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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

20
Out10

Crónicas Ocasionais

 

´

 

 

“Pois sim!”

 

A vida é assim!

 

Ou nem assim!

 

Nesta Sociedade, confinada e amassada entre o Minho, a raia espanhola, o mar dos Algarves e as marés do Atlântico, há quase nove séculos que a vida é uma incerteza e ao mesmo tempo não é uma certeza.

 

Somos um Povo que nasceu de um mau costume  -   andar à porrada, dar cabo uns dos outros logo em família    -    a zaragata de S. Mamede!

 

Assim, inatamente desavindos, como seria possível «metermo-nos» com outros, com os de fora, com os vizinhos ou com os estranhos, e não levarmos porrada, regressar desbaratados ou apodrecer no campo de batalha?!

 

Eternamente reduzidos à condição de súbditos,  ainda não demos conta que continuamos com a patente de escravos.

 

D. Afonso Henriques proclamou a Independência   ………….   com reconhecimento e tributo ao Papa!

 

Às vezes, ao longo da nossa História, gritámos vivas à Liberdade.

 

Pois sim!

 

Mas nunca  A proclamámos!!!

 

E vós, ó meus contemporâneos e meus coetâneos, em que dia ou em que ano deixastes de ouvir falar em CRISE?

 

Continuamos a pagar as favas da nossa submissão, da falta de coragem para usar o nosso pensamento, e da covardia em tomarmos decisões que nos responsabilizem de alto a baixo.

 

Vós, Nós continuamos súbditos e escravos consentindo que nos adormeçam e amordacem com o canto de sereia da CIDADANIA.

 

Não! Não somos ainda CIDADÃOS!

 

Ainda não somos capazes de julgar “jurídica e legalmente a política” de quem nos tem governado e governa!

 

 

 

Tupamaro

20
Out10

Quarta-feira sem feijoada

.

 

Era para vos trazer aqui o programa da festa maior de Chaves – a Feira dos Santos, mas fica para a próxima semana, pois ainda não tive acesso a tal, embora já ande por aí, pois já vi uma miniatura do cartaz na página oficial da Câmara Municipal. Claro que é só por curiosidade, pois adivinha-se o conteúdo, ou seja, deve ser mais do mesmo, do habitual de todos os anos, rapazes das concertinas da Venda Nova, cabeçudos, etc. Mas pode ser que me engane. Para a semana prometo deixar aqui o programa.

 

Como estava a contar com o programa, fiquei desprevenido, despido de palavras para o post de hoje e, com a inspiração palavreia não anda lá grande coisa, vamos até à poesia, pois é ela que me salva sempre nos momentos complicados, e não só, pois poesia é sempre poesia, nem que seja e só para poetas, mas é poesia.

 

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Mas, hoje, também não estou virado para a poesia em palavras, prefiro antes trazer aqui a poesia dos gestos. Coisa complicada, também. Pois o gesto para além de ter de ser visto, tem o seu ambiente, ou seja, o mesmo gesto pode ter significado diferente consoante o lugar, ambiente e até momento que acontece, assim, também não posso ir por aí, pela poesia do gesto, do gosto, do cheiro, pois são das tais coisas que só têm poesia se forem mesmo vividos e saboreados, tal como um beijo de amor, ou melhor ainda – apaixonado, pois só beijando é que se sabe como é. Bem podem carregar camiões e camiões de palavras, entregá-las ao melhor poeta para as compor e distribuir no poema, que nunca conseguirá dar-lhe o gosto do gosto de um beijo apaixonado.

 

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Assim sendo, rendo-me mais uma vez à poesia da imagem e da fotografia, dos pormenores e dos cantinhos da nossa cidade, sim, da nossa cidade, porque a nossa cidade tem também muita poesia e poetas. Às vezes mais poetas que poesia – é certo – mas há muita poesia por aí, só é necessário afinar o olhar para a descobrir e, também, ter a sensibilidade de poeta para a conseguir ver e sentir, pois já se sabe que as coisas da poesia, os poemas, são mesmo e quase só para poetas. Nos ou além dos “quase só” estão incluídos os intelectuais de esquerda, pois esses, até numa feijoada das quartas-feiras (que hoje infelizmente não há) conseguem sentir poesia, principalmente se for apuradinha e regada com um bom tinto encorpado. Tanto, mas mesmo tanto a sentem, que além de vivê-la, comem-na, e depois recitam-na durante o dia inteiro.

 

E prontos, penso que o palavreado já chega para encaixar três poemas de Chaves, hoje em imagem.

 

Até amanhã, ou até logo, pois cheira-me que hoje vai cair por aí uma crónica ocasional.

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