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CHAVES

Olhares sobre o "Reino Maravilhoso"

14
Nov10

Mosaico da Freguesia de Vilar de Nantes

 

 

 

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Localização:


A Sul da cidade de Chaves, com o seu território a começar na veiga de Chaves e a acabar em plena Serra do Brunheiro,  é uma das freguesias de periferia da cidade e embora Vilar de Nantes, Nantes e Vale de Zirma, as aldeias oficiais da freguesia, se localizem entre 4 a 5 quilómetros da cidade, o a facto é que o seu território começa onde na pratica a cidade acaba, ou não, pois hoje em dia, Vilar de Nantes é mais uma freguesia urbana da cidade, e entre esta e as suas aldeias, já não há separação física, pois o casario encarrega-se de unir a cidade a Vilar de Nantes.

 

 

Confrontações:


Confronta com as freguesias da Madalena, Cela, Nogueira da Montanha e Samaiões.

 

Coordenadas: (Largo do Patronato de S.José)


41º 42’ 29.80”N

7º 27’ 03.09”W

 

Altitude:


Variável – acima dos 350m e abaixo dos 700m, embora a maior parte do seu território se encontre em plena veiga de Chaves, ou seja, abaixo dos 450 m.

 

Orago da freguesia:


S. Salvador

 

Área:


7.33 km2. Está entre as 10 freguesias mais pequenas em território.

 

Acessos (a partir de Chaves):


– Estrada Nacional 213 e 314.

 

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Aldeias da freguesia:


- Nantes

- Vale de Zirma

- Vilar de Nantes

 

Estas três aldeias são os núcleos tradicionais antigos, no entanto hoje existem outros aglomerados importantes em termos de concentração de casario e população, como a Cooperativa de Habitação TRASLAR, o Bairro de S.José e o Bairro do Lombo, qualquer um deles maior, em termos de casario e população, do que as aldeias tradicionais.


 

População Residente:


Em 1864 – 619 hab.

Em 1890 – 822 hab.

Em 1920 – 732 hab.

Em 1940 – 1058 hab.

Em 1960 – 1423 hab.

Em 1981 – 1117 hab.

Em 2001 – 2117 hab.

 

 

A evolução e crescimento da população vão de encontro às palavras que fui deixando no post dedicado a Vilar de Nantes e à freguesia, como sendo mais uma das freguesias urbanas da cidade onde o crescimento populacional se adivinha continue a crescer e pela certa que os valores do próximo censos serão bem superiores a estes agora apresentados.

 

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Principal actividade:


- Já foi explicado no post dedicado a Vilar de Nantes, que as actividades da freguesia se dispersavam desde o sector primário ao terciário, tendo em todos eles a sua importância. Historicamente a freguesia era afamada pela olaria e a cestaria, mas também a agricultura e a floresta faziam parte do seu dia-a-dia. Mais tarde apareceram as indústrias ligadas ao fabrico de tijolos e telhas cerâmicas “as telheiras”. Hoje, há um bocadinho de tudo, mas, a “nova freguesia” vai funcionando essencialmente como dormitório da cidade

 

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Particularidades e Pontos de Interesse:

No post anterior, dedicado a Vilar de Nantes, já foram dados a conhecer os seus pontos de interesse e particularidades, mas quero aqui realçar um ou dois que já ontem foram abordados. Um deles é a Serra do Brunheiro a sua beleza natural e uma potencialidade a explorar em termos turísticos e desportivos, com uma série de desportos ligados à montanha, nos quais alguns já se praticaram e vão praticando como hobby de alguns adeptos, como o downhill, que tem no Brunheiro uma pista por excelência. Não sei qual foi a razão pela qual se perdeu a prova que lá se realizou durante dois ou três anos, mas fosse qual fosse, foi uma perda, mas também toda uma série de outras actividades ligadas à montanha que se deveriam fomentar e sobretudo apoiar, pois embora pareçam desportos e actividades menores, trazem alguma gente atrás delas.

