certa, penso que acontece com todos, a nossa é sempre a melhor do mundo, é sempre do alto que a vemos e é sempre lá no alto que a pomos… mas a realidade!?

 

Claro que como flaviense, Chaves, é também para mim a melhor terra do mundo. É aquela onde sempre regresso, é a minha casa em tamanho grande, mas, embora digam que o amor é cego, não o é. Talvez a paixão o seja, mas o amor não o é. Aliás, o amor eterno, os eternos amantes, amam eternamente porque reconhecem os defeitos naquilo que amam. Reconhecem e lá os vão aceitando, porque o amor , as coisas boas do amor, se sobrepõem aos defeitos que possam existir nessa relação amorosa. Não quer isto dizer que os defeitos do amor se aceitem, antes, suportam-se mas, se amamos verdadeiramente e aceitamos,  também tentamos por todos os meios limar os defeitos que molestam o amor.

 

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Não costumo por aqui comentar ou referir-me àquilo que os colaboradores deste blog trazem por cá nos seus textos, mas hoje quero fazê-lo em relação ao texto de ontem de António Roque.

 

Quem conhece o António Roque, independentemente da sua profissão e ideologia política, sabe que ele é um verdadeiro filho e fervoroso amante de Chaves e como tal, também como eu, e penso que todos os verdadeiros flavienses, querem uma cidade de Chaves melhor, contudo, o António Roque não é cego, eu também não e os tais verdadeiros flavienses também não o são e, sabemos comparar, elogiar mas também lamentar a cidade ou o que acontece ou não acontece nela.

 

Embora este blog seja visitado regular e diariamente por um número considerável de pessoas, poucas são as que se atrevem a vir por aqui deixar um comentário e a sua opinião. Não as critico por isso, aliás eu que acompanho diariamente alguns blogs, faço precisamente o mesmo, raramente comento, mas quando o faço, além de deixar a minha opinião, deixo o meu nome, mesmo sabendo o risco que corro em ser conotado com isto ou com aquilo, por mais isentos que sejamos.

 

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Ontem previa que aparecessem comentários (anónimos como convém) a conotar o texto do António Roque com a política partidária. E tal aconteceu, tal como acontece diariamente com todas as opiniões diferentes que se possam ter e, então trazer Montalegre e os feitos de Montalegre, ou de Boticas ou de Valpaços a este blog e comparar com aquilo que se faz em Chaves, é logo política e nunca o lamento sincero daqueles que verdadeiramente lamentam que em Chaves não aconteçam coisas.

 

Pois pessoalmente penso que o António Roque na sua crónica de ontem até foi muito brando nos seus lamentos, porque de facto em Chaves nada acontece e se às vezes até se fazem coisas, ninguém dá por elas e este verão foi um bom exemplo disso e só mesmo o conformismo dos flavienses e a falta de visão e falta de sensibilidade de quem tem os domínios de Chaves na mão (para não lhe chamar outras coisas) é que não se apercebe que para além do movimento natural das pessoas e das ruas, em Chaves nada acontece digno de realce,  ou que ponha Chaves no mapa dos acontecimentos.

 

É inevitável comparar Chaves como os nossos concelhos vizinhos e custa aceitar que uma vila como Montalegre, marque pontos nos acontecimentos que são notícia a nível nacional e com muito menos recursos (mas mesmo muito menos) que a cidade de Chaves tem. Sem recursos, mas com ideias, trabalho e persistência em construir tradições que nunca antes por lá tinha existido. A bruxaria e as sextas-feiras 13 são um bom exemplo disso, mas também a feira do fumeiro, o parapente e a promoção constante da gastronomia, onde até o presunto de Chaves conseguiram certificar com o nome de presunto do barroso.

 

Claro que por cá, falta-nos um Padre Fontes, ou talvez até nem falte e, o que falta mesmo  é apenas quem apoie boas ideias e gente capaz para as aceitar e levar por diante…

 

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E agora pergunto eu aos anónimos e a outros seguidores politiqueiros – O que aconteceu (digno de realce ou de notícia) neste verão em Chaves!? A não ser o fogo de artificio das festas da cidade (ao qual este ano não pude assistir porque não estava cidade), não me lembro de nada, talvez excepção para a Bienal, que até é um acontecimento de realce, mas que, talvez (não duvido)  nem uma centena de pessoas passaram por lá… e porquê!? - Que pense quem tem de pensar e que não me venham como de costume, dizer que foi um sucesso.

 

Reconhecer o marasmo flaviense e reconhecer que os nossos vizinhos fazem melhor que nós será não ter amor por Chaves!?

 

Fica a questão. Eu não tenho dúvidas quanto à resposta… ou como diz o ditado “dá Deus nozes a quem não tem dentes” e, creiam, que em Chaves há muitas nozes…

 

Desculpas para o António Roque por me aproveitar da sua crónica para trazer (também)  aqui os meus lamentos.

 

 

 


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