 

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A cestaria e a olaria são outros dos valores desta freguesia, sobretudo a olaria que tão ligada esteve a esta freguesia e que hoje em dia, caiu praticamente no esquecimento e já nem há oleiros. Certo que perdeu a sua importância que teve como olaria de fabrico de peças utilitárias e utilizadas no dia-a-dia das actividades dos lares, mas poderia evoluir para outro tipo de peças, como alguém mais jovem se propôs fazer e ainda vão fazendo, mas falta toda uma máquina de promoção e divulgação deste tipo de artesanato. Em tempos, o turismo, ainda lhe deu alguma importância, tendo um oleiro (funcionário da Câmara) a fabricar peças quer para a Câmara quer para o Turismo, mas em vez de serem utilizadas para promover o artesanato eram oferecidas como brindes em eventos e outros… sem nunca haver uma verdadeira estratégia de promoção e divulgação e preservação desta arte e o resultado está à vista. Embora hoje ainda se vá referenciando o artesanato de barro preto de Vilar de Nantes, o facto é que ele, nem sequer aparece nos principais certames de divulgação da região, onde o artesanato sempre teve importância e nem sequer na tal feira anual dos Sabores e Saberes de Chaves aparecem peças de barro preto, perdendo para outro tipo de artesanato que nem sequer é da região. É assim um bocado como o Presunto de Chaves, mas não o há. Mas este assunto fica para o tal post sobre a olaria que deveria estar aqui hoje, mas que não foi possível.

 

 

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Linck para os posts neste blog dedicados às aldeias da freguesia:

 

- Nantes - http://chaves.blogs.sapo.pt/224909.html

 

- Vale de Zirma - http://chaves.blogs.sapo.pt/251295.html

 

- Vilar de Nantes - http://chaves.blogs.sapo.pt/558148.html

 

 

Quanto ao post que tinha prometido para hoje sobre a olaria e cestaria de Vilar de Nantes,  fica adiado para o próximo fim-de-semana (também se possível), pois entre encontros de blogues e outros compromissos, não vai restar muito tempo para os trazer aqui. Mas ficam prometidos e aqui, as promessas são para cumprir.

 

E com este post termina a longa caminhada pelas aldeias e freguesias do concelho de Chaves. Seis anos a percorrer as aldeias do concelho, mais de 30.000 registos fotográficos dos quais cerca de 3.000 estão distribuídos pelas diversas páginas deste blog. Um trabalho que fim-de-semana após fim-de-semana fui fazendo quer com trabalho de campo, quer aqui, do outro lado do seu ecrã, mas foi feito com gosto e prazer, sobretudo por saber que levei a terrinha de muita gente por esse mundo fora onde há sempre um natural das aldeias aqui retratadas, para quem uma imagem que seja da sua terra natal tem um valor sempre especial.

 

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Bem ou mal, o trabalho está concluído. Sei que a uns agradou mais que a outros, mas também os dias não são todos iguais e fiz o melhor que sei e pude. Talvez pudesse ter aprofundado mais um ou outro pormenor, talvez me tivessem escapado alguns pormenores e assuntos de interesse, talvez pudesse ter feito melhor. Pela certa que podia, mas tudo que aqui foi feito, foi feito com amor e carinho na tentativa de levar até vós todas as aldeias de Chaves que tão esquecidas e desprezadas têm sido e onde se encontra o verdadeiro ser flaviense e todos os saberes, sabores e valores do nosso ser e onde ser resistente, é quase uma forma de vida.

 

Termina aqui a caminhada pelas aldeias e freguesias com os seus posts de fim de semana, mas não vão terminar as aldeias, pois é um ponto de honra deste blog trazer aqui as nossas aldeias todos os fins de semana, mas a partir de hoje, de uma forma diferente, mais em imagem e pormenores ou outra forma que entretanto possa surgir, mas fica prometido que enquanto este blog existir, os sábados e domingos são dedicados às aldeias.

 

 

E por hoje é tudo.

 

 

 

 

 

 

 

